Uma amizade secreta de Jane Austen

Eu já tinha lido por ai que Jane teve uma amiga, também escritora, e que as duas poderiam até ter sido muito próximas, no sentido de relacionamento afetivo. Não dei muita importância ao texto porque achei que fosse uma especulação sobre a sexualidade de Jane Austen.

Porém a amiga Maria Clara Biajoli me indicou um1rtigo sobre a amizade entre Jane Austen e – pesquisa realizada por Emma Claire Sweeney.

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George Eliot and Jane Austen (Picture: Getty Images)

Será lançado um livro chamado ‘The hidden friendships of Austen, Bronte, Eliot and Woolf’ em co-autoria com sua amiga Emily Midorikawa. E fala sobra as amizades de escritoras famosas. Em sua pesquisa, Sweeney descobriu um dado novo sobre a vida de Austen. Ao estudar o diário de Fanny Austen Knight (sobrinha de Jane Austen), descobriu que  Fanny descreveu a amizade entre Jane e sua governanta, Anne Sharp. Anne Sharp se tornou uma escritora amadora que adaptava e dirigia peças para as crianças que ela tomava conta. Para ler o artigo completo, em inglês, clique aqui.

 

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Jane Austen é destaque em Lisboa

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Hoje à tarde em Lisboa aconteceu um colóquio ´Jane Austen 200 . Portugal´, sob a coordenação de Rogério Miguel Puga. O evento  foi sediado na Biblioteca Nacional de Portugal e mais adiante publicarei notícias sobre as palestras que ocorreram lá.

“O congresso de um dia “Jane Austen 200. Portugal”, organizado pelo CETAPS (FCSH-NOVA) e pela Biblioteca Nacional de Portugal, pretende assinalar os 200 anos da morte da conhecida autora britânica Jane Austen (1775-1817), juntando especialistas em torno da sua obra, bem como da tradução desses textos para português. A par das várias palestras (10 de Maio), haverá um exposição bibliográfica na Biblioteca Nacional (10 Maio), bem como a posterior publicação de um catálogo com os textos apresentados e a lista de traduções de obras da autora para português.”

PROGRAMA:

– Álvaro Pina (Universidade de Lisboa): “Jane Austen: A Arte do Romance”;

– Caroline Jane Knight (descendente de Jane Austen, fundadora da Jane Austen Literacy Foundation. Participação via vídeo, desde a Austrália): “A Jane Austen Literacy Foundation e o livro “Jane and Me” (2017)”;

– Rita Lacerda Watts (Jane Austen Society of North America, Georgia Chapter): “Jane Austen e os Seus Fãs (Fandom) Duzentos Anos Depois”;

-Isabel Canhoto (Mestre pela Universidade de Lisboa, investigadora e tradutora): “The Finest Young Women in the Country: Relação Indivíduo-Sociedade nas Obras de Jane Austen”;

 

– Ana Daniela Coelho (Universidade de Lisboa): “‘A Truth Universally Acknowledged?’ Adaptações de Pride and Prejudice para Televisão e Cinema”;

– Alexandra Lopes (Universidade Católica): “Primeiras Impressões. Traduzir Austen em Contexto português”;

– Cláudia Neves (Mestre pela Universidade Católica): “Jane Austen em Português: As Formas de Tratamento nas Traduções de “Persuasion” em Portugal”;

– Margarida Esteves Pereira (Universidade do Minho): “Becoming Jane e Miss Austen Regrets: Representações e Projeções de Jane Austen no Filme Biográfico”;

– Rogério Miguel Puga (Universidade Nova): “O Falatório (como controlo patriarcal) Face a Condutas Femininas Transgressoras na Novela Epistolar Lady Susan (c.1794), de Jane Austen”.

Fonte: Evensi

 

 

 

 

Programação do V Encontro Nacional da JASBRA

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Prezados leitores,

é com imenso prazer que divulgo a programação do V Encontro Nacional da Jane Austen Sociedade do Brasil, que acontecerá entre os dias 16 a 18 de dezembro de 2016, na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais.

Vejam como muitos pesquisadores bacanas irão nos presentear com suas pesquisas! Logo mais divulgarei Já está disponível aqui o link para inscrição de ouvintes! Fiquem atentos! Confiram no pdf abaixo:

“Quase tudo o que pensamos saber sobre Jane Austen está errado”

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O artigo publicado no site BookSeller “Quase tudo o que pensamos saber sobre Jane Austen está errado” é uma declaração de Helena Kelly, autora do livro Jane Austen, The Secret Radical, um livro que será publicado no ano que vem.

A autora – professora da Universidade de Oxford – argumenta que nos acostumamos a uma Jane falsa. Depois de 200 anos de biografias, estudos literários, filmes e adaptações de TV, canecas e toalhas de chá, Austen está agora tão enraizada em nossa consciência cultural que nos desviamos muito dos próprios romances. A própria Kelly foi vítima disso: “Quando eu estava lecionando Austen, muitas vezes eu tinha que voltar ao texto para verificar se o que eu estava lembrando estava realmente lá”. 

Kelly afirma ter sido ‘fisgada’ pela adaptação de Orgulho e Preconceito de 1995, com Colin Firth. Ela e a irmã assistiram a fita de vídeo até estragar. A autora diz que: “(…) eu acho que o que realmente me atraiu foi o modo como as adaptações colocaram em primeiro plano a experiência das mulheres e, especialmente, de uma família de irmãs adolescentes, com essa mistura de afeto e desejo de estrangularem-se. Você não percebe que muitas vezes. “

Por outro lado, Mansfield Park, que ela estudou durante as séries iniciais, foi uma decepção. “Eu achei muito difícil (…)”. Kelly não retomou Austen até seu mestrado no King’s College, em Londres, e, em seguida,   em seu doutorado em Oxford. Antes disso, um curto período na faculdade de direito a convenceu de que uma carreira como advogada não era para ela, entretanto, a experiência de estudar direito lhe deu uma abordagem mais forense aos romances de Austen.“Eu me aproximei deles de modo bem diferente de antes e comecei a notar coisas diferentes”, diz Kelly.

E, de fato, como mostra a Kelly, Emma está repleta de referências. Lembra daquelas crianças ciganas desagradáveis que tentam roubar Harriet Smith? Estão implorando pela estrada porque foram cercados fora de seu acampamento habitual.” Esse ponto de vista sobre Emma permitiu Kelly voltar a estudos os outros romances de Austen. “É tudo sobre confiar no autor. Se você olhar para os textos a sério, então você precisa confiar que o autor quer dizer o que está escrevendo. Austen não faz comentários descartáveis. Se algo está lá, é porque você está destinado a ler e capturar a ideia da autora”.

Em Jane Austen, The Secret Radical, Kelly argumenta que Sense & Sensibility estabelece indignação nua de Austen a respeito da primogenitura, e as mulheres daquela época foram, muitas vezes, deixadas em uma situação de incapacidade financeira por seus parentes do sexo masculino. Mansfield Park é um “romance fanático”, com profundas preocupações acerca da abolição da escravatura, marcada obviamente pelo seu título (Lord Mansfield foi um dos abolicionistas mais proeminentes no final do século 18). Northanger Abbey, traz um teor mais sexual, lança um olhar sobre os perigos do parto, bem como as consequências de não ler livros com atenção suficiente. Persuasão, último romance completo de Austen, é uma meditação agridoce sobre o caos inerente de nossas vidas em um mundo caracterizado pela instabilidade e mudança constante.

Para ler o artigo completo, clique aqui

Dados do livro: 

Editora: Icon Books
ISBNs: 9781785781162/81179
Editor: Duncan Heath

Por que Jane Austen era feminista?

A leitora Alexandra Duarte nos presenteia hoje com suas reflexões a respeito de Jane Austen e feminismo. E vocês leitores, o que acham desta perspectiva?

O artigo está disponível para download, basta clicar na imagem abaixo.

 

Terças – Indicações de livros – Para Celebrar Jane Austen

Hoje é dia da Coluna das terças-feiras: Indicações de livros!  A Lília dos Anjos (JASBRA-PB) me indicou esse super lançamento em português: Para Celebrar Jane Austen: Diálogos Entre Literatura e Cinema – de Genilda Azerêdo, clique aqui para conhecer os outros livros publicados por essa paraibana! 



Descrição

Os textos críticos reunidos neste livro são resultado de uma pesquisa financiada pelo CNPQ, através de bolsa de produtividade em pesquisa.

Os textos abordam questões fundamentais dos romances de Jane Austen, publicados entre 1811 e 1818, como a relevância das protagonistas-mulheres e a necessidade de tornar seus anseios e suas subjetividades visíveis, bem como o uso inovador que Austen faz dos recursos metalinguísticos e metaficcionais, a exemplo da paródia. 

A discussão também aproveita a relação contemporânea entre Austen e a adaptação audiovisual, sobretudo aquela realizada pelo cinema. 

As frequentes adaptações de romances da autora atestam a atualidade das questões que ela aborda, a exemplo do autocontrole da emoção, da necessidade do discernimento crítico, mas também de experiências, ainda que sutilmente expressas, ligadas à sexualidade, ao erotismo; também de questões mais amplamente políticas, como a crítica ferrenha à hipocrisia e ao imperialismo da sociedade inglesa pré-vitoriana.

Especificações

Encadernação: Encadernado
Dimensões (Altura x Largura): 14,8 x 21

Dados técnicos

Número de Páginas: 110
Edição: 1a
Ano da edição: 2013

PRÉ-LANÇAMENTO! Clique aqui para fazer a sua reserva! 

Conheça aqui as outras indicações desta coluna.

Understanding Austen

Bom dia a todos! A Rita Watts nos dá uma dica maravilhosa:

Understanding Jane Austen – Key concepts in the six novels (Entendendo Jane Austen – Conceitos chave em suas seis obras). Maggie LAne é autora de outros livros como “Jane Austen’s Family”, Jane Austen’s England and Literary Daughters”, entre outros. Leia um resumo desta obra aqui. O livro está à venda por 16,99 libras, clique aqui para maiores detalhes.

The uncensored Jane Austen

Os primeiros escritos de Jane Austen podem não ser tão bem conhecidos como seus 6 livros, porém Janet Todd explica que estes escritos revelam algumas particularidades que nos ajudam a entender a jovem escritora e a mente por trás de seus trabalhos.

Clique aqui para ler o artigo completo.

Jane Austen e a fantasia de poder em “Orgulho e Preconceito”

A Natallie Chagas acaba de me dar uma ótima dica! Um artigo escrito por Larissa Selhorst Seixas a respeito de Orgulho e Preconceito.

Confiram abaixo um trecho do artigo.

Jane Austen e a fantasia de poder em “Orgulho e Preconceito”  
Por Larissa Selhorst Seixas

Algumas críticas contemporâneas como a historiadora Mary Poovey defendem que a figura de Elizabeth representa um equilíbrio entre o individualismo e as regras sociais e não a negação dessas regras. Embora a heroína do romance seja uma mulher perspicaz e autoconfiante, que desdenha da incerteza de seu futuro, ela também admite, em outros momentos, que toda ação do indivíduo está conectada à vida dos outros membros da sociedade. Isto fica exemplificado com a história do escândalo que cai sobre a família Bennet com a fuga de Lydia e Wickham, ferindo duramente o orgulho e segurança da própria Elizabeth. Neste sentido, Poovey acredita que Jane Austen estaria defendendo a ideia que o amor romântico poderia ser um corretivo do egoísmo e do individualismo exacerbado. É o que ocorre com Mr. Darcy, por exemplo, que abre mão do seu orgulho e dos seus preconceitos de classe pelo amor a Elizabeth.”

Para ler o artigo completo basta clicar aqui.

Jane Austen para Iniciantes

Este livrinho charmosinho é fruto dos estudos do Professor Robert Dryden que investiga Jane Austen. Com o título de Jane Austen para Iniciantes (ainda sem tradução aqui no Brasil) Robert escreveu um guia suscinto com tudo o que é essencial a respeito de Jane. Ele faz um resumo de sua vida e trabalho, além de explicar a enorme popularidade de Jane ao longo destes 200 anos.

Robert Dryden ainda insiste que Jane pode ser considerada uma precusora do feminismo moderno (“a precursor to the modern-day feminist”).

Clique na imagem abaixo ou aqui para visualizar o conteúdo do livro.

O livro faz parte de uma coleção chamada ‘For Beginners’, conheça melhor o católogo da editora aqui.

O livro está sendo vendido na Amazon por 11,35 dólares (preço promocional).

Para ler um pouco mais sobre Jane Austen e Feminismo clique aqui.