

Sabe aquele tipo de imagem que te transporta para um lugar mágico? Creio que as bibliotecas são assim! Eu encontrei no Curious Expeditions uma série de fotos de bibliotecas do mundo inteiro! Me deleitei com tantas imagens lindas de bibliotecas da Itália, Inglaterra, Portugal, Estados Unidos, entre tantas outras. Imagine quantas preciosidades escondidas entre as prateleiras? Todas as imagens do site são lindas e dignas de uma viagem imaginária por tantos corredores, prateleiras e livros maravilhosos.
Ao ver as fotos, como não poderia deixar de estar lá, deparei-me com a imagem da NYPL (New York Public Library). Logo me lembro da big apple, lugar onde fui muito feliz!! Morei em New York no primeiro semestre de 2001 , para fazer uma extensão universitária na CUNY – The City University of New York, e confesso que mesmo tendo vivido lá por tão pouco tempo, eu considero também meu lar! Nos filmes, reportagens que falam sobre Nova York, o coraçãozinho fica apertado de saudades.
Do alto do World Trade Center – junho de 2001
Voltando ao assunto da biblioteca de Nova York, apesar ter conhecido um pouco da obra da Jane Austen durante a minha graduação em Letras eu somente adquiri meus seus livros quando visitei a Biblioteca Pública de NY e visitei a lojinha que existe por lá. A biblioteca é maravilhosa e possui um acervo enorme, sem contar que a existem diversas delas espalhadas pela cidade.
Para matar as saudades de NY City, peguei uma a caixa de lembranças: cartões da cidade, revistas, cartões do metrô, tickets de museus, e a SACOLA da Biblioteca! Isso mesmo, a doidinha aqui acabou guardando a sacola da lojinha da biblioteca! 🙂


Primeira edição de Pride and Prejudice (1813)
Fonte: Wikipedia
As edições abaixo estão sendo vendidas no Jane Austen Centre pela bagatela de 425 a 625 Libras, pois trata-se de edições publicadas no final do século XIX.

Orkontro que fui no Rio de Janeiro, em novembro do ano passado, para matar as saudades!
O site oferece mais de 207 mil itens relacionados ao kindle, desde estojos, capas, revistas, jornais e é claro: livros (dos clássicos até os atuais).
A figura da esquerda em batik azul e a da direita com sapinhos (o que será que deu na pessoa ao associar sapinhos com Jane)!! Confesso que gostei mais de um modelo em couro vermelho. E também da opção de adesivo de florzinhas rosas para proteger o kindle. 🙂
PARTE 1
Conforme o prometido, aqui vão algumas informações sobre como adquirir o livro da Genilda Azerêdo: ‘Jane Austen, Adaptação e Ironia: uma introdução’. Segundo a autora, o livro está disponível para venda na Casa do Livro (Editora UFPB) no Campus da Universidade em João Pessoa. Contato somente por telefone ou e-mail: (83) 3216 7327 – livrariacasadolivro@gmail.com
PARTE 2
Caderneta de anotações, tamanho A6 – está na promoção por 1,99 Libra.

Através de contato por e-mail e g-talk pude conhecer um pouco mais de Heather. Como descrevo abaixo:
Heather morea em Seattle nos Estados Unidos, com sua família (marido, dois filohos e dois gatinhos). Além de possuir o seu próprio website sobre Jane Austen, Heather também faz parte do AustenBlog. Você poderá ler em um post antigo de seu blog como Heather começou a blogar: aqui.
Bem, Heather me contou que em 2005 começou o website meio que por acidente: ela possuía uma coleção dos livros de Jane Austen ilustrados por C.E. Brock (lindas aquarelas) e no Fórum Pemberly (fórum de discussões), descobriu que sua coleção de livros contêm a coleção completa de ilustrações de Brock. Nem todas os livros publicados com as ilustrações de Brock possuem a coleção completa. Em seguida, Heather tirou algumas fotos das ilustrações para que os outros membros do fórum pudessem vê-las e depois colocou-as em uma página pessoal na internet. As ilustrações receberam várias visitas e após um ano Heather criou o Solitary Elegance. Nessa época, começou a produção de Northanger Abbey (2006-2007) e uma pequena página que Heather criou sobre as adaptações de Northanger Abbey começou também a receber muitas visitas também. De modo que até o primeiro semestre de 2008, Heather publicou sobre as novidades da filmagem.
Em 2009, Heather decidiu comemorar o aniversário de 200 anos do Ackermann’s Repository adicionando à galeria as imagens cotendo citações de Austen. Os papéis de parede apresentarão os anos de 1809 a 1816, de modo que será possível ver os vestidos ou tipos de vestidos que Jane Austen pode ter visto ou até inspirado seus vestidos!
Há alguns dias eu conheci a jovem Irena Freitas na internet e por compartilharmos o mesmo gosto por Austen, acabamos ficando amigas! Para minha surpresa, Irena desenha Austen em seu moleskine ou onde mais lhe der na cabeça! Eu conheci os desenhos de Irena no Flickr e resolvi publicar no blog a arte de uma jovem que também é apaixonada por Jane Austen! Irena gentilmente concedeu a entrevista abaixo e o direito de usar suas imagens aqui no blog. Detalhes sobre os desenhos abaixo. Nesta pequena entrevista, Irena demonstrou ser uma jovem muito esclarecida e apaixonada pelo que faz!
Jane Austen tomando chá com Napoleão. Esta ilustração originalmente foi desenhada em papel e depois transferida para o computador onde Irena pintou.
Perguntas:
Como conheceu Jane Austen?
Na verdade é uma história meio longa. Eu já tinha ouvido falar nela e nas suas principais obras, e até já tinha assistido uns filmes baseados nos livros (mesmo que meio que sem saber). Mas só foi no início de 2006, quando assisti a última versão para o cinema de “Orgulho & Preconceito” que realmente tive vontade de ler um livro dela. Li e gostei, porém foi só isso. No final do mesmo ano lembro que a minha professora de Inglês na época pediu para que nós escolhêssemos alguma pessoa influente de alguma forma na língua inglesa para nós fazermos uma pequena apresentação oral sobre ela. Desse modo, escolhi a Jane Austen, sem nenhum motivo aparente. Mas então quando fui fazer uma pesquisa sobre a vida e obras de Jane Austen algo que me chamou a atenção: ela tinha mania de escrever atrás de uma porta que rangia e não deixava ninguém vê-la escrevendo os livros. E eu simplesmente achei aquela a coisa mais engraçada do mundo, porque sempre julguei que eu era única pessoa do universo que tinha aquela mania. Depois daquilo eu meio que quis saber tudo sobre Jane Austen, e minha “pequena apresentação” para aula de Inglês durou duas horas e meia e deixei todo mundo da sala com vontade de ler Jane Austen também.

Já leu os livros dela? Quais?
Já li todos os livros, inclusive os trabalhos menores, tanto em português quanto em inglês. Devo ter mil cópias diferentes de cada livro espalhado pelo meu quarto! 🙂
Qual (is) o(s) seu(s) favorito(s)?
Nem sei dizer! Gosto de vários de maneira diferente, mas acho que meus favoritos são “Emma”, “Orgulho & Preconceito” e “Persuasão”.
Por Genilda Azerêdo*
Orgulho e Preconceito – Hollywood sem beijo**

Ao contrário de outras adaptações de Austen, em Orgulho e Preconceito as músicas e as danças são festivas e alegres, algo que se alinha co
m certa leveza da narrativa (em oposição, por exemplo, às narrativas de Razão e Sensibilidade, Persuasão ou Palácio das Ilusões). O ritmo da música (e, conseqüentemente, da dança), no entanto, muda quando Lizzy e Darcy dançam. O contraste com as danças anteriores fica explícito. O ritmo mais lento possibilita que conversem; a câmera se demora nos dois, já que precisam ser revelados (não só um ao outro, mas ao espectador). Por um momento, inclusive, cria-se a ilusão de que apenas os dois rodopiam no salão, o que mostra a função da dança como ritual erótico.De modo geral, ainda que em determinados momentos haja exagero (Mr. Collins, por exemplo, soa caricatural), o filme consegue refletir temáticas relevantes da narrativa de Austen; consegue, ainda, em determinadas cenas, uma tonalidade de humor e ironia característica da autora.
a – que a crítica social, principalmente quando consideramos o estilo altamente irônico de Austen), esta adaptação também acaba por se definir como “hollywoodiana”, principalmente no tratamento que dá à relação entre Lizzy e Darcy.Para ilustrar a ênfase na relação romântica, tomemos como exemplo as duas cenas em que Darcy se declara a Lizzy. Em Austen, é comum o narrador fazer uso de narração sumária, ou do discurso indireto, exatamente como estratégias para a criação de um distanciamento, para a quebra ou diluição da emoção, em momentos de grande densidade dramática. É o caso no que diz respeito ao desenvolvimento gradual da relação afetiva entre Lizzy e Darcy. Mas não só isso. No romance, na primeira vez em que Darcy declara seu amor a Lizzy, eles estão dentro de casa. No filme, como era de se esperar, há não só a dramatização do diálogo (“showing” em vez de “telling”) e o deslocamento espacial, na medida em que a cena acontece ao ar livre, mas também a utilização de um contexto de trovões e chuva forte, além de uma música que adensa a carga (melo)dramática da situação, o que a
caba culminando num imenso clichê romântico.A segunda cena, quando os mal-entendidos entre eles já foram esclarecidos, e Darcy novamente renova seu sentimento por Lizzy, também chama a atenção em termos de construção visual. Aqui, como no romance, o encontro se dá ao ar livre. No entanto, diferentemente do romance, o encontro entre eles se dá de madrugada, algo impensável para aquele contexto pré-vitoriano, principalmente quando consideramos os personagens envolvidos (protagonistas, e, portanto, guiados por certas regras de conduta e racionalidade). É claro que, mais uma vez, a utilização desse espaço acentua a carga dramática (tornando-a romântica) da situação e cria um deslocamento em relação ao contexto de Austen.
scuridão inclusive acentuada pelas vestimentas escuras de ambos – acaba por remeter a um contexto posterior, vitoriano, sendo bem mais adequada aos arroubos e romantismo das irmãs Brontës, por exemplo, que a contenção de Austen. Esses recortes servem para mostrar a escolha ideológica por trás da adaptação. Se, como diz Dudley Andrew, “adaptação é apropriação de significado de um texto anterior” (e um texto pode ter significados variados, ficando a critério do cineasta e roteirista dar maior visibilidade a um ou a outro), fica evidente que a escolha empreendida, neste caso, tentou conciliar a crítica social de Austen à história pessoal de Lizzy e Darcy; porém, ao romantizar (principalmente em termos visuais) a narrativa privada, o filme perdeu a chance de, por exemplo, aprofundar as relações inseparáveis entre o público e o privado em Austen. No entanto, talvez como certo consolo, o final do filme acaba por resgatar, mais uma vez, a tonalidade contida de Austen, através da ausência do beijo e da conclusão do filme sem a cena do(s) casamento(s). De modo que talvez a melhor definição para esta adaptação seja “Hollywood sem beijo”.Conteúdo

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