Live 71 – Jane Austen e a Academia

Nossa próxima #janeaustenlives será amanhã, dia 20 de julho às 17:00 (horário de Brasília) e desta vez nossa convidada é a Jade Cestari (University of Ireland)! Vamos conversar sobre “Jane Austen e a Academia“. Lembrem-se: nossas lives acontecem no @janeaustenbrasil no Instagram.

Jade Cestari é graduada pela PUCRS e Mestre em Literatura Internacional Contemporânea e Plataformas de Mídia na National University of Ireland.

Orgulho, preconceito e identidade: A representação da mulher na obra de Jane Austen

Fui assistir a apresentação do trabalho “Orgulho, preconceito e identidade: A representação da mulher na obra de Jane Austen” da Ana Iara Araújo Dos Santos sob orientação da Prof. Dra. Andréa Beatriz Hack De Góes; para minha surpresa as pesquisadores usaram como referencial teórico um artigo que publiquei na Universidade Federal de Uberlândia: “A Identidade Feminina na Obra ‘Orgulho e Preconceito’ de Jane Austen”.

A pesquisa de Ana Iara faz uma análise sobre a representação da mulher de forma bem interessante! Confira o vídeo abaixo!

Revista LiterAusten edição 08 (2020)


Publicação da Jane Austen Sociedade do Brasil – ISSN 2526-9739literausten-08-2020Baixar

Na edição 8 da Revista LiterAusten apresentamos um artigo que discute Jane Austen sob o viés bíblico. Em seguida, um artigo analisando uma personagem da novela Orgulho e Paixão, inspirada em várias obras de Jane Austen. Os três artigos restantes exploram a obra Orgulho e Preconceito sob diferentes pontos de vista: a posição da mulher na sociedade aristocrática inglesa, Elizabeth Bennet em foco e, uma análise da adaptação cinematográfica de 1940.

Os artigos aqui apresentados são frutos de trabalhos e pesquisas acadêmicas que visam enriquecer nosso conhecimento a respeito da autora e suas obras.

Vejam os títulos das publicações desta edição:

JANE AUSTEN E A BÍBLIA: UM ENSAIO SOBRE A INFLUÊNCIA DA LEI DE MOISÉS NA OBRA ORGULHO E PRECONCEITO (Marcelle S. Vieira Salles)

A NOVA DASHWOOD: MARIANA BENEDITO EM ORGULHO E PAIXÃO (Diana de Melo Xavier)

A MULHER DA BAIXA ARISTOCRACIA EM ORGULHO E PRECONCEITO (Aline Benato Soares)

ELIZABETH BENNET E A MUNDIVIDÊNCIA ARTÍSTICA DE JANE AUSTEN (Andre Klojda)

PRIDE & PREJUDICE TRANSMUTADO PARA O SCREWBALL COMEDY DE 1940 (Ricelly Jáder Bezerra da Silva)


Revista LiterAusten edição 7 (2020)

A edição 7 da Revista LiterAusten traz artigos – frutos de pesquisas acadêmicas aqui no Brasil – que nos apresentam reflexões interessantes a respeito das personagens e histórias de Jane Austen.

Vejam os títulos das publicações desta edição:

SUBMISSÃO OU SUBVERSÃO? UM FEMINISMO POSSÍVEL PARA ELIZABETH BENNET (Francisco Edinaldo De Pontes e Aldinida De Medeiros Souza)

JANE AUSTEN, LEITURA DE NINAR PARA GAROTAS REBELDES E FEMINISTAS (Cristiane de Mesquita Alves)

FANNY PRICE: DE HEROÍNA INVISÍVEL A NOVO IDEAL FEMININO (Maria Luiza Ribeiro Buzian)

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA DAS OBRAS DE JANE AUSTEN POR HOMENS: DE C.S. LEWIS A WILLIAM DERESIEWICZS (Bárbara G. Gonçalves Borba)

A IRONIA EM LADY SUSAN, DE JANE AUSTEN (Maíra da Silva Botelho, Thallita Mota de Oliveira)

Patriotismo e Preconceito em Jane Austen

Mais um vídeo da Gresham College! Desta vez, a professora Janet Todd fala patriotismo e preconceito em Jane Austen.

A Ironia e os Caprichos Misteriosos da Narrativa de Jane Austen

Nesse vídeo da Gresham College, a professora Belinda Jack discute a ‘ironia e os caprichos misteriosos da narrativa’ de Jane Austen. Existe a opção de tradução automática para o português.

Jane Austen – uma mulher do século 18 para o século 21

Hoje temos o vídeo da professora Joanne Podis para o canal TEDx no Youtube! Uma análise muito interessante sobre a vida e obra de Jane Austen!

Cartas de Jane Austen – tese de doutorado da USP

Em tempos de corona vírus a vida acadêmica não pode parar! Hoje nasce uma doutora em estudos linguísticos e literários em inglês pela USP! Parabéns Renata Cristina Colasante pelo brilhante trabalho “cartas de Jane Austen: um estudo e tradução anotada”! Tive o prazer de participar dessa banca ao lado dos professores Marcos Antônio de Moraes e Lenita Maria Rimoli Pisetta e da orientadora Sandra Guardini

A [IN]DESCRIÇÃO DE JANE AUSTEN

Artigo escrito por Larissa Pereira de França[1], Publicado na Revista Literausten, edição 06/2019.

Se a um leitor assíduo das obras de Jane Austen é pedido para que trace um perfil de algumas das personagens dos romances Austeneanos, com sucesso esse leitor será capaz de fazê-lo. Facilmente, um pode traçar o perfil do Sr. Collins – um homem pedante, repugnante, bajulador e, como muitos dizem um “mala”. Ou da Sra. Bennet – uma senhora falante, ignorante, fútil e fofoqueira que vive por casar as filhas e não se cansa de reclamar da vida. Ou de Sir Walter Elliot – um baronete quase falido, porém prepotente, vaidoso e orgulhoso.

Porém, ao refletir, esse leitor percebe que nos perfis que traçou não havia sequer uma característica física. Ele percebe que não sabe a cor dos olhos do Sr. Collins, a estatura da Sra. Bennet ou se Sir Walter Elliot era calvo. Não sabe porque Jane Austen não dá a ele essa informação. No entanto, é capaz de imaginar perfeitamente essas personagens. Isso porque a descrição física e material – preferida pela grande maioria dos escritores – para Jane Austen não aparenta ser o mais importante dentro de uma obra. Entretanto, a autora se destaca pela ausência dessa descrição – o que chamo de [in]descrição. O que é e a importância dessa [in]descrição constituem a preocupação deste artigo.


[1] Formada em Letras – Inglês/Literaturas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). E-mail: larissa.p.franca@gmail.com.

O ROMANCE UNILATERAL DE JANE AUSTEN E TOM LEFROY

Tradução inédita do artigo escrito por Joan Klingel Ray[1] com tradução de Adriana Sales Zardini (tradução)[2], Publicado na Revista Literausten, edição 06/2019.

A ânsia de introduzir um romance apaixonado na vida de Jane Austen – seja com o jovem irlandês Tom Lefroy ou com outra pessoa – não é novidade. Em uma palestra proferida em 1925, na Sociedade Real de Literatura dos Estados Unidos sobre a “lacuna” na produtividade literária de Austen entre 1797 (Primeiras Impressões) e o “dilúvio” de romances após 1811, H. W. Garrod advertiu sensatamente:

 
Os biógrafos de Miss Austen procuraram a explicação do mistério em um caso de amor. Mas talvez uma explicação mais simples [seja]. . . que, apesar de ter escrito seus três primeiros romances até o final de 1798, não havia encontrado uma editora para nenhum deles até 1811. Um gênio, o mais fértil, necessariamente sente seus ardores bastante amortecidos pelo infortúnio de três filhos natimortos. (GARROD, 1935: 27-28). Com o lançamento do filme “Amor e Inocência” pela Miramax, em 2007, essa especulação se espalhou pelo mundo dos fãs de Austen para o público do cinema. Muitos cineastas podem acreditar que não apenas Lefroy era o “muso” romântico de Austen, mas também que ele mantinha um lugar em seu coração.



[1] Joan Klingel Ray (email: jray@uccs.edu) é professora de inglês e pesquisadora da Universidade do Colorado, em Colorado Springs, Presidente dos amigos norte-americanos da  Chawton House Library.  Foi Presidente da JASNA (Jane Austen Society of North America) de 2000 a 2006.

[2] Adriana Sales Zardini (email: aszardini@gmail.com) é doutora em Estudos Linguísticos pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), professora de inglês no CEFET-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais) e Presidente da JASBRA (Jane Austen Society of Brazil) desde 2009.