Jane Austen Brasil no Youtube

Para quem ainda não conhece, temos um canal no Youtube. Em tempos de distanciamento social, por causa do novo corona vírus, vale a pena visitar e conhecer um pouco do nosso trabalho, nossos encontros presenciais.

Para este ano de 2020, pretendemos colocar mais vídeos e áudios! Aguardem!

#VirtualJaneCon Programação

Em tempos de pandemia, quem tem disponibilidade e sabe falar inglês, temos uma dica ótima da @drunkausten:

Veja maiores detalhes e programação aqui.

Dica de leitura em tempos de pandemia: Querida Jane Austen

Para quem ainda não leu: Querida Jane Austen – uma homenagem, está disponível para download no site da Amazon. Para quem não tem o dispositivo Kindle, basta baixar o aplicativo para leitura ou ler no navegador. Corre lá porque é por pouco tempo!

Cartas de Jane Austen – tese de doutorado da USP

Em tempos de corona vírus a vida acadêmica não pode parar! Hoje nasce uma doutora em estudos linguísticos e literários em inglês pela USP! Parabéns Renata Cristina Colasante pelo brilhante trabalho “cartas de Jane Austen: um estudo e tradução anotada”! Tive o prazer de participar dessa banca ao lado dos professores Marcos Antônio de Moraes e Lenita Maria Rimoli Pisetta e da orientadora Sandra Guardini

Emma 2020 – Kit do Filme

Recebi, hoje mais cedo, um presente maravilhoso da Melinda @jasna_sctx é um kit de impressa do filme #emma2020 espero que esteja disponibilizado em streaming em breve para nós aqui no Brasil, já que não podemos mais ir aos cinemas e demais lugares com aglomerações de pessoas! @emmafilm @focusfeatures #jasbra #janeaustenbrasil #janeaustensocietyofbrazil #janeaustensociedadedobrasil

Etiqueta na Pandemia com Anne Elliot

Fonte: Fantástico Mundo de Jane Austen

Em tempos de coronavírus, distanciamento social e medidas de prevenção, a sensata heroína de Persuasão pode nos deixar algumas dicas valiosas. Para informações oficiais sobre o coronavírus, acesse: https://coronavirus.saude.gov.br/ Informação, cuidado coletivo e combate às fake news são essenciais! Fiquemos todos protegidos e façamos a nossa parte.

A [IN]DESCRIÇÃO DE JANE AUSTEN

Artigo escrito por Larissa Pereira de França[1], Publicado na Revista Literausten, edição 06/2019.

Se a um leitor assíduo das obras de Jane Austen é pedido para que trace um perfil de algumas das personagens dos romances Austeneanos, com sucesso esse leitor será capaz de fazê-lo. Facilmente, um pode traçar o perfil do Sr. Collins – um homem pedante, repugnante, bajulador e, como muitos dizem um “mala”. Ou da Sra. Bennet – uma senhora falante, ignorante, fútil e fofoqueira que vive por casar as filhas e não se cansa de reclamar da vida. Ou de Sir Walter Elliot – um baronete quase falido, porém prepotente, vaidoso e orgulhoso.

Porém, ao refletir, esse leitor percebe que nos perfis que traçou não havia sequer uma característica física. Ele percebe que não sabe a cor dos olhos do Sr. Collins, a estatura da Sra. Bennet ou se Sir Walter Elliot era calvo. Não sabe porque Jane Austen não dá a ele essa informação. No entanto, é capaz de imaginar perfeitamente essas personagens. Isso porque a descrição física e material – preferida pela grande maioria dos escritores – para Jane Austen não aparenta ser o mais importante dentro de uma obra. Entretanto, a autora se destaca pela ausência dessa descrição – o que chamo de [in]descrição. O que é e a importância dessa [in]descrição constituem a preocupação deste artigo.


[1] Formada em Letras – Inglês/Literaturas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). E-mail: larissa.p.franca@gmail.com.

O ROMANCE UNILATERAL DE JANE AUSTEN E TOM LEFROY

Tradução inédita do artigo escrito por Joan Klingel Ray[1] com tradução de Adriana Sales Zardini (tradução)[2], Publicado na Revista Literausten, edição 06/2019.

A ânsia de introduzir um romance apaixonado na vida de Jane Austen – seja com o jovem irlandês Tom Lefroy ou com outra pessoa – não é novidade. Em uma palestra proferida em 1925, na Sociedade Real de Literatura dos Estados Unidos sobre a “lacuna” na produtividade literária de Austen entre 1797 (Primeiras Impressões) e o “dilúvio” de romances após 1811, H. W. Garrod advertiu sensatamente:

 
Os biógrafos de Miss Austen procuraram a explicação do mistério em um caso de amor. Mas talvez uma explicação mais simples [seja]. . . que, apesar de ter escrito seus três primeiros romances até o final de 1798, não havia encontrado uma editora para nenhum deles até 1811. Um gênio, o mais fértil, necessariamente sente seus ardores bastante amortecidos pelo infortúnio de três filhos natimortos. (GARROD, 1935: 27-28). Com o lançamento do filme “Amor e Inocência” pela Miramax, em 2007, essa especulação se espalhou pelo mundo dos fãs de Austen para o público do cinema. Muitos cineastas podem acreditar que não apenas Lefroy era o “muso” romântico de Austen, mas também que ele mantinha um lugar em seu coração.



[1] Joan Klingel Ray (email: jray@uccs.edu) é professora de inglês e pesquisadora da Universidade do Colorado, em Colorado Springs, Presidente dos amigos norte-americanos da  Chawton House Library.  Foi Presidente da JASNA (Jane Austen Society of North America) de 2000 a 2006.

[2] Adriana Sales Zardini (email: aszardini@gmail.com) é doutora em Estudos Linguísticos pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), professora de inglês no CEFET-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais) e Presidente da JASBRA (Jane Austen Society of Brazil) desde 2009.

JANE AUSTEN, HANNAH MORE E O DRAMA DA EDUCAÇÃO

Tradução inédita do artigo escrito por Jane Nardin[1] Tradução: Vitória Martins de Souza e Ana Clara Coura Vargas (CEFET-MG Timóteo)[2]. Publicado na Revista Literausten, edição 06/2019.

Jane Austen sabia tudo sobre Hannah More, mas Hannah More nunca ouviu falar de Jane Austen, o que não chega a ser surpreendente. Apesar da popularidade de More não ter sobrevivido após sua morte, em 1833 aos 88 anos, enquanto viva, essa cristã moralista foi, sem sombra de dúvida, a mais famosa escritora inglesa.

Leia o artigo completo aqui.


[1] Professora de Literatura Inglesa na Universidade de Yale. E-mail: jane.nardin@yale-nus.edu.sg. Website: <https://www.yale-nus.edu.sg/about/faculty/jane-baron-nardin/>. Jane Nardin é Professora de Inglês na Universidade de Wisconsin, Milwaukee, EUA, onde se especializou nos romances ingleses do século XIX. Seu livro mais recente é Trollope and Victorian Moral Philosophy (Impresso na Universidade de Ohio, 1996), ainda sem título em português.

[2] São alunas do Ensino Médio no CEFET-MG Campus Timóteo. Conduziram esse trabalho sob orientação da professora Adriana Sales e co-orientação de Marcelle Salles em 2019.

JANE’S HAPPY ENDINGS

Poema inédito da Lúcia Leão – publicado na Revista Literausten número 06/2019.

JANE’S HAPPY ENDINGS

Lúcia Leão[1]

were never there when she arrived.

She would dress, naked

inside, ready inside.

The garden was hers

to redefine, and with no rain

coming her way she learned life

can go on with no crying.

She learned to leave behind

simple beginnings and lessons,

she wanted to replant

in the middle of clouds

– a desire.


[1] Lúcia Leão é tradutora e escritora. Tem mestrado em literatura brasileira pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e mestrado em jornalismo pela Universidade de Miami (Flórida, EUA).