A segunda live #janeaustenlives será hoje (05 de abril) às 19:00 no perfil @janeaustenbrasil no Instagram (horário de Brasília). Nossa convidada de hoje é a Maria Clara Biajoli – doutora em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas. A temática de hoje será a respeito de um recorte da pesquisa Maria Clara sobre as fanfictions inspiradas em Jane Austen e o fenômeno Darcymania. Esperamos todos vocês hoje à noite!
A Diana de Melo Xavier foi a nossa convidada para a 1a live da #janeaustenlives! Foi uma maravilha passar um hora falando sobre Austen com ela! Gratidão, Diana! Eu aproveito o post para publicar o resumo da monografia de conclusão do Graduação em Letras, pela UFRJ, fruto da pesquisa de Diana. O arquivo completo, em pdf, pode ser acessado aqui.
Resumo: Jane Austen (1775-1817) é uma das principais escritoras da literatura inglesa e suas obras são bastante adaptadas para séries, filmes e outras mídias. E, em 2018, seis obras de Austen foram adaptadas para a telenovela do horário das seis Orgulho e Paixão da Rede Globo pela primeira vez no Brasil. Sendo a telenovela um gênero próprio, foram adaptadas as personagens e os enredos de Austen para que, assim, sua trama agradasse seus telespectadores do século XXI. Por isso, as personagens femininas da escritora apresentam uma nova e moderna representação para refletirem o público alvo da novela das seis. Desta maneira, o objetivo dessa monografia é analisar a adaptação das personagens Elisabeta Benedito (inspirada em Elizabeth Bennet de Orgulho e Preconceito) e Ema Cavalcante (inspirada em Emma Woodhouse de Emma) para o gênero telenovela e a sociedade brasileira. Assim, será considerado a influência do público alvo do gênero e o entendimento de Jane Austen como um produto cultural para compreender a escolha de suas obras para se tornar uma telenovela brasileira, constatando, por fim, a modernização de ambas personagens e como Jane Austen se mantém contemporânea, apesar de tais mudanças.
Palavras-chave: Literatura Inglesa. Jane Austen. Telenovela. Modernização. Orgulho e Paixão. Orgulho e Preconceito. Emma.
Podcast @cafécomjaneauaten está de volta!E não é que a gente voltou? Depois de uns meses de sumiço, viemos colocar a conversa em dia. Afinal, podemos ou não ter esperanças sobre uma segunda temporada de Sanditon? E o filme Emma, vai chegar ao Brasil depois da pandemia do coronavírus? E que tal algumas dicas de conteúdos legais para você curtir durante o período de isolamento e quarentena? Participação de Moira Bianchi (escritora e autora do blog Moira Bianchi), Valéria Fernandes (historiadora e autora do blog Shoujo Café), Adriana Sales (pesquisadora e fundadora da Jane Austen Sociedade do Brasil – JASBRA) e Thaís Brito (jornalista e autora do blog Fantástico Mundo de Jane Austen).
Para quem ainda não conhece, temos um canal no Youtube. Em tempos de distanciamento social, por causa do novo corona vírus, vale a pena visitar e conhecer um pouco do nosso trabalho, nossos encontros presenciais.
Para este ano de 2020, pretendemos colocar mais vídeos e áudios! Aguardem!
Para quem ainda não leu: Querida Jane Austen – uma homenagem, está disponível para download no site da Amazon. Para quem não tem o dispositivo Kindle, basta baixar o aplicativo para leitura ou ler no navegador. Corre lá porque é por pouco tempo!
Em tempos de corona vírus a vida acadêmica não pode parar! Hoje nasce uma doutora em estudos linguísticos e literários em inglês pela USP! Parabéns Renata Cristina Colasante pelo brilhante trabalho “cartas de Jane Austen: um estudo e tradução anotada”! Tive o prazer de participar dessa banca ao lado dos professores Marcos Antônio de Moraes e Lenita Maria Rimoli Pisetta e da orientadora Sandra Guardini
Em tempos de coronavírus, distanciamento social e medidas de prevenção, a sensata heroína de Persuasão pode nos deixar algumas dicas valiosas. Para informações oficiais sobre o coronavírus, acesse: https://coronavirus.saude.gov.br/ Informação, cuidado coletivo e combate às fake news são essenciais! Fiquemos todos protegidos e façamos a nossa parte.
Se a um leitor assíduo das obras de Jane Austen é pedido para que trace um perfil de algumas das personagens dos romances Austeneanos, com sucesso esse leitor será capaz de fazê-lo. Facilmente, um pode traçar o perfil do Sr. Collins – um homem pedante, repugnante, bajulador e, como muitos dizem um “mala”. Ou da Sra. Bennet – uma senhora falante, ignorante, fútil e fofoqueira que vive por casar as filhas e não se cansa de reclamar da vida. Ou de Sir Walter Elliot – um baronete quase falido, porém prepotente, vaidoso e orgulhoso.
Porém, ao refletir, esse leitor percebe que nos perfis que traçou não havia sequer uma característica física. Ele percebe que não sabe a cor dos olhos do Sr. Collins, a estatura da Sra. Bennet ou se Sir Walter Elliot era calvo. Não sabe porque Jane Austen não dá a ele essa informação. No entanto, é capaz de imaginar perfeitamente essas personagens. Isso porque a descrição física e material – preferida pela grande maioria dos escritores – para Jane Austen não aparenta ser o mais importante dentro de uma obra. Entretanto, a autora se destaca pela ausência dessa descrição – o que chamo de [in]descrição. O que é e a importância dessa [in]descrição constituem a preocupação deste artigo.
[1] Formada em Letras – Inglês/Literaturas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). E-mail: larissa.p.franca@gmail.com.
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