Confissões de uma adolescente

Corrigindo… à pedido de Irena, segue abaixo dois links para contato com ela:
Que Jane Austen conquista todos que a lêem isso não temos dúvida, não é verdade?
Há alguns dias eu conheci a jovem Irena Freitas na internet e por compartilharmos o mesmo gosto por Austen, acabamos ficando amigas! Para minha surpresa, Irena desenha Austen em seu moleskine ou onde mais lhe der na cabeça! Eu conheci os desenhos de Irena no Flickr e resolvi publicar no blog a arte de uma jovem que também é apaixonada por Jane Austen! Irena gentilmente concedeu a entrevista abaixo e o direito de usar suas imagens aqui no blog. Detalhes sobre os desenhos abaixo. Nesta pequena entrevista, Irena demonstrou ser uma jovem muito esclarecida e apaixonada pelo que faz!
Perfil:
Irena Freitas tem 17 anos, mora em Manaus/AM e pretende cursar jornalismo na UFAM.

Jane Austen tomando chá com Napoleão. Esta ilustração originalmente foi desenhada em papel e depois transferida para o computador onde Irena pintou.

Perguntas:

Como conheceu Jane Austen?

Na verdade é uma história meio longa. Eu já tinha ouvido falar nela e nas suas principais obras, e até já tinha assistido uns filmes baseados nos livros (mesmo que meio que sem saber). Mas só foi no início de 2006, quando assisti a última versão para o cinema de “Orgulho & Preconceito” que realmente tive vontade de ler um livro dela. Li e gostei, porém foi só isso. No final do mesmo ano lembro que a minha professora de Inglês na época pediu para que nós escolhêssemos alguma pessoa influente de alguma forma na língua inglesa para nós fazermos uma pequena apresentação oral sobre ela. Desse modo, escolhi a Jane Austen, sem nenhum motivo aparente. Mas então quando fui fazer uma pesquisa sobre a vida e obras de Jane Austen algo que me chamou a atenção: ela tinha mania de escrever atrás de uma porta que rangia e não deixava ninguém vê-la escrevendo os livros. E eu simplesmente achei aquela a coisa mais engraçada do mundo, porque sempre julguei que eu era única pessoa do universo que tinha aquela mania. Depois daquilo eu meio que quis saber tudo sobre Jane Austen, e minha “pequena apresentação” para aula de Inglês durou duas horas e meia e deixei todo mundo da sala com vontade de ler Jane Austen também.


Já leu os livros dela? Quais?
Já li todos os livros, inclusive os trabalhos menores, tanto em português quanto em inglês. Devo ter mil cópias diferentes de cada livro espalhado pelo meu quarto! 🙂

Qual (is) o(s) seu(s) favorito(s)?
Nem sei dizer! Gosto de vários de maneira diferente, mas acho que meus favoritos são “Emma”, “Orgulho & Preconceito” e “Persuasão”.

Qual foi o motivo que te levou a desenhar Jane? Você se inspirou em quem/imagem?
Eu tenho essa tendência de desenhar pessoas célebres que já morreram, J! Mas acho que o que me levou a desenhar a Jane foi o fato de toda hora eu mentalmente me imaginar tendo altas conversas com ela ou coisas do tipo (meio obsessivo, eu sei).
Você já fez curso na área de desenho?
Uma vez, aos nove anos, eu tentei. Mas a aula me encheu o saco logo no primeiro mês. Nunca consegui criar disciplina para essas coisas.

O que você diria para os jovens da sua idade que ainda não conhecem a obra de Jane?
Eu acho que as pessoas deveriam para de encarar Jane Austen só como algum tipo de clássico da literatura inglesa. Porque, apesar de todos os seus livros se passarem no século XIX, os temas que eles abordam e, principalmente, a forma que ela aborda esses temas é muito atual, mesmo que isso seja algo meio piegas a se dizer. Se tirarmos todo essa tecnologia a verdade é que do século XIX pra esse novo milênio pouquíssima coisa mudou quando se trata de relacionamentos, e sobre isso Jane Austen soube falar melhor do que ninguém. Não é pra menos que suas obras ainda sejam tão populares atualmente.
* Detalhes sobre as figuras:
Figura 1 (Jane deitada), desenho feito no journal de Irena.
Figura 2 (Jane e um coração), este desenho foi feito sobre uma cópia xérox do livro Orgulho e Preconceito.
Figura 3 (Jane em preto e branco), desenho feito no moleskine.
Figura 4 (Jane em moldura oval), outro desenho feito no moleskine de Irena.

Hollywood sem beijo

Por Genilda Azerêdo*

Orgulho e Preconceito – Hollywood sem beijo**

Sempre que uma nova adaptação de Jane Austen aparece – e esta é a oitava de 1995 para cá – somos induzidos a (mais uma vez) questionar o que há em seus romances, publicados entre 1811 e 1817, que ainda pode atrair a atenção do espectador do século XXI. No caso desta mais recente adaptação, Orgulho e Preconceito, baseada no romance homônimo, a expectativa talvez ainda tenha sido maior, uma vez que se trata do romance mais lido e amado da autora.A própria Jane Austen referiu-se a Elizabeth Bennet, a protagonista do romance, como “uma criatura adorável, como jamais aparecera na literatura (…)”. E confessou: “Não sei como serei capaz de tolerar aqueles que não gostem dela”. De fato, Elizabeth é a mais famosa das protagonistas de Austen, uma personagem que combina inteligência e senso de humor, sensibilidade, vivacidade e rebeldia. Como se sabe, todas as narrativas de Austen constituem pretextos para que suas protagonistas amadureçam emocionalmente, passem de um estado de ignorância a um estado de consciência e conhecimento. No caso de Orgulho e Preconceito, no entanto, tem-se, de início, a impressão (o que não se concretiza), que Lizzy já é madura o suficiente, tornando tal processo esvaziado de função. De modo geral, é o personagem masculino central aquele que contribui para este crescimento emocional e afetivo da heroína. Porém, neste romance, é interessante ver como o processo de conscientização e amadurecimento se dá de forma dupla: ambos Lizzy e Darcy não só vivenciam um processo de aprendizagem, mas gradualmente ensinam um ao outro. Talvez este aspecto seja responsável por fazer deste o mais famoso par amoroso de Austen. E não fosse por outros aspectos do romance, que faz um registro dos costumes e valores da sociedade pré-vitoriana, e uma crítica social contundente à dependência que aquela mulher tinha do casamento, como único meio de sobrevivência (material e emocional), bem como aos efeitos decorrentes dos conflitos entre classes sociais, da hipocrisia e da aparência, só a história de Lizzy e Darcy já justificaria uma adaptação.O título do romance já se oferece como primeira possibilidade de compreensão da narrativa: se Darcy é imediatamente considerado por todos como orgulhoso e arrogante, Lizzy (embora se considere lúcida) não se contém em seus pré-julgamentos em relação a ele. Mas a associação não se dá deste modo único: Lizzy também tem seu orgulho abalado (lembremo-nos de uma fala sua, quando diz, “eu poderia até perdoar sua vaidade, se ele não tivesse ferido a minha”); por outro lado, o pré-conceito inicial que Darcy tem em relação à família de Lizzy vai aos poucos se materializando, de modo que o “orgulho” e o “preconceito” do título não ocupam posições estáveis, mas ambíguas. Na verdade, estabilidade é uma palavra que não combina com Jane Austen. Embora suas narrativas sejam “limitadas” a um universo principalmente feminino e doméstico, e suas temáticas focalizem a importância do casamento como único meio de sobrevivência e estabilidade para a mulher, a questão é tratada de forma tensa, a ponto de fazer com que Lizzy recuse a proposta de casamento de Mr. Collins e a primeira proposta de Darcy, algo até certo ponto inconcebível, quando pensamos na realidade de penúria que a espera. Ou seja, ao mesmo tempo em que a narrativa revela a centralidade do casamento e a importância de uma vida familiar estável naquele tipo de sociedade, ela também mostra representações variadas de casamento, além de sugerir que algo maior – além da conveniência e sobrevivência material – deve fundamentar a escolha e a decisão, ao menos, dos pares centrais.Orgulho e Preconceito já foi adaptado anteriormente, inclusive mais de uma vez. Como filme, há uma versão de 1940. Como série da BBC/A&E, foi adaptado em 1979 e em 1995 (esta, embora série, foi filmada em película). Esta mais recente adaptação (2005; dir. Joe Wright, com roteiro de Deborah Moggach) traz uma diferença bastante significativa em relação às outras adaptações de Austen: uma ênfase maior na visualidade do meio rural (animais e trabalhadores rurais são mostrados), com o propósito de não apenas situar a história no countryside inglês pré-industrial, mas de indiciar esse meio como contexto comercial e econômico daquele grupo social.No início do filme, acompanhamos Elizabeth (que caminha com um livro na mão) pelos arredores da casa, e depois pelo seu interior. À medida que nos familiarizamos com sua casa e sua família, já nos damos conta da cumplicidade existente entre ela e Jane, de um lado, e entre ela e o pai, de outro. Esta cumplicidade é relevante para traçar limites entre duas formas de se relacionar com o mundo: uma altamente pragmática, que visa uma sobrevivência imediata (representada principalmente pela mãe e pelas filhas mais novas); outra mais racional e equilibrada, porque também fundamentada na sensibilidade.A cumplicidade entre essas duas irmãs mais velhas será dramatizada no decorrer do filme, como, por exemplo, numa cena no quarto, mais especificamente na cama, antes de dormirem, em que apenas seus rostos ficam à mostra, e elas conversam como confidentes e grandes companheiras. Essa amizade de irmãs, neste filme, se coaduna com o tratamento da questão não só em Razão e Sensibilidade (uma narrativa essencialmente de irmãs), mas também na adaptação de Mansfield Park (com o título, no Brasil, de Palácio das Ilusões).

Ao contrário de outras adaptações de Austen, em Orgulho e Preconceito as músicas e as danças são festivas e alegres, algo que se alinha com certa leveza da narrativa (em oposição, por exemplo, às narrativas de Razão e Sensibilidade, Persuasão ou Palácio das Ilusões). O ritmo da música (e, conseqüentemente, da dança), no entanto, muda quando Lizzy e Darcy dançam. O contraste com as danças anteriores fica explícito. O ritmo mais lento possibilita que conversem; a câmera se demora nos dois, já que precisam ser revelados (não só um ao outro, mas ao espectador). Por um momento, inclusive, cria-se a ilusão de que apenas os dois rodopiam no salão, o que mostra a função da dança como ritual erótico.De modo geral, ainda que em determinados momentos haja exagero (Mr. Collins, por exemplo, soa caricatural), o filme consegue refletir temáticas relevantes da narrativa de Austen; consegue, ainda, em determinadas cenas, uma tonalidade de humor e ironia característica da autora.

No entanto, na tentativa de atrair um público ávido por histórias de amor (e a narrativa romântica é mais facilmente adaptável – ou transferível para a tela – que a crítica social, principalmente quando consideramos o estilo altamente irônico de Austen), esta adaptação também acaba por se definir como “hollywoodiana”, principalmente no tratamento que dá à relação entre Lizzy e Darcy.Para ilustrar a ênfase na relação romântica, tomemos como exemplo as duas cenas em que Darcy se declara a Lizzy. Em Austen, é comum o narrador fazer uso de narração sumária, ou do discurso indireto, exatamente como estratégias para a criação de um distanciamento, para a quebra ou diluição da emoção, em momentos de grande densidade dramática. É o caso no que diz respeito ao desenvolvimento gradual da relação afetiva entre Lizzy e Darcy. Mas não só isso. No romance, na primeira vez em que Darcy declara seu amor a Lizzy, eles estão dentro de casa. No filme, como era de se esperar, há não só a dramatização do diálogo (“showing” em vez de “telling”) e o deslocamento espacial, na medida em que a cena acontece ao ar livre, mas também a utilização de um contexto de trovões e chuva forte, além de uma música que adensa a carga (melo)dramática da situação, o que acaba culminando num imenso clichê romântico.A segunda cena, quando os mal-entendidos entre eles já foram esclarecidos, e Darcy novamente renova seu sentimento por Lizzy, também chama a atenção em termos de construção visual. Aqui, como no romance, o encontro se dá ao ar livre. No entanto, diferentemente do romance, o encontro entre eles se dá de madrugada, algo impensável para aquele contexto pré-vitoriano, principalmente quando consideramos os personagens envolvidos (protagonistas, e, portanto, guiados por certas regras de conduta e racionalidade). É claro que, mais uma vez, a utilização desse espaço acentua a carga dramática (tornando-a romântica) da situação e cria um deslocamento em relação ao contexto de Austen.

A fotografia nesta cena – marcadamente escura, nebulosa, uma escuridão inclusive acentuada pelas vestimentas escuras de ambos – acaba por remeter a um contexto posterior, vitoriano, sendo bem mais adequada aos arroubos e romantismo das irmãs Brontës, por exemplo, que a contenção de Austen. Esses recortes servem para mostrar a escolha ideológica por trás da adaptação. Se, como diz Dudley Andrew, “adaptação é apropriação de significado de um texto anterior” (e um texto pode ter significados variados, ficando a critério do cineasta e roteirista dar maior visibilidade a um ou a outro), fica evidente que a escolha empreendida, neste caso, tentou conciliar a crítica social de Austen à história pessoal de Lizzy e Darcy; porém, ao romantizar (principalmente em termos visuais) a narrativa privada, o filme perdeu a chance de, por exemplo, aprofundar as relações inseparáveis entre o público e o privado em Austen. No entanto, talvez como certo consolo, o final do filme acaba por resgatar, mais uma vez, a tonalidade contida de Austen, através da ausência do beijo e da conclusão do filme sem a cena do(s) casamento(s). De modo que talvez a melhor definição para esta adaptação seja “Hollywood sem beijo”.
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* A prof. Dra. Genilda Azerêdo é professora do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas da Universidade Federal da Paraíba, onde atua nos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Letras. É mestre em Literatura Anglo Americana (Dissertação sobre Virginia Wolf) e Doutroa em Literaturas de Língua Inglesa (com tese sobre as relações entre literatura e cinema, especificamente as adaptações de Obras de Jane Auten).

** Este artigo foi gentilmente cedido pela amiga Genilda Azerêdo, tendo sido publicado inicialmente em revista acadêmica e no blog Correio das Artes. Originalmente, o artigo não possui as imagens acima, sendo de minha responsabilidade adição das mesmas.
*** Posteriormente publicarei mais sobre as pesquisas e trabalho de Genilda Azerêdo, aguardem!

Nova Coleção da Cambridge

A Editora Cambridge lançará agora no início do ano uma nova coleção de livros de capa dura da Jane Austen: The Cambridge Edition of the Works of Jane Austen 9 volume HB set.
Serão 9 livros com comentários dos mais respeitados acadêmicos como Peter Sabor, Barbara Benedict, Dorothy McMillan, Jane Todd, Linda Bree, Richard Cronin e John Wiltshire.
Esta versão moderna, composta por 9 volumes: os seis livros publicados (Sense and Sensibility, Pride and Prejudice, Mansfield Park, Emma, Northanger Abbey and Persuasion), acompanhados de por dois manuscritos de Jane, escritos em sua adolescência. Cada livro é editado por renomados estudiosos de Austen e inclui informações a respeito das circunstâncias de criação e publicação dos trabalhos, assim como as críticas recebidas na época, além de notas textuais e explicativas. O conjunto de livros oferece também artigos sobre a vida, trabalho e sobre a época de Jane.

Conteúdo

– Juvenília editado por Peter Sabor;

– Northanger Abbey editado por Barbara Benedict and Deirdre Le Faye;

– Sense and Sensibility editado por Edward Copeland;
– Pride and Prejudice editado por John Wiltshire;
– Emma editado por Richard Cronin and Dorothy McMillan;

– Persuasion editado por Janet Todd and Antje Blank;

– Manuscritos editados por Janet Todd and Linda Bree;

– Jane Austen em contexto editado por Janet Todd.

Após todas essas novidades … infelizmente tenho que lhes dizer que os livros apesar não lançados oficialmente, no site da Cambridge está por 800,00 dólares ou 475,00 libras (já com desconto no site da amazon.uk). A previsão de lançamento segundo o site da amazon.uk é para 31 de janeiro.

Não coloquei a capa aqui neste post porque a capa que está no site é a antiga.

Falando de Cambridge, aproveito o post para agradecer ao meu amigo Marcelo – representante da Cambridge em Minas Gerais pela linda agenda (com citações diárias no rodapé).

Personagens – Jane Austen para crianças – Parte 7

Today I want to thank Ann Kronheimer to have given to me the permission to use her illustrations here and for such wonderful drawings!!

Hoje eu quero agradecer à Ann Kronheimer por ter dado a permissão de usar suas ilustrações aqui e por desenhos tão lindos!!

O desenho, como vocês devem ter percebido nos últimos posts, é de uma moça que escreve: Jane Austen! Essa é a imagem de Ann para Jane! Agora temos que esperar o contato da ilustradora para responder as minhas perguntas da entrevistas! Aguardem!

Personagens – Jane Austen para crianças – Parte 6


Hoje concluo a sexta parte dos personagens de Jane Austen para crianças. Aguardem, pois ainda publicarei um texto sobre a Jane e a ilustradora/editora destes livros!!

Desentendimentos, julgamento, mentiras maliciosas, corações partidos, palavras nocivas… Será que o preconceito de Elizabeth e o orgulho de Mr. Darcy arruinará a vida dos dois?

Sinopse:
‘Você o último homem está no mundo com o qual eu casaria. ‘ Por que Elizabeth Bennet rejeita rudemente a proposta de casamento de Darcy? O que ele teria feito para a ofender? Elizabeth tem orgulho de sua habilidade para julgar as outras pessoas, enquanto Darcy é tem orgulho pelo seu sobrenome. Quando dois mundos se colidem, os sentimentos voam alto. Enganos, julgamentos erroneos e mentiras colocam a família dos Bennet em perigo. Será que os corações partidos podem ser reparados? E as palavras nocivas, podem ser perdoadas? A família Bennet pode se salvar da desgraça? Será que o preconceito de Elizabeth e o orgulho de Mr. Darcy arruinará a vida dos dois?

Elizabeth Bennet é alegre, inteligente e orgulhosa de sua capacidade de julgar outras pessoas. Ela está certa ao não gostar de Mr. Darcy, ou cometeu um grande erro?

Jane Bennet é a irmã mais velha de Elizabeth, é bonita, genti e está apaixonada. Será que o Mr. Bingley lhe oferecerá a felicidade que ela merece?
Mr. Darcy – Rico e bonito, Mr. Darcy com certeza é um bom partido para qualquer jovem. Ela coneguirá o amor de Elizabeth, ou seu orgulho sempre a ofenderá?

Mr. Bingley é bonito, rico e uma pessoa fácil de lidar. Ele seguirá o conselho de Mr. Darcy, ou seguirá seu próprio coração em busca da felicidade?

Lydia Bennet é a irmã mais jovem de Elizabeth e Jane. Será que seus atos arruinarão a reputação e felicidade de si própria e de sua família?

Mr. Wickham – O galante, charmoso Mr. Wickham conta uma estória triste. Será que Elizabeth deveria acreditar nele? Alguém pode confiar nele?

Mr. and Mrs. Bennet – Mrs Bennet está desesperada para casar suas filhas bem, no entanto, ela não possui bom julgamento. Será que seu esposo sofredor conseguirá oferecer algum conselho à sua família?

Personagens – Jane Austen para crianças – Parte 5

Hoje eu continuo a sequência dos livros, com o meu favorito: Persuasão!
Persuasão é um livro muito marcante e ainda há que se falar da carta do Cap. Wentworth… Ah a carta!! Para quem não conhece, a carta já foi publicada neste blog, veja aqui. Também confesso que ver o Rupert Penry-Jones no papel de Wentworth ajudou ainda mais minha predileção!
Diferente dos outros livros de Austen e com um tom mais sóbrio, Persuasão descreve as provações de Anne Elliot que foi persuadida por sua família para não aceitar o pedido de casamento de Frederick Wentworth.



Sinopse:

Depois de oito anos de aflição, será que uma pessoa pode amar novamente? Há oito anos, Anne Elliot foi obrigada a aceitar que a honra de sua família era mais importante que a sua própria felicidade. Sendo assim, desde esse acontecimento, ela tem sofrido bastante. No entanto, o homem que ela foi persuadida a rejeitar está de volta. Será que o Capitão Wentowroth poderá perdoar Anne ou ficará encantado pela beleza de Louisa? Anne terá que se casar com seu primo ou encontrará forças para seguir seu coração? Os corações de Anne e Wentoworth assaltados por ressentimentos podem agora ser anulados e eles se amarem novamente?

Anne Elliot – há oito anos Anne foi persuadida a rejeitar o homem que amava. Será que agora ela terá uma nova chance de encontrar o verdadeiro amor e a felicidade?

Sir Walter Elliot and Miss Elizabeth Elliot – O pai e a irmã de Anne são muito orgulhosos de sobrenome da família. Será que a vaidade deles será uma grande questão em suas vidas?

Lady Russell ama Anne como uma filha. Embora ela seja gentil, será que ela é sensata? Será que seus poderes de persuasão conduzirão Anne ao desapontamento?

Capitão Wentworth – Este é o galante homem a quem Anne rejeitou oito anos atrás. Será que ele poderá amá-la novamente? Ou ele será seduzido pela jovem e bonita Louisa Musgrove?

Lousia and Henrietta Musgrove – Estas duas lindas e alegres irmãs estão à procura de maridos. Será que alguma delas conseguirá cuidar do coração partido do Capitão Wentworth?

Mr. William Elliot – Porque será que esse bonito herdeiro de Sir Walter Elliot continua procurando a amizade de seu tio? Quais são suas intenções em relação à Jane? Ele é confiável?

Mrs. Clay – Porque será que esta jovem viúvo se tornou amiga de Sir Walter e Elizabeth? Será que Anne e Lady Russel desconfiam dela?

Personagens – Jane Austen para crianças – Parte 4

Hoje retorno aos posts sobre os livros de Jane Austen para crianças com Razão e Sensibilidade!
Será que Elinor será racional o suficiente, ou a sensibilidade de Marianne trará para si uma tragédia?

Sinopse:

Marianne é tomada pelo fogo da paixão, enquanto Elinor se mantém sob controle. Marianne busca um homem que compartilhe seu espírito vivaz; Elinor está apaixonada pelo cortês Edward Ferrar. A irmã caçula, Margaret observa confusa como Marianne e Elinor experimentam as alegrias e aflições da vida adulta. Seria Marianne muito apressada e age no calor da situação ou Elinor muito lenta e fria? Quem Margareth deveria seguir como exemplo? O que você aprenderá sobre essa estória?

Elinor Dashwood acredita que as emoções devem ser controladas. Ela será forte o suficiente para esconder sua decepção amorosa e oferecer ajuda à sua irmã?

Marianne Dashwood tem paixão pela vida. Seu entusiasmo lhe trará problemas? Em quem ela deve confiar?

Edward Ferrars é gentil e pretende ser um pastor. Preso à uma promessa feita há muito tempo, será que ele encontrará felicidade?

John Willoughby é bonito e passional, e parece ser o par ideal para Marianne. Mas será que ela pode confiar nele?

Colonel Brandon é maduro e rico, tímido e generoso. Será que ele conseguirá o amor de Marianne?

Lucy Steele – Porque Lucy quer a amizade de Elinor? Elinor deve confiar em Lucy como uma amiga ou se preocupar por ela ser uma rival?

Sir John Middleton e Mrs. Jennings – Sir John e sua sogra estão ansiosos para ajudar Elinor e Marianne a encontrar a felicidade. Será que esses cupidos conseguirão se sair bem ou trarão decepções?

And so this is Christmas

Blackmore`s night – We wish you a merry christmas
http://www.mp3tube.net/play.swf?id=29475d5f0949cda7feca337cb616949b

O Natal só foi proclamado feriando nacional na Inglaterra após 1834 – dezessete anos depois da morte de Jane. Porém, durante a vida de Jane já havia uma observância da data e as pessoas costumavam saudar umas às outras com desejos alegres e afetuosos, repletos de rituais, supertições e idas à Igreja. No entanto, o natal celebrado por Jane e seus contemporâneos em nada se parece com o que vivemos: correria e tumulto em lojas, pois na época não havia o apelo comercial para a data.

(Texto traduzido e modificado após minha leitura no site: Jane Austen no Reino Unido)

Eu fiz uma busca em 6 livros da Jane e encontrei em todos citações sobre a data:

“… This is quite the season indeed for friendly meetings. At Christmas every body invites their friends about them, and people think little of even the worst weather. I was snowed up at a friend’s house once for a week. Nothing could be pleasanter. I went for only one night, and could not get away till that very day se’nnight.” Chapter XIII – EMMA

“A verdade é que esta é a estação do ano mais adequada para as reuniões amistosas. No Natal todo mundo convida a seus amigos e a gente não se preocupa muito com o tempo, embora seja muito frio. Estava nevando e fiquei sitiado na casa de um amigo por uma semana. Nada poderia ser mais agradável. Eu fui para permanecer por uma noite, e não pude sair por sete dias seguidos.”
“… Luckily the visit happened in the Christmas holidays, when she could directly look for comfort to her cousin Edmund; and he told her such charming things of what William was to do, and be hereafter, in consequence of his profession, as made her gradually admit that the separation might have some use. Edmund’s friendship never failed her…” Chapter II – MANSFIELD PARK
“… Felizmente isto se deu justamente nas férias de Natal, de forma que Fanny pôde encontrar consolo junto ao primo Edmund; e ele lhe falou com tanta simpatia de William, das coisas formidáveis que ele iria fazer em razão da profissão que abraçara, que finalmente ela se convenceu de que a separação só poderia lhe ser útil. A amizade de Edmund por ela foi sempre sincera…”

“… The very first day that Morland came to us last Christmas–the very first momentI beheld him–my heart was irrecoverably gone…” Chapter XV – Northanger Abbey

No Natal passado, no dia em que o Morland veio à nossa casa, assim que o vi, o meu coração ficou irremediàvelmente perdido de amor.
“… They had left Louisa beginning to sit up; but her head, though clear, was exceedingly weak, and her nerves susceptible to the highest extreme of tenderness; and though she might be pronounced to be altogether doing very well, it was still impossible to say when she might be able to bear the removal home; and her father and mother, who must return in time to receive their younger children for the Christmas holidays, had hardly a hope of being allowed to bring her with them…” Chapter XIV – PERSUASION
Quando vieram embora, Louisa já se sentava, mas a sua cabeça, embora lúcida, estava extremamente fraca, e os seus nervos demasiado sensíveis; e, embora se pudesse dizer que, de um modo geral, a recuperação decorria muito bem, ainda era impossível dizer quando estaria em condições de suportar a viagem de regresso a casa; e o pai e mãe, que tinham de voltar a tempo de receber os filhos mais novos para as férias de Natal, acalentavam poucas esperanças de a trazerem com eles.
“… I sincerely hope your Christmas in Hertfordshire may abound in the gaieties which that season generally brings, and that your beaux will be so numerous as to prevent your feeling the loss of the three of whom we shall deprive you …” Chapter XXI – Pride and Prejudice
Desejo-lhe sinceramente que o Natal em Hertfordshire seja cheio de alegrias próprias que esta estação geralmente traz, e que não lhe faltem admiradores, para que não sinta a ausência dos três que lhe privamos.
“… I remember last Christmas at a little hop at the park, he danced from eight o’clock till four, without once sitting down …” Chapter IX – Sense and Sensibility
Lembro-me de que no Natal passado, em ocasião de um pequeno baile no parque, ele dançou das oito horas da noite até as quatro da manhã, sem sentar-se nem uma vez sequer.
Como eu não poderia deixar de registrar aqui:
Muito obrigada à todos os leitores e visitantes deste blog! Feliz Natal e plenas realizações em 2009!!
E como eu não terminar esse post sem uma brincadeira, segue abaixo o meu desejo de natal:

Personagens – Jane Austen para crianças – Parte 3

Hoje continuo os posts sobre os livros de Jane Austen para crianças com Northanger Abbey!
Sinopse:
Catherine Morland é muito jovem e tem experiência do mundo. Guiada apenas pelas estórias de horror gótico que lê (adora ler), ela viaja em suas aventuras. Será que suas aventuras terão final feliz? Será que ela encontrará um herói para viverem juntos felizes para sempre?

Catherine Morland é uma heroína incomum. Será que ela será forte o suficiente para enfrentar os desafios que virão pela frente? Ela será feliz para sempre?

James Morland é o irmão de Catherine. Sua amizade com John Torpe conduzirá Catherine para a felicidade ou tristeza?

Isabella Thorpe tem 21 anos de idade, é linda, se veste na moda e muito mais experiente que Catherine. Será que ela é uma amiga verdadeira? Será que Catherine e James poderão confiar em Isabella?

John Thorpe é irmão de Isabella e amigo de James. Será John o herói ou o vilão da estória de Catherine?

Henry Tilney é um pastor inteligente e simpático. Será que tal rapaz pode ser tornar um herói? Porque ele tem medo de seu pai? O que ele pensa de Catherine?

Eleanor Tilney é a tímida e gentil irmã de Henry. Como será que sua mãe morreu? Porque ela tem medo de seu pai?

General Tilney é pai de Henry e Eleanor. Ele é ao mesmo tempo charmoso e assustador. Porque seus filhos têm medo dele? Quais segredos ele esconde na Abadia de Northanger?

Personagens – Jane Austen para crianças – Parte 2

Dando continuidade aos dois últimos posts, hoje eu publico os personagens de Mansfield Park.

Sinopse:

Na tenra idade de 10 anos, Fanny Price se muda de sua humilde casa para viver com os primos ricos em Mansfield Park. Viver com essa família orgulhosa é só o primeiro de muitos desafios que ela terá que enfrentar. Será que Fanny, sem estudos e experiência, conseguirá respeito e amor? Ou a rancorosa Mrs Norris colocará todos contra Fanny? Quando jogos, bailes e propostas de casamento mudam a opinião de Fanny. Ela será forte o bastante para fazer o que é certo? Quando ciúmes, dever e galanteios desafiam o coração de Fanny. Ela conseguirá encontrar o verdadeiro amor?

Fanny Price é uma convidada solitária e assustada na casa de seu tio. Será que ela é fraca ou conseguirá demonstrar uma surpreendente força interior?

Edmund Bertram é o primo mais afetuoso de Fanny. Será que ele conseguirá fazê-la feliz? Ou ele destruirá a felicidade de Fanny para sempre?

Julia e Maria Bertram são as lindas e orgulhosas filhas de Sir Thomas. Será que elas conseguirão honrar ou envergonhar a si próprias e sua família?

Mrs. Norris é a amarga tia de Fanny e está determinada a colocar Fanny em seu devido lugar. Qual será o dano que ela causará interferindo na vida dos outros?

Sir Thomas Bertram é rico, orgulho e bastante assustador. Embora ame seus filhos, será que ele realmente os conhece?

Henry Crawford é um terrível paquerador e possui um coração perigosamente gelado. Quem ele partirá o coração? Com certeza não será o dele.

Mary Crawford é bonita, alegre e determinada a se casar bem. O quanto será que ela poderá enganar Edmund? Será que ela exercerá forte influência sobre ele?