Já está disponível o Caderno de Resumos do Seminário de Mostra de Pesquisa de Literatura Inglesa da UFRGS / CEFET-MG, que será realizado nos dias 1º e 2 de julho. A publicação reúne os trabalhos que serão apresentados por estudantes de graduação e pós-graduação de diversas instituições brasileiras, oferecendo um panorama das pesquisas em desenvolvimento nas áreas de Literaturas de Língua Inglesa, Estudos Comparados, Tradução e campos afins.
O seminário contará com oito sessões temáticas, dedicadas a diferentes autores, obras e perspectivas críticas, evidenciando a diversidade de abordagens e a expressiva produção acadêmica nos estudos literários contemporâneos. O caderno constitui, assim, um importante instrumento de divulgação científica, permitindo que o público conheça antecipadamente as pesquisas e acompanhe os debates que serão promovidos durante o evento.
As atividades serão transmitidas pelo canal da Jane Austen Society of Brazil no YouTube, ampliando o acesso às discussões e favorecendo o intercâmbio entre pesquisadores de diferentes regiões do país.
As inscrições para ouvintes permanecem abertas. Convidamos toda a comunidade acadêmica e o público interessado a consultar o caderno de resumos, acompanhar as apresentações e participar deste espaço de diálogo e compartilhamento de pesquisas.
📄 Acesse o Caderno de Resumos:aqui 📝 Inscrições para ouvintes:aqui ▶️ Transmissão pelo YouTube:aqui
Nos dias 1º e 2 de julho, o Seminário de Mostra de Pesquisa de Literatura Inglesa da UFRGS / CEFET-MG reunirá estudantes de graduação e pós-graduação de diversas instituições brasileiras para compartilhar pesquisas nas áreas de Literaturas de Língua Inglesa, Estudos Comparados, Tradução e áreas afins. O evento será transmitido pelo canal do YouTube da Jane Austen Society of Brazil e contará com oito sessões temáticas, abrangendo autores, obras e perspectivas críticas que demonstram a vitalidade dos estudos literários contemporâneos.
Sala 1 – Shelley e Brontë: Espaço, Gótico e Feminilidade Pesquisas sobre o gótico feminino, monstruosidade, espaço doméstico, alteridade e representações do sofrimento feminino nas obras de Mary Shelley e das irmãs Brontë.
Sala 2 – Espaço, Identidade e Representação na Literatura de Língua Inglesa Debates sobre autoria feminina medieval, masculinidades, simbolismos do espaço doméstico e relações entre cidade, identidade e pertencimento.
Sala 3 – Recepção, Adaptação e Reescrita Discussões sobre recepção literária, adaptações, memória cultural, oralidade, resistência e novas formas de reimaginar personagens e autores do cânone.
Sala 4 – Estudos Brontë I: Leitura, Reescrita e Gótico Reflexões sobre práticas de leitura no século XIX, intertextualidade e reescritas contemporâneas do universo bronteano.
Sala 5 – Estudos Brontë II: Tradução, Clássicos e Violência de Gênero Apresentações que articulam tradução, estudos clássicos, psicanálise e debates sobre violência de gênero nas obras das irmãs Brontë.
Sala 6 – Literatura, Raça e Formação Social Pesquisas que abordam infância, memória, trauma, segregação racial e processos de formação identitária em diferentes contextos culturais.
Sala 7 – Shakespeare e Refigurações Literárias Sessão dedicada às permanências e recriações da obra shakespeariana, explorando personagens como Ofélia e Desdêmona, além da recepção crítica de Shakespeare.
Sala 8 – Literatura Contemporânea e Estudos Culturais Encerrando o seminário, esta sessão reúne trabalhos sobre Oscar Wilde, Toni Morrison, Octavia Butler, J. D. Salinger e representações de gênero na literatura contemporânea.
O seminário reafirma a importância da pesquisa em Literatura Inglesa ao promover o diálogo entre diferentes instituições, perspectivas teóricas e objetos de estudo.
Inscrições para ouvintes
As inscrições para ouvintes continuam abertas e podem ser realizadas pelo formulário:
Chamada para Trabalhos – 1º Colóquio Jane Austen Brasil – 18 anos de leituras e pesquisas
Prezada(o) pesquisadora(or),
É com grande satisfação que a Jane Austen Brasil, em parceria com o CEFET-MG e a UFRGS, convida pesquisadoras(es), docentes, estudantes e interessadas(os) nos estudos literários e demais áreas do conhecimento para participar do 1º Colóquio Jane Austen Brasil – 18 anos de leituras e pesquisas, a ser realizado em formato on-line, no mês de fevereiro entre os dias 23 e 24, turnos tarde e noite. O evento será gratuito.
Este colóquio tem como principal motivação a celebração dos 18 anos de criação da Jane Austen Brasil, marco que simboliza a consolidação de uma trajetória dedicada à promoção da leitura, ao incentivo à pesquisa acadêmica e ao fortalecimento do diálogo entre universidade, leitores e comunidade cultural. Ao longo dessas quase duas décadas, a Jane Austen Brasil tem se constituído como espaço de circulação de saberes, encontros interinstitucionais e valorização dos estudos austenianos no país.
O evento consistirá em palestras e comunicações e contará com uma chamada para trabalhos. As palestras serão proferidas por pesquisadoras(es) que possuam, no mínimo, o título de mestre, enquanto as comunicações estarão abertas a estudantes de graduação e graduados, das mais diversas áreas do conhecimento, interessados em apresentar pesquisas, reflexões e experiências relacionadas à obra de Jane Austen e a seus desdobramentos críticos, culturais e pedagógicos.
O colóquio tem como objetivo reunir pesquisadoras(es) de diferentes instituições e áreas, promovendo o intercâmbio acadêmico e a reflexão sobre a permanência, a atualidade e a diversidade de abordagens críticas em torno da obra de Jane Austen, contemplando temas como estudos literários, recepção, tradução, edição, ensino, intermedialidade, história do livro e cultura literária.
Será uma honra contar com sua participação neste momento comemorativo e reflexivo, que celebra não apenas os 18 anos da Jane Austen Brasil, mas também o compromisso contínuo com a pesquisa, a leitura crítica e o diálogo acadêmico.
Convite especial para pesquisadoras e pesquisadores!
O GT 21 – Jane Austen no Brasil: leitura, tradução e circulação de textos está com envio de resumos aberto até 27/10 aqui neste link.
O grupo integra o XIV Seminário Nacional sobre Ensino de Língua Materna, Estrangeira e de Literaturas (SELIMEL) e propõe discutir como a obra de Jane Austen circula, é traduzida, adaptada e reinterpretada no contexto brasileiro — da crítica acadêmica às mídias contemporâneas, passando por leitores, tradutores e criadores.
As coordenadoras do GT são: – Adriana Sales (JASBRA / CEFET-MG) – Bianca Rossato (IFSUL – Gravataí) – Lilia dos Anjos (PMJP – SEDEC)
Envio de resumos até 27/10 Mais informações e link para submissão no QR Code da imagem.
Venha fazer parte dessa conversa sobre Austen no Brasil, suas traduções, leituras e reinvenções! 💕
Resumo do GT 21 – Jane Austen no Brasil: leitura, tradução e circulação de textos
A presença de Jane Austen no Brasil oferece um rico campo para analisar obras literárias que se adaptam e circulam em contextos culturais distintos do original. Desde as primeiras traduções na década de 1940 até versões contemporâneas, a recepção de Austen evidencia não apenas o apreço por sua crítica social e ironia, mas também a relevância de seus textos para debates sobre gênero e classe na sociedade. As traduções brasileiras buscam conciliar fidelidade linguística e adequação cultural, produzindo textos que dialogam com leitores locais, demonstrando o papel ativo da tradução na mediação entre culturas e a criação de novas experiências de leitura.
Além da tradução, a produção cultural inspirada em Austen no Brasil revela múltiplas formas de circulação de seus textos. A transposição de Orgulho e Preconceito para o cordel e de Razão e Sensibilidade para os quadrinhos, exemplificam a adaptação da narrativa clássica a suportes culturais locais, transformando o romance em uma experiência oral e visual, enquanto adaptações teatrais e musicais reinterpretam suas histórias para o palco, explorando a dimensão performativa da literatura. Por sua vez, a telenovela Orgulho e Paixão demonstra a capacidade de Austen de atravessar mídias, conectando enredos do século XIX a temas contemporâneos, reafirmando a relevância de seus romances na cultura popular e midiática brasileira.
A circulação de Austen também se manifesta no crescimento da crítica acadêmica, que investiga a modernidade de seus textos, sua influência em diferentes formas de circulação na cultura popular e a maneira como seus temas — o papel das mulheres, casamento, mobilidade social e relações de poder — ressoam globalmente. Esse processo evidencia práticas leitoras diversificadas, em que o público brasileiro não apenas consome traduções e adaptações, mas participa da reinvenção desses textos, contribuindo para a produção de significados novos e contextualmente situados.
Assim, a trajetória de Jane Austen no Brasil exemplifica como textos literários circulam entre diferentes suportes, desde livros impressos até mídias digitais e performativas, e como práticas leitoras se articulam com processos de tradução, adaptação e apropriação cultural. A análise desse fenômeno permite compreender a literatura como um campo dinâmico de produção e circulação, em que a obra de uma autora se transforma em objeto de estudo, entretenimento e inspiração criativa em um contexto não anglófono, destacando a dimensão global da circulação literária contemporânea.
Dessa forma, a experiência brasileira com a autora ilustra a articulação entre leitura, produção, tradução e circulação de textos literários e não literários em múltiplos suportes, reforçando a pertinência de estudar práticas leitoras e adaptação cultural como parte integrante da recepção literária transnacional.
Nesse horizonte, convidamos trabalhos que investiguem diferentes aspectos da presença de Jane Austen no Brasil, considerando práticas de leitura, traduções, adaptações e recriações em variados suportes. O objetivo é ampliar o debate sobre como sua obra continua a inspirar práticas leitoras, experiências estéticas e processos criativos, reafirmando a atualidade e a força de seus textos na cultura literária e midiática contemporânea.
Palavras-chave: Jane Austen; Traduções literárias; Adaptações culturais; Práticas leitoras; Circulação de textos; Recepção literária no Brasil.
Curso de Extensão Online: Virginia Woolf lê Jane Austen! Aberto também para a comunidade externa à UFAC e UFPB.
Formulário de inscrição para participação do Curso de Extensão, coordenado pela Profa. Dra. Patricia Marouvo.
O curso irá acontecer entre os dias 16 e 19 de novembro de 2021, via Google Meet. Para assistir a qualquer uma das palestras, é necessária a inscrição no curso. Palestrantes: Profa. Dra. Patricia Marouvo (UFAC), Profa. Dra. Maria A. de Oliveira (UFPB), Profa. Dra. Débora Rosa (UFPB) e Profa. Dra. Genilda Azerêdo (UFPB).
Horário: 10h-12h (Horário de Brasília)/ 8h-10h (Horário do Acre) Inscrições até 14/11 Certificação de 20h.
Publicação da Jane Austen Sociedade do Brasil – ISSN 2526-9739literausten-08-2020Baixar
Na edição 8 da Revista LiterAusten apresentamos um artigo que discute Jane Austen sob o viés bíblico. Em seguida, um artigo analisando uma personagem da novela Orgulho e Paixão, inspirada em várias obras de Jane Austen. Os três artigos restantes exploram a obra Orgulho e Preconceito sob diferentes pontos de vista: a posição da mulher na sociedade aristocrática inglesa, Elizabeth Bennet em foco e, uma análise da adaptação cinematográfica de 1940.
Os artigos aqui apresentados são frutos de trabalhos e pesquisas acadêmicas que visam enriquecer nosso conhecimento a respeito da autora e suas obras.
A edição 7 da Revista LiterAusten traz artigos – frutos de pesquisas acadêmicas aqui no Brasil – que nos apresentam reflexões interessantes a respeito das personagens e histórias de Jane Austen.
Se a um leitor assíduo das obras de Jane Austen é pedido para que trace um perfil de algumas das personagens dos romances Austeneanos, com sucesso esse leitor será capaz de fazê-lo. Facilmente, um pode traçar o perfil do Sr. Collins – um homem pedante, repugnante, bajulador e, como muitos dizem um “mala”. Ou da Sra. Bennet – uma senhora falante, ignorante, fútil e fofoqueira que vive por casar as filhas e não se cansa de reclamar da vida. Ou de Sir Walter Elliot – um baronete quase falido, porém prepotente, vaidoso e orgulhoso.
Porém, ao refletir, esse leitor percebe que nos perfis que traçou não havia sequer uma característica física. Ele percebe que não sabe a cor dos olhos do Sr. Collins, a estatura da Sra. Bennet ou se Sir Walter Elliot era calvo. Não sabe porque Jane Austen não dá a ele essa informação. No entanto, é capaz de imaginar perfeitamente essas personagens. Isso porque a descrição física e material – preferida pela grande maioria dos escritores – para Jane Austen não aparenta ser o mais importante dentro de uma obra. Entretanto, a autora se destaca pela ausência dessa descrição – o que chamo de [in]descrição. O que é e a importância dessa [in]descrição constituem a preocupação deste artigo.
[1] Formada em Letras – Inglês/Literaturas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). E-mail: larissa.p.franca@gmail.com.
A ânsia de introduzir um romance apaixonado na vida de Jane Austen – seja com o jovem irlandês Tom Lefroy ou com outra pessoa – não é novidade. Em uma palestra proferida em 1925, na Sociedade Real de Literatura dos Estados Unidos sobre a “lacuna” na produtividade literária de Austen entre 1797 (Primeiras Impressões) e o “dilúvio” de romances após 1811, H. W. Garrod advertiu sensatamente:
Os biógrafos de Miss Austen procuraram a explicação do mistério em um caso de amor. Mas talvez uma explicação mais simples [seja]. . . que, apesar de ter escrito seus três primeiros romances até o final de 1798, não havia encontrado uma editora para nenhum deles até 1811. Um gênio, o mais fértil, necessariamente sente seus ardores bastante amortecidos pelo infortúnio de três filhos natimortos. (GARROD, 1935: 27-28). Com o lançamento do filme “Amor e Inocência” pela Miramax, em 2007, essa especulação se espalhou pelo mundo dos fãs de Austen para o público do cinema. Muitos cineastas podem acreditar que não apenas Lefroy era o “muso” romântico de Austen, mas também que ele mantinha um lugar em seu coração.
[1] Joan Klingel Ray (email: jray@uccs.edu) é professora de inglês e pesquisadora da Universidade do Colorado, em Colorado Springs, Presidente dos amigos norte-americanos da Chawton House Library. Foi Presidente da JASNA (Jane Austen Society of North America) de 2000 a 2006.
[2] Adriana Sales Zardini (email: aszardini@gmail.com) é doutora em Estudos Linguísticos pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), professora de inglês no CEFET-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais) e Presidente da JASBRA (Jane Austen Society of Brazil) desde 2009.
Deverá estar ligado para publicar um comentário.