Segundas – Vida social em Orgulho e Preconceito

 Hoje é dia da Coluna das segundas-feiras: Discussões sobre Orgulho e PreconceitoA sugestão da discussão é da Flávia Oliveira (JASBRA-MG):

Trecho da discussão 
“A mais moça ainda não fez dezesseis anos. Talvez seja um pouco cedo demais para fazer a vida social. Mas realmente minha senhora, acho que seria uma crueldade recusar-lhes a sua parte de distrações e sociedade só porque a mais velha não teve os meios ou a inclinação para se casar mais cedo. As mais moças têm os mesmos direitos aos prazeres da mocidade que as mais velhas. E trancá-las em casa creio que não seria um bom meio de promover a afeição fraternal ou a delicadeza de sentimentos.”



Essa atitude não parecia avançada demais para a época?  
Seria essa liberdade a maior responsável pelos erros de Lydia?

Conheça aqui as outras perguntas da nossa discussão sobre Orgulho e Preconceito

10 thoughts on “Segundas – Vida social em Orgulho e Preconceito

  1. Madalena 11/06/2013 / 4:02 PM

    Sempre achei Lydia muito tola e o próprio pai diz isso claramente.Creio que a apresentação dela à sociedade antes do tempo só contribuiu p/torná-la vulgar.Se todos já viam em casa essa tendência que ela tinha p/se “expor ao ridículo” como Lizzy mesmo fala não deveria ser levada aos bailes antes do que convinha na época.
    Mas quando Lizzy diz a lady Catherine:”E trancá-las em casa creio que não seria um bom meio de promover a afeição fraternal ou a delicadeza de sentimentos.”, creio que ela estava pensando que se fosse feito isso a casa se tornaria um inferno porque Lydia com certeza não daria sossego aos pais até conseguir o que queria.Imagino os dissabores da convivência com Lydia quando contrariada.Vai saber se até não tentaram mas sendo ela a a cópia da mãe já dá p/imaginar a reação.

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  2. Bárbara Batista 08/07/2013 / 12:38 AM

    Desde a primeira vez que vi Orgulho e Preconceito percebi na Lydia uma característica muito diferente ao que era esperado das meninas da época. E essa percepção ficou mais clara depois que li o livro.
    Lydia é uma menina geniosa e mimada pela mãe, e isso fez dela uma moça exagerada e “tola”. Para sua infelicidade ela se achava muito esperta, acreditava que o seu comportamento escandaloso e “chamativo” iria atrair um bom partido. Mas apesar de não concordar nenhum pouco com as atitudes da irmã, Lizzy sempre pensava no bem estar dela e de todas as outras irmãs.
    Acredito que Jane Austen ao criar um personagem como Lydia foi com o propósito de expor uma realidade da época, pois apesar de ser um período marcado por comportamentos sociais rígidos, existiam casos como o da nossa querida Lydia.
    Não acredito que a inclusão prematura de Lydia na sociedade sejam a justificativa para os seus comportamentos, penso que as suas atitudes eram reflexos do caráter dela somado a criação que ela recebeu de Mrs. Bennet.

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  3. Biazinha 25/09/2013 / 10:59 PM

    Eu não acho que a apresentação prematura seja a causa do comportamento dela,e sim a falta de orientação por conta das loucuras da mãe e da omissão do pai.

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  4. luciennemachado12 27/09/2013 / 7:32 AM

    Na minha opinião, a apresentação madura da Lydia foi responsável por toda a confusão em que ela se meteu,se tivesse acontecido na ordem normal das coisas,esperando um maturidade que não tinha…
    O contexto todo estava confuso,claro que temos a tendência de culpar a senhora Bennet,mas se formos tentar entender que naquela época,tantas filhas para “encaminhar” até mesmo alguns de seus destemperos podem ser compreendidos! hehehe

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  5. catharina peres 05/02/2014 / 12:23 AM

    Bom, tenho minha juventude em alta e com isso posso perceber que a muitas meninas aproveitam a liberdade dada pelos pais de maneiras inapropriadas. SIM, é verdade que estamos em um outro século, e chego até a concordar que a liberdade dada as meninas Dashwood naquela época era um pouco exagerada, mais que pai e mãe não querem ver seus filhos felizes? E como essa era a forma de lhes dar a felicidade, assim foi dada.
    Não creio que a culpa seja dos pais apesar de serem um pouco ou totalmente dependendo do ponto de vista, negligentes em relação a alguns cuidados que uma moça devia ter na época, como disciplina e respeito próprio.
    Ninguém é responsável pelo erro do outro, os único responsáveis são os errantes.
    (Ana Catharina, 17 anos).

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  6. Captain Swan 27/03/2014 / 4:21 AM

    Oi pessoal, eu queria falar que apresentação da Lydia na sociedade não tem nada haver com a confusão e nem o caráter dela se deve a criação dada pela mãe e omissão do pai como falam aí, Lydia apenas puxou a senhora Bennet, notem que mesmo depois de coroa ela ainda é se divertindo olhando e rindo para os rapazes do desfile militar e quando a Elisabeth fala que “e trancá-las em casa creio que não seria um bom meio de promover a afeição fraternal ou a delicadeza de sentimentos”, o que ela quis aí não é ser a favor da diversão pela parte das mais novas, inclusive é, so que o que ela realmente quer é não ser responsabilizada pelas amarguras das irmãs mais novas e nem ficar aguentando a raiva delas, pois como mais velha e sem pretendentes ela impede as outras de seguirem, empacando-as.

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