Ivo Barroso discute sua tradução ‘Razão e Sentimento’

O vídeo, gentilmente cedido pela Editora Nova Fronteira, está disponível no canal Jane Austen Brasil no Youtube! Neste vídeo, o escritor e tradutor Ivo Barroso discute suas escolhas de palavras ao traduzir o título de ‘Sense and Sensibility’ para ‘Razão e Sentimento’ em português brasileiro. Confiram abaixo:

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“Quase tudo o que pensamos saber sobre Jane Austen está errado”

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O artigo publicado no site BookSeller “Quase tudo o que pensamos saber sobre Jane Austen está errado” é uma declaração de Helena Kelly, autora do livro Jane Austen, The Secret Radical, um livro que será publicado no ano que vem.

A autora – professora da Universidade de Oxford – argumenta que nos acostumamos a uma Jane falsa. Depois de 200 anos de biografias, estudos literários, filmes e adaptações de TV, canecas e toalhas de chá, Austen está agora tão enraizada em nossa consciência cultural que nos desviamos muito dos próprios romances. A própria Kelly foi vítima disso: “Quando eu estava lecionando Austen, muitas vezes eu tinha que voltar ao texto para verificar se o que eu estava lembrando estava realmente lá”. 

Kelly afirma ter sido ‘fisgada’ pela adaptação de Orgulho e Preconceito de 1995, com Colin Firth. Ela e a irmã assistiram a fita de vídeo até estragar. A autora diz que: “(…) eu acho que o que realmente me atraiu foi o modo como as adaptações colocaram em primeiro plano a experiência das mulheres e, especialmente, de uma família de irmãs adolescentes, com essa mistura de afeto e desejo de estrangularem-se. Você não percebe que muitas vezes. “

Por outro lado, Mansfield Park, que ela estudou durante as séries iniciais, foi uma decepção. “Eu achei muito difícil (…)”. Kelly não retomou Austen até seu mestrado no King’s College, em Londres, e, em seguida,   em seu doutorado em Oxford. Antes disso, um curto período na faculdade de direito a convenceu de que uma carreira como advogada não era para ela, entretanto, a experiência de estudar direito lhe deu uma abordagem mais forense aos romances de Austen.“Eu me aproximei deles de modo bem diferente de antes e comecei a notar coisas diferentes”, diz Kelly.

E, de fato, como mostra a Kelly, Emma está repleta de referências. Lembra daquelas crianças ciganas desagradáveis que tentam roubar Harriet Smith? Estão implorando pela estrada porque foram cercados fora de seu acampamento habitual.” Esse ponto de vista sobre Emma permitiu Kelly voltar a estudos os outros romances de Austen. “É tudo sobre confiar no autor. Se você olhar para os textos a sério, então você precisa confiar que o autor quer dizer o que está escrevendo. Austen não faz comentários descartáveis. Se algo está lá, é porque você está destinado a ler e capturar a ideia da autora”.

Em Jane Austen, The Secret Radical, Kelly argumenta que Sense & Sensibility estabelece indignação nua de Austen a respeito da primogenitura, e as mulheres daquela época foram, muitas vezes, deixadas em uma situação de incapacidade financeira por seus parentes do sexo masculino. Mansfield Park é um “romance fanático”, com profundas preocupações acerca da abolição da escravatura, marcada obviamente pelo seu título (Lord Mansfield foi um dos abolicionistas mais proeminentes no final do século 18). Northanger Abbey, traz um teor mais sexual, lança um olhar sobre os perigos do parto, bem como as consequências de não ler livros com atenção suficiente. Persuasão, último romance completo de Austen, é uma meditação agridoce sobre o caos inerente de nossas vidas em um mundo caracterizado pela instabilidade e mudança constante.

Para ler o artigo completo, clique aqui

Dados do livro: 

Editora: Icon Books
ISBNs: 9781785781162/81179
Editor: Duncan Heath

Gazeta de Longbourn Apresenta: Sense & Sensibility

She drank deep, you could see that; she squeezed every drop of living out of all the elements that mattered to her. It made her careless, of course it did, but it was a wonderfully rich and rapt way to be.

Descobri esse livro em alguma das newsletters de editoras que assino – e lembro de ter visto também alguns artigos sobre a idéia por trás da coleção de que ele faz parte. Coloquei-o na lista sempre crescente de volumes a ler futuramente e não pensei muito mais nele até a Terry vir para o Brasil, e trazê-lo na mala para mim.

Eu gostei da forma como Joanna Trollope adaptou a idéia de Razão e Sensibilidade para os tempos modernos, a forma como ela encaixou especialmente a questão de comunicação – celulares, redes sociais, escândalos filmados e postados no youtube… E, considerando que a situação feminina de hoje é diferente daquela à época, os problemas financeiros das mulheres Dashwood tinham de ocorrer de alguma forma diferente, o que ela também conseguiu fazer.

Infelizmente as (necessárias) mudanças acabam por transformar as mulheres da família. Onde antes eu admirava a calma dignidade de Mrs. Dashwood, não posso deixar agora de ver uma mulher infantilizada; a sede de conhecimento e o desejo de explorar o mundo de Margaret a fizeram uma adolescente revoltada do tipo que dá de ombros para tudo, não sobrevive sem celular e vive com fones enfiados no ouvido e Marianne, que a despeito de tudo, respeitava a sensibilidade das pessoas de sua própria família agora é um poço de egoísmo sem qualquer qualidade que a redima.

Só Elinor, prática, cheia de bom senso, preocupada com as contas, os gastos, tentando manter a família unida e abrindo mão de tudo aquilo que a fazia feliz por pessoas que não conseguem enxergar o sacrifício que ela fez por elas, é que continua a mesma de sempre – ou talvez, diante de tudo o que acontece, ainda melhor.

Margaret e Marianne evoluem ao longo do livro, mas Mrs. Dashwood parece, sinceramente, incapaz de crescer. Ela foi a personagem de que menos gostei na história – e a se considerar que você tem uma Fanny Dashwood e uma Lucy Steele para odiar, isso é algo perturbador.

Em compensação, eu ri de me acabar com a forma que ela achou para lidar com Robert Ferrars e seu bizarro casamento com Lucy Steele.

Willoughby continua um canalha, com um passado bem mais pesado. Na história original, mesmo sabendo o que ele apronta, ele consegue nos passar seu charme e muita gente torce por ele – na versão de Trollope, não há um único momento em que você olhe para ele e realmente o ache agradável. Brandon é… Brandon é o salvador da pátria, em mais aspectos do que se poderia imaginar – incluindo o fato de que é ele que consegue o emprego na empresa de arquitetura para Elinor, a despeito de ela ter sido obrigada a largar a faculdade com a mudança da família, emprego que permitirá pagar as contas da família. Edward… eu confesso que gostei mais do Edward dessa versão do que o original, que para mim era meio indiferente.

A despeito disso, o livro funciona bem como uma adaptação da história de Austen para os tempos modernos. Os próximos volumes do The Austen Project são uma releitura de A Abadia de Northanger, cujo autor responsável é um bestseller de romances policiais e Orgulho e Preconceito, ambos com publicação para 2014. Vamos ver o que vem por aí…

Promoção imperdível do Box da LogOn

Por indicação da Meire Souza e Fabia Rossoni, aqui está uma promoção imperdível: o box da LogOn com 8 discos, incluindo: Orgulho e Preconceito (1995), Emma (2009), Razão e Sensibilidade (2008) e Persuasão (2007). Por apenas R$ 59,90.

Detalhes no site Submarino.

Logon lança novo Box das Obras de Jane Austen em DVD

A editora Logon lançará no dia 03 de maio um box com as seis obras de Austen adaptadas para a TV.

São 10 DVDs com:
Orgulho e Preconceito (1995)
Mansfield Park (2007) 

A Abadia de Northanger (2007)

Persuasão (2007)

Razão e Sensibilidade (2008, BBC)

Emma (2009)
A pré-venda está sendo feita pela Livraria Saraiva e custa 179,90 reais, maiores detalhes clique aqui.

Razão e Sensibilidade – o musical

De 15 de abril a 26 de maio estará em cartaz um musical baseado em Razão e Sensibilidade no Denver Center Theatre Company na cidade de Denver, Estados Unidos.

Algumas imagens do musical:

Assista ao vídeo abaixo:

Confira a página do grupo no facebook ou o site.

No ano passado eu já escrevi um post sobre essa adaptação, leia aqui.

Jane Austen com desconto progressivo!

A Luciana Darce nos envia essa dica maravilhosa: Jane Austen com desconto progressivo lá na Livraria Saraiva
São descontos progressivos para todos os DVDs de Jane Austen lançados pela Editora LogOn! Aproveitem! 

Feliz Páscoa!

Esse post é velhinho, mas vale à pena publicá-lo novamente! 
De acordo com a revista do Jane Austen Centre, a páscoa na época de Jane Austen (incluindo os 40 dias seguidos – ascenção de Cristo)eram uma época para viajar e visitar a família. Como nessa época do ano é primavera no hemisfério norte, certamente é uma época mais propícia para que as famílias daquela época pudesse viajar em estradas secas e o clima estaria mais agradável. Todo tipo de referência à páscoa em seus livros e suas cartas involve viagens. Ainda segundo a revista do Jane Austen Centre, a passagem mais conhecida é quando Mr. Darcy chega em Rosings Park para visitar sua tia, Lady Catherine DuBourgh (Pride and Prejudice).

Enquanto observamos as citações de páscoa na obra de Jane, é interessante destacar que para a família Austen e os ingleses da época o período era celebrado com bastante discrição com um jantar em família seguido de meditação. Bastante diferente do que vemos hoje em dia, com a exploração da mídia e toneladas de chocolate sendo vendidos.

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De acordo com alguns colegas da comunidade: Perguntas sobre Anglicanismo, a páscoa na Igreja Católica é bem parecida com a da Igreja Católica:
De acordo com o Rodrigo, os anglicanos brasileiros seguem “o calendário litúrgico da Quinta-feira em memória à Última Ceia, com o lava-pés, retirada dos adornos do altar, recolha do símbolo do Divino Espírito Santo…também a Sexta-feira da paixão, a vigília pascoal, e o Domingo da Ressurreição, claro, que o lado do Natal são as datas em funções das quais o calendário é organizado. A seqüência de todos os domingos do ano eclesiástico depende da data da Páscoa.Entre o Domingo da Ressurreição e o Pentecostes, celebra-se como se fosse uma festa só“.
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Abaixo algumas passagens dos livros de Austen que citam a páscoa – agradeço à minha amiga Lília dos Anjos pela pesquisa:
Razão e Sensibilidade, na ocasião em que “… os Palmer iriam voltar para Cleveland em fins de março, antes dos feriados da Páscoa…” (Razão e Sensibilidade, capítulo III).

Emma“-Não sei, querida… mas é que faz tanto tempo que não vieram! A última vez foi por Páscoa, e só por muito poucos dias… que o senhor John Knightley seja advogado é um grande inconveniente… Pobre Isabella! Que triste é que tenha que estar separada de todos nós! E que pena terá quando vier e não encontre aqui à senhorita Taylor!” (Emma, capítulo IX).


Orgulho e Preconceito“Deste modo tranquilo passaram os primeiros quinze dias da sua visita. Aproximava-se a Páscoa e a semana que a precedia traria uma pessoa a Rosings; e, numa família tão pequena, tal acréscimo não deixava de ser importante”(Orgulho e Preconceito, capítulo XXX).

Mansfield Park“Setecentas libras por ano é uma bela renda para um irmão mais moço; e como ele continuará a viver na casa dos pais, tal renda se destinará por completo para seus “menus plaisirs”; e um sermão no Natal e um na Páscoa, creio eu, será toda a soma de seus sacrifícios” (Mansfield Park, capítulo XXIII).

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O cartãozinho acima é da Ira Huberts, conheça aqui o trabalho da artesã.

Razão e Sensibilidade da Penguin Brasil

Acabo de ler no site da Distribuidora Boa Viagem (aqui de Belo Horizonte) que acaba de sair do forno mais uma edição em português do Brasil de Razão e Sensibilidade. Desta vez com o selo da Editora Peguin  Brasil, como consta no blog da Cia das Letras (que faz parte do grupo editorial ao qual a Penguin faz parte).
O tradutor desta edição brasileira é o Alexandre Barbosa de Souza que também traduziu Orgulho e Preconceito para esta editora.
O curioso é que a editora decidiu optar por uma outra capa, bem diferente do estilo de capa de Orgulho e Preconceito (pintura), como vocês poderão observar abaixo:

Jane Austen games

Matchmaker screenshot. Fonte: Jane Austen’s Games.

Achei um site sobre jogos ambientados no mundo de Jane Austen. Existem lá dois jogos, Matchmaker, um jogo de estratégia, e Solitaire, um jogo de cartas. Eles também anunciam Jane Austen’s party, um jogo sobre as festas na época de Jane Austen.

Banner Solitaire. Fonte: Jane Austen’s Games.

Muito legal. Eu já havia observado que não existem muitos jogos ambientados ou inspirados por Jane Austen e sua obra. Sendo fã de Tolkien e ciente da quantidade de RPG que existem sobre a Terra-média, considerava uma falta com Jane Austen. Agora parece que estão suprindo essa ausência.
Também achei no Jane Austen Reviews algumas palavras cruzadas, de Razão e Sensibilidade e Abadia de Northanger. Bem fáceis e divertidas.