Mr. Tilney, o queridinho!

Uma publicação do site EW chamou a minha atenção: não estavam enaltecendo o Mr. Darcy! Pensei, que genial! Com o título : “Henry Tilney de Northanger Abbey é o melhor homem líder de Jane Austen”, Maureen Leen Lenker enumera as características desse personagem de Austen como sendo um homem com grande liderança!

tilney
Mr. Tilney, interpretado por J J Feild (2007)

Vejamos um trecho:

(…) Fitzwilliam Darcy reinou como líder mais desejável, um fato amplamente assistido por Colin Firth e seu retrato do herói da era de a Regência como um arrasa corações que mergulha no lago e usa uma camisa molhada.

Mas estou aqui para lhe dizer que o lago cinematográfico está de lado, você está enganada. O Sr. Darcy não é o melhor herói de Austen. Um de seus personagens menos conhecidos : Sr. Henry Tilney, o liberalista clérigo de Northanger Abbey .

 

Para ler o artigo completo, em inglês, clique aqui. Para uma versão traduzido à jato por um tradutor digital, clique aqui.

Anúncios

“Quase tudo o que pensamos saber sobre Jane Austen está errado”

secret

O artigo publicado no site BookSeller “Quase tudo o que pensamos saber sobre Jane Austen está errado” é uma declaração de Helena Kelly, autora do livro Jane Austen, The Secret Radical, um livro que será publicado no ano que vem.

A autora – professora da Universidade de Oxford – argumenta que nos acostumamos a uma Jane falsa. Depois de 200 anos de biografias, estudos literários, filmes e adaptações de TV, canecas e toalhas de chá, Austen está agora tão enraizada em nossa consciência cultural que nos desviamos muito dos próprios romances. A própria Kelly foi vítima disso: “Quando eu estava lecionando Austen, muitas vezes eu tinha que voltar ao texto para verificar se o que eu estava lembrando estava realmente lá”. 

Kelly afirma ter sido ‘fisgada’ pela adaptação de Orgulho e Preconceito de 1995, com Colin Firth. Ela e a irmã assistiram a fita de vídeo até estragar. A autora diz que: “(…) eu acho que o que realmente me atraiu foi o modo como as adaptações colocaram em primeiro plano a experiência das mulheres e, especialmente, de uma família de irmãs adolescentes, com essa mistura de afeto e desejo de estrangularem-se. Você não percebe que muitas vezes. “

Por outro lado, Mansfield Park, que ela estudou durante as séries iniciais, foi uma decepção. “Eu achei muito difícil (…)”. Kelly não retomou Austen até seu mestrado no King’s College, em Londres, e, em seguida,   em seu doutorado em Oxford. Antes disso, um curto período na faculdade de direito a convenceu de que uma carreira como advogada não era para ela, entretanto, a experiência de estudar direito lhe deu uma abordagem mais forense aos romances de Austen.“Eu me aproximei deles de modo bem diferente de antes e comecei a notar coisas diferentes”, diz Kelly.

E, de fato, como mostra a Kelly, Emma está repleta de referências. Lembra daquelas crianças ciganas desagradáveis que tentam roubar Harriet Smith? Estão implorando pela estrada porque foram cercados fora de seu acampamento habitual.” Esse ponto de vista sobre Emma permitiu Kelly voltar a estudos os outros romances de Austen. “É tudo sobre confiar no autor. Se você olhar para os textos a sério, então você precisa confiar que o autor quer dizer o que está escrevendo. Austen não faz comentários descartáveis. Se algo está lá, é porque você está destinado a ler e capturar a ideia da autora”.

Em Jane Austen, The Secret Radical, Kelly argumenta que Sense & Sensibility estabelece indignação nua de Austen a respeito da primogenitura, e as mulheres daquela época foram, muitas vezes, deixadas em uma situação de incapacidade financeira por seus parentes do sexo masculino. Mansfield Park é um “romance fanático”, com profundas preocupações acerca da abolição da escravatura, marcada obviamente pelo seu título (Lord Mansfield foi um dos abolicionistas mais proeminentes no final do século 18). Northanger Abbey, traz um teor mais sexual, lança um olhar sobre os perigos do parto, bem como as consequências de não ler livros com atenção suficiente. Persuasão, último romance completo de Austen, é uma meditação agridoce sobre o caos inerente de nossas vidas em um mundo caracterizado pela instabilidade e mudança constante.

Para ler o artigo completo, clique aqui

Dados do livro: 

Editora: Icon Books
ISBNs: 9781785781162/81179
Editor: Duncan Heath

Edição maravilhosa em pré-venda

Para quem adora novos lançamentos, aqui vai uma dica que encontrei na Livraria Saraiva:

novo

Sete romances de Jane Austen: Sense and Sensibility, Pride and Prejudice, Mansfield Park, Emma, Persuasion, Northanger Abbey, Lady Susan. Em uma edição única da Collectible Classics por R$100,00.

Veja detalhes abaixo:

PESO 0.44 Kg
PRÉ-VENDA Sim
MARCA Collectible Classics
I.S.B.N. 9781435158139
REFERÊNCIA .
ALTURA 23.80 cm
LARGURA 16.50 cm
PROFUNDIDADE 6.00 cm
NÚMERO DE PÁGINAS 1232
IDIOMA Inglês

A Gazeta de Longbourn apresenta: A Abadia de Northanger

Desta vez, Luciana Darce (JASBRA-PE) traz um livro muito conhecido por nós: A Abadia de Northanger

“Não vou adotar esse mesquinho e grosseiro costume, tão comum entre romancistas, de degradar com sua censura desdenhosa os próprios trabalhos cujo número eles mesmos fazem crescer, unindo-se a seus piores inimigos em dar os mais agressivos epítetos a tais obras, sem sequer permitirem que elas sejam lidas por sua própria heroína, que, se por acidente lhe cair nas mãos um romance, decerto folheará suas insípidas páginas com repulsa. Mas ai! Se a heroína de um romance não for apadrinhada pela heroína de outro, de quem poderá esperar proteção e atenção? Não posso aprovar tal coisa. Deixemos aos críticos insultar à vontade tais efusões de imaginação, e a cada novo romance lançar seus surrados ataques contra o lixo que hoje faz gemerem as prensas. Não abandonemos uns aos outros; somos um corpo ferido. Embora a nossa produção tenha proporcionado mais amplo e autêntico prazer do que as de qualquer outra corporação literária do mundo, nenhuma espécie de composição foi mais vituperada. Por orgulho, ignorância ou moda, nossos inimigos são quase tantos quantos nossos leitores. E enquanto o talento do nongentésimo compilador da História da Inglaterra ou do homem que reúne e publica num livro algumas dúzias de linhas de Milton, Pope e Prior, com um artigo do Spectator, e um capítulo de Sterne, são elogiados por mil plumas, há um desejo quase universal de vilipendiar e desvalorizar o trabalho do romancista, e rebaixar obras que têm apenas o gênio, a inteligência e o bom gosto para recomendá-las. ‘Não sou um leitor de romances… Raramente folheio romances… Não vá imaginar que leio muitos romances… Para um romance, está muito bom.’ Essa é a cantilena de sempre. ‘E o que anda lendo, Senhorita…? ‘Ah! É só um romance!’, responde a mocinha, enquanto larga o livro com afetada indiferença ou momentânea vergonha. ‘É só Cecília ou Camilla ou Belinda’; ou, em suma, só alguma obra em que se exibem as maiores faculdades do espírito, em que o mais completo conhecimento da natureza humana, o mais feliz traçado de suas variedades, as mais vivas efusões de inteligência e humor são oferecidos ao mundo na linguagem mais seleta.”

A Abadia de Northanger é, sem sombra de dúvidas, o livro mais divertido e juvenil das obras que nos foram legadas por Jane Austen. Não à toa, afinal, embora tenha sido publicado postumamente, foi o primeiro romance que ela escreveu.

Não há a sutileza do texto de Orgulho e Preconceito ou Emma, nem tantos personagens ambiguamente fascinantes, como Wickham ou Willoughby… embora haja já certos traços desses vilões no general-pai e capitão-filho Tilney. A Abadia de Northanger é abertamente e sem pejo, uma grande brincadeira, uma crítica e uma homenagem ao inteiro gênero do romance gótico.

Há uma ingenuidade refrescante em sua heroína – que caminha todos os passos da heroína sem perceber o que está fazendo -; um herói simpático, com um olho muito bom para musselinas e nem de longe tão intenso quanto Mr. Darcy ou o Capitão Wentworth (mas nem por isso menos apaixonante); e um vilão caricatural que gosto de chamar em minha cabeça de torpe Thorpe.

Eu vou confessar que Henry Tilney é um dos meus protagonistas favoritos da Austen. O primeiro lugar é do Capitão, obviamente, mas creio eu que se fosse para escolher na vida real, fora dos romances, eu preferiria um Tilney a um Wentworth. Como já disse antes, ele não é intenso e passional, mas tem um senso de humor delicioso, maneiras encantadoras; ele sabe rir de si mesmo, sabe provocar e flertar num mesmo fôlego, é, enfim, absurdamente charmoso.

E, a despeito de ter o mais complicado conflito familiar de todos os romances austenianos – a breve afirmação que ele faz sobre o papal do pai no definhar da mãe diz muito sobre o que ele pensa sobre o assunto – Tilney é também o mais bem resolvido de seus mocinhos.

Catherine, por sua vez, desperta em mim sentimentos de tia – tenho uma vontade enorme de apertar as bochechas dela e exclamar ‘mas você é uma fofa mesmo!’. Embora muito inocente, a jovem senhorita Morland tem grande potencial para se tornar uma criatura de bom senso, sabendo julgar o torpe Thorpe pelo canastrão que ele é, reconhecendo as vantagens de associação com a senhorita Tilney (não apenas pelo acesso que pode ter ao irmão, mas por um desejo sincero de amizade e admiração), sabe rir e chamar a atenção para os disparates com que Henry freqüentemente a provoca.

O único problema que Catherine tem de fato é essa ingenuidade que a faz ser presa tão fácil para a (detestável, vã e inconveniente) Isabella Thorpe… e uma imaginação febril que a faz enxergar chifre em cabeça de cavalo.

Mas tudo bem, ela continua adorável de qualquer ângulo que se olhe e continuo com complexo de Felícia querendo apertá-la atéeeeeeeeeee estourar.

A Abadia de Northanger é, enfim, um livro para se ler sorrindo (às vezes gargalhando), com personagens que são incrivelmente fáceis de se amar e uma veia paródica nem um pouco sutil – mas simplesmente deliciosa, já guardando as marcas do estilo que consagraria Austen na História.

A Abadia de Northanger e fantoches!


Você pode até estar estranhando a imagem acima e ter pensando: “não se parece em nada com a ideia que temos de A Abadia de Northanger”, não é mesmo?

Essa nova adaptação para o teatro é bastante diferente pois contará com fantoches e roupas de época. A peça ficará em cartaz apenas entre os dias 11-12 de maio e 1-2 de junho. Para maiores informações visite o boxtalesoup.

For more information visit http://www.boxtalesoup.co.uk.

Assista ao vídeo abaixo:

The Austen Adventures

Ariel Bisset teve uma ideia de fazer uma série de vídeos sobre suas aventuras e Jane Austen. Em seu primeiro vídeo, Ariel se diz apaixonada pela obra de Austen, no entanto, ainda não tinha lido nenhum livro da autora. Em seguida, ela faz uma série de vídeos com suas impressões sobre Austen.

Abaixo a Introdução:

Veja aqui os demais vídeos:

The Austen Adventures: An Update!

Jane, você está falando grego?

Brincadeiras  a parte, eu só queria chamar a atenção do leitor para uma foto do grupo Jane Austen’s  Greek Fan Club: uma coleção de DVDs das séries de TV baseadas nos livros de Austen – Emma (1996), Mansfield Park (2007) e A Abadia de Northanger (2007). Eu tenho essa coleção em inglês – só a capa do box que mudou um pouquinho!

Novas séries da Editora Logon

A Karlinha do Coffee & Movies nos avisa que a Editora Logon está lançando dois novos DVDs com séries baseadas em Austen, faltavam esses dois para completar a coleção das séries mais recentes já publicadas no exterior. Vejam como as capas estão lindas! Na livraria Cultura os DVDs estão por 42,90 reais cada.

Jane Austen mostra uma sociedade construída sobre imagens projetadas e expectativas sociais

Iniciado em 1811, no auge da carreira de Jane Austen, Mansfield Park foi publicado em 1814, e marca uma ruptura com o formato de seus três primeiros romances, Abadia de Northanger, Razão e Sensibilidade e Orgulho e Preconceito.

Fanny Price (Billie Piper – Doctor Who), diferente das outras heroínas de Austen, é uma menina de família pobre, criada na magnífica casa de campo Mansfield. Mesmo sem lhe ser permitido esquecer sua origem simples, sua personalidade não é corrompida pelas pessoas a sua volta.

A adaptação – em high definition – produzida pelo canal britânico ITV, é marcada pela qualidade visual e riqueza de produção, roteiro envolvente e atuações primorosas (garantindo a indicação de melhor atriz para Billie Piper em 2007, no Prêmio TV Quick Awards), além de resgatar com fidelidade às características marcantes da autora, que soube como ninguém retratar a verdadeira sociedade georgiana.
Para delírio dos amantes de romances, está minissérie de época finalmente chega ao Brasil com 93 minutos de duração.
 
Mansfield Park
Data de lançamento:21/11
Gênero: drama
Composição: 1 DVD camada simples
Duração: aprox. 93 minutos
Distribuição: Log On Multimídia
Produção: ITV Studios Home Entertainment
País de origem: Grã-Bretanha
Áudio: Dolby Digital 2.0
Direção: Iain MacDonald
Idioma: inglês
Legenda: português e inglês
Classificação etária: 12 anos
 
A idealização do amor por uma jovem sonhadora

Log On lança mais uma obra impecável baseada no romance de Jane Austen
Durante sua primeira temporada em Bath, a ingênua Catherine Morland (Felicity Jones – Doctor Who) conhece a vida em sociedade, e rapidamente faz amizade com Isabella (Carey Mulligan – Bleak House), que lhe introduz aos livros de romance e mistério, e com Henry (J J. Field – Capitão América: O Primeiro Vingador) e Eleanor Tilney (Catherine WalkerCasa Comigo?), que a convidam para passar uns dias na casa de seu pai: Northanger Abbey.
Influenciada pelas histórias de horror e intriga, Catherine precisa aprender a diferenciar ficção e realidade, e amigos falsos e verdadeiros.
 
A Abadia de Northanger é o mais jovem e alegre trabalho da adorada escritora inglesa, Jane Austen, tendo nesta adaptação sua melhor representação, graças aos grandes nomes que estão envolvidos em sua produção, como: Ciarán Tanham, nomeado como melhor diretor de fotografia em 2008, no Irish Film and Television Awards e Andrew Davies, premiado roteirista de grandes sucessos do cinema, entre eles: a trilogia de Bridget Jones, Os Três Mosqueteiros e Vanity Fair.
 
Com seus 92 minutos de duração, A Abadia de Northanger torna-se indispensável para os apreciadores das consagradas obras da maior autora britânica.
A Abadia de Northanger
Gênero: drama
Data de lançamento: 21/11
Composição: 1 DVD dupla camada
Duração: aprox. 92 minutos
Distribuição: Log On Multimídia
Produção: ITV Studios Home Entertainment
País de origem: Grã-Bretanha
Áudio: Dolby Digital 2.0
Direção: Jon Jones
Idioma: inglês
Legenda: português e inglês
Classificação etária: 12 anos

Um novo projeto gráfico para Northanger Abbey

A Ezra André da Nova Zelândia acaba de publicar um projeto gráfico para Northanger Abbey. A artista não divulgou se faz parte de algum lançamento ou se é um projeto pessoal. Achei muito delicada! Adorei! Veja maiores detalhes aqui.

Morri de amores pelo Mr. Tilney

Vejam só que coisinha mais fofo que eu encontrei lá no Elo7! Mr. Henry Tilney!

Cai de amores por ele! 🙂

Vejam como é fofinho até sem chapéu!

Obviamente o bonequinho acima foi inspirado no Henry Tilney interpretado por J. J. Fields (2007):

Ao falar de A Abadia de Northanger (2007) me lembro de um congresso que eu, Priscila Murlik, Amanda Miranda e Elaine Rodrigues participamos em 2010. Eu coordenei um Simpósio sobre O Insólito em A Abadia de Northanger com apresentação das três meninas mencionadas anteriormente. Clique aqui e conheça nossos trabalhos.
 
Um detalhe que não pode escapar de lhes contar: eu e Priscila ficamos no mesmo quarto de hotel e assistimos A Abadia de Northanger até tarde da noite, justo na véspera de nossa apresentação. Me lembro bem de uma das falas das irmãs de Catherine Morland quando Henry chega à casa da família da moça e as menininhas gritam: Mr. Tilney! (suspirando!!). Você se lembra disso, Priscila?

Detalhes sobre compra, clique aqui.

A lojinha Arte da Mamma tem outras personagens de Austen, como Lizzie, Mr. Darcy, Emma! Veja maiores detalhes aqui.

%d bloggers like this: