Projeto Colcha de Retalhos Jane Austen

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Ao longo de 2017, como parte das celebrações do museu, pelo Bicentenário do Legado de Jane Austen, houve uma grande atividade entre as bordadeiras locais e do resto do mundo, trabalhando para produzir uma colcha coletiva da comunidade austeniana. A colcha foi financiada através de uma bolsa da Heritage Lottery e inspirada no trabalho de patchwork, criado por Jane, sua mãe e irmã, exibido no Museu, após sua recente restauração. Cada retalho da colcha foi individualmente projetado e criado por representantes de mais de quarenta grupos [sobre Jane Austen], em todo o mundo, incluindo grupos na América do Norte, Austrália, Paquistão e Brasil, bem como na vila de Chawton. Cada retalho explorará um tema diferente de Jane Austen, que quando combinados, formarão um patchwork de histórias, narrando a vida, o trabalho e o legado da escritora; e à medida que o Outono se aproxima, também se aproxima o momento em que estes retalhos – tão significativos, retornarão para Chawton.

No início da Primavera, a Casa Museu Jane Austen recrutou a designer de colchas, com residência em Brighton, Elizabeth Betts, como nossa designer da colcha, supervisionando a produção final dos sessenta retalhos da colcha, criados individualmente.

Ao longo dos próximos meses, Liz e eu [Lucy Bailey] estaremos atualizando, semanalmente, sobre o progresso do projeto da colcha, que ainda inclui: oficinas de patchwork, bibliotecas locais, centros de mesa, palestras e muito mais!

Lucy Bailey, Supervisora do Projeto

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Quando você descobriu seu interesse em Jane Austen?
Meu interesse em Austen se desenvolveu na adolescência, quando, de repente, os garotos já não eram mais um incômodo, mas potenciais interesses amorosos. Meu melhor amigo e eu costumávamos assistir as adaptações de Austen obsessivamente. Minha amiga Saskia e eu também passamos um fim de semana em Bath, no Baile da Regência, onde fizemos nossos próprios vestidos, e a parte mais emocionante do evento, foi ver os oficiais, andando por Bath e correndo atrás deles como Lydia e Kitty. Como posso me explicar – nós tínhamos dezenove anos!

O que você mais gosta sobre o trabalho na Casa Museu Jane Austen?
Eu gosto de estar no campo. No fundo, eu sou uma garota do interior e gosto de sair, pela porta do escritório, e encontrar ar fresco e verde.

Em sua opinião, qual é o aspecto mais emocionante do projeto da colcha?
A parte mais emocionante do projeto, para mim, é a mistura de grupos. Adoro o fato de que participam do projeto, não apenas especialistas em Austen, mas crianças da escola, bordadeiras profissionais, pessoas que nunca bordaram antes e grupos ao redor do mundo.

Elizabeth Betts, Designer da Colcha

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Quando você descobriu seu interesse em Jane Austen?
Oh, eu gostaria de poder dizer algo inteligente, mas tudo começou com a adaptação da BBC, em 1995, de Orgulho & Preconceito. Eu tinha terminado o 2º grau e adorava ler, no entanto, eu não estava interessada em ler os textos para as provas, então eu lia, principalmente, novelas da década de 1950. Eu caí de cabeça e me apaixonei pelas histórias, os personagens, os cenários – simplesmente tudo. Lizzie foi o modelo perfeito para uma adolescente: atenciosa, inteligente e direta e, mesmo agora, se eu sair para uma longa caminhada, gosto de pensar que caminhar fará com que meus olhos pareçam mais brilhantes! Depois disso, consumi tudo o que ela escreveu e, ainda hoje, tenho meus clássicos da editora Pinguin em casa. Eles estão meio desgastados, mas nunca os abandonarei. No entanto, como designer de estampas, estou de olho em uma bela coleção da Penguin Clothbound Classics.

O que você mais gosta sobre o trabalho na Casa Museu Jane Austen?
A Casa nos passa um sentimento encantador e, toda vez que eu a visito, me sinto privilegiada por estar lá. Eu amo sua história e ela realmente ganha vida, quando você conhece a conexão que um lugar tem com um tempo e uma pessoa específicos. Como designer e mulher, a combinação da escrita de Jane Austen, com sua vida doméstica, o que se esperava dela e o comportamento das mulheres na época, nunca deixa de me inspirar.

Em sua opinião, qual é o aspecto mais emocionante do projeto da colcha?
Foi satisfatório fazer a transição do projeto, de um conceito a algo que agora tem um plano, para que seja levado adiante. A escala do projeto e o nível de entusiasmo de todos os envolvidos fazem com que eu mal possa esperar para ver a colcha acabada.

Participação do Brasil no Projeto

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Como a presidente da JASBRA, Adriana Zardini, já havia informado anteriormente, pelo Instagram, o Brasil está participando do Projeto Colcha de Retalhos Jane Austen. A própria Adriana, mostrando seus dotes também com a agulha, trabalhou no retalho, que será enviado para Chawton e que comporá a colcha, do projeto.

Nós, da JASBRA, estamos muito orgulhosos de poder enviar um pedacinho de nosso trabalho, eu escolhi as cores da bandeira do Brasil, para homenagear a Jane Austen, e faz parte de um projeto, chamado Jane Austen Quilt, que a Chawton House está comandando”, revelou Adriana, em 25 de setembro.

Confiram mais sobre o retalho brasileiro, que fará parte do projeto oficial da Casa Museu Jane Austen no Instagram da JASBRA!

Tradução e Texto: Pollyana Coura
Fonte: jane-austens-house-museum

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Mr. Bennet nos Deixa! – Morre aos 80 anos, o ator Benjamin Whitrow

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Mr. Bennet nos Deixa! – Morre aos 80 anos, o ator Benjamin Whitrow

Morreu em 28 de setembro de 2017, o ator Benjamin John Whitrow, 80 anos, nascido em 17 de fevereiro de 1937.

“Benjamin Whitrow nunca teve uma atuação ruim”, disse Laurence Olivier, que empregou o ator em sua companhia de Teatro Nacional, na Old Vic, por sete anos no final da década de 1960.

Como ator, Whitrow possuía uma racionalidade controlada, uma surpreendente quietude no palco e a capacidade, ocasional, de surpreender o público com uma explosão controlada ou um intenso olhar fixo. Alto e esbelto, com uma bela voz, Whitrow era um mestre em sua profissão e, como tal, um luxo como ator coadjuvante.

Ele pode ser melhor lembrado por seu papel como o resoluto e conciliador Sr. Bennet, na famosa série da BBC TV, Pride and Prejudice (1995), com Jennifer Ehle como Elizabeth e Colin Firth, alçado ao estrelato, como o Sr. Darcy; a quietude hilária do personagem de Whitrow fazia par com a escandalosa e cacofônica Sra. Bennet, de Alison Steadman.

Tranquilo e reservado como ator, ele foi mais aberto em sua vida privada, embora nunca para se autopromover. No entanto, Whitrow despertou o interesse público, quando surgiu a notícia de que havia tido um filho com a atriz Celia Imrie, que não quis se casar com ele, após se separar de sua esposa, Catherine Cook, uma enfermeira, com quem ele se casou em 1972, e com quem manteve uma boa relação até o fim de sua vida.

Em sua casa, no sul de Wimbledon, Londres, Whitrow era um colecionador de livros, que amava orquídeas selvagens, golfe e jogos de baralho. O ator deixa filhos, Hannah, Tom e Angus, além de quatro netos.

Fonte: theguardian
Tradução e Adaptação: Pollyana Coura

 

Lançamento Oficial da LiterAusten

Temos como missão disseminar com seriedade e dedicação a obra da escritora inglesa Jane Austen e, este propósito, tem vida e nome: LiterAusten!

Este 1o Volume, publicado no dia em que o mundo recorda com reverência o falecimento de Austen há 200 anos, traz artigos inéditos e outros já publicados em anais de congressos e demais veículos de propagação digital.

O conteúdo deste volume versa sobre o estilo literário de Austen; acerca dos gêneros feminino e masculino em suas obras, também aborda a difusão da Austenmania e suas ramificações pelas fanfics.

Desejamos que a leitura seja proveitosa e que a mente e genialidade de Austen sejam atributos cada vez mais reconhecidos entre os amantes da literatura.

Adriana dos Santos Sales

Fábio Paiva Reis

Marcelle Santos Vieira Salles

By a Lady: estudios sobre Jane Austen

by a lady

A amiga Mila Cahue do Hablando de Jane Austen (blog em espanhol sobre Jane Austen) me avisou do lançamento desta preciosidade em terras espanholas! Eu já tinha publicado sobre o lançamento do livro lá na comunidade da JASBRA, mas hoje eu publico o lançamento aqui no blog da Jane Austen Brasil porque, ao realizar a compra, descobri que enviam para o Brasil sem custos de correios! VIVA!!!

O livro é uma coletânea de artigos sobre Jane Austen proveniente do Congreso Internacional de Jane Austen. O capítulo de Mila trata da evolução psicológica nos romances de Jane Austen.

Então, se deseja comprar o livro, clique aqui. Eu acabei de fazer o pagamento e saiu por 59 reais.

Estereótipos literários: Austen como pioneira do chic lit?

Olá leitores!

Recordo que há alguns anos, uma amiga muito inocentemente me questionou: “Aqui, estes livros da Jane Austen que você gosta de ler, são no estilo daqueles romances de banca, certo? Tipo… Sabrina, Bárbara, Samantha?”

Confesso que naquele fatídico momento, me deu uma vontade louca de dar um murro na cara dela, mas como ela é uma amiga muito especial e devido ao carinho que dedico à nossa amizade, sorri de volta e respondi delicadamente (entre os dentes, é claro!) que ela estava redondamente enganada.

Em referência ainda, aos estereótipos literários que as pessoas insistem em conferir à obra de Austen, o blog Baiana da Baviera trouxe um artigo interessante, o qual recomendamos a leitura e reflexão. O título da referida publicação já é instigante:

Jane Austen: mãe do chic lit?

O conteúdo explora que, apesar das obras austenianas agradarem predominantemente o universo feminino – assim como a maior parte do estilo chic lit o faz -, ainda assim seus livros se destacam por abordar temas delicados àquela época, como a negligência aos direitos civis das mulheres, a falta de poder de escolha feminina quanto aos relacionamentos amorosos, choques nos encontros entre classes, escândalos familiares, entre outros tópicos relevantes que versam as tramas construídas por Austen.

Particularmente, creio que Austen não deve ser classificada num gênero chic lit. Longe de ser um preconceito ao estilo ou não observância da suposição de que ela pudesse desejar sua obra emergindo um alcance popular à época. Acima disso, me valho da plena convicção de que Austen sempre quis dizer muito mais em seus contextos imaginários do que insistem em reparar, a maior parte daqueles que adoram esteriotipar sua obra. Austen caprichava nos diálogos, lançava mão de uma linguagem clara e clássica e ironizava como nenhum outro escritor fora capaz de fazer até hoje.

Jane Austen é sim um cânone literário, ao passo que o chic lit volta sua ambição à prateleira comercializável e não à moldura clássica.

Sorry chic lit, mas em Austen, você é apenas uma referência e não um enquadramento.

Jane Sorridente

Marcelle Vieira Salles

Edição 37 Persuasions on-line

A edição de Persuasions on-line (publicação semestral da JASNA) está disponível para leitura on-line. Os artigos são quase todos relacionados  ao Bicentenário de Publicação de Emma!

persuasions

Vejam abaixo os títulos dos artigos, e para leitura clique aqui na página da JASNA.

“The Encouragement I Received”: Emma and the Language of Sexual Assault
Celia A. Easton

“Could He Even Have Seen into Her Heart”: Mr. Knightley’s Development of Sympathy
Michele Larrow

Emma’s “Serious Spirit”: How Miss Woodhouse Faces the Issues Raised in Mansfield Park and Becomes Jane Austen’s Most Complex Heroine
Anna Morton

“Small, Trifling Presents”: Giving and Receiving in Emma
Linda Zionkowski

Oysters and Alderneys: Emma and the Animal Economy
Susan Jones

Epistolary Culture in Emma: Secrets and Social Transgressions
L. Bao Bui

Divas in the Drawing Room, or Italian Opera Comes to Highbury
Jeffrey A. Nigro
Andrea Cawelti

Mrs. Elton’s Pearls: Simulating Superiority in Jane Austen’s Emma
Carrie Wright

Multimedia Emma: Three Adaptations
Linda Troost
Sayre Greenfield

Jane Austen’s Emma at 200: From English Village to Global Appeal
Gillian Dow

MISCELLANY

Discerning Voice through Austen Said: Free Indirect Discourse, Coding, and Interpretive (Un)Certainty
Laura Moneyham White
Carmen Smith

“The Bells Rang and Every Body Smiled”: Jane Austen’s “Courtship Novels”
Gillian Dooley

Courtship and Financial Interest in Northanger Abbey
Kelly Coyne

Curious Distinctions in Sense and Sensibility
Ethan Smilie

“If Art Could Tell”: A Miltonic Reading of Pride and Prejudice
James M. Scott

Looking for Mr. Darcy: The Role of the Viewer in Creating a Cultural Icon
Henriette-Juliane Seeliger

Replacing Jane: Fandom and Fidelity in Dan Zeff’s Lost in Austen
Paige Pinto

Fanny Price Goes to the Opera: Jonathan Dove and Alasdair Middleton’s Mansfield Park
Douglas Murray

Austen at the Ends of the Earth: The Near and the Far in Persuasion
Katherine Voyles

Jane Austen Bibliography, 2015
Deborah Barnum

Por que Jane Austen era feminista?

A leitora Alexandra Duarte nos presenteia hoje com suas reflexões a respeito de Jane Austen e feminismo. E vocês leitores, o que acham desta perspectiva?

O artigo está disponível para download, basta clicar na imagem abaixo.

 

Orgulho e preconceito: os 200 anos de um livro arrebatador

O Milton Ribeiro publicou em seu blog (30 de agosto) um artigo escrito por Nikelen Witter sobre os 200 anos do livro Orgulho e Preconceito! Os dois até mencionaram a JASBRA! 🙂

Confira o post completo aqui.

Costume Chronicles

Eu já postei algumas traduções de artigos desta webzine no Meu Cantinho Literário. Agora, venho partilhar o documento que fiz, agrupando todas as traduções. A maioria dos artigos aborda Jane Austen e suas obras, por isso achei legal partilhar com vocês, mas todo o conteúdo vale uma lida. Eu gosto do jeito como as pessoas que escrevem abordam os temas.