‘Orgulho, Preconceito e Nachos’ – filme produzido por alunos de Manaus concorre em festival

Eu li essa notícia no site d24am.com Vejam a matéria abaixo:

Roteiro de ‘Orgulho, Preconceito e Nachos’ traz um cupido mexicano e sátira com Donald Trump

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O trabalho dos adolescentes foi o único a participar em duas categorias: Melhor Roteiro e Melhor Produção (Foto: Reprodução)

Manaus – O curta metragem ‘Orgulho, Preconceito e Nachos’, produzido por alunos do Colégio Martha Falcão, concorreu, na última semana, com mais de 300 produções de escolas de todo o Brasil no 1° Festival de Curtas da Árvore de Livros. Produção teve desde cupido mexicano a sátira com o presidente norte-americano Donald Trump.

As alunas responsáveis pelo curta, Isabelle Flores, Maria Luiza Coutinho, Mayara Escobar e Gabrielle Luz, contam que a experiência foi surpreendente. “Jamais imaginávamos que nos classificaríamos para o festival, tivemos a ideia de fazer a nossa versão sobre o romance da escritora britânica Jane Austen e a Mayra, que é de origem mexicana, sugeriu que a história merecia algo diferente, inserir um cupido mexicano e que fizesse uma sátira com o Donald Trump”, disseram as alunas do 9° ano.

E o trabalho delas também foi aprovado pelos pais. A mãe de Gabrielle, Ana Cristina Luz, destaca que produzir o curta com o apoio do Colégio Martha Falcão foi, sem dúvida, uma forma de incentivar as crianças e adolescentes a trabalharem em equipe, serem responsáveis e dar asas a imaginação.

“Mesmo que o curta não tenha sido o primeiro nas categorias que concorreram, ficamos bastante orgulhosos e impressionados com o trabalho dos alunos. Eles já chegaram com o roteiro pronto”, disse o professor e artista plástico Nelson Falcão.

A premiação foi uma iniciativa da plataforma de leitura digital Árvore de Livros, que pretende unir cinema e literatura, com o objetivo de contribuir para a formação de leitores críticos capazes de estabelecer relações entre diferentes mídias e linguagem.

O trabalho dos adolescentes foi o único a participar em duas categorias: Melhor Roteiro e Melhor Produção.


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Jane Austen in Manhattan – uma resenha

O texto abaixo foi originalmente publicado em inglês no blog My Jane Austen Book Club da Maria Grazia. A tradução é de Luana Musmano.

Queria tanto assistir a esse filme, e, agora, minha decepção é indescritível! Por um lado, estou feliz de ter assistido, porque tinha ouvido falar do filme, e era um dos únicos relacionados a Austen que eu ainda não havia visto. Até o adicionei à minha coleção de DVDs, mas…foi excessivo, acho: definitivamente não merece ser assistido mais de uma vez.

Neste absurdo “romance” chamado Jane Austen in Manhattan (1980, EUA, 111 minutos), produzido pela Merchant Ivory, o passado encontra o presente, e egos extravagantes colidem quando duas companhias de teatro competem entre si pelo direito de montar uma jóia literária: a peça recém-descoberta de uma das autoras mais amadas da Grã-Bretanha. Ao delinear a sedução de uma garota inocente por um libertino, o filme tenta misturar a esperteza da encantadora criação oitocentista de Jane Austen às forças, ambições e costumes sexuais da Nova Iorque da década de 70. O resultado é um dos mais esquisitos e bizarros filmes a que já assisti.

As duas companhias teatrais – igualmente ansiosas por realizar a estreia mundial da peça – precisam competir pelos direitos sobre a obra, propriedade de uma fundação artística. Uma das companhias é dirigida pela tradicionalista Lilianna Zorska (Anne Baxter); a outra, por seu antigo protegido – e ex-amante – o carismático Pierre (Robert Powell), que dirige uma trupe de vanguarda. Para complicar a situação, há Ariadne (Sean Young), a jovem e bela atriz que Pierre está determinado a seduzir, e separar do marido, Victor (Kurt Johnson). Eventos modernos começam a espelhar os temas de sedução e salvação presentes na peça de Austen, enquanto Lilianna luta para deter Pierre e salvar Ariadne de suas garras.

A inspiração por trás de Jane Austen in Manhattan reside em um evento real: a venda, pela Sotheby’s de Londres, do manuscrito de uma peça da juvenilia de Jane Austen, peça esta baseada em Sir Charles Grandison, de Samuel Richardson. O manuscrito passou à produção da Merchant Ivory. A companhia o considerou leve demais para merecer uma produção própria, mas material ideal para uma “peça dentro de outra peça”.

Na minha opinião, eles desperdiçaram uma boa oportunidade. A idéia da peça dentro de outra peça não era nada má. Mas eu teria ambientado a ação na casa de Jane Austen, com sua família encenando a pequena peça. Não tão original, mas uma boa oportunidade para um filme de época. James Ivory tem entre seus créditos um filme de época maravilhoso, Uma Janela Para o Amor (A Room With a View), baseado no romance de E.M. Forster. Adoro aquela adaptação! Talvez fosse isso que eu esperava dele como diretor, e não tendo encontrado um pouco daquela poesia e bela fotografia, senti-me meio traída.