Elizabeth Bennet e Mr. Darcy Sobre o Gelo

Kavita Lorenz & Joti Polizoakis - Pride & Prejudice - 2018.02.19 - 01

Que Orgulho & Preconceito é um romance cheio de ironia, ninguém discute. Mas, admitamos, um dos maiores apelos do livro reside naquela que se tornou uma das histórias de amor mais famosas e deliciosas de todos os tempos.

E o que poderia ser ainda mais romântico do que ver esta história de amor representada através de uma incrível apresentação, em um dos esportes mais belos e charmosos das Olimpíadas de Inverno, como se estivéssemos presenciando Elizabeth Bennet e Mr. Darcy dando voltas e piruetas sobre o gelo?

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Pois a dupla Kavita Lorenz e Joti Polizoakis, da equipe alemã, realizou este desejo secreto dos fãs de Jane Austen e da patinação artística, com uma performance sobre o gelo, no dia 19 de fevereiro, durante as Olimpíadas de Inverno 2018, na cidade de Pyeongchang, na Coreia do Sul, ao som da trilha sonora do filme Orgulho & Preconceito, de 2005.

Os alemães dançaram sobre o gelo, ao som de “Dawn” (#01) e “Liz On Top of the World” (#09), faixas do premiado trabalho do compositor italiano Dario Marianelli.

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Infelizmente a bela apresentação e a inspirada trilha sonora não foram suficientes para garantir um pódio para a dupla alemã, que ficou em 16º lugar, com 150.49 pontos.

Confiram a apresentação no vídeo abaixo (cortesia da emissora coreana KSB):

Fonte: sbnation, kbs, ardmediathek
Texto: Pollyana Coura

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Bordado brasileiro na colcha em homenagem à Jane Austen

A Jane Austen’s House Museum divulgou inúmeros bordados que farão parte da colcha em homenagem à Jane Austen. No ano passado, fui convidada para participar como representante da Jane Austen Sociedade do Brasil e me senti muito honrada em contribuir com essa homenagem! Vejam a tradução da publicação onde o museu citou a JASBRA:

“É um prazer incluir a Jane Austen Sociedade do Brasil, que contribuiu com a moda regencial, incluindo as cores brasileiras no design do bordado.”

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Para visualizar os demais bordados publicados pelo Museu, clique aqui.

Mais imagens da novela Orgulho e Paixão

O Jornal O Globo publicou uma matéria ontem sobre a nova novela das 18:00 “Orgulho e Paixão”

 

 

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Alessandra Negrini mostra o visual de Susana, sua personagem em ‘Orgulho e paixão’ (Foto: Reprodução/Instagram/Alessandra Negrini)

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Leia abaixo um trecho:

RIO — Ao contrário de autores que buscam em obras clássicas a inspiração para criar apenas um ponto de partida de suas tramas, Marcos Bernstein foi mais fundo no universo de Jane Austen (1775-1817) em “Orgulho e paixão”, a nova novela das 18h da Globo. O dramaturgo se baseou em diferentes livros da inglesa — muitos já adaptados pelo cinema mundial —, para criar, de forma livre, os personagens do seu folhetim, que estreia na segunda quinzena de março, na Globo.

— Jane Austen é uma autora pop e tem um universo de personagens femininos com romances muito interessantes para uma novela. Por que não se inspirar com mais proximidade dessas obras? — diz o autor, que quer levar ao ar “uma história romântica e bem-humorada”.

Ambientada no início do século XX, no fictício vilarejo Vale do Café, no interior de São Paulo, a novela, com direção artística de Fred Mayrink, tem sua história central tirada de “Orgulho e preconceito”, um dos livros mais populares de Austen, publicado pela primeira vez em 1813.

A protagonista Elisabeta (Nathalia Dill) é uma das cinco filhas do casal Ofélia Benedito (Vera Holtz) e Felisberto Benedito (Tato Gabus Mendes). Cheia de atitude, ela questiona os costumes da época e o maior desejo da mãe, que vê o casamento como único projeto de vida possível para suas filhas.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/nathalia-dill-thiago-lacerda-vivem-romance-em-novela-que-revisita-jane-austen-22408681#ixzz57YIE5fo6
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Lançamento: A Abadia de Northanger da Editora LaFonte

Outro lançamento da Editora LaFonte em 2017 foi A Abadia de Northanger, com tradução de Ciro Mioranza. O livro mede 23 x 16 cm. E está à venda na Livraria Saraiva por 29,90 reais. Confira aqui os lançamentos Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade também dessa editora.

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Resumo da editora:

A Abadia de Northanger foi o primeiro romance escrito por Jane Austen, apesar de ter sido publicado um ano após sua morte. Talvez pelo fato de ser a autora ainda muito jovem, sua protagonista, Catherine Morland, é a mais ingênua das heroínas de Austen. Nem por isso menos interessante. E o livro, um pouco mais leve que seus demais sucessos, surpreende com muitas passagens cômicas, mas já traz os ingredientes que fizeram de Austen uma das autoras mais lidas de todos os tempos: é repleto de confusões amorosas pontuadas por críticas acidas a sociedade da época. Leitura envolvente da primeira a última página.

Lançamento: Orgulho e Preconceito da Editora Principis

A Editora Principis lançou também uma edição de Orgulho e Preconceito em 2017, medindo 23 x 16 cm. Entretanto, não consegui encontrar o nome do tradutor.

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Resumo da editora:

A história de Orgulho e Preconceito gira em torno das cinco irmãs Bennet, que viviam na área rural do interior da Inglaterra, no século XVIII. Aborda a questão da sucessão em uma família sem herdeiros homens, dentro de uma sociedade patriarcal, onde o casamento era fundamental para as mulheres. Assim, quando um homem rico e solteiro se muda para os arredores, a vida pacata da família entra em ebulição.

Razão e Sensibilidade da Editora LaFonte

A Editora LaFonte acaba de lançar outra tradução de Jane Austen: Razão e Sensibilidade. O livro custa 29,90 reais na Livraria Saraiva. O livro mede 23 x 15,7 cm e possui 272 páginas, e tradução de Ciro Mioranza. O ano de lançamento consta 2017.

A LaFonte também já publicou Orgulho e Preconceito, leia post aqui.

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O resumo da editora:

O cenário é a Inglaterra final do século XVIII, com bailes, carruagens e jantares luxuosos. Após a morte do pai, duas irmãs, Marianne e Elinor Dashwoods, se veem obrigadas a morar de favor numa casa simples e distante, muito diferente do que estavam acostumadas até então. Marianne é romântica. Elinor, reservada. As duas são envolvidas pelas sutilezas do amor e tentam, cada uma e seu modo, sobreviver num modo cujo rumo das paixões se define pela posição social. O antagonismo das irmãs dá alma ao livro de Jane Austen, que narra com perfeição as emoções humanas. Uma história que diverte e encanta até hoje várias gerações de leitores.

A vida das irmãs Marianne e Elinor Dashwood se transforma radicalmente com a morte do pai, cuja herança vai parar nas mãos do filho do primeiro casamento. A história se passa numa época em que, sem dotes, as jovens não tinham a menor chance de conseguir um bom marido. Mas isso não as impede de conhecer o amor. Impulsiva, Marianne se entrega sem pensar à paixão por um homem sem caráter. Já Elinor esconde seus sentimentos, o que não significa que sejam menos intensos. Ao longo da história, as duas enfrentam diferentes provocações numa sociedade movida por dinheiro. A cada reviravolta do destino, o leitor se pergunta: Qual o melhor caminho para a felicidade: razão ou emoção?

Carnaval com Jane Austen

Olá pessoal! Vocês estão sabendo que está rolando um sorteio em parceria com o Clube do Livro BH lá no Instagram? Em homenagem aos 200 anos de publicação de #Persuasão #Persuasion, iremos sortear dois livros!

Para participar vocês devem ler com cuidado as regras e seguir as orientações, depois é só comentar no ig do Clube do Libro BH.

sorteio

Jane Austen e religião

O site Acrópole da fé cristã publicou uma matéria sobre Jane Austen e religião e traz trechos das preces de Austen também.


As orações de Jane Austen

Como sabemos?

Primeiro, temos a evidência das orações de Austen. Sua irmã, Cassandra, preservou as orações que Jane escrevia em suas devocionais noturnas. Elas falavam de um desejo fervoroso por Deus. Uma delas inicia-se assim:

Dá-nos graça, Deus todo poderoso, para orar a ponto de merecermos ser ouvidos, nos direcionarmos a ti com nossos corações, assim como com nossos lábios. Tu estás presente em todo lugar e nada a Ti está oculto.  Que tal conhecimento possa nos ensinar a fixar nossos pensamentos em Ti, com reverência e devoção.

No clímax desta oração, Jane implora a Deus: “Desperta nossa percepção da Tua misericórdia na redenção do mundo”, e ainda “pela nossa própria negligência, desperdiçar a salvação que nos destes, nem sejamos cristãos apenas pelo nome.”

Qualquer tentativa de retratar Jane Austen como um frequentadora de igreja ou cristã nominal cai por terra. Era exatamente contra isso que ela orava.

A vida de Jane Austen

Segundo, temos evidências da vida de Jane. Como Irene Collins descreveu: “Nenhum biógrafo questionou a sinceridade de sua fé, a qual ela constantemente testemunhava e pela qual se fortificava durante sua dolorosa doença.”

Depois de sua morte, um de seus irmãos, que era sacerdote, descreveu-a como “completamente religiosa e devota” e nas ocasiões em que se ausentava dos cultos matutinos e vespertinos aos domingos, ela conduzia um culto à noite em sua casa.

O trabalho de Jane Austen

Temos também evidências em seus trabalhos publicados. Com certeza, Jane Austen não tinha medo de satirizar os sacerdotes. O Sr. Collins em Orgulho e Preconceito transbordava auto-justificação, adoração a uma classe social e falta de autoconsciência contra aquilo que Jane orava (“Oh, Deus, e nos salva-nos do engano da nosso orgulho e vaidade próprios”). Mas enquanto a incomparável popularidade de Orgulho e Preconceito fazem do Sr. Collins um dos sacerdotes mais famosos de Jane Austen, ele está entre os maiores exemplos positivos. Na verdade, os heróis de seus três romances — Edward Ferrars (Razão e Sensibilidade), Edmund Bertram (Mansfield Park), and Henry Tilney (Northanger Abbey) — estão buscando servir na igreja.

Mas talvez a mais sutil e convincente evidência se encontra em seu último romance publicado pouco depois de sua morte em 18 de julho de 1817, Persuasão, o qual mostra uma figura que idolatra a si mesmo:

Sir Walter Elliot, de Kellynch Hall, em Somersetshire, era um homem que, para sua própria diversão, nunca pegava outro livro senão o Baronetage; ali encontrava ocupação em seu tempo ocioso e consolação nas horas aflitas; (…) e ali, se houvesse alguma página que fosse insignificante, ele podia ler sua própria história com um interesse que jamais falhava.

A primeira sentença descreve em forma de paródia uma piedade puritana. O pai de Anne é descrito como um homem profundamente religioso, que restringe sua leitura a Bíblia, onde encontra consolo, ocupação e contentamento. Mais ao invés da Bíblia, Sir Walter constrói sua vida em torno do Baronetage — o livro que lista os nomes e biografias das classes altas. Na verdade, havia um baronete em particular que Sir Walter Elliot tinha fixação: “Essa era a página favorita a qual sempre estava aberta: ELLIOT OF KELLYNCH HALL.”

O herói de Sir Walter não era Jesus, mas ele mesmo.

Ansiedade em cultuar a si mesmo

Em seu vídeo, Allain de Botton observe que nós somos “a primeira sociedade que vive num mundo onde não cultuamos nada mais do que nós mesmos.” Ele aponta que isso cria uma ansiedade. Não podemos suportar a pressão de nos cultuar. Jane Austen, uma das escritoras mais bem sucedidas de todos os tempos, orava de forma rotineira: “Inclina-nos, ó Deus, a pensar de forma humilde a respeito de nós mesmos” e reconhecia diariamente “somos perdidos e dependentes.”

Alain de Botton nos convida a substituis as Escrituras peça cultura: “Obrigado Platão, obrigado Shakespeare, obrigado Jane Austen!” Mas Jane Austen, que emocionava nossos corações, encantava nossas mentes e mostrava os ideias platônicas na prosa, nos oferece um caminho diferente. Ela da forma a um crescimento cultural fértil  em uma vida fundamentada nas Escrituras e na gratidão: “Obrigada Jesus, obrigada Cristo, obrigada Salvador.”


Em 2009 eu já escrevi sobre as preces escritas por Jane Austen – leia aqui. E também sobre Anglicanismo – leia aqui.

Para quem desejar se aprofundar mais sobre o assunto, há inúmeras publicações sobre Austen e religião:

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Sociabilidade, Sentimento e Formação: sobre as mulheres em Hume e em Jane Austen

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A Revista Enunciação acabou de publicar um artigo de autoria de Marcos Balieiro com o título: ‘Sociabilidade, Sentimento e Formação: sobre as mulheres em Hume e em Jane Austen’.

CAPA-V.2-N.2

Resumo:

Trata-se de comparar as perspectivas de Jane Austen e David Hume acerca da relação entre literatura e sociabilidade, especialmente no que diz respeito à formação do caráter das mulheres. Com isso, é possível mostrar que a literatura de Austen é pensada, em ampla medida, como resposta à maneira como a filosofia das luzes britânicas concebia a natureza e o caráter femininos, além de implicar uma recusa bastante contundente da tradição da galanteria.

Para ler o artigo completo, clique aqui.

Dez anos do Blog Jane Austen Brasil

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Se me contassem há dez anos que eu estava prestes a criar o primeiro blog sobre Jane Austen em língua portuguesa e que ele se tornaria referência sobre a escritora no Brasil e até no exterior, certamente eu faria uma cara de espanto.

Com o objetivo de reunir apenas as poucas informações em nossa língua sobre Austen, decidi criar o Jane Austen Club para publicar as informações que eram sempre motivo de publicações e dúvidas no extinto Orkut. Naquela época, a comunidade Orgulho e Preconceito – em homenagem ao filme de 2005 – tinha mais de dez mil membros e eram bastante comum os membros publicarem suas dúvidas sobre quais eram os livros e quem os traduziu aqui no Brasil.

Assim começou a minha jornada digital como apreciadora da obra de Jane Austen e também como fã! Neste mês de fevereiro, o blog Jane Austen Brasil celebra dez anosde existência e isso por si só já é um motivo tremendo para celebração!

Aguardem, ao longo desse ano farei vários sorteios para vocês leitores, amigos e companheiros de jornada nesse maravilhoso universo Austeneano.

Agradecimentos à Pollyana Coura que transformou minha ideia em banner para a nossa comunidade e fanpage no Facebook! Thanks my dear!