Austen e Gaskell no Cefet-Mg

Sob a coordenação da professora Adriana Sales (Inglês), no último sábado letivo, dia 13 de abril, os alunos dos segundos anos (Qui2, DS2, Edi2) e terceiro ano (Edi3) puderam assistir e filmes baseados em grandes obras da literatura inglesa.

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Persuasão (2007)

Foram exibidos os filmes Persuasão, baseado na obra homônima de Jane Austen, e, Norte e Sul baseado na obra de Elizabeth Gaskell. O projeto tem como objetivo dar suporte à leitura dos livros citados anteriormente, já que os alunos estão lendo ‘graded readers’ em inglês. O projeto de exibição de filmes e posterior debate faz parte do projeto “The Jane Austen League” – A liga da Jane Austen – que tem como objetivo promover os estudos culturais a respeito dos países de língua inglesa.

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Reação dos alunos ao final do filme!

O evento foi organizado pela professora Adriana, que além de especialista em Jane Austen, também publica regularmente em um site sobre a escritora desde 2008. Além disso, a docente também mantém um projeto de pesquisa em andamento com os alunos da graduação em Engenharia da Computação sobre a escritora Elizabeth Gaskell.

Informações:
http://www.janeaustenbrasil.com.br

Instagram:
@thejaneaustenleague
@janeaustenbrasil

Cranford Parte 1 – Biografia de Elizabeth Gaskell

Hoje, daremos início a uma série de posts sobre a escritora inglesa Elizabeth Gaskell. Estamos participando da leitura e blogagem coletiva organizada pela Katherine Cox do Elizabeth Gaskell Blog. Para entender melhor, leia aqui o nosso primeiro post sobre o assunto e veja o cronograma de leitura.

Briografia (adaptada de Olívia Krahenbuhl, 1945)

Elizabeth Gaskell nasceu em 29 de setembro de 1810, no bairro londrino de Chelsea. Perdeu a mãe muito cedo, com apenas um mês de idade, e foi morar com a tia viúva Sra. Lumb. Seu pai, o Ministro William Stevenson, morreu em 1829.
Elizabeth casou-se em 1832, com o Rev. William Gaskell, pastor em Manchester. O interessante é que Mrs. Gaskell relata que suas bodas se realizaram na igreja de Knutsford, cujos paroquianos se reuniram para enfeitá-la de acordo com os costumes da região. Tal decoração consistia em espalhar areia vermelha no chão em frente às casas, e, com areia branca, fazer desenhos ou inscrições  alusivos à solenidade sobre a areia vermelha. Elizabeth ainda menciona que no dia do seu casamento, nenhuma casa fiocu sem decoração e dentre as quadrinhas escritas, as mais frequentes eram as seguintes:
Long may they live,
Happy may they be,
Blest with content
And from misfortune free
Long may they live,
Happy may they be,
And blest with numerous
Pro-ge-ny
Após o casamento Elizabeth e William se dirigiram à casa em Manchester, onde William não apenas era pastor, mas também ocupava o cargo de professor de História e Literatura Inglesas. Nos anos seguintes, embora não tivessem filhos, foram abençoados com um casamento feliz. Os dois tinham os mesmos interesses, e o marido se interessava pelos êxitos literários da mulher. Por outro lado, Elizabeth era muito interessada e colaborava das obras sociais desenvolvidas pelas esposo em sua igreja de Cross Street.
Elizabeth Gaskell

Elizabeth e William tiveram seis filhos, sendo que o único filho, William, morreu quando bebê e uma bebezinha nasceu e mal sobreviveu ao primeiro dia de vida. Tiveram quatro meninas chamadas: Marianne (1834), Margaret Emily conhecida como Meta (1837), Florence Elizabeth (1842) e  Julia Bradford (1846).
Marianne, Meta e Flossy
Visite também:

Vamos ler Cranford?

A Katherine Cox, do Elizabeth Gaskell Blog, convida a todos para participarem da leitura de Cranford.
Você poderá participar também escrevendo um post resumindo o livro. Veja como será:
De 9 de novembro até 14 de dezembro
– 9 de novembro: escrever um post sobre Cranford (publicação e reações dos contemporâneos de Gaskel).
– 16 de novembro todos os participantes deverão ter lidos os capítulos 1 a 3, e se quiserem escrever um post com um resumo, opiniões e trechos que mais gostou.
– e continuará assim até que terminemos a leitura do livro. 
Para quem não conhece a obra de Gaskel, pode ser uma ótima oportunidade para ler um dos livros da autora. Porém, aqui no Brasil, não há edições disponíveis em português, só se você encontrar uma raridade nos sebos. A minha edição de Cranford em português é de 1944! Para saber um pouco mais sobre a escritora, leia aqui o post que escrevi.