Sábados: Mocinhas e Bonnets

As meninas da JASBRA-RJ se encontraram no Parque Lage, para um picnic, e tiveram a ideia de fazerem bonnets, já pensando nos preparativos para o próximo Encontro Nacional da JASBRA, em 2014.

 Lucienne Soares, Tatiana Resende e Moira Bianchi

Lucienne Soares nos conta que elas não se consideram tão prendadas quanto as heroinas de Austen e foi um tal de espetar o dedo… O que conta é que foi uma tarde super bacana! Pelo visto, vamos todas sair por ai com nossos bonnets, graças às prendadas meninas do Rio!

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Quartas – Minha história com Jane Austen: Luciana Leônidas

Prezados leitores, hoje é dia da Coluna das quartas-feiras: Minha história com Jane Austen! 
Com vocês: Luciana Leônidas

É uma verdade universalmente conhecida: A importância do hábito da leitura.
Sempre fui uma amante dos livros, principalmente dos romances clássicos. Cultivo esse bom hábito desde a adolescência, mas até então só conhecia os clássicos nacionais. De José de Alencar a Machado de Assis, aprendi a conviver com Helena e Capitu por puro prazer.
Quando achava que conhecia heroínas o suficiente fui apresentada, por uma professora de inglês, as queridas Elinor e Marianne Dashwood de Jane Austen. Foi amor a 1ª leitura! Na época eu estava comentando com minha professora a minha experiência ao ler Dom Casmurro ao meu filho, até então com 5 anos, o encontro entre Bentinho e os olhos de ressaca de Capitu. Ela amou a minha história e me emprestou o seu exemplar de Razão e Sensibilidade. É claro que acabei lendo para o meu filho um trecho do livro e escolhi o encontro entre Marianne e Willoughby pela 1ª vez.
Após esse meu 1º encontro com Jane Austen aproveitando um  fim de semana em casa, resolvi assistir a um filme que havia pego emprestado de uma amiga. A capa do DVD era muito bonita com os personagens vestidos com roupas de época. A história parecia ser interessante e achei que eu iria gostar de qualquer forma. Após alguns minutos assistindo ao filme, achei que o texto me parecia familiar. Pensei: Parece um texto de Jane Austen. Peguei a capa novamente e li a frase: “Baseado na obra Orgulho e Preconceito de Jane Austen”. Dei um grito de alegria e me senti  uma “especialista” no assunto.
Depois dessa experiência não parei mais. Comprei  os 2 livros que conhecia e pesquisando na internet conheci a JASBRA onde sempre aprendo um pouco mais sobre essa autora que de uma forma simples conquistou o meu coração.
Hoje voltei a estudar após quase 20 anos longe das salas de aula. Estou tentando uma vaga na Universidade. Meu curso escolhido é Literatura e o tema para a minha monografia já foi escolhido: Jane Austen, claro!
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Segundas – Vida social em Orgulho e Preconceito

 Hoje é dia da Coluna das segundas-feiras: Discussões sobre Orgulho e PreconceitoA sugestão da discussão é da Flávia Oliveira (JASBRA-MG):

Trecho da discussão 
“A mais moça ainda não fez dezesseis anos. Talvez seja um pouco cedo demais para fazer a vida social. Mas realmente minha senhora, acho que seria uma crueldade recusar-lhes a sua parte de distrações e sociedade só porque a mais velha não teve os meios ou a inclinação para se casar mais cedo. As mais moças têm os mesmos direitos aos prazeres da mocidade que as mais velhas. E trancá-las em casa creio que não seria um bom meio de promover a afeição fraternal ou a delicadeza de sentimentos.”



Essa atitude não parecia avançada demais para a época?  
Seria essa liberdade a maior responsável pelos erros de Lydia?

Conheça aqui as outras perguntas da nossa discussão sobre Orgulho e Preconceito

Domingos – Alan Lacerda – Persuasão, tempo e espera

nova coluna aos domingos: Jane Austen e os Rapazes. O objetivo é oferecer aos leitores deste blog uma visão masculina das obras de Austen.


Com vocês: Alan Lacerda*


Eu gostaria de articular neste texto o tema do tempo no romance Persuasão, ressaltando suas implicações para outros produtos culturais. Publicado no ano de 1818 após a morte de Austen, a história contida no texto é ela própria uma sequência a eventos prévios. Afinal, aprendemos já no início do Volume I que Anne Elliot, a heroína do romance, recusara oito anos antes a proposta de casamento de um humilde capitão naval por quem estava apaixonada. Persuadida da impropriedade da união por parentes e por sua melhor amiga, ela encerrou a conexão ao custo da vivacidade de sua juventude, uma vez que ela passou com o tempo a ser da opinião de que seria mais feliz se tivesse aceitado a união.
No momento em que a história começa, Anne tem mais uma vez a oportunidade, aos 27 anos, de voltar a se encontrar com seu antigo pretendente, o capitão Wentworth, que retorna rico das guerras napoleônicas. Os dois obtêm assim uma segunda chance de retomar um amor não realizado, interrompido pelo excesso de prudência em uma idade na qual o mais comum é ser impulsivo. “Ela fora forçada à prudência em sua juventude e aprendeu o romance na medida em que envelheceu – a sequência natural de um começo incomum.”
Não é novidade dizer que a tradição romântica se alimenta com frequência em seus produtos culturais do mecanismo do tempo concentrado. É comum, por exemplo, que filmes românticos terminem com a festa do matrimônio ou outro ponto culminante de felicidade percebida, sem se deter no que acontece em seguida. Mesmo os melodramas do cinema cujo final envolve separação ou tragédia costumam focar o momento amoroso que ocorreu antes do triste fim.
            O que marca Persuasão e sua influência é, entretanto, a articulação da ideia de espera. “Em Persuasão as pessoas envelhecem”, aponta judiciosamente Deidre Lynch em sua introdução à edição da Oxford World’s Classics, e as consequências da passagem do tempo e da incerteza produzida pelas mudanças históricas e pessoais que se deram no intervalo marcam cada movimento da heroína. Até as alterações de aparência são registradas pela própria Anne, em típico registro feminino, a respeito da perda de seu primeiro “florescer”.
            Há notáveis exemplos do tema da espera no cinema recente. Em A Casa do Lago (The Lake House), filme americano de 2006, o par romântico se comunica por meios fantásticos mesmo estando separados por um hiato de dois anos. A conclusão da trama, que não gostaria de revelar aqui, necessita fundamentalmente de uma decisão de esperar. Não à toa, o filme faz referência explícita ao romance de Jane Austen.


De maior grandeza cinematográfica é o projeto dirigido pelo diretor Richard Linklater, composto pelos filmes Antes do Amanhecer (Before Sunrise), Antes do Pôr do Sol (Before Sunset) e Antes da Meia-Noite (Before Midnight). Intervalos de nove anos separam a primeira obra da segunda e esta da terceira, respectivamente 1995, 2004 e 2013. Além de coincidirem com os momentos na vida dos dois personagens principais, os próprios atores que os representam são os mesmos, e envelhecem, por óbvio. Muito especialmente, o tema das promessas e amores não realizados ou não desenvolvidos liga de maneira pungente os primeiros dois filmes. Já me ocorreu que Linklater e os dois atores, Julie Delpy e Ethan Hawke, possam ter lido Persuasão, apesar da ausência de referências explícitas ao romance.

Em todo caso, vocês não precisam esperar pra ver – os produtos, começando com o próprio trabalho de Austen, já estão disponíveis para nosso encantamento.
Alan Daniel Freire de Lacerda é Professor do Departamento de Políticas Públicas da UFRN e doutor em Ciência Política pelo IUPERJ. 

Uma pequena parte do acervo de Alan.

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Quartas – Minha história com Jane Austen: Anaisa Lejambre – Palavras que ultrapassam séculos

Prezados leitores, hoje é dia da Coluna das quartas-feiras: Minha história com Jane Austen! 

A coluna de hoje traz uma versão diferente da ‘minha história com Jane Austen’, Anaisa fará uma análise de Austen. Espero que gostem! 

Com vocês: Anaisa Lejambre

Anaísa é jornalista e mora em Curitiba. 
Conheça aqui o blog de Anaísa.

Palavras que ultrapassam séculos

Vidas que foram separadas pelo destino e que anos mais tarde se reencontrariam para criar esta doce e relaxante história. Personagens ambíguos, irônicos e que representassem a sociedade da época. Com pequenas descrições de lugares e situações nos permitem visualizar cada um deles, como se estivéssemos vivenciando cada momento com os personagens. A paixão que nasce entre eles, a confusão, a descoberta de novos sentimentos e a como lidar com isto fica presente na obra o tempo todo. Diversos temas são tratados de diferentes maneiras que não tem época certa para escrever, mesmo que seja século passado. O que muda é a maneira de falar, a maneira de agir e as roupas que vestem. “Emma”, de Jane Austen, foi uma das criações mais marcantes na história da escritora, tanto que é a única vez que ela utiliza o nome de um personagem como título do livro. Uma menina mimada, acostumada ao melhor da vida e que acha no direito de mudar as vidas das pessoas em volta como se fossem marionetes.

Segundo Austen, esta personagem foi criada para ela e não para os leitores, porque muito provavelmente não iam simpatizar com esta criação. Engano dela, fez tanto sucesso, que passam anos e surgem cada vez mais adaptações no cinema e na televisão.
A história gira em torno de Emma Wodhouse que é uma garota mimada, bonita, inteligente e rica. Ela vive confortavelmente na pequena cidade de Highbury, no interior da Inglaterra. Tudo se inicia com o casamento da Srta. Taylor, sua governanta, com seu vizinho, Sr. Weston. Com esta mudança, Emma sente um vazio em sua vida, porque acredita ter perdido uma pessoa tão querida, por este motivo, resolve arranjar uma nova amiga: Harriet Smith. Para ocupar seu tempo, Emma procura um marido para a Srta. Smith e também tenta moldá-la para servir a sociedade. Com personagens interessantes como Srta. Jane Fairfax e Frank Churchill constrói a história da alta sociedade da época. Três crianças que cresceram em ambientes distintos e que perderam familiares quando pequenos.

Uma história comovente, em que o leitor não conhece a situação como um todo. A forma que Austen escreve, a capacidade que tem de fazer com que o leitor acompanhe a vida de cada personagem, sem se tornar cansativa, demonstra o quanto esta escritora merece cada elogio. Ela nasceu em 1975 e faleceu em 1817, antes de ser publicada as obras “Persuasão” e “Abadia”. Foi uma grande autora inglesa, completamente apaixonada por livros. A sua primeira obra, “Abadia de Northanger”, depois foi publicado “Razão e Sensibilidade” que conseguiu alcançar um êxito que a deixou muito animada, vindo a publicar o seu livro mais conhecido “Orgulho e preconceito”. Quem não ouviu falar da autora, com certeza deve ter ouvido falar deste livro em especial. Tornando-a muito conhecida, com poucos livros lançados, foi o suficiente para ser consagrada durante séculos.

Sendo este o único livro de Austen que li, posso comentar o quanto fiquei fascinada por sua obra, a forma irônica que escreve e a sua capacidade de formar seus personagens é distinto. Não é um romance convencional, porque nem tudo gira em torno dos personagens principais e sim daqueles que pensamos ser secundários, fazendo-os participar ativamente da história. Cada personagem garante seu espaço no relato, moldando a trama e sempre em busca de alguma revelação. Quando o leitor acredita ter descoberto o que acontecia, mais um segredo vem à tona. 

 “Emma” teve algumas adaptações para o cinema e uma série produzida pela BBC. Assisti a adaptação feita em 1996, em que Gwyneth Paltrow interpretou a personagem principal e Jeremy Northam o Sr. Knightley. Um filme razoável, poderia ser considerado bom, apesar de ter arrecadado uns $ 38 milhões, porém a série não tem nem comparação. Em 2009, a BBC resolveu fazer a série desta grande obra, conseguindo captar a essência dos personagens criados pela autora. Nesta produção quem interpretou Emma foi Romola Garai, a mesma que participou do filme: “Dirty Dancing – noites em Havana”. E Sr. Knightley foi caracterizado por Jonny Lee Miller, o que interpreta atualmente Sherlock Holmes, na série “Elementary”. No site oficial do www.imdb.com, os internautas avaliaram esta produção em 8.3. Uma boa nota.

Enquanto lia esta obra, lembrei-me que uma vez eu li uma reportagem em que analisava comédias românticas de adolescentes e o quanto elas se baseavam em grandes nomes da literatura. Lendo “Emma” percebia que este autor tinha razão. Quem nunca ouviu falar do filme “As Patricinhas de Bervely Hills”? Pois é, este filme realmente se baseou em “Emma”, não poderei entrar tanto em detalhes, para não contar spoilers no texto. Mas posso dizer que a menina mimada ou patricinha daquele século, que tenta mudar a vida das pessoas, influenciando-as a como se comportar ou de quem gostar, é a mesma história criada por Amy Heckerling, em 1995.

O que comprova mais ainda que não importe que Austen tenha escrito poucos livros, mas com certeza fez a diferença para a Literatura Inglesa e Mundial. Conseguiu fazer sucesso até os dias atuais. 

Trailer da série produzida pela BBC (2009):
 
 Uma cena do filme de 1996:

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Segundas – Condições financeiras em Orgulho e Preconceito

Hoje é dia da Coluna das segundas-feiras: Discussões sobre Orgulho e PreconceitoA sugestão da discussão é da Flávia Oliveira (JASBRA-MG):

Trecho da discussão 

“No entanto, ela lhes enviava tudo o que podia economizar das suas despesas particulares. Sempre lhe parecera evidente que a renda que eles tinham, dirigida por pessoas tão extravagantes nos seus desejos e tão descuidadas do futuro seria insuficiente para o seu sustento.”



Lizzie  e Jane mandavam dinheiro para a irmã, se fosse o contrário, Lydia seria tão bondosa assim? 
Mas é possível irmãs em boas condições não ajudarem outras menos favorecidas? 
Mr. Gardiner não ajudou a irmã?

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Domingos – Toni Weydmann – Em defesa de Mr. Knightley

Hoje é dia da Coluna de Domingo: Jane Austen e os Rapazes. O objetivo é oferecer aos leitores deste blog uma visão masculina das obras de Austen.

Com vocês: Toni Weydmann
Mr. Knightley é muito mais real que o Mr. Darcy
Desafiado a escrever sobre o meu livro favorito da autoria de Jane Austen, me propus a escrever sobre EMMA, não que seja o meu preferido (todos são ótimos), mas foi o último que li e tenho ele bem vivo na memória. A leitura de EMMA me proporcionou vivenciar algumas histórias muito gostosas de acompanhar e de fácil identificação, provando que JA era uma grande conhecedora do comportamento humano, e continua atual até os dias de hoje.
Depois de ler EMMA, descobri o meu personagem masculino favorito na obra de JA (o feminino continua sendo Lizzy Bennet sem concorrencia). As fãs de Mr. Darcy que me desculpem, mas Mr. Knightley me parece, no seu conceito, bem mais real do que Mr. Darcy, e antes que vocês queiram me linchar pela minha afirmação, me permitam defender a minha opinião.
Percebi na figura de Mr. Knightley alguém com um carater aprovado (isso é algo muito em pauta nos livros de JA) em todo o seu círculo social, bem como em todas as classes sociais distintas da época. Reconhecido cavalheiro, com valores bem definidos e opiniões firmes, protagonizando com Emma uma situação muito atual, onde uma amizade verdadeira acaba se transformando em amor. Podemos ver os estúdios de Hollywood retratando recentemente esse tema em filmes como “O Casamento do Meu Melhor Amigo” e “O Melhor Amigo da Noiva”, e a leirura de Emma nos mostra o amadurecimento e a manifestação deste sentimento enrrustido entre Emma e Mr. Knightley. Já dizia Willian Hazlitt: ” Antipatias violentas são sempre suspeitas e traem uma afinidade secreta”, e a maneira veemente como Mr. Knightley criticava Emma (sempre com muita propriedade) camuflavam os seus reais sentimentos para com ela.

Então, de uma maneira prática e para encurtar o assundo, aprendi com a leitura de EMMA que um grande e verdadeiro amor, precisa ser o resultado de uma amizade sincera entre duas pessoas, que possam divergir entre elas e mesmo assim nutrirem uma admiração mútua um pelo outro. Que uma pessoa pode ser “perfeita” para muitos, mas não para nós. Que “orgulho e preconceito” (não resisti rsrsrs) acerca de algumas pessoas e situações, podem nos privar de usufluir de ótimas amizades e momentos.

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Quartas – Minha história com Jane Austen: Lucienne Soares

Prezados leitores, hoje é dia da Coluna das quartas-feiras: Minha história com Jane Austen! 

Com vocês: Lucienne Soares (JASBRA-RJ)
 

Minha história com Jane Austen,começa lembro exatamente, em uma tarde,encontrei na TV, na época,no canal People+Arts,Pride and Prejudice, a série de 1995. Lembro bem que fiquei tão encantada,me apaixonei no ato, e depois disso, não parei mais. Procurava tudo sobre Jane Austen e suas obras,para ler,assistir, e até hoje é sem dúvida, minha escritora favorita!

Como várias outras apaixonadas por Jane Austen,o meu  primeiro contato foi Orgulho & Preconceito, Mr. Darcy, o meu herói predileto! Desde então,comecei a alimentar um sonho, o de ver  de perto o lugar onde JA tinha nascido,vivido e conhecer os locais onde ela teria escrito esses livros, tão fantásticos, que amamos.
Então, finalmente nesse ano de 2013,consegui realizar esse grande sonho! Acabo de voltar de Bath, onde pude conhecer o The Jane Austen Centre,  e a linda cidade de Bath, todos aqueles lugares mencionados em suas obras, que vemos nas adaptações,The Pump Room, The Circus, Royal Crescent, pude visitar, me transportei para aquela época,e quando fo itanta emoção, que confesso, chorei, era o meu sonho realizado!
Fotos no Jane Austen Centre

Royal Crescent
The Pump Room
Catedral de Bath
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Segundas – Resfriado mata?

 Hoje é dia da Coluna das segundas-feiras: Discussões sobre Orgulho e PreconceitoA sugestão da discussão é da Flávia Oliveira (JASBRA-MG):

Trecho da discussão 

“-Oh, não tenho medo de que ela morra. Ninguém morre de um pequeno resfriado.”
Orgulho e Preconceito
Imagem acima: Harriet Smith em Emma (2009)
Jane Austen se enganou ao pronunciar estas palavras? Não era comum naquela época as pessoas morrerem de um pequeno resfriado?


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Domingos – Leonardo Ferraz – Lendo A Abadia de Northanger

Hoje é dia da Coluna de Domingo: Jane Austen e os Rapazes. O objetivo é oferecer aos leitores deste blog uma visão masculina das obras de Austen.

Com vocês: Leonardo Ferraz

Leonardo é pernambucano e membro da JASBRA-PE. Tive o prazer de conhecer o Duda (ops Leonardo) no IV Encontro Nacional da JASBRA. 


Lendo A Abadia de Northanger


Olá pessoal! Antes de mais nada deixa eu me apresentar para quem não me conhece! Meu nome é Leonardo Ferraz, também conhecido como Duda entre meus amigos (E não! Meu nome não é Leonardo Eduardo!), sou analista de sistemas, tenho 38 anos, moro em Olinda e sou um fã meio tardio dos livros de Jane Austen… Até o ano passado, eu só conhecia seus trabalhos a partir dos filmes lançados a partir da década de 90. Somente ao começar a participar do clube do livro encabeçado por Luciana Darce que fui ler meus primeiros livros de Austen. Primeiro foi Mansfield Park, depois Orgulho & Preconceito e por último A Abadia de Northanger.
        É exatamente sobre esse último que falarei um pouco por aqui! Comecei minha leitura exatamente antes de viajar para Belo Horizonte para o encontro nacional da JASBRA em janeiro. A primeira coisa que me chamou atenção foram as interrupções na narrativa que a própria Jane faz para comentar alguns aspectos da mesma. Eu me lembro de diversas vezes parar de ler por causa de crises de risos (Ok. Tenho que confessar que rio muito facilmente…), inclusive algumas vezes dentro do avião na viagem de volta ao Recife.
        Talvez somente uma coisa me fez rir mais do que as interrupções Austenianas para defender tanto sua heroína quanto os romances que sua heroína lia durante toda a história. Estou falando do John Thorpe! Cada vez que ele aparecia e abria a boca para falar sobre carruagens e cavalos e o que mais que fosse eu não conseguia evitar as risadas! Claro que ele não tinha a menor intenção em provocá-las, mas eram inevitáveis! Suas tiradas e atitudes fazem Mister Colins parecer uma pessoa centrada e dotado de muito senso comum e humildade. Isso sem falar na noção, que imagino nunca ter sido apresentada ao Thorpe.
        Mas não só do torpe Thorpe (Apelido dado por Cláudia na reunião do Clube do Livro que debateu o livro) vive A Abadia. Gostei bastante do livro. Catherine é uma heroína ingênua e que não percebe maldade entre os que a rodeiam. Essa última característica também faz com que outro membro da família Thorpe venha a atazanar a sua vida. Nem eu, que sou reconhecidamente leso, me deixei enganar por Isabella. E ela nem é engraçada  como o irmão…
        Nossa heroína é também um “pouco” empolgada quanto a romances góticos, o que torna muitos momentos onde ela acredita piamente estar no meio de um dos seus queridos livros bastante divertidos. Ainda mais quando Henry Tilney está presente para dar corda! Como quando ele descreve a uma entusiasmada Catherine (Embora ela tente esconder a animação) a abadia onde ela ficará hospedada com todos os requintes góticos que ela adora!
        Alias, apesar de A Abadia de Northanger ser considerada uma paródia aos romances góticos, é engraçado perceber que o “vilão” Thorpe ridiculariza os livros lidos por Catherine, enquanto o “mocinho” Tilney age de maneira oposta, não só apoiando como sendo leitor também dos romances góticos.
        E no meio dos seus devaneios não é que nossa querida heroína se vê no meio de um grande mistério? Imagino que a grande maioria já tenha lido o livro, mas não quero estragar a história para quem ainda não leu. Só digo que só consegui largar o terço final do livro, basicamente desde a chegada de Catherine à abadia, depois de terminada a leitura!     
        Creio que por hoje é só! Agradeço a Adriana pela oportunidade de ter esse texto publicado no blog! E muito em breve estarei de volta ao mundo de Jane Austen lendo Persuasão.


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