Mr Collins versão australiana

O simpático Daniel Widdowson gentilmente me informou a respeito de uma peça baseada em Orgulho e Preconceito apresentada lá na Austrália. Chamo a atenção para vídeo que ele me enviou! Decididamente um Mr. Collins muito engraçado! Confiram abaixo:

 

Orgulho e Preconceito, adaptação de Daniel Widdowson, é a segunda maior produção da Companhia de Teatro Salt House Company´s. A estreia foi no Art House Wyoung em 4 de novembro de 2016.

Maiores detalhes da peça, que foi adaptada por Daniel Widdowson aqui ou na imagem abaixo.

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Sextas – Jane Austen Irônica

Dando continuidade a Coluna das sextas-feiras: Jane Austen Irônica! 

Vamos brincar um pouco mais com o personagem Mr. Collins! 


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Domingos – Guia do Romance parte 2

Domingo é dia da Coluna Guia do Romance! 

A ideia surgiu quando li uma série de livros e posts sobre dicas de Jane Austen sobre romance. Então resolvi traduzir os posts publicados da Sparknotes, chamada Jane Austen Dating School.

Guia do Romance 2 – Instruções para lidar com a rejeição*
By: enthusiasm&austen

Se eu tivesse que resumir a última semana em apenas uma palavra, eu diria: faculdade-fitzwilliam-amigos-gargalhadas-planeta-da-esquisitice-sem-celular-saudades-do-fitzwilliam-convidada-para-um-baile-de-formatura-matando-filhotinhos-mr-collins-embaraço-ligações-de-telefone-garotos-garotos-garotos.

Entenderam? Bem, espero que não, porque de outra forma o resto deste post vai ser muito redundante e chato.

Primeiramente – visitando La Universidad de Fitzwilliam. Com minhas calças que elevam muito auto-estima, para corajosamente para o que seria a minha primeira visita à faculdade… e foi bastante divertido! Gostei muito da escola! Fitz agiu com bastante naturalidade (bem, a maior parte do tempo)! Houve alguns momentos que ele partiu em uma jornada individual para o Planeta da Esquisitice, onde ele se tornou muito distante e estranho, que eu não consegui saber o que ele estava pensando: não sabia se ele estava prestes a explodir ou se não estava pensando em nada importante. Mas, na maior parte do tempo, ele esteve ‘normal’ ao meu lado, aqui mesmo no Planeta Terra! Encontrei muitos de seus amigos, foi tudo muito divertido e descontraído.

A única desvantagem é que de alguma forma ele conseguiu deixar o telefone no carro de seus pais, e não recuperá-lo até sexta-feira. Isso significa, é claro, que eu passei uma semana inteira em uma espécie de dieta Fitzbilly. E foi também uma semana especial porque eu fui convidada para um baile de formatura. Não foi um convite de Fitzwilliam, mas de um dos meus amigos… que chato isso! Já suspeitava disso há algumas semanas, pois já havia percebido que um dos meus colegas de classe tinha uma quedinha por mim. Por um motivo insondável… eu não estava preocupada pois imaginava que o rapaz não iria tomar a iniciativa – pensei comigo mesma. Eu não tinha planejado ter um namorado para me acompanhar a um baile por diversos motivos – ir com os amigos parece ser mais divertido, sou péssima em dançar agarradinho, além do Fitz, é claro. Mas ficou evidente que eu não deixei isso muito claro.
Na quinta passada, meu amigo me disse que gostaria de mostrar algo. Fiquei muito envergonhada, porém o segui. Ele me levou até um cômodo onde havia um piano… e ele tocou “Cho Chang/Ginny”. Por um milésimo de segundo, eu pensei que talvez, apenas talvez, fosse só aquilo que ele desejava me mostrar. Mas… ele terminou a música e acabou me convidando para o baile.  E assim, se repete a velha e gloriosa tradição: meninos errados que gostam de meninas certas. Isso é algo que se repete desde os tempos mais remotos, para não dizer pré-históricos, talvez até na época dos dinossauros, quando eles faziam bailes! 🙂
De fato, essa tradição continua até mesmo nos bailes dos romances de Austen. Desde o chatíssimo Mr. Collins (Orgulho e Preconceito) até o paquerador Herny Crawford (Mansfield Park), mais de uma heroina teve que lidar com um pretendente desagradável. Em comparação aos desastrosos de Austen, eu até que tive sorte, pois meu amigo até que é um bom partido, e eu só tive que recusar seu pedido, não um pedido de casamento! Mas isso não quer dizer que não aprendi com eles! Bem, vejamos o pedido de casamento desastroso de Mr. Collins a Lizzie Bennet – veja o vídeo abaixo:

Basicamente o cara é um desengonçado e causa arrepedios em qualquer um. Mas lembre-se, Lizzie é a heroina! Ela permanece firme e forte, até mesmo quando sua própria tenta força-la a se casar com Mr. Collins. Ela não chega a ser rude com ele (se bem que se ela fosse, quem poderia culpá-la?), mas Lizzie era determinada!

Então, caros amigos, eu também recusei o convite do meu amigo. Me senti como se tivesse assassinado um filhotinho de cachorro com uma pá. Até que ele aguentou firme. Mas as coisas pioraram, eu, ele e mais um outro colega tínhamos planos para o sábado… me senti bastante desconfortável. Mas, o final de semana passou, tudo terminou bem e pude respirar aliviada. O meu amigo parece se recuperar muito bem, enquanto eu ouço aquela música que ele tocou umas 7 ou 8 vezes por dia. Eu acabo sempre tentando me convencer que fiz exatamente o que Lizzie teria feito, o que me faz sentir um pouco melhor. Para concluir, ontem, finalmente eu e Fitzwilliam nos falamos ao telefone. E advinhem só! Ele parece ter recuperado a alegria, o que me fez sentir nas nuvens.

* Adaptação e tradução: Adriana Zardini

E vocês, prezados leitores, o que acharam destes conselhos?

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Sextas – Jane Austen Irônica (Collins parte 4)

Hoje é dia da Coluna das sextas-feiras: Jane Austen Irônica!

Aproveitando que o tema de discussão da semana é sobre o Mr. Collins, vamos dar destaque ao personagem também na Coluna Jane Austen Irônica! Com vocês o quarto quadrinho irônico! 
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Sextas – Jane Austen Irônica (Collins parte 3)

Hoje é dia da Coluna das sextas-feiras: Jane Austen Irônica!

Aproveitando que o tema de discussão da semana é sobre o Mr. Collins, vamos dar destaque ao personagem também na Coluna Jane Austen Irônica! Com vocês o terceiro quadrinho irônico! 
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Sextas – Jane Austen Irônica (Collins parte 2)

Hoje é dia da Coluna das sextas-feiras: Jane Austen Irônica!

Aproveitando que o tema de discussão da semana é sobre o Mr. Collins, vamos dar destaque ao personagem também na Coluna Jane Austen Irônica! Com vocês o segundo quadrinho irônico:
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Sextas – Jane Austen Irônica (Collins parte 1)

Hoje é dia da Coluna das sextas-feiras: Jane Austen Irônica!

Aproveitando que o tema de discussão da semana é sobre o Mr. Collins, vamos dar destaque ao personagem também na Coluna Jane Austen Irônica! 
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Segundas – A hora e a vez de Mr. Collins!

A sugestão da discussão é da Flávia Oliveira (JASBRA-MG):

Vamos estudar um pouco essa fala do Mrs. Collins, o tão amado personagem de minha amiga Olga Ferreira. O que essas palavras dizem da personalidade do personagem?


“Sou muito sensível às dificuldades das minhas primas, minha cara senhora, e muito poderia dizer sobre o assunto, se não temesse ser precipitado. Mas posso assegurar às jovens que vim disposto a admirá-las. No momento, não direi mais nada; talvez quando nos conhecermos melhor…Vamos estudar um pouco essa fala do Mrs. Collins, o tão amado personagem de minha amiga Olga. O que essas palavras dizem da personalidade do personagem?
-Sou muito sensível às dificuldades das minhas primas, minha cara senhora, e muito poderia dizer sobre o assunto, se não temesse ser precipitado. Mas posso assegurar às jovens que vim disposto a admirá-las. No momento, não direi mais nada; talvez quando nos conhecermos melhor…”

Conheça aqui as outras perguntas da nossa discussão sobre Orgulho e Preconceito. 

Divagações sobre Mr. Darcy

Prezados Leitores, apenas para retificar: o post abaixo  é de autoria de Luciana Darce (JASBRA-PE)! 

Mr. Darcy, a princípio, fora quase com relutância que lhe admitira uma certa beleza; no baile olhara para ela sem admiração, e na vez seguinte olhou-a apenas para criticar, Porém, mal ele se certificara a si e aos amigos da quase inexistência de um traço bonito naquele rosto, quando começou a achá-la invulgarmente inteligente pela bonita expressão de seus olhos negros. Embora seu olho crítico tivesse detectado mais de uma falha de simetria na forma de seu corpo, era forçado a reconhecer-lhe uma figura pura e agradável; e, apesar de considerar seus modos muito aquém dos do mundo elegante, cativaram-no por sua graciosidade simples.

Ao contrário de muitos fãs fanáticos de Austen, Orgulho e Preconceito não é meu romance favorito da autora (eu continuo adorando-o, mas não é meu favorito). Como já discutimos amplamente em algum lugar lá pelo Coruja, meu coração pertence ao Capitão Wentworth… Eu tenho uma certa birra com Darcy por conta daquela primeira declaração. A verdade é que naquele momento, ele não é muito diferente de Mr. Collins – tanto Darcy quanto Collins se aproximam de Elizabeth com a certeza absoluta de que seu pedido será aceito. Afinal, que outras perspectivas ela tem? Não apenas eles tomam o pedido formal como apenas uma norma de etiqueta a ser cumprida como ambos não questionam se Lizzie gosta ou não deles. Sério, prestem atenção na cena em Rosings. Darcy fala…

“Em vão tenho lutado comigo mesmo; nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo ardentemente”


Ele não se pergunta se Lizzie pode amá-lo. Em vez disso, impõe os seus sentimentos e não duvido que ele não se importaria, nesse momento, se ela tivesse aceitado se casar com ele simplesmente porque ele é um bom partido. Talvez por isso o reencontro dos dois em Pemberley tenha tanto impacto, porque daquela feita é óbvio o quanto ele deseja o afeto e aprovação dela. Ele não tem, a princípio, esperança de que ela de repente decida que está loucamente apaixonada por ele (e creio que mesmo o orgulho e o medo aja aqui um pouco para segurá-lo diante da possibilidade de uma nova rejeição), mas isso não o impede de procurar a boa opinião dela.


E esse é o grande ponto do Darcy, essa mudança pela qual ele passa, não necessariamente para conquistar a garota (mas também por isso), mas porque ele é capaz de enxergar e admitir seus erros e é absurdamente difícil fazer isso. É difícil assumir que você errou, que você não agiu da melhor maneira possível. E ele não apenas assume isso como busca por todos os meios possíveis, se não consertar, ao menos tentar fazê-lo. Mais até do que o que ele faz pela Lizzie, surpreende-me a coragem que ele teve de assumir para Bingley o papel dele na separação do amigo e de Jane Bennet. Aqui ele corre um risco muito grande, de perder a amizade de Bingley (uma coisa real, em contraste com a possibilidade abstrata de algum afeto da parte de Elizabeth) e mesmo assim ele assume sua culpa. Particularmente, eu acho isso fantástico. Aliás, esse é o fator principal para que eu goste tanto do Wentworth – a capacidade de admitir que estava errado e saber pedir desculpas. A diferença entre os dois é que o capitão foi profundamente magoado no passado pela Anne, enquanto Darcy começa achando que é o rei da cocada preta (o que ele é, mas não precisa ser um cretino sobre isso). Enfim… mesmo quando é um cretino, Mr. Darcy é ainda incrivelmente passional e talvez por isso a gente acabe… ‘ignorando’ certas atitudes dele. E, claro, uma vez que você pense como vai ser a relação dele com a Lizzie após o final do livro – quando você imagina o cuidado, o carinho e também a paixão que ele dedica à mulher, é difícil dizer que estando no lugar dela, teríamos também dito não àquele primeiro pedido. Eu acredito que eu diria não, mas quando você está lendo pela segunda, terceira, décima vez o romance e sabe exatamente o que o homem será capaz de fazer por ela mais tarde, talvez não seja possível dissociar as imagens de Darcy pré e pós Rosings. E vocês? Quais são suas divagações sobre Mr. Darcy?

Conversando sobre Jane Austen com… o elenco de Austentatious: Um Romance Improvisado

Sem dúvida um dos shows dos circuitos de comédias improvisadas, Austentatious: Um Romance Improvisado, é uma peça de comédia improvisada de uma hora de duração que gira no estilo inimitável de Jane Austen e inteiramente baseada em sugestões do público. Nunca Jane Austen tinha sido tão divertida! Incluindo um excelente elenco: Cariad Lloyd (Indicado ao Fosters Award de Melhor Relevação 2011), Parris Rachel (Finalista do Hackney Empire 2011), Amy Cooke-Hodgson (Olivier Award por La Boheme), Joseph Mopurgo (Oxford Imps), Dickson Graham (UCB) e Andy Murray (Private Eye) apresentam uma eloquente, irreverente e 100% improvisada peça sobre os trabalhos da nossa amada autora. Interpretados em trajes da época com acompanhamento ao vivo, Austentatiousé um deleite envolvente e divertido para os fãs de Austen além de uma comédia improvisada. Austentatious é encenada regularmente no Wheatsheaf, Rathbone Place (Londres) e recentemente encenada no Edinburgh Festival Fringe 2012. Entrei em contato com Cariad Lloyd, que gentilmente aceitou coordenar uma entrevista com o resto do elenco por email. Este é o resultado da nossa conversa. É hora de conhecer a brilhante Austenacious e desfrutar do nosso bate-papo sobre Jane Austen e seu próprio trabalho.
Olá a todos! Que bom que vocês aceitaram serem meus convidados, Austenacious. Minha primeira pergunta é por que Jane Austen e não Dickens ou Shakespeare?
Nós todos gostamos muito da Jane Austen e alguns de nós estudaram sobre ela na universidade. Não foi porque não gostamos de Dickens ou Shakespeare, mas foi um amor compartilhado por Jane Austen que a fez ser a autora escolhida, eu acho.
A jovem Jane Austen adorava entreter sua família e fazê-las rir. Vocês acham que ela poderia ter gostado do jeito que vocês entretêm seu público através do seu trabalho?
Esperamos que sim! São muitas adaptações amorosas, muitas vezes zombamos dos clichês da Jane Austen, dos senhores arrojados e terminamos em casamento, mas a peça é definitivamente feira a partir de um lugar de admiração, por isso acreditamos que ela teria adorado!
Quem teve a ideia para uma série tão peculiar? Quando e como? Como vocês seis acabaram no elenco de Austentatious?
Amy e Rachel vieram com a ideia há quase 02 anos atrás e o restante nós viemos juntos. Nós todos tínhamos feitos muitas improvisações antes e Amy, Rachel, Joe e Andy estavam todos juntos num grupo na universidade. Nós queríamos atuar num formato de improvisação divertido e éramos fãs da Jane Austen e “period dramas” em geral e eu acho que todos nós gostamos da ideia de viver nesse mundo por um tempo.
Em suas peças vocês tentam persuadir Elizabeth Bennet que Mr Darcy é um idiota (risos). Vocês escolheram satirizar o trabalho de Jane Austen porque vocês não poderiam suportar isso ou porque vocês não gostaram?
Cariad: O público sugere os títulos, escrevendo em tiras de papel que se parece com os livros da Penguin Classic, de modo que foi um título sugerido pelo público! Nós temos todos os tipos de títulos diferentes desde “Parque Cheio de Homem”, “Gerenciamento da Ira do Norte” até “Darcy Agachado, Bennet Escondida”. Assim, basta tirarmos um titulo de dentro da cesta. Somos todos, definitivamente, fãs do trabalho da Jane Austen e eu não acho que você poderia criar um show como este se você não amasse de coração seu trabalho e o mundo que ela criou.
Ela era uma mestra da ironia e sagacidade, mas viveu em uma época diferente e distante como o Período Regencial. Quanto da nossa forma de rir e se divertir mudaram? Nós ainda sorrimos da ironia sútil dela?
Andy: Eu acho que a maneira de rir é realmente muito similar – rimos das falhas de outras pessoas e quando Jane escreve são nítidas, linhas muitas engraçadas, elas ainda tem o poder de nos fazer estremecer e rir ao mesmo tempo. Sempre que leio as obras, eu me pego rindo alto. Ninguém nunca se cansa de rir de bobagens e todos esses tipos de personagens: a Sra Bennets, a Tia Norrises – ainda estão com a gente hoje.
Quais dos seis grandes romances vocês incluíram no show?
Nós não incluímos automaticamente materiais de qualquer uma das novelas. Nós preferimos apresentar trabalhos novos, com todos os personagens – mas o que podemos fazer se o público pede! Por exemplo, se recebemos uma sugestão para um trabalho chamado “Cinquenta Tons do Mr Darcy”, então nossa peça acontecerá no universo de Orgulho e Preconceito, mas não será o mesmo romance que todos conhecemos.
Quais foram as coisas mais bizarras ou estranhas que o público já sugeriu para o Mr Darcy ou Elizabeth?
Andy: Bem, acho que o título “Darcy e Bingley: Um Amor Proibido” chega bem perto…
Eles muitas vezes sugerem Jane Austen mash-up com shows de monstros, zumbis e vampiros?
Andy: Nós não tivemos muitas sugestões como essas! Tivemos “@Jane Austen: #Zombis” que foi muito divertido, mas não temos sugestões que nos permitem ir além do mundo normal de Jane Austen. Algumas vezes, nos afastamos em histórias de crimes, de horror gótico, mas mesmo assim tentamos reagir da maneira que os personagens de Jane Austen poderiam ter feito se confrontados com estas situações. Eu gostaria de uma sugestão que nos permitissem ir para o espaço…
Alguém totalmente inexperiente em Jane Austen pode desfrutar da sua comédia?
Joseph: Absolutamente. Os livros da Jane Austen são todos sobre personagens distintivos, raciocínio rápido e alta tensão – se você gosta desse tipo de coisa, você é tão experiente quanto precisa ser. Naturalmente, as pessoas que são plenamente informadas sobre Jane Austen e seus contemporâneos serão capazes de entender as piadas, referencias e peculiaridades específicas da Jane Austen, mas realmente é tudo sobre a estória que estamos criando naquela noite.
Qual é o aspecto mais divertido de ter que improvisar e qual é o mais difícil?
Andy: O mais difícil é estar no palco com pessoas cuja companhia você realmente gosta e ser capaz de ser se divertir com elas. Muitas vezes, elas são tão divertidas que você tem que se lembrar de que há um público lá, caso contrário, você começa a rir! Quanto ao mais difícil, é lembrar-se de todos os detalhes que as pessoas mencionam no começo do show – se você consegue segurá-lo e trazê-lo de volta mais tarde, é uma grande sensação para os artistas e o público, mas é definitivamente muito difícil de fazer.
Esta questão é para Joseph, Graham e Andy. Por que os homens são convencidos de que Jane Austen é para meninas?
Bem, considerando que dois dos meninos do elenco dedicaram meio ano estudante Jane Austen na universidade, nós discordamos. Ainda assim, eu acho que é justo dizer que eles são, em geral, livros femininocêntrico: eles são cheios de protagonistas femininas, eles são em grande parte sobre meninas, mesmo que eles não sejam exclusivamente para eles. Isso faz a diferença. Mais importante, porém, acho que a forma como os livros de Jane Austen foram comercializados nos últimos cem anos provavelmente desempenhou um papel maior na formação do que na percepção de qualquer palavra que Jane Austen escreveu. Eles têm muito a dizer, igualmente, aos homens e mulheres.
A próxima é para Cariad, Rachel e Amy: com quem entre os homens de Jane Austen, vocês fugiriam e para onde?
Darcy é, obviamente, um dos favoritos, mas todos nós temos um ponto fraco por Bingley e Knightley. Eles são todos tão adoráveis, infelizmente ninguém aprecia muito Mr. Collins.
Se você pudesse estar em “Lost in Austen” (como Jemina Rooper na série de TV), que cena da série você adoraria voltar a viver?
A cena final de “Sandition”. Porque, então, nós poderíamos fazer literalmente qualquer coisa que quisesse.
Eu sei que vocês se divertem fazendo todos os personagens cômicos, mas quais são os personagens de Jane Austen mais cômicos sem a intervenção de vocês?
Eles são/foram muitos realmente, é difícil escolher um. No último show tinha as primas Genevieve & Francesca Larch, que vivia com a superproteção do pai e que desejam serem cortejadas por Wally (Duque de Malborough) e Lorde Brackenbury, mas foram frustradas por servo mal Smithers e foram ajudadas pela velha governanta de Wally, Lady Thatch em um final feliz e um casamento duplo. E isso foi apenas um show!
Como foi sua experiência no Edinburgh Fringe? Deve ter sido especial?
Edinburgh foi incrível! Nós estávamos no Free Fringe e não sabíamos se alguém viria, mas eles estavam há uma hora numa fila para obter um lugar! E nós fomos comprimidos por 150 pessoas num dia e mantivemos uma distancia por prevenção. Nós todos estávamos sobrecarregados e muito gratos pelo nosso público adorável e como tudo aconteceu.
Qual foi o momento mais gratificante em uma experiência tão emocionante?
Eu acho que só fazemos shows que fazem as pessoas rirem e desfalecerem. Após a maioria dos shows, as pessoas vêm até nós e dizem o quanto gostaram e isso é realmente tudo que você pode pedir.
Quais são os próximos locais de Austentatious?
Estamos encenando em Leicester Square Theatre em 15 de setembro no espaço principal. E nós encenamos duas vezes por mês no Pub Wheatsheaf em Oxford Street. Confira no http://www.austentatiousimpro.com ou @austenimpro para mais detalhes. Por favor, tweet para nós, escreveremos de volta cada tweet. Nós ficamos felizes em ouvir todos vocês.
Obrigada por serem meus convidados e por responderem as minhas perguntas. Espero encontra-los e desfrutar de um dos seus shows na minha próxima viagem a Londres. Boa sorte a todos vocês com Austentatious, nas suas futuras carreiras e em suas vidas particulares. Vamos ficar de olho em vocês esperando vê-los ao vivo no palco ou na tela algum dia. Dedos cruzados!
Obrigado! Nós esperamos também!