Quartas – Minha história com Jane Austen: Luciana Leônidas

Prezados leitores, hoje é dia da Coluna das quartas-feiras: Minha história com Jane Austen! 
Com vocês: Luciana Leônidas

É uma verdade universalmente conhecida: A importância do hábito da leitura.
Sempre fui uma amante dos livros, principalmente dos romances clássicos. Cultivo esse bom hábito desde a adolescência, mas até então só conhecia os clássicos nacionais. De José de Alencar a Machado de Assis, aprendi a conviver com Helena e Capitu por puro prazer.
Quando achava que conhecia heroínas o suficiente fui apresentada, por uma professora de inglês, as queridas Elinor e Marianne Dashwood de Jane Austen. Foi amor a 1ª leitura! Na época eu estava comentando com minha professora a minha experiência ao ler Dom Casmurro ao meu filho, até então com 5 anos, o encontro entre Bentinho e os olhos de ressaca de Capitu. Ela amou a minha história e me emprestou o seu exemplar de Razão e Sensibilidade. É claro que acabei lendo para o meu filho um trecho do livro e escolhi o encontro entre Marianne e Willoughby pela 1ª vez.
Após esse meu 1º encontro com Jane Austen aproveitando um  fim de semana em casa, resolvi assistir a um filme que havia pego emprestado de uma amiga. A capa do DVD era muito bonita com os personagens vestidos com roupas de época. A história parecia ser interessante e achei que eu iria gostar de qualquer forma. Após alguns minutos assistindo ao filme, achei que o texto me parecia familiar. Pensei: Parece um texto de Jane Austen. Peguei a capa novamente e li a frase: “Baseado na obra Orgulho e Preconceito de Jane Austen”. Dei um grito de alegria e me senti  uma “especialista” no assunto.
Depois dessa experiência não parei mais. Comprei  os 2 livros que conhecia e pesquisando na internet conheci a JASBRA onde sempre aprendo um pouco mais sobre essa autora que de uma forma simples conquistou o meu coração.
Hoje voltei a estudar após quase 20 anos longe das salas de aula. Estou tentando uma vaga na Universidade. Meu curso escolhido é Literatura e o tema para a minha monografia já foi escolhido: Jane Austen, claro!
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Quartas – Minha história com Jane Austen: Anaisa Lejambre – Palavras que ultrapassam séculos

Prezados leitores, hoje é dia da Coluna das quartas-feiras: Minha história com Jane Austen! 

A coluna de hoje traz uma versão diferente da ‘minha história com Jane Austen’, Anaisa fará uma análise de Austen. Espero que gostem! 

Com vocês: Anaisa Lejambre

Anaísa é jornalista e mora em Curitiba. 
Conheça aqui o blog de Anaísa.

Palavras que ultrapassam séculos

Vidas que foram separadas pelo destino e que anos mais tarde se reencontrariam para criar esta doce e relaxante história. Personagens ambíguos, irônicos e que representassem a sociedade da época. Com pequenas descrições de lugares e situações nos permitem visualizar cada um deles, como se estivéssemos vivenciando cada momento com os personagens. A paixão que nasce entre eles, a confusão, a descoberta de novos sentimentos e a como lidar com isto fica presente na obra o tempo todo. Diversos temas são tratados de diferentes maneiras que não tem época certa para escrever, mesmo que seja século passado. O que muda é a maneira de falar, a maneira de agir e as roupas que vestem. “Emma”, de Jane Austen, foi uma das criações mais marcantes na história da escritora, tanto que é a única vez que ela utiliza o nome de um personagem como título do livro. Uma menina mimada, acostumada ao melhor da vida e que acha no direito de mudar as vidas das pessoas em volta como se fossem marionetes.

Segundo Austen, esta personagem foi criada para ela e não para os leitores, porque muito provavelmente não iam simpatizar com esta criação. Engano dela, fez tanto sucesso, que passam anos e surgem cada vez mais adaptações no cinema e na televisão.
A história gira em torno de Emma Wodhouse que é uma garota mimada, bonita, inteligente e rica. Ela vive confortavelmente na pequena cidade de Highbury, no interior da Inglaterra. Tudo se inicia com o casamento da Srta. Taylor, sua governanta, com seu vizinho, Sr. Weston. Com esta mudança, Emma sente um vazio em sua vida, porque acredita ter perdido uma pessoa tão querida, por este motivo, resolve arranjar uma nova amiga: Harriet Smith. Para ocupar seu tempo, Emma procura um marido para a Srta. Smith e também tenta moldá-la para servir a sociedade. Com personagens interessantes como Srta. Jane Fairfax e Frank Churchill constrói a história da alta sociedade da época. Três crianças que cresceram em ambientes distintos e que perderam familiares quando pequenos.

Uma história comovente, em que o leitor não conhece a situação como um todo. A forma que Austen escreve, a capacidade que tem de fazer com que o leitor acompanhe a vida de cada personagem, sem se tornar cansativa, demonstra o quanto esta escritora merece cada elogio. Ela nasceu em 1975 e faleceu em 1817, antes de ser publicada as obras “Persuasão” e “Abadia”. Foi uma grande autora inglesa, completamente apaixonada por livros. A sua primeira obra, “Abadia de Northanger”, depois foi publicado “Razão e Sensibilidade” que conseguiu alcançar um êxito que a deixou muito animada, vindo a publicar o seu livro mais conhecido “Orgulho e preconceito”. Quem não ouviu falar da autora, com certeza deve ter ouvido falar deste livro em especial. Tornando-a muito conhecida, com poucos livros lançados, foi o suficiente para ser consagrada durante séculos.

Sendo este o único livro de Austen que li, posso comentar o quanto fiquei fascinada por sua obra, a forma irônica que escreve e a sua capacidade de formar seus personagens é distinto. Não é um romance convencional, porque nem tudo gira em torno dos personagens principais e sim daqueles que pensamos ser secundários, fazendo-os participar ativamente da história. Cada personagem garante seu espaço no relato, moldando a trama e sempre em busca de alguma revelação. Quando o leitor acredita ter descoberto o que acontecia, mais um segredo vem à tona. 

 “Emma” teve algumas adaptações para o cinema e uma série produzida pela BBC. Assisti a adaptação feita em 1996, em que Gwyneth Paltrow interpretou a personagem principal e Jeremy Northam o Sr. Knightley. Um filme razoável, poderia ser considerado bom, apesar de ter arrecadado uns $ 38 milhões, porém a série não tem nem comparação. Em 2009, a BBC resolveu fazer a série desta grande obra, conseguindo captar a essência dos personagens criados pela autora. Nesta produção quem interpretou Emma foi Romola Garai, a mesma que participou do filme: “Dirty Dancing – noites em Havana”. E Sr. Knightley foi caracterizado por Jonny Lee Miller, o que interpreta atualmente Sherlock Holmes, na série “Elementary”. No site oficial do www.imdb.com, os internautas avaliaram esta produção em 8.3. Uma boa nota.

Enquanto lia esta obra, lembrei-me que uma vez eu li uma reportagem em que analisava comédias românticas de adolescentes e o quanto elas se baseavam em grandes nomes da literatura. Lendo “Emma” percebia que este autor tinha razão. Quem nunca ouviu falar do filme “As Patricinhas de Bervely Hills”? Pois é, este filme realmente se baseou em “Emma”, não poderei entrar tanto em detalhes, para não contar spoilers no texto. Mas posso dizer que a menina mimada ou patricinha daquele século, que tenta mudar a vida das pessoas, influenciando-as a como se comportar ou de quem gostar, é a mesma história criada por Amy Heckerling, em 1995.

O que comprova mais ainda que não importe que Austen tenha escrito poucos livros, mas com certeza fez a diferença para a Literatura Inglesa e Mundial. Conseguiu fazer sucesso até os dias atuais. 

Trailer da série produzida pela BBC (2009):
 
 Uma cena do filme de 1996:

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Quartas – Minha história com Jane Austen: Lucienne Soares

Prezados leitores, hoje é dia da Coluna das quartas-feiras: Minha história com Jane Austen! 

Com vocês: Lucienne Soares (JASBRA-RJ)
 

Minha história com Jane Austen,começa lembro exatamente, em uma tarde,encontrei na TV, na época,no canal People+Arts,Pride and Prejudice, a série de 1995. Lembro bem que fiquei tão encantada,me apaixonei no ato, e depois disso, não parei mais. Procurava tudo sobre Jane Austen e suas obras,para ler,assistir, e até hoje é sem dúvida, minha escritora favorita!

Como várias outras apaixonadas por Jane Austen,o meu  primeiro contato foi Orgulho & Preconceito, Mr. Darcy, o meu herói predileto! Desde então,comecei a alimentar um sonho, o de ver  de perto o lugar onde JA tinha nascido,vivido e conhecer os locais onde ela teria escrito esses livros, tão fantásticos, que amamos.
Então, finalmente nesse ano de 2013,consegui realizar esse grande sonho! Acabo de voltar de Bath, onde pude conhecer o The Jane Austen Centre,  e a linda cidade de Bath, todos aqueles lugares mencionados em suas obras, que vemos nas adaptações,The Pump Room, The Circus, Royal Crescent, pude visitar, me transportei para aquela época,e quando fo itanta emoção, que confesso, chorei, era o meu sonho realizado!
Fotos no Jane Austen Centre

Royal Crescent
The Pump Room
Catedral de Bath
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Quartas – Minha história com Jane Austen: Priscila Almeida

Prezados leitores, hoje é dia da Coluna das quartas-feiras: Minha história com Jane Austen! 

Com vocês: Priscila Almeida 


Meu amor por Jane Austen começou quando  vi o trailer de Orgulho e Preconceito a Versão de 2005 com a Keira  knightley. Fiquei completamente encantada , mais infelizmente não encontrei o filme em locadoras,e como não tinha internet na época acabei deixando pra lá.Em um dia comum  entrei em uma  loja para ver os  filmes em promoção e lá estava ele , não pensei duas vezes e o levei. E  para minha alegria ,valeu  cada centavo , não pelo valor material mais pelo prazer e a alegria que a obra  me proporcionou.Fiquei perdidamente apaixonada por Mr ° Darcy , quem não ficaria :3. Depois de assistir o filme umas 5 vezes decidi comprar o  livro , e ai de paixão a primeira  vista  virou amor.Desde então fiz uma pequena coleção da Musa Jane Austen, sim sim Musa meus amigos me zoam dizem que é tipo uma Musa da Ironia pra mim , mais ela é mais que tudo isso.Não sei explicar direito mais ela traz um mundo ao qual muitas garotas gostariam de viver , mesmo com toda aquela sociedade preconceituosa conseguimos ver o contentamento nas coisas simples como os bailes, os chás da tarde, ou uma caminhada para apreciar a paisagem ou apenas aproveitar a companhia um do outro, o que raramente acontece nos dias de hoje . Sem contar o amor, a forma de conquistar uma dama, por fim fui comprando as outras obras me apaixonando por outros cavalheiros ,Edward Ferrars,George Knightley ,etc. Mais Mr° Darcy sempre terá um espaço maior no meu coração.Infelizmente Jane Austen nos deixou pouquíssimas obras, mais tudo bem eu releio elas sempre e sempre me apaixonando cada vez mais e mais .Quando as Obras acabaram e os filmes , então decidi comprar as paródias kkkkk e como não rir ao imaginar Mr Darcy lutando contra zumbis kkk ,Desde então assisto tudo relacionado a Jane Austen da um certo conforto em relação as pouquíssimas obras que ela escreveu e principalmente a obra inacabada 😦 .Meu livro favorito e meu primeiro amor por Jane Austen sempre será Orgulho e Preconceito. Eu amoo Jane Austen. Beijos galera 🙂 


Acervo da Priscila

Olha que lindos esses cabelos vermelhos! 

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Quartas – Minha história com Jane Austen: Bianca Barros

Prezados leitores, hoje é dia da Coluna das quartas-feiras: Minha história com Jane Austen! 
Com vocês: Bianca Barros (JASBRA-AM)




Tem dia melhor pra falar de uma mulher que nos inspira mesmo depois de 200 anos? Todo dia é dia de Austen! 
Bem, a minha história com Jane Austen começou em meados de 2009, quando assistir a adaptação para o cinema de 2005 de Orgulho e Preconceito. Achei o filme a coisa mais linda do mundo. A partir dai, ganhei o livro (que está no centro da foto) e a paixão foi crescendo. Os outros 5 romances foram sendo somados a coleção, algumas fanfics e compilações dos 6 e mais outras histórias, séries e adaptações. Hoje, eu tenho o maior orgulho de ser associada a Jane Austen na minha faculdade. Claro, que eu não sou a maior conhecedora sobre ela, mas é muito bom saber que as pessoas ao seu redor já me olham quando o nome da Jane é mencionado. Amo e defendo mesmo!!! Que mulher mais incrível!! De novo, parabéns a toda nós pelo nosso dia =)

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Quartas – Minha história com Jane Austen: Bruna da Cruz Passeto

Prezados leitores, hoje é dia da Coluna das quartas-feiras: Minha história com Jane Austen! 

Com vocês: Bruna da Cruz Passeto



Lembro-me de ver Jane Austen escrita nas lombadas dos livros da prateleira da minha mãe desde que me recordo por gente. Não, não é exagero. Minha mãe conheceu Orgulho e Preconceito pela série da BBC, que passava de madrugada, em uma das muitas noites de insônia causadas pela depressão, mas essa já é outra história.
Eu cresci, bem, não muito, mas cresci. Durante minha adolescência vi a coleção da minha mãe aumentar tanto em livros quanto dvd’s. Por vezes ela tentava me persuadir a ler Orgulho e Preconceito, que eu negava por estar em uma fase de Poe, Byron, Wilde e chorando no final de Os Sofrimentos do Jovem Werther de Goethe.
Com 20 anos, tornei as horas de cada dia no metrô, uma oportunidade de ler um bom livro desde que não fosse técnico, estava farta. Era literalmente meu break time e estava mais do que nunca atrás de um bom livro. Quando pedi o livro emprestado, o sorriso que brotou no rosto da minha mãe foi indescritível, parecia que tinha me formado muito antes de terminar a graduação. Ela empolgou-se tanto, que me fez ver como um grande spoiler, pela 20ª vez, a versão do filme de 2007. Parecia extremamente promissor!

O livro saiu do break time, foi para a sala de aula, nos intervalos, em casa… –“Só mais um capítulo antes de dormir.” – Confesso que por vezes precisei pesquisar sobre a época para melhor entender o porquê tal ato foi considerado tão mal visto. As críticas leves sobre a sociedade são deliciosas, com aquele gostinho especial e a empatia que Elizabeth cria é quase surreal. Sempre fui muito geniosa, fato que devido a boa educação que mamãe me deu (rs), nem sempre fica claro. Tenho minha tendência a fazer julgamentos silenciosos que não costumo abrir as pessoas e sou bem orgulhosa. Acompanhei Lizzy em cada sentimento como meu. – “What a hateful man!” – Cada palavra e ato do Mr. Darcy sentia como um disparate contra mim, no entanto conforme seu personagem foi revelado, senti aquela ponta de vergonha que meu orgulho dobrado sentiu ao ver seu amor.
“Ele não parece ser um mal sujeito. Ao contrário, há algo de agradável em seus lábios, quando fala. E há certa dignidade em seu trato que não passa uma ideia desfavorável do seu coração.”
Paixão, total e irrevogável pelo livro. Pesquisei sobre a autora e vendo, nós 3, Eu, Jane e Lizzy por volta de seus 20 anos, me inspirou a poder ser tão forte quanto elas. De Orgulho e Preconceito, fui para os outros livros da autora. Sentia muita falta de compartilhar essas emoções até que encontrei a JASBRA e entrei em contato com a Adriana. É ótimo ver outras pessoas que gostem dos livros, que estão divulgando essas obras e criando materiais para fãs (que estavam em falta, comparado com outros países).
Hoje em dia com meus 23 (sem pensar muito nos 24 anos que ainda vem esse ano rs), além de deixar minha mãe orgulhosa a cada vez que compro algum livro, baixo alguma série ou tento traduzir algum livro sobre a visão de Darcy para ela, vivo meu pequeno romance com um homem mais velho, assim como em Emma. Homem qual, já formado em letras, leu O&P por ser meu livro favorito e foi enredado pela bela história, crítica e construção dos personagens. Temos frases dos livros da Jane Austen espalhados por todo seu apartamento.
 “Começava agora a compreender que ele era exatamente o homem que, pelo caráter e pelos talentos, mais combinava com ela. Sua inteligência e seu temperamento, embora diferentes dos delas, teriam correspondido a todos os seus. Teria sido uma união proveitosa para ambos, pela desenvoltura e vivacidade dela, o humor dele teria sido abrandado e suas maneiras, melhoradas; e, com o discernimento, a cultura e o conhecimento do mundo que ele tinha, ela se teria beneficiado ainda mais.”
Desejo a todos ótimas horas de leitura acompanhados de seus personagens favoritos.

Bruna é uma artista, veja a Jane que ela criou:


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Quartas – Minha história com Jane Austen: Cláudia Mota

Prezados leitores, hoje é dia da Coluna das quartas-feiras: Minha história com Jane Austen! 
Com vocês: Cláudia Mota


Descobri a Jane Austen, através do filme “Orgulho e Preconceito”, quando assisti o filme fiquei encantada com a história, as personagens e principalmente com Mr. Darcy!!!!  E a partir deste dia fui buscar mais informações sobre a escritora e descobri  o mundo maravilhoso de Austen, com sua riqueza de detalhes do cotidiano  vivido na  época, as pitadas de humor e ironia retradas em seus livros  e o mais importante, o Amor… então, iniciei a minha coleção, comprando livros e filmes pela internet (ainda falta muita coisa!!!!), e até hoje não consigo parar de ler e reler seus livros, em especial Orgulho e Preconceito… não tenho como negar que esse é o meu favorito dentre as preciosidades que Jane Austen nos presenteou.


Veja a raridade que a Cláudia possui: uma edição em DVD de Palácio das Ilusões – Mansfield Park (1999)!

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Quartas – Minha história com Jane Austen: Carla Brandão

Prezados leitores, hoje é dia da Coluna das quartas-feiras: Minha história com Jane Austen! 
Com vocês: 
Carla Brandão, baiana, 27 anos! 

Eu conheci Jane Austen bem depois como todo mundo… E obviamente que, como todo mundo, eu conheci primeiro Orgulho e preconceito. Claro que suspirei por Mr. Darcy, que me identifiquei o sarcasmo com Lizzy e óbvio que achei Lídia uma “guete”. Mas não foi isso que me fez apaixonar por esse universo muitas vezes inenarrável. O que me fez me apaixonar foi aquele beijo que não aconteceu. Aquele olhar sutil de Mr. Darcy que dizia muita coisa. Aquela história que ao tentar ser contada num resumo rápido ninguém consegue entender como pode nos prender tanto se é tão simples.
Foi em 2005. Eu tinha 19 anos. E depois de ler todos os grandes clássicos brasileiros eu esbarrei num filme inglês da época vitoriana. E eu estava perdida. Ou finalmente encontrada…
O fato é que depois daquele filme eu descobri que era baseado num romance de Jane Austen e eu me lembro de pensar: uma mulher? – forgive my prejudice, mas eu passei a vida inteira lendo os Alencar’s; os Assis, de modo que me foi difícil pensar numa mulher – daí conclui: Claro, só uma mulher pra ser tão sensível sobre a alma humana.
E de alguma forma o livro veio parar na minha mão.
Que dias maravilhosos… Dois. Precisamente. Dois dias para ler pela primeira vez Orgulho e preconceito. E só aí eu conheci de fato Jane Austen. Pra encontrar suas outras obras foi fácil. As adaptações em séries, filmes e tudo mais que tivesse o nome dela me interessava. Confesso que meu livro preferido é Persuasão. Que prefiro Cap. Wentworth a Mr Darcy, mas não me esqueço de meu primeiro amor.
Daí meus amigos começaram a me associar com seu nome, com estampas florais, com a moda vitoriana e quando eu percebi já tinha até uma expressão que sempre usávamos pra definir essas coisas: “Olha que quadro estilo Jane Austen”, “Que blusa Jane Austen”, “Que sapato Jane Austen” “Que capa de caderno Jane Austen” e tudo era mostrado a mim se algo, pelo estilo, pudesse me remeter a ela.
Hoje, aos 27 anos, com a coleção de livros de Jane, uma quantidade enorme de livros ingleses da mesma época, DVDs e mais DVDs das produções da BBC e um cachorro chamado Darcy, me pego pensando que Jane não apareceu e mudou a minha vida. Ela veio moldando-a junto comigo. Ano após ano. Devagar. Gradualmente. No melhor estilo Jane Austen…


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Quartas – Minha história com Jane Austen: Tatiane Gandra

Hoje é dia da Coluna das quartas-feiras: Minha história com Jane Austen! 

Com vocês a história da Tatiane Gandra! 

Sou Tatiane Gandra, bibliotecária, tenho 27 anos e moro em Belo Horizonte. Tenho três grandes paixões na minha vida: Flamengo, Jorge Vercillo e Jane Austen. E é com muito orgulho que contarei de modo breve a minha história com essa escritora maravilhosa.

O meu primeiro contato com Jane Austen foi através do filme Orgulho e Preconceito (2005). Lembro que via o DVD à venda em algumas lojas e o título sempre me despertava curiosidade. Um belo dia, um amigo me emprestou esse filme (acho que em 2007) e eu me apaixonei pela história imediatamente. Como acontece com muitas outras Janeites, fiquei desesperada em busca de mais informações sobre a autora e esse foi o início da minha história com Jane Austen; um amor que cresce mais a cada dia.
 A partir daquele momento eu comprei e li todos os livros dela, assim como diversas adaptações de suas obras para TV e cinema. Desde o início, sempre permanece em mim esse sentimento de querer mais…eu queria mil livros de Jane Austen, não apenas seis. Mas estes seis são primorosos e me encantam além da medida…eles me ensinam coisas novas a cada releitura. Meu livro preferido é (e sempre será) Orgulho e Preconceito e eu já perdi a conta de quantas vezes li; e a cada vez percebo algo novo (isso é uma das muitas coisas que eu amo em Jane Austen e seus livros). Mas tenho que confessar que me apaixono cada vez mais por Persuasão.
A coleção lindíssima de Tatiane
 É um pouco difícil dizer o que Jane Austen representa pra mim ou os motivos de tanta admiração porque envolve muitas coisas, mas acho que posso resumir. Considero Jane Austen uma escritora brilhante porque ela consegue mostrar em seus livros as teias das relações sociais de sua época (e é algo que podemos transportar para a atualidade, o que é fantástico!!!), o cotidiano (que para alguns é considerado banal) de forma extraordinária, apaixonante. O foco dos livros não é simplesmente o amor, o romance entre o casal de protagonistas, vai além…Jane Austen é uma estudiosa do caráter humano e o modo como ela nos dá uma aula sobre isso em seus livros é incrível.
Um parte do acervo de Tatiane
 Amo Jane Austen e muitos de seus personagens (“seus filhos” – Lizzy, Darcy, Tilney, Anne, Wentworth, Elinor, etc.) da mesma forma que amo pessoas que convivem comigo aqui e agora porque todos eles são atemporais e para mim significam muito mais do que apenas personagens de livros ou uma escritora que viveu há mais de 200 anos atrás. Dentre inúmeras citações da Jane e passagens de seus livros, existe uma que simboliza muito bem o tamanho da minha adoração.
 “…I have no notion of loving people by halves; it is not my nature” (Jane Austen – Northanger Abbey)
 Esta citação, pra mim, é exatamente sobre isso…as poucas pessoas e “coisas” que eu amo, amo por completo. E dentre elas estão Jane Austen, Lizzy, Darcy e cia. 
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Se desejar enviar sua história para nós, envie um email contando sua história e algumas fotos para ilustrar o post: adriana@jasbra.com.br 

Quartas – Minha história com Jane Austen: Cíntia Scelza

Prezados leitores, hoje é dia da Coluna das quartas-feiras: Minha história com Jane Austen! 
Com vocês: 
Cíntia Scelza

Meu primeiro livro de Jane Austen foi comprado em 1996, em uma livraria do centro do Rio que era freqüentada pelos estudantes da pós-graduacao em História que eu fazia na época. Lembro perfeitamente do dia em que cheguei lá e dei de cara com a bancada cheia de livrinhos amarelos de bolso que apesar de importados, custavam, cada um, o equivalente a uma libra esterlina – uma bagatela, mesmo em cruzeiros ou cruzados (nao me lembro mais qual era a moeda brasileira na época). Mas era uma bagatela que suportava Dickens, as irmas Bronte, Gaskell, Wilde e uma certa Jane de sobrenome Austen, de quem eu tinha ouvido falar por causa do filme de 1995, de Ang Lee. Enchi (literalmente) minha mochila com esses livrinhos, entre eles dois de Austen: Sense and Sensibility e Persuasion. Mas a rotina de pesquisadora em uma área bem diferente da de Literatura Britânica acabou empurrando para adiante a leitura, e por vários anos os livrinhos ficaram guardados, me observando passar para cá e para lá em frente à minha estante.

Cíntia Scelza

O tempo passou, eu terminei mestrado, comecei a dar aulas, fiz doutorado, me mudei para a Alemanha, casei e tive filho…. Em agosto de 2009 tinha que comprar um presente de aniversário para minha sogra, e escolhi o livro Orgulho e Preconceito., pois afinal, volta meia eu ouvia que é um clássico, e minha sogra gosta de clássicos. Entao ao comprar a traducao em alemao para ela, decidi comprar também a versao original em inglês para mim, pois em se tratando de um livro freqüentemente citado, achei por bem conhecê-lo.
A coincidência foi que na mesma época minha mae me enviou do Brasil o DVD do filme com a Keira Knightley. Eu comecei a ler o livro, logo depois o DVD chegou pelo correio e eu assisti… e foi entao que eu caí.
Claro que os olhos e a voz do Darcy de Matthew MacFadyen tiveram parte nisso, mas o que me fez “cair” de verdade foi a declaracao de amor que ele faz de forma totalmente inesperada, em um momento que (para mim) foi inteiramente inesperado. Aquele Darcy pegou a Elizabeth e a MIM de surpresa.
Eu nao conhecia a história de antemaao, nao tinha a menor idéia de que isso ia acontecer, mas a surpresa veio principalmente porque eu já tinha perdido a fé em declaracoes de amor como essa. Literatura ou nao, Hollywood ou nao, Darcy sacudiu aquele cinismo com relacao ao romance que a gente às vezes vai adquirindo ao longo da vida, depois de tantos relacionamentos que nao vao adiante e que marcam a história da gente com pequenas despedidas às ilusoes, às fantasias.
Engracado que hoje esse Darcy de 2005 se tornou embacado em comparacao com o Darcy de 1995, do Colin Firth, que é para mim a suma traducao para a carne, osso e celulóide do que Jane escreveu há 200 anos. Mas naquele momento, MacFadyen foi a personificacao da minha surpresa. Talvez porque eu intuitivamente tenha me identificado com a Elizabeth desde o início da leitura do livro, quando Darcy veio à vida via filme e fez aquela declaracao, eu acho que vivi a fantasia saudável de que era uma declaracao para mim também! (risos)
ISSO é o que mais amo em literatura…. o quanto é possível viver outras vidas através dela, e de forma tao intensa…. viver outras vidas dentro da nossa própria! Austen funcionou como um dos veículos mas perfeitos que proporcionaram essa experiência para mim!
A partir daí foi uma avalanche de pedidos de livros pela internet, e quanto mais eu lia, mais eu queria ler. Comecei a ler as fan-fictions que viraram livros nao porque realmente gostasse da qualidade delas, mas apenas para poder estar mais tempo na presenca de Elizabeth e Darcy… Depois passei a ler biografias da Jane, livros acadêmicos que discutiam o impacto cultural da obra dela, e nunca me cansei de revisitar cada um dos livros e das personagens que ela criou.
Mas se o tema da coluna é minha relacao com Jane, há outro aspecto que preciso compartilhar… À parte essa face lúdica do meu encontro com a autora, o que mais me fascina na obra dela é o retrato de mulher que ela desenha. Um modelo de mulher que está dentro de mim e de você, mesmo que a consciência disso nao seja plena, mas que orienta muitos dos nossos desejos e fantasias, e por conseguinte, das nossas escolhas. Ler Jane Austen para mim é como conhecer algumas origens da minha subjetividade, do meu estar-no-mundo. É visitar alguns dos tracos desta subjetividade, que compartilho com minhas amigas, com minha mae, com minhas avós, com todas as outras mulheres que encontro ao longo da vida. Conhecê-la lanca luz à compreensao das expectativas que criamos sobre nossos maridos, namorados, nossos filhos, sobre nossas relacoes e nossas vidas sociais e até nossas profissoes.
Jane Austen para mim está muito longe de ser apenas literatura do século XIX. Ela deu materialidade e acessibilidade a um modelo possível do ser mulher e aos desdobramentos deste modelo, que eu vivo na atualidade.
Jane nao é só uma autora que aprecio. Eu gosto de dizer – e sinto meu coracao aquecido quando o faco – que Jane é minha amiga, minha camarada, com quem tomo chá nas tardes de domingo.

O maravilhoso acervo de Cíntia!