Vídeo de Encerramento do VI Encontro Nacional da JASBRA

Prezados leitores,

aos poucos vamos publicar os detalhes do VI Encontro Nacional da JASBRA, principalmente, para aqueles que não puderam ir! Aproveito também para lançar o Canal Jane Austen Brasil no Youtube.

O vídeo abaixo é do encerramento do evento, onde li um poema de Rudyard Kipling chamado “Jane’s Marriage”. Não se trata de uma tradução, e nem sequer tentei rimar as palavras. Na verdade, foi uma tradução expontânea! Aguardem até o final, pois tivemos a presença do Capitão Wentworth e Anne Elliot! Depois me contem o que acharam.

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Caindo de amores pelo Capitão Wentworth

Eu encontrei esse trecho dos bastidores das filmagens de Persuasão (2007) no Youtube. Pobre Anne Elliot, o amor pelo Capitão Wentworth a fez escorregar pelas ruas de Bath! 🙂

“Quase tudo o que pensamos saber sobre Jane Austen está errado”

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O artigo publicado no site BookSeller “Quase tudo o que pensamos saber sobre Jane Austen está errado” é uma declaração de Helena Kelly, autora do livro Jane Austen, The Secret Radical, um livro que será publicado no ano que vem.

A autora – professora da Universidade de Oxford – argumenta que nos acostumamos a uma Jane falsa. Depois de 200 anos de biografias, estudos literários, filmes e adaptações de TV, canecas e toalhas de chá, Austen está agora tão enraizada em nossa consciência cultural que nos desviamos muito dos próprios romances. A própria Kelly foi vítima disso: “Quando eu estava lecionando Austen, muitas vezes eu tinha que voltar ao texto para verificar se o que eu estava lembrando estava realmente lá”. 

Kelly afirma ter sido ‘fisgada’ pela adaptação de Orgulho e Preconceito de 1995, com Colin Firth. Ela e a irmã assistiram a fita de vídeo até estragar. A autora diz que: “(…) eu acho que o que realmente me atraiu foi o modo como as adaptações colocaram em primeiro plano a experiência das mulheres e, especialmente, de uma família de irmãs adolescentes, com essa mistura de afeto e desejo de estrangularem-se. Você não percebe que muitas vezes. “

Por outro lado, Mansfield Park, que ela estudou durante as séries iniciais, foi uma decepção. “Eu achei muito difícil (…)”. Kelly não retomou Austen até seu mestrado no King’s College, em Londres, e, em seguida,   em seu doutorado em Oxford. Antes disso, um curto período na faculdade de direito a convenceu de que uma carreira como advogada não era para ela, entretanto, a experiência de estudar direito lhe deu uma abordagem mais forense aos romances de Austen.“Eu me aproximei deles de modo bem diferente de antes e comecei a notar coisas diferentes”, diz Kelly.

E, de fato, como mostra a Kelly, Emma está repleta de referências. Lembra daquelas crianças ciganas desagradáveis que tentam roubar Harriet Smith? Estão implorando pela estrada porque foram cercados fora de seu acampamento habitual.” Esse ponto de vista sobre Emma permitiu Kelly voltar a estudos os outros romances de Austen. “É tudo sobre confiar no autor. Se você olhar para os textos a sério, então você precisa confiar que o autor quer dizer o que está escrevendo. Austen não faz comentários descartáveis. Se algo está lá, é porque você está destinado a ler e capturar a ideia da autora”.

Em Jane Austen, The Secret Radical, Kelly argumenta que Sense & Sensibility estabelece indignação nua de Austen a respeito da primogenitura, e as mulheres daquela época foram, muitas vezes, deixadas em uma situação de incapacidade financeira por seus parentes do sexo masculino. Mansfield Park é um “romance fanático”, com profundas preocupações acerca da abolição da escravatura, marcada obviamente pelo seu título (Lord Mansfield foi um dos abolicionistas mais proeminentes no final do século 18). Northanger Abbey, traz um teor mais sexual, lança um olhar sobre os perigos do parto, bem como as consequências de não ler livros com atenção suficiente. Persuasão, último romance completo de Austen, é uma meditação agridoce sobre o caos inerente de nossas vidas em um mundo caracterizado pela instabilidade e mudança constante.

Para ler o artigo completo, clique aqui

Dados do livro: 

Editora: Icon Books
ISBNs: 9781785781162/81179
Editor: Duncan Heath

Promoção imperdível do Box da LogOn

Por indicação da Meire Souza e Fabia Rossoni, aqui está uma promoção imperdível: o box da LogOn com 8 discos, incluindo: Orgulho e Preconceito (1995), Emma (2009), Razão e Sensibilidade (2008) e Persuasão (2007). Por apenas R$ 59,90.

Detalhes no site Submarino.

Resultado – Sorteio duplo: Abadia de Northanger e Persuasão

Olá pessoal,

Pedimos desculpas pela demora da divulgação do resultado do sorteio, mas, chegou o momento!!!
Parabéns para Julia Santoro Costa (Abadia de Northanger) e Raquel Cardozo da Silva (Persuasão) que tiveram seus respectivos números sorteados!

Persuasão por Vanessa Giácomo

Eu já tinha encontrado este vídeo há meses, mas sinceramente não me lembro porque não divulguei aqui no blog. A história de Persuasão é contado aqui neste vídeo pela atriz Vanessa Giácomo, tendo como base a edição publicada pela Editora Zahar. Muito interessante!

Sorteio duplo: Abadia de Northanger e Persuasão

Queridos leitores,
até o dia 31 de outubro, vocês poderão participar do sorteio de dois livros de Austen, publicados pela Martin Claret, com apresentação na contra capa, escrita por essa que vos fala! 🙂

Persuasão e A Abadia de Northanger

Para participar, vocês devem deixar nome completo e endereço de e-mail. Boa sorte! Serão dois sorteados, combinado?

Resenha de Persuasão

Prezados leitores,

o Luiz Marcatto do site Literar.com.br me avisou a respeito de uma resenha de Persuasão. O texto é de Ingrid Abbade, para ler o texto na íntegra, clique aqui.

Fiquei presa ao livro: o devorei em uns poucos dias e, quando terminou, queria saber mais e mais. Uma parte porque adoro romances e outra porque, em Persuasão, você sempre está tenso. A sensação é que o tempo inteiro algo está prestes a acontecer, mas sem se alongar muito, tornando a leitura mais prazerosa e fácil. Jane Austen sempre será uma boa leitura, um retrato suave da vida feminina de seu tempo, e uma compra sempre certeira.

 

Domingos – Alan Lacerda – Persuasão, tempo e espera

nova coluna aos domingos: Jane Austen e os Rapazes. O objetivo é oferecer aos leitores deste blog uma visão masculina das obras de Austen.


Com vocês: Alan Lacerda*


Eu gostaria de articular neste texto o tema do tempo no romance Persuasão, ressaltando suas implicações para outros produtos culturais. Publicado no ano de 1818 após a morte de Austen, a história contida no texto é ela própria uma sequência a eventos prévios. Afinal, aprendemos já no início do Volume I que Anne Elliot, a heroína do romance, recusara oito anos antes a proposta de casamento de um humilde capitão naval por quem estava apaixonada. Persuadida da impropriedade da união por parentes e por sua melhor amiga, ela encerrou a conexão ao custo da vivacidade de sua juventude, uma vez que ela passou com o tempo a ser da opinião de que seria mais feliz se tivesse aceitado a união.
No momento em que a história começa, Anne tem mais uma vez a oportunidade, aos 27 anos, de voltar a se encontrar com seu antigo pretendente, o capitão Wentworth, que retorna rico das guerras napoleônicas. Os dois obtêm assim uma segunda chance de retomar um amor não realizado, interrompido pelo excesso de prudência em uma idade na qual o mais comum é ser impulsivo. “Ela fora forçada à prudência em sua juventude e aprendeu o romance na medida em que envelheceu – a sequência natural de um começo incomum.”
Não é novidade dizer que a tradição romântica se alimenta com frequência em seus produtos culturais do mecanismo do tempo concentrado. É comum, por exemplo, que filmes românticos terminem com a festa do matrimônio ou outro ponto culminante de felicidade percebida, sem se deter no que acontece em seguida. Mesmo os melodramas do cinema cujo final envolve separação ou tragédia costumam focar o momento amoroso que ocorreu antes do triste fim.
            O que marca Persuasão e sua influência é, entretanto, a articulação da ideia de espera. “Em Persuasão as pessoas envelhecem”, aponta judiciosamente Deidre Lynch em sua introdução à edição da Oxford World’s Classics, e as consequências da passagem do tempo e da incerteza produzida pelas mudanças históricas e pessoais que se deram no intervalo marcam cada movimento da heroína. Até as alterações de aparência são registradas pela própria Anne, em típico registro feminino, a respeito da perda de seu primeiro “florescer”.
            Há notáveis exemplos do tema da espera no cinema recente. Em A Casa do Lago (The Lake House), filme americano de 2006, o par romântico se comunica por meios fantásticos mesmo estando separados por um hiato de dois anos. A conclusão da trama, que não gostaria de revelar aqui, necessita fundamentalmente de uma decisão de esperar. Não à toa, o filme faz referência explícita ao romance de Jane Austen.


De maior grandeza cinematográfica é o projeto dirigido pelo diretor Richard Linklater, composto pelos filmes Antes do Amanhecer (Before Sunrise), Antes do Pôr do Sol (Before Sunset) e Antes da Meia-Noite (Before Midnight). Intervalos de nove anos separam a primeira obra da segunda e esta da terceira, respectivamente 1995, 2004 e 2013. Além de coincidirem com os momentos na vida dos dois personagens principais, os próprios atores que os representam são os mesmos, e envelhecem, por óbvio. Muito especialmente, o tema das promessas e amores não realizados ou não desenvolvidos liga de maneira pungente os primeiros dois filmes. Já me ocorreu que Linklater e os dois atores, Julie Delpy e Ethan Hawke, possam ter lido Persuasão, apesar da ausência de referências explícitas ao romance.

Em todo caso, vocês não precisam esperar pra ver – os produtos, começando com o próprio trabalho de Austen, já estão disponíveis para nosso encantamento.
Alan Daniel Freire de Lacerda é Professor do Departamento de Políticas Públicas da UFRN e doutor em Ciência Política pelo IUPERJ. 

Uma pequena parte do acervo de Alan.

 Conheça aqui os outros posts dessa coluna. 

Logon lança novo Box das Obras de Jane Austen em DVD

A editora Logon lançará no dia 03 de maio um box com as seis obras de Austen adaptadas para a TV.

São 10 DVDs com:
Orgulho e Preconceito (1995)
Mansfield Park (2007) 

A Abadia de Northanger (2007)

Persuasão (2007)

Razão e Sensibilidade (2008, BBC)

Emma (2009)
A pré-venda está sendo feita pela Livraria Saraiva e custa 179,90 reais, maiores detalhes clique aqui.