Howard Jacobson: Se você acha que não há sexo em Jane Austen, você está errado sobre o Amor, Sexo e Austen

Depois de tanto estardalhaço sobre uma versão erótica de Orgulho e Preconceito, Howard Jacobson (escritor inglês) fez uma crítica inteligente sobre o fato. O artigo foi publicado no jornal The Independent no dia 21 de Julho.  Abaixo, segue o texto traduzido.

Alguém pode pensar o que faz “Orgulho e Preconceito” ser mais sensual ao descrever Darcy como “quente, sensual e gostoso”?

É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro na posse de uma boa fortuna deve estar na falta de uma boquete” – Ah, os clássicos! Estou me referindo, claro, aos Clássicos Clandestinos! Uma nova edição, para aquelas que não querem abandonar completamente Jane Austen e as Brontës em favor dos ebooks “pornôs para mamães”, mas mesmo assim, gostariam que eles fossem conforme os costumes sexuais contemporâneos. Algo como, ao longo destas linhas, se eu posso continuar na minha própria versão…
“Eu devo ter uma palavrinha para com minha pequena Lizzy”, disse o Sr. Bennet para sua senhora, quando a notícia de que Netherfield Park tinha sido deixada para um libertino com cinco mil por ano e uma pica grande que alcançou primeiro a vizinha.”
“Eu desejo que você não faça tal coisa”, voltou Sra. Bennet. “Lizzy não é um pouco melhor que as outras. Tenho certeza que ela não tem a metade da competência da Jane quando se trata de desabotoar um cavalheiro e eu estou certa em acreditar que ela não devora.”
Quer ir pelos seus próprios caminhos? É surpreendentemente fácil! O pornô soft nunca foi qualquer outra coisa. Fácil de escrever, fácil para ler e fácil, você teria pensado, de ignorar. Mas, aparentemente, não é bem assim. As esposas e mães deste país, mesmo impecáveis, acabam por ser tão eroticamente estúpidas como os pais e maridos. Como assim? Indagam-me.
Não chegaremos ao real motivo pelos quais as mulheres não seriam, de outra forma chamadas de idiotas, se de repente ficassem ardentes sob seus aventais e terninhos executivos balançando as bolas, considerando que a literatura do ‘esfrega a si mesmo’ já está disponível há séculos. Nós nunca entenderemos porque as crianças que ficam na fila a noite inteira para comprar Harry Potter, com suas histórias mal escritas sobre meninos-mágicos, são legiões ou por que alguém iria escolher assistir Jeremy Clarkson quando caras mal-humorados que gostam de carros velozes crescem como árvores.
Uma onda rompe algumas vezes – na música, na moda, na televisão, nos livros e todo mundo é varrido. É como uma destruição em massa, presumivelmente. Há a onda e nós todos vamos afogar juntos. Poderia ser até darwinista: um freio biológico para assegurar que a espécie nunca cresça muito inteligente para sua própria sobrevivência.
Eu sou contra o pornô “água com açúcar” pela mesma razão que eu sou contra imitações insípidas do nada. Tenha a audácia dos seus desejos, eu digo. Se você deseja ler algo que atrase sua vida – ou mais – então leia aqueles escritores que vão levá-lo adiante na vida. História de O de Pauline Réage é um bom começo e em seguida, Venus in Furs de Sacher-Masoch, seguido de qualquer coisa de Bataille ou de Sade. Os dois últimos vão virar seu estômago e pode deixá-lo fora do sexo, não importa se é pelo sado-masoquismo ou pela vida – o que poderia ser melhor para você e sua família – mas os quatro obrigarão você a olhar para as mandíbulas do inferno.
A morte é quando o impulso sexual cresce pelas extremidades frenéticas e se você não está dentro para se arriscar então você não está nisto de forma alguma. Meu conselho é o mesmo que daria para quem quisesse viver perigosamente: divirta-se, mas saiba que você está num jogo. E se você estiver jogando apenas pelo jogo, então você está desperdiçando sua vida e não vivendo.
No final, eu não posso dizer que me importo como uma mulher entediada com a pouca alfabetização, pouca coragem e nenhum senso de ridículo ao desperdiçar suas horas. Mas eu me importo com qualquer um que possa ler tão mal, a ponto de pensar que ‘Orgulho e Preconceito’ não é nem um pouco sensual para descrever Darcy como “quente, sensual e gostoso”. O sexo não é nada, apenas o acúmulo de estupidez e razão? Não valorizamos o sexo modesto e sem nenhuma linguagem, que precisa do estímulo de um anúncio de desodorante antes de perceber a atração?
Entre as razões para a popularidade extraordinária de Jane Austen com as leitoras de todos os tipos há o calor que envolvem os seus amantes, as frustrações insuportáveis que eles sofrem quando mal-entendidos os mantém separados, as rapsódias de felicidade que eles experimentam, quando todas as barreiras para as suas felicidades são removidas. E se você diz: “Ah, sim, mas isso é só o amor sem o sexo”, então você está errado em todos os aspectos: errado sobre a natureza do amor, errado sobre a natureza do sexo e errado sobre Jane Austen, que sabia, assim como ninguém, como o desejo destrutivo provoca os nossos afetos, nossas lealdades e nossas inteligências.
Há poucas cenas na literatura que são, ao mesmo tempo, tão dolorosas e tão emocionantes, tão precárias e, sim, tão excitantes, como as de ‘Persuasão’ em que o Capitão Wentworth impõe as mãos sobre as de Anne Elliot pela primeira vez desde que se afastaram. Em uma delas, ele alivia-a do peso de uma criança problemática, puxando-a de suas costas e arrancando suas mãos do pescoço dela – um desempenho tátil de consideração que a deixa “perfeitamente sem palavras”, à mercê dos “sentimentos mais desordenados”. Em outro momento, vendo que ela está cansada, novamente sem palavras, ele a coloca em uma carruagem. Se submissão à vontade de um homem é a sua bagagem, então aqui está: “Sim – ele tinha feito isso. Ela estava na carruagem e sentia que ele a havia colocado ali, que a sua vontade e suas mãos tinham feito isso”.
  
Um ato de natureza e autoridade cuidadosa, mas a mínima autoridade, prestada na prosa mais sutilmente angustiada, cada detalhe do que acaba de acontecer vivida como uma sensação que não pode ser limitada quanto ao tempo ou significado, não há distinção possível entre instintiva bondade e o oportunismo da sua parte física, ou gratidão e a saudade dela, o drama da consciência sexual aguda muito mais do que a soma das partes dos agentes sexuais.
Mas – oh, hum! – se ainda é do explicito brutal que você precisa, aqui vamos nós: … “Emma Woodhouse, bonita, inteligente e com seios enormes …”


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O casamento de Lizzy e Mr. Darcy

Antes de iniciar este post eu gostaria de agradecer a Elaine Valente pelos posts maravilhosos da semana passada! Obrigada! Eu acabei escapando alguns dias para viajar com minha família e a Elaine gentilmente ficou responsável pelo blog.
O post de hoje apresenta um ensaio fotográfico insipirado no livro Orgulho e Preconceito.

Anne, do Blog The City Sage, disponibilizou uma série de fotos do ensaio fotográfio para a Revista Nonpareil inspirado em Orgulho e Preconceito, mais precisamente no casamento de Lizzy Bennet e Mr. Darcy. Algumas fotos não fizeram parte do ensaio publicado pela revista e você poderá vê-las aqui.

Detalhe do convite de casamento

Os noivos

Vejam como capricharam na escolha das flores, docinhos, roupas e no local da recepção! A publicação da revista você poder ver aqui. O título do ensaio fotográfio é Happily Ever Austen!

A revista ainda disponibiliza o download de dois arquivos de imagens que fizeram parte do ensaio: as borboletinhas para montar uma guirlanda e imagens que podem ser usadas em capas de livros antigas ou até mesmo fundo de montagens para trabalhos em scrapbook. O donwload poderá ser feito aqui.

Clube de luta de Jane Austen

Encontrei este vídeo muito engraçado chamado Jane Austen Fight Club (Clube de luta de Jane Austen) onde Fanny Price, Lizzy Bennet, Emma, Marianne e Elinor Dashwood acabam resolvendo tudo com tapas e socos. Trata-se de um vídeo fake com o objetivo de divertir os fãs de Austen, com o slogan: We were no longer “good society” . . .
Gostei muito de Fanny tomando a iniciativa no vídeo! 🙂 Senti falta de Anne Elliot e Catharine Morlland!

Emma nas bancas

Esta dica vai para quem está colecionando as bonequinhas de porcelana baseadas nas personagens de Austen! Apesar de Lizzy Bennet (número 10) ter saído há apenas duas semanas, Emma Woodhouse (número 13) já está nas bancas desde a sexta-feira passada. Segundo o jornaleiro, a editora saltou dois fascículos, provavelmente porque o carregamento não deve ter sido liberado, ou ainda não chegou ao Brasil. Felilzmente a Emma está nas bancas! Vejam como é linda! O fascículo que veio junto com a boneca, trouxe informações sobre a personagem (diferente do fascículo sobre Elizabeth Bennet). Para saber maiores detalhes sobre a coleção leia aqui. Dá para perceber que Emma foi baseada na Gwyneth Paltrow! O vestidinho verde está bem a cara do filme de 1996.
Veja abaixo os detalhes do vestido:
Fascículo
Preço: R$ 24,99
A próxima personagem de Austen que será lançada pela Editora Planeta Deagostini é Anne Elliot (fascículo 25). Conselho: fiquem atentas porque a coleção pode passar a ser entregue nas bancas de revistas de forma irregular e não de quinze em quinze dias como o previsto. Pode acontecer também de lançarem alguns fascículos antes dos outros. O jeito é ir ao jornaleiro toda semana para saber em qual número está nas bancas. Se seguir o curso normal é bem provável que Anne Elliot esteja nas bancas dentro de dois meses.
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Para quem ainda não assistiu o filme e deseja conhecer o figurinho do filme Emma (1996), estrelado por Gwyneth Paltrow e Jeremy Northam, veja as imagens abaixo:

Lizzy Bennet – Boneca de Porcelana

Em novembro do ano passado eu fiz um post falando a respeito do relançamento da Coleção Dama de Época da Editora Planeta Deagostini! Confesso que ao ver o primeiro fascículo com a Madame Bovary, fiquei tentanda a comprar toda a coleção. Mas refleti um pouco e conclui que não tenho espaço em casa para guardar tantas bonecas (40 no total). Aguardei ansiosamente pela chegada de Lizzy Bennet! Nossa! E como demorou! A coleção começou a ser vendida em novembro/2009 e a Lizzy que faz parte do fascículo 10 só chegou às bancas agora.
Vejam como é bonitinha! Mas devo dizer que fiquei um pouco decepcionada com a qualidade do tecido… achei muito fraquinho e sem graça. Em relação à bonequinha da Madame Bovary, a Lizzy é muito simples. Também tenho que dizer que o fascículo veio com detalhes e explicações sobre uma outra personagem da literatura:  Fortunata. Achei estranho porque no primeiro encarte, junto com a Madame Bovary, veio um fascículo sobre bonecas em porcelana e também uma seção só sobre a personagem e as adaptações para o cinema. Agora é esperar o número 13 chegar com a Emma Woodhouse e ai sim podermos fazer as comparações!

Lizzy com casaco
Lizzy sem casaco e roupinha toda amarrotada
Que rostinho delicado!

Orgulho e Preconceito no Teatro

Orgulho e Preconceito está em cartaz no Theatre Royal em Bath, segundo o Jornal The Times.

Jane Bennet – Mrs. Bennet (Susan Hampshire) – Mr. Bingley (Alex Felton)

Consegui algumas imagens da peça no site: http://www.behindthearras.com/
Mary Bennet (Victoria Hamnett) – Elizabeth Bennet (Katie Lightfoot) – Mrs. Bennet (Susan Hampshire) – Jane Bennet (Violet Ryder)
Mary Bennet (Victoria Hamnett) e Mr. Bennet (Peter Ellis)
Mrs. Bennet e suas filhas
Só tenho que ficar suspirando já que Bath fica tão longe do Brazil e está congelante nessa época do ano, como a Rebecca do Jane Austen Centre me contou outro dia.

Bonecas de Porcelana

Pessoal, finalmente consegui comprar a primeira boneca da coleção da Planeta Deagostini: Madame Bovary (7,99 reais – preço de lançamento). Eu comprei para ver a qualidade da boneca e poder avaliar se vou encomendar com o jornaleiro as edições com as personagens de Austen. Para maiores detalhes sobre as personagens, leia o post que fiz no dia 01/11/2009. O encarte vem com a boneca e uma revista explicando a origem das bonecas de porcelana, como são feitas, algumas descrições sobre as roupas, e mais algumas páginas sobre personagem da capa. Atenção porque a coleção sai nas bancas de 15 em 15 dias. A primeira custa 7,99, a segunda sai por 14,99 e a partir dai as outras custam 24,99. Mas como são publicações quinzenais dá para colecionar.
A Madame Bovary é uma linda boneca! Muito bonitinha, e os detalhes de sua roupa, cabelos, chapéu, bolsinha, tudo é bem delicado. Tirei a foto abaixo para vocês comprovarem! Vale à pena! Porém, por questão de falta de espaço, vou tentar comprar apenas as heroínas de Austen.

Primeiras impressões de Orgulho e Preconceito

Já foi explicando que o post é polêmico pois se trata de uma opinião. A Carla Bitelli do Blog Homem Nerd fez um post confessando sua nerdice aguda: Austen!
Carla discorre sobre a séries de 1980 e 1995 e o filme de 2005. Sem intenção de magoar as opiniões dos meus queridos leitores e amigos, coloco que post que Carla fez no Homem Nerd na íntegra. Ao lado vocês poderão votar qual é a sua versão favorita de Orgulho e Preconceito. Como só estamos falando de três versões, não colocarei as outras na votação, ok?

Peço também que coloquem suas opiniões respondendo abaixo. Mas por favor: respeitem as opiniões dos outros. Com vocês as opiniões de Carla:

Na série de 1980, temos uma Elizabeth Bennet muito irônica e nada agressiva pela atriz Elizabeth Garvie. De início essa leitura da personagem foi chocante para mim, pois havia me acostumado com a agressividade dela presente no filme de 2005. Mas logo compreendi que, como outros personagens (sendo o Mr. Collins o campeão), há várias formas de se interpretar os diálogos de Austen.

Uma característica engraçada dessa série é o posicionamento de câmera superconvencional, que faz lembrar novelas hispano-latinas. Algumas atuações também colaboram para isso, especialmente a de David Rintoul (Darcy), repleta de viradas de cabeça repentinas e olhares intensos.

Já na série de 1995, vemos um Darcy interpretado por Colin Firth com mais detalhes que o comum (mesmo porque a própria série nos apresenta cenas além das apontadas por Austen), o que o torna o melhor Darcy das três adaptações, apesar de pecar em momentos-chave.


Considerando que o próprio personagem não é tão profundo nem tão complexo quanto gostaríamos de acreditar, é quase natural que a maioria dos atores sejam bem-sucedidos em sua interpretação. [Antes que alguém reclame, eu amo o Darcy, ok?] A interpretação de Matthew Macfadyen, no filme de 2005, é, na minha opinião, a mais tocante das três, apesar de não ser a melhor.


Das Elizabeths, a que menos me convenceu foi Jennifer Ehle (1995). Ela não é nem agressiva e divertida como a Lizzie de Keira Knightley (2005), nem doce e irônica como a Lizzie de Elizabeth Garvie (1980). Especialmente nos diálogos em que essas características definem a personagem, Ehle não parece se entregar completamente – a recusa do pedido de casamento, as conversas quando em Pemberley e a discussão com Lady Catherine.

O problema, na minha opinião, imperdoável da série de 1995 é o seguinte: nesses momentos-chave, os diálogos não foram fiéis à obra de Austen. Longe de mim ser purista em relação a adaptações (pois não sou!). Mas no caso a troca não favoreceu, já que os diálogos novos nem de longe têm a força dos originais. E mais uma coisa que também não gostei: nesses mesmos diálogos, justo neles, faltou atuação e tudo ficou morno.

A parte boa dessa mesma série, que simplesmente adorei, foi a inclusão de cenas que eram apenas narradas em outras adaptações, por serem trechos de cartas. A infância de Darcy e Wickham, a descoberta pelo cavalheiro do casal fugitivo… As cenas ajudam a compor o personagem Darcy, a entregar mais de seus sentimentos ao espectador, a humanizá-lo mais.

Sobre a Jane, acho curioso o conceito de beleza de quem fez o casting: aparentemente, basta ser loira para ser bonita. É o caso das Janes de 1995 e 2005. Vale observar que a de 1995, por Susannah Harker, é horrorosa, nem de longe bonita, e a doçura de ingenuidade da personagem também não foram bem transpostas à tela. Já a de 2005, por Rosamund Pike, consegue reunir essas características. A campeã, no entanto, é a de 1980, Sabina Franklyin, cuja doçura realmente lhe dá beleza.

As outras personagens são desenvolvidas sem muitos problemas. Lydia é a jovem-problema (perfeita nas três versões), Mary é a CDF clichê (o filme de 2005 suaviza a personagem em relação às séries, que a colocam como uma garota feia e chata; achei isso bem legal) e Kitty é irrelevante; Mrs. Bennet e a mãe desesperada e sem noção e Mr. Bennet é o pai desinteressado. Família típica. 😉

A Charlotte Lucas da série de 1980, tenho que confessar, é a minha preferida. Ela é delicada e divertida, sem forçar a barra no racionalismo antirromântico dela. No entanto, o Mr. Collins dessa série é tão tão ridículo (bonachão, total vergonha alheia) que minha preferência muda para o filme, em que o casal combina.

Mas, pra mim, a qualidade da adaptação se define no segundo pedido de casamento de Darcy, em que há a entrega total dele e, finalmente, a submissão (não nos sentidos negativo ou sexual da palavra) dela.

Qual é o resultado do “embate” final?

Pra mim, a série de 1995 é derrotada sem esforço, e a dúvida fica entre a série de 1980 e o filme de 2005. Eu voto pelo filme… Nada como um amanhecer com um Darcy daqueles.

O objetivo desse post é discutir as adaptações. Não queremos ofender ninguém por terem opiniões diferentes, nosso objetivo é gerar discussões frutíferas que poderão ter continuidade no fórum de discussões do JASBRA.

* Texto gentilmente cedido por Carla Bitelli do Homem Nerd

** As opiniões relatadas aqui não são necessariamente as opiniões do JASBRA.

Jane Austen em Hebraico

Em novembro do ano passado eu comentei aqui no blog sobre uma versão Israelense de Orgulho e Preconceito. Acabei encontrando o blog da Maya e ela estava justamente comentando sobre a nova edição de Orgulho e Preconceito traduzido para o hebraico por Irit Linor. Maya também comenta sobre a nova adaptação para a tv, diz que o primeiro capítulo dessa nova versão israelense foi ar no final de maio de 2009. Como se trata de uma adaptação, o script foi modificado e as irmãs Jane e Elizabeth (Anat e Elona) são duas irmãs divorciadas que mais parecem ter mais de 30 que 20 e poucos anos. Maya acrescenta que gostou das caracterizações de Bingley, Darcy, Caroline Bingley e Lydia (que nesta adaptação é filha de Elizabeth/Elona fruto de um casamento desastroso na adolescência). Ela conclui seu post dizendo que é bastante divertido ver como os fãs israelenses de Austen conseguiram adaptar o romance para a Israel Moderna! Espero que Maya possa responder meu e-mail nos contando mais detalhes sobre a série, já que por barreiras linguísticas fico impossibilitada de fazer pesquisas em hebraico.

Orgulho e Preconceito em Hebraico

Algumas imagens da nova adaptação:

Abaixo, por sugestão de Maya, um vídeo promocional de Orgulho e Preconceito Israelense:

Como disse anteriormente, por barreiras linguísticas não consegui encontrar todos os livros em hebraico, nem sequer sei se já foram traduzidos para o hebraico. Abaixo, alguns exemplares que encontrei:

Persuasão em Hebraico:

Mansfield Park em Hebraico:

Razão e Sensibilidade em Hebraico:

Fã Milionária Promove um Baile

No site da emissora inglesa BBC está disponível o vídeo em que entrevistaram a Sandy Lerner, a milionária co-fundadora da Cisco Systems, que alugou a propriedade Chawton House, dos seus donos os Knight (nome sugestivo, não?), por 100 anos, com a intenção de restaurar a mansão e transformá-la em uma biblioteca especializada em escritoras.
A entrevista aconteceu durante o baile de gala em Chawton House, dado pela milionária, no último dia 3 de julho, em comemoração ao bicentenário da chegada da escritora Jane Austen no povoado.
Dentre os convidados, dois, em especial, abrilhantaram ainda mais o evento, sendo eles os interpretes do famoso casal literário, Mr. Darcy e Elizabeth Bennet, da série de 1980 da BBC: David Rintoul e Elizabeth Garvie. Quem nos dera participar de tal baile! Só podemos elogiar a iniciativa de Sandy Lerner, pois está usando seu dinheiro em prol da cultura e da sociedade.

Elizabeth Garvie (Lizzy Bennet – 1980)

David Rintoul (Mr. Darcy – 1980)
Para assistir o vídeo, clique aqui.
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Contribuiu com este post: Pollyana Coura