Mr. Tilney, o queridinho!

Uma publicação do site EW chamou a minha atenção: não estavam enaltecendo o Mr. Darcy! Pensei, que genial! Com o título : “Henry Tilney de Northanger Abbey é o melhor homem líder de Jane Austen”, Maureen Leen Lenker enumera as características desse personagem de Austen como sendo um homem com grande liderança!

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Mr. Tilney, interpretado por J J Feild (2007)

Vejamos um trecho:

(…) Fitzwilliam Darcy reinou como líder mais desejável, um fato amplamente assistido por Colin Firth e seu retrato do herói da era de a Regência como um arrasa corações que mergulha no lago e usa uma camisa molhada.

Mas estou aqui para lhe dizer que o lago cinematográfico está de lado, você está enganada. O Sr. Darcy não é o melhor herói de Austen. Um de seus personagens menos conhecidos : Sr. Henry Tilney, o liberalista clérigo de Northanger Abbey .

 

Para ler o artigo completo, em inglês, clique aqui. Para uma versão traduzido à jato por um tradutor digital, clique aqui.

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Já temos Darcy e Lizzie escalados para a novela Orgulho e Paixão

A notícia que causou mais burburinho hoje foi a divulgação do Thiago Lacerda como Darcy e Nathália Dill como Elizabeta (???). Ontem a globo já havia divulgado a participação da Nathália, mas não havia esclarecimento sobre qual personagem seria.

A Pollyana Coura (Jasbra) providenciou logo uma imagem para o nosso post!

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Confira a notícia completa aqui.

Orgulho e Preconceito da Editora LaFonte

A Editora LaFonte (grupo Escala) acaba de lançar uma edição de Orgulho e Preconceito.  Porém, no site da Livraria Cultura há uma classificação como Litertura Juvenil e com número de páginas em torno de 240, eu acredito que seja uma adaptação. O tradutor é o George A. Vicente e está à venda por 29,90.

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Vou aguardar maiores informações da editora para publicar para vocês.

Sinopse: Publicado pela primeira vez em 1813, Orgulho e Preconceito já vendeu mais de 20 milhões de exemplares e continua fascinando leitores no mundo todo. O romance da escritora inglesa Jane Austen virou filme, minissérie e também inspirou adaptações. Sua protagonista, Elizabeth Bennet, é uma audaciosa jovem que se destaca entre cinco belas irmãs por conseguir impor suas opiniões numa época em que encontrar um bom marido era questão de sobrevivência. Delicadeza e bom humor fazem a trama irresistível da primeira à última página.

‘Orgulho, Preconceito e Nachos’ – filme produzido por alunos de Manaus concorre em festival

Eu li essa notícia no site d24am.com Vejam a matéria abaixo:

Roteiro de ‘Orgulho, Preconceito e Nachos’ traz um cupido mexicano e sátira com Donald Trump

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O trabalho dos adolescentes foi o único a participar em duas categorias: Melhor Roteiro e Melhor Produção (Foto: Reprodução)

Manaus – O curta metragem ‘Orgulho, Preconceito e Nachos’, produzido por alunos do Colégio Martha Falcão, concorreu, na última semana, com mais de 300 produções de escolas de todo o Brasil no 1° Festival de Curtas da Árvore de Livros. Produção teve desde cupido mexicano a sátira com o presidente norte-americano Donald Trump.

As alunas responsáveis pelo curta, Isabelle Flores, Maria Luiza Coutinho, Mayara Escobar e Gabrielle Luz, contam que a experiência foi surpreendente. “Jamais imaginávamos que nos classificaríamos para o festival, tivemos a ideia de fazer a nossa versão sobre o romance da escritora britânica Jane Austen e a Mayra, que é de origem mexicana, sugeriu que a história merecia algo diferente, inserir um cupido mexicano e que fizesse uma sátira com o Donald Trump”, disseram as alunas do 9° ano.

E o trabalho delas também foi aprovado pelos pais. A mãe de Gabrielle, Ana Cristina Luz, destaca que produzir o curta com o apoio do Colégio Martha Falcão foi, sem dúvida, uma forma de incentivar as crianças e adolescentes a trabalharem em equipe, serem responsáveis e dar asas a imaginação.

“Mesmo que o curta não tenha sido o primeiro nas categorias que concorreram, ficamos bastante orgulhosos e impressionados com o trabalho dos alunos. Eles já chegaram com o roteiro pronto”, disse o professor e artista plástico Nelson Falcão.

A premiação foi uma iniciativa da plataforma de leitura digital Árvore de Livros, que pretende unir cinema e literatura, com o objetivo de contribuir para a formação de leitores críticos capazes de estabelecer relações entre diferentes mídias e linguagem.

O trabalho dos adolescentes foi o único a participar em duas categorias: Melhor Roteiro e Melhor Produção.


Razão e Sensibilidade – adaptado

Eu já tinha visto essa adaptação de Razão e Sensibilidade, escrita por Douglas Tufano e Renata Tufano Ho, mas acabei me esquecendo de publicar aqui no blog.

O livro tem 120 páginas, foi publicado pela Ediotra Paulus e custa R$ 15,00 no Submarino. O livro é da mesma linha editorial de Orgulho e Preconceito – também publicado aqui no blog, adaptado por João Pedro Roriz (fiz uma entrevista com ele em outubro de 2009, veja aqui).

Resenha no site Submarino:

Razão e Sensibilidade está focado nos relacionamentos de Elinor e Marianne Dashwood, duas filhas do segundo casamento do Sr. Dashwood. Elas têm uma jovem irmã, Margaret, e um meio-irmão mais velho, John. Quando seu pai morre, a propriedade da família passa para John, o único filho homem, e as mulheres Dashwood se veem em circunstâncias adversas. 
O contraste entre as irmãs, mostrando Elinor mais racional e Marianne mais emotiva e passional, é resolvido quando cada uma encontra, à sua maneira, a felicidade. Ao longo da história, Elinor e Marianne buscam o equilíbrio entre a razão e a sensibilidade na vida e no amor. 

Entrevista com João Pedro Roriz

Como prometi, aqui está a entrevista com João Pedro Roriz – autor de Orgulho e Preconceito, versão adaptada para a Editora Paulus.
1) Como conheceu a obra de Austen?
Jane Austen sempre me cativou por utilizar a ironia com perfeição. O retrato de uma época perdida no tempo também é algo interessante, pois sempre fui apaixonado por história. Mas ao mesmo tempo, sempre ouvi dizer que sua literatura era em algumas passagens um pouco imatura… o motivo talvez seja a idade em que Austen começou a escrever. Algo notável! Não devemos olhar a literatura de Jane pela forma e sim pelo conteúdo. Conheci Austen quando lia textos elizabetanos e fiquei curioso pelo texto daquela jovem que para alguns críticos equiparava-se a Shakespeare. Exageros a parte, me encantei com os elementos humanos de seus personagens e o poder de observação da escritora. Algumas passagens são sim ansiosas, mas existem muitas qualidades literárias impressionantes para uma escritora de 17 anos.
2) Quantos livros da Austen você já leu?
Confesso que até agora só me interessei em ler o Orgulho e Preconceito. Os outros livros dela não me cativaram tanto quanto esse (que foi o primeiro que li dela). Você leu outros livros de Austen? Se sim, quais?
3) Nessa adaptação de Orgulho e Preconceito você conseguiu sintetizar o livro original em 150 páginas, como foi isso?
Foi um desafio e tanto. A primeira versão desta adaptção tinha 240 pg., mas o editor pediu para sintetizar mais e o livro acabou com 150pg.. Eu simplifiquei a linguagem, juntei duas ou três cenas de cada vez nos mesmos ambientes, extirpei todas as gorduras, momentos de solilóquios dos personagens, etc. Outro elemento de simplificação do texto foi a mudança no tipo de narração do texto: Jane Austen era uma menina quando escreveu a primeira versão de Orgulho e Preconceito. Com isso, as opiniões da autora sempre se confundiam com as opiniões da protagonista Elizabet Bennett. O que fiz foi trazer a narrativa para a primeira pessoa. Isso contruibuiu para a compreensão das passagens e faciltou a leitura dos jovens. Apesar destas mudanças, o livro manteve o tom irônico e cerimonioso, os retratos históricos e sociais e, ainda o mais importante, a personalidade dos personagens e os elementos discritivos.
4) Você gosta das histórias de Austen?
Sempre escutei que os livros de Austen falam sobre o gênero feminino e imaginei que se tratassem de “histórias de mulherzinhas”. Mas eu me enganei. Ainda na adolescencia percebi que o retrato de seu tempo ia além da própria Inglaterra do Séc. XVIII. Os temas são atuais, pois ainda vivemos em castas, ditados por uma ordem político-financeira. As oligarquias ainda estão no poder e, neste sentido, vale a pena avaliar os ritos sociais, as pompas, as formas de diversão de uma civilização abastada e culta, suas hipocrisias, desmandos e paixões.
5) Se identifica com algum personagem?
Eu não sei porque, mas desde que escrevi a adaptação de Orgulho e Preconceito me tornei íntimo daquela família Bennett. Queria continuar lendo suas histórias, seus conflitos, suas lutas… Eu sou um sujeito meio platônico e me apaixonei de cara pela Lydia, a mais jovem e espivetada de todas. Vai ver que tenho uma atração por mulheres perdidas, vá entender…
6) Nos fale um pouco sobre sua atuação profissional.
Sou escritor e jornalista, ator, professor e gestor cultural da Universidade Castelo Branco. Tenho 4 livros publicado e estou com mais três no prelo pela Paulus Editora. Sou apresentador e produtor de um programa de rádio, faço palestras no Brasil todo, enfim…você me conhece melhor através do blog http://www.jproriz.blogspot.com/
7) Quais os nomes dos seus livros já publicados?
Poesia Teatral (Ibis Libris, 2006), Liras Dramáticas (Vianapole, 2007), Gorrinho uma loucura cronica (Paulus, 2009), Orgulho e Preconceito (Paulus 2009). NO PRELO: Chica da Silva (Paulus 2010), Almanaque do Jovem Cidadão (Paulus, 2010), Eros e Psique (Paulus 2010).
8) Gostaria de deixar uma mensagem para os fãs de Austen?
Quero agradecer por terem me dado a surpresa de gostarem de minha adaptação. Escrevi a adaptação a pedido da Paulus focando o público infanto-juvenil, mas me surpreendi com o número de leitores adultos do livro. Nós sabemos que um adaptação nunca poderá se igualar com o original no que se refere à qualidade, mas espero que esta obra possa contruibuir para o sucesso das obras de Austen no Brasil
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Ao visitar o orkut de João Pedro vi algumas fotos dele como o índio Parati na mini-série A Muralha (2000). Aqui vai uma descrição feita por João:
A minissérie A Muralha foi uma produção histórica da Rede Globo, do ano 2000, feita em comemoração pelos 500 anos de descoberta do Brasil. Por esse motivo, aceitei o convite de viver na pele de um índio, o verdadeiro representante do País do Cruzeiro. Meu prersonagem PARATI era um índio já “civilizado” pelos brancos, amigo do protagonista, o bandeirante DOM BRÁS (vivido por Mauro Mendonça). Parati é um personagem maravilhoso do livro A Muralha de Dinah Silveira de Queiroz. Indico esta leitura. A Muralha foi uma das minhas raras aparições na TV, mas é tão cheia de simbolismos e cenas marcantes que as pessoas até hoje comentam comigo. Foi uma experiência genial, mais como escritor do que como ator, pois eu tinha 17 anos , mesmo trabalhando como ator, sempre fui muito observador e por isso tive ali meus primeiros contatos com uma literatura educativa e ao mesmo tempo comercial.

Orgulho e Preconceito adaptação para o português

A Editora Paulus acaba de lançar uma versão adaptada de Orgulho e Preconceito, trata-se de um livro muito útil para professores que desejam introduzir Jane Austen nas aulas de ensino fundamental e médio.
A história foi adaptada por João Pedro Roriz em 150 páginas e por ser voltado para o público adolescente traz uma linguagem mais moderna, sem é claro sair do texto original. O livro custou 15,00 reais, comprei aqui em BH mesmo na livraria Paulus.
Conheço o João Pedro há um tempinho e ele já me prometeu uma entrevista aqui para o JASBRA! Aguardem!
Como podemos perceber, Jane está avançando nas prateleiras do Brasil! Ótima iniciativa da Editora Paulus! Nesta coleção (que é nova) já estão disponíveis os livros:
A Ilha do Tesouro – R. S. Stevenson – adaptação de Douglas Tufano e Renata Tufano Ho
Os Miseráveis – Victor Hugo – adaptação de Júlio Emílio Braz
O Príncipe e o Mendigo – Mark Twain – adaptação de Lino de Albergaria
Os Lusíadas – Luís de Camões – adaptação de Lino de Albergaria
A Divina Comédia – Dante Alighieri – adaptação de Lino de Albergaria
O Corcunda de Notre-Dame – Victor Hugo – adaptação de Douglas Tufano e Renata Tufano Ho
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