Jane Austen na novela Sol Nascente

Minha cunhada Samanta e a amiga Carmen me avisaram ontem que Jane Austen foi citada na novela “Sol Nascente”. Obviamente fui correndo procurar o vídeo! Não pude fazer o upload para o youtube por uma questão de bloqueio por causa dos direitos da Rede Globo. A edição em destaque é da Editora Martin Claret volume rose contendo Razão e Sensibilidade, Orgulho e Precoceito e Persuasão.

Que graça essa cena do casal que está se conhecendo e a senhora ficar ainda mais encantada porque o pretendente é gosta de Jane Austen.  Porém, pelo que me informaram, a personagem de Nívea Maria não é honesta e está tentando dar o golpe…

Acho bom o personagem Tanaka reler Razão e Sensibilidade e Mansfield Park para se precaver contra Lucy Steele e Mary Crawford da vida! 🙂

austen

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Terças – Dicas de compras – Kit Notecards

Queridos leitores, vejam que coisa mais lindo esse kit notecards!

À venda na Estampa Literária por 23 reais. O kit contém:
Caixa com seis modelos de cartões ilustrados com estampas exclusivas da Estamparia Literária. Em cada cartão você encontrará uma frase diferente, extraída dos livros da escritora Jane Austen.
 As frases são:  
“Não há charme igual ao da meiguice do coração”. Extraída do livro: EMMA
“Não sei amar as pessoas pela metade”. Extraída do livro: A ABADIA DE NORTHANGER.
“Conheça sua própria felicidade”. Extraída do livro: RAZÃO E SENSIBILIDADE.
“Não se diga que o homem esquece mais rápido do que a mulher”. Extraída do livro: PERSUASÃO.
“Somos é certo, um milagre em todos os sentidos”. Extraída do livro: MANSFIELD PARK.
“Permita todo voo possível a sua imaginação”. Extraída do livro: ORGULHO E PRECONCEITO
 Contém:
6 modelos diferentes de cartões nas medidas 8,5x20cm, em papel couche fosco 300gr.
6 adesivos redondos para selar cada cartão. 
1 mini biografia da escritora Jane Austen. 
 Medidas da embalagem – 9,5/9,5/3,5

Enviam para todo o Brasil. Fiz uma simulação para entrega aqui em BH e ficou por:
  • PAC – R$ 9,80De 7 a 10 dias úteis, de acordo com a região
  • Sedex – R$ 20,10De 1 a 5 dias úteis, de acordo com a região de entrega.
  • Sedex 10 – R$ 29,96Até as 10h da manhã do dia útil seguinte ao da postagem.

O Natal nos livros de Austen

Como o dia de hoje é um dia festivo, vale à pena resgatar um post do ano passado sobre o assunto!
Ilustração de Alan Wright
O Natal só foi proclamado feriando nacional na Inglaterra após 1834 – dezessete anos depois da morte de Jane. Porém, durante a vida de Jane já havia uma observância da data e as pessoas costumavam saudar umas às outras com desejos alegres e afetuosos, repletos de rituais, supertições e idas à Igreja. No entanto, o natal celebrado por Jane e seus contemporâneos em nada se parece com o que vivemos: correria e tumulto em lojas, pois na época não havia o apelo comercial para a data.
Eu fiz uma busca em 6 livros da Jane e encontrei em todos citações sobre a data:
“… This is quite the season indeed for friendly meetings. At Christmas every body invites their friends about them, and people think little of even the worst weather. I was snowed up at a friend’s house once for a week. Nothing could be pleasanter. I went for only one night, and could not get away till that very day se’nnight.” Chapter XIII – EMMA
“A verdade é que esta é a estação do ano mais adequada para as reuniões amistosas. No Natal todo mundo convida a seus amigos e a gente não se preocupa muito com o tempo, embora seja muito frio. Estava nevando e fiquei sitiado na casa de um amigo por uma semana. Nada poderia ser mais agradável. Eu fui para permanecer por uma noite, e não pude sair por sete dias seguidos.”
“… Luckily the visit happened in the Christmas holidays, when she could directly look for comfort to her cousin Edmund; and he told her such charming things of what William was to do, and be hereafter, in consequence of his profession, as made her gradually admit that the separation might have some use. Edmund’s friendship never failed her…” Chapter II – MANSFIELD PARK
“… Felizmente isto se deu justamente nas férias de Natal, de forma que Fanny pôde encontrar consolo junto ao primo Edmund; e ele lhe falou com tanta simpatia de William, das coisas formidáveis que ele iria fazer em razão da profissão que abraçara, que finalmente ela se convenceu de que a separação só poderia lhe ser útil. A amizade de Edmund por ela foi sempre sincera…”
“… The very first day that Morland came to us last Christmas–the very first momentI beheld him–my heart was irrecoverably gone…” Chapter XV – NORTHANGER ABBEY
No Natal passado, no dia em que o Morland veio à nossa casa, assim que o vi, o meu coração ficou irremediàvelmente perdido de amor.
“… They had left Louisa beginning to sit up; but her head, though clear, was exceedingly weak, and her nerves susceptible to the highest extreme of tenderness; and though she might be pronounced to be altogether doing very well, it was still impossible to say when she might be able to bear the removal home; and her father and mother, who must return in time to receive their younger children for the Christmas holidays, had hardly a hope of being allowed to bring her with them…” Chapter XIV – PERSUASION
Quando vieram embora, Louisa já se sentava, mas a sua cabeça, embora lúcida, estava extremamente fraca, e os seus nervos demasiado sensíveis; e, embora se pudesse dizer que, de um modo geral, a recuperação decorria muito bem, ainda era impossível dizer quando estaria em condições de suportar a viagem de regresso a casa; e o pai e mãe, que tinham de voltar a tempo de receber os filhos mais novos para as férias de Natal, acalentavam poucas esperanças de a trazerem com eles.
“… I sincerely hope your Christmas in Hertfordshire may abound in the gaieties which that season generally brings, and that your beaux will be so numerous as to prevent your feeling the loss of the three of whom we shall deprive you …” Chapter XXI – PRIDE AND PREJUDICE
Desejo-lhe sinceramente que o Natal em Hertfordshire seja cheio de alegrias próprias que esta estação geralmente traz, e que não lhe faltem admiradores, para que não sinta a ausência dos três que lhe privamos.
“… I remember last Christmas at a little hop at the park, he danced from eight o’clock till four, without once sitting down …” Chapter IX – SENSE AND SENSIBILITY
Lembro-me de que no Natal passado, em ocasião de um pequeno baile no parque, ele dançou das oito horas da noite até as quatro da manhã, sem sentar-se nem uma vez sequer.

Livros para download

Pessoal, acabo de descobri que um site canadense http://www.arquive.org/  disponibiliza obras raras para download, consulte aqui a página de Jane Austen. Existem muitos itens para download,  todos os que eu li são livros de domínio público, publicados há mais de 100 anos.
O único entrave é que a conexão de download é muito lenta, então tenha paciência.
Para fazer um teste fiz um download de The Story of Jane Austen’s Life, vejam como o livro está bem conservado!
Detalhe da capa
Caligrafia de Austen – carta enviada à irmà Cassandra

Pump Room – Bath
Existem outras opções de mídias para fazer download: pdf, kindle, etc…

Raquel de Queiróz e a tradução de Mansfield Park

O texto abaixo é uma contribuição de Ana Maria Almeida – co-fundadora do Jane Austen Sociedade do Brasil e é baseado no artigo acadêmico a respeito das traduções realizadas por Raquel de Queiróz.

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Jane Austen é merecidamente reconhecida como uma das mais célebres escritoras inglesas. Sua obra foi traduzida em vários países ao redor do mundo e recebeu diversas adaptações para o cinema, o teatro e a TV, tornando a escritora ainda mais famosa. Pessoas das mais diversas culturas, línguas e credos reverenciam seus livros e mantém aceso o interesse por tudo o que lhes dizem respeito.
Os fãs brasileiros de Jane Austen podem contar com traduções feitas para o português de suas seis principais obras. Contudo, há tempos que alguns destes livros andam ausentes das prateleiras de livrarias e sebos brasileiros. Recentemente, algumas editoras brasileiras vêm se ocupando com novas publicações da obra de Jane Austen. Resta-nos esperar que também se faça uma tradução para os livros da fase “Juvenilha”, ainda inéditos em publicações no Brasil. Este torna-se, portanto, um momento propício para uma reflexão sobre o árduo ofício da tradução.
Existe uma famosa frase que diz ser a História “filha de seu tempo”, ou seja, a escrita da história é um produto da vivência daqueles que a escrevem e do período no qual estes estão inseridos. O mesmo pode ser dito em relação às traduções literárias. Estas também são “filhas de seu tempo”. É uma ilusão acreditar que as traduções literárias são, puramente, versões literais de uma dada obra, reescritas em outros idiomas. Traduções literais podem parecer, à primeira vista, a forma ideal para uma tradução. Contudo, isso não é possível. Cada idioma possui suas peculiaridades, e, por vezes, estas são incompreensíveis quando transportadas para outros idiomas. Além disso, existem expressões idiomáticas que são culturalmente entendidas por uma dada sociedade, mas se tornam incompreensíveis quando traduzidas para outra língua, o que implica também em culturas diversas, ou seja, estrangeiras. Outro aspecto importante não pode ser relevado ao tratarmos de traduções: as escolhas particulares realizadas pelo tradutor diante do texto original.
Em trabalho acadêmico realizado por estudantes do bacharelado em Letras da Faculdade Federal de Juiz de Fora (UFJF) foi analisada a tradução de Raquel de Queiroz para o livro Mansfield Park, da escritora Jane Austen. Além de seu próprio trabalho como escritora, Raquel de Queiroz realizou diversas traduções. Mansfield Park, publicado no Brasil no ano de 1942, foi seu 4º. trabalho de tradução (sendo 47 no total). De acordo com o artigo “Raquel de Queiroz e a tradução na década de 40 do século XX”, escrito por Priscilla Pellegrino de Oliveira e Maria Clara Castellões de Oliveira, a tradução de Mansfied Park, possui implicações próprias da época em que foi produzida, e escolhas estilísticas que, de certo modo, interferem no texto original escrito pela escritora inglesa.
Tal tradução se deu no âmbito do Estado Novo, período autoritário do Governo Vargas, em que os meios de comunicação – entre eles, o meio editorial – eram fortemente controlados pelo Estado. Entre as diversas traduções realizadas por Queiroz observa-se a preponderância de obras com temática feminina, além de muitas obras escritas por mulheres. Algo que não deixa de refletir o momento de conquistas femininas no governo Vargas, com destaque para o direito da mulher ao voto. Não obstante, Fanny Price, a protagonista de Mansfield Park, ser considerada a mais submissa das protagonistas austeanas.
Segundo Priscilla Pellegrino e Maria Clara Castellões, ao trazer o romance de Austen para a língua portuguesa, Raquel de Queiroz utilizou-se de “estrangeirismos”, ou seja, conservou determinados termos de língua inglesa, como os títulos Sir, Mr e Gentleman, assim como também deixou, em alguns momentos, trechos inteiros sem tradução, sem sequer criar notas de rodapé. Todavia, na maior parte do texto, Queiroz optou por uma tradução que fizesse com que o texto parecesse ter sido produzido originalmente em língua portuguesa. Esta escolha implicou, por vezes, na substituição de expressões próprias da língua inglesa por expressões próprias da língua portuguesa, no intuito de proporcionar maior fluência aos leitores brasileiros. Em outros momentos, frases inteiras foram suprimidas na tradução. Um bom exemplo é a frase she could not to be thankful (algo como ela não poderia fazer coisa alguma senão agradecer), que foi traduzida simplesmente por: ficou agradecida.
A conclusão é que Raquel de Queiroz optou por fazer uma tradução mais idiomática do que literal. Nas palavras das autoras do artigo aqui comentado, Queiroz “forneceu ao público-leitor uma visão do estilo da autora britânica que não condiz com aquele que é percebido quando o texto é lido em seu original em língua inglesa”. Entretanto, nada disso diminui os méritos que de tal tradução, que ajudou milhares de leitores não familiarizados com a língua inglesa a terem acesso a mais uma das obras de Jane Austen. Se as adaptações feitas por Raquel de Queiroz alteraram o sentido de algumas frases, elas de modo algum alteram o sentido original da obra. A essência do texto manteve-se inalterada, sem maiores prejuízos para o leitor brasileiro.
Voltando às nossas considerações iniciais, podemos dizer que o tradutor se torna, também, um pouco pai do texto traduzido, deixando sua própria marca em algo que, apesar de não lhe pertencer originalmente, possui muito de si próprio.
(Para conferir o artigo “Raquel de Queiroz e a tradução na década de 40 do século XX” de autoria de Priscilla Pellegrino de Oliviera e Maria Clara Castellões de Oliveira ver o artigo completo)
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Faz-se necessário observar que os comentários aqui publicados em nenhum momento tiveram a intenção de denegrir a imagem da nossa querida Raquel de Queiróz, nossa intenção é incentivar a discussão em torno de Austen e suas obras.

Loja Virtual da Biblioteca Britânica

A Biblioteca Briânica também possui uma lojinha virtual onde podemos comprar diversos livros e outros objetos relacionados a Austen. Vejam como são lindos esses livros abaixo:

Emma e Persuasão

Cartas de Jane Austen
Agendas e diário
Vida no campo – silhuetas feitas pelo sobrinho Jane: James Edward Austen-Leigh
Cartão postal e caneca com as ilustrações de James Edward.

O livro dos livros perdidos

Por sugestão de um professor leitor da Revista Nova Escola, me interessei pelo título do livro: O livros dos livros perdidos – uma história das grandes obras que você nunca vai ler. Fiquei curiosa e comprei o livro! Para minha surpresa, a capa vem com o subtítulo – uma história das grandes obras que você nunca vai ler – com a letra da Jane Austen! Faz mais de um ano que vi a indicação desse professor, anotei o nome do livro para compras futuras. Comprei sem a intenção de encontrar algo relacionado à Austen e para minha segunda surpresa o livro tem um capítulo sobre ela!
São apenas sete apenas onde Stuart Kelly fala sobre algumas críticas positivas que Jane recebeu de Margaret Drabble, Sue Gaisford e Sir Walter Scott.
Em seguida, o autor passa a falar das publicações dos livros de Austen e apresenta algumas linhas sobre algumas trabalhos da juvenília:  Jack e Alice, A Bela Cassandra, Henry e Eliza, A História da Inglaterra, Lady Susan, The Watsons e Sandition.
Já no final do capítulo Stuart menciona um esboço escrito por Austen chamado “Plano de um romance, de acordo com sugestões de vários lugares”. Segundo o autor, “ela nunca teve a intenção de escrevê-lo; o ‘plano’ em si mesmo era suficiente para demonstrar a tolice de seus críticos“. Austen também inclui alguns enredos enviados para ela por James Stanier Clarke, o bibliotecário do Princípe Regente. Jane se correspondeu com Clarke ao dedicar Emma ao Príncipe Regente. Não vou discorrer sobre todo o texto de Stuart aqui, mas resumo o final do capítulo dizendo que o autor menciona as sugestões de Clarke e as respostas de Jane – que a propósito é “gloriosamente mordaz e ousadamente sincera“.
Stuart conclui o capítulo de maneira muito irônica: “Se alguma vez existiu um livro de cuja total e verdadeira perda podemos nos alegrar, ele certamente é: As magníficas aventuras e intrigantes romances da Casa de Saxe-Coburgo, de Jane Auste”. p. 309
O livro é composto por diversos capítulos sobre autores diversos, por questão de tempo, vou colocar aqui a lista dos autores em forma de imagem (clique na imagem abaixo para conseguir ler):
Descrição do livro:

Em O livro dos livros perdidos, Stuart Kelly revela trabalhos desaparecidos de autores famosos e conta fascinantes histórias reais por trás de livros que não foram publicados por terem sido destruídos, extraviados, interrompidos pela morte do autor ou simplesmente nunca começados. O que realmente aconteceu com o segundo romance de Sylvia Plath? E qual seria o monstruoso segredo contido nas memórias de Lord Byron que levou seu editor a queimar o manuscrito? Essas são algumas das perguntas respondidas por Kelly nesta pesquisa fascinante.

Editora: Record
Autor: STUART KELLY
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 434
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Resultado do sorteio do livro Catharine

Atenção Lidia Camargo, você foi sorteada e receberá o livro Catherine! Parabéns!
Para recebê-lo deverá entrar em contato até o dia 20/11, é só enviar um e-mail para adriana@jasbra.com.br

Frase de efeito

Uma citação de Mansfield Park:

“I cannot think well of a man who sports with any woman’s feelings; and there may often be a great deal more suffered than a stander-by can judge of. “

Henry Crawford e Fanny Price

Seria apenas o personagem pensando ou Austen usando o personagem para mandar uma mensagem direta?

Dicas para estudantes e interessados

Na semana passada, durante o III Encontro Nacional de Hipertexto conheci a Crislene Pereira Nunes (UFPI) cuja apresentação foi: “Literatura digitalizada: o novo processo de leitura a partir da obra The Scarlet letter em sua versão digital”.  A pesquisa de mestrado da Crislene tem como base o site do NUPLID (Núcleo de Pesquisa em Literatura Digitalizada) da UFPI. Para quem gosta de literatura e tem boa leitura em inglês é uma dica irrestível! O site oferece os textos (retirados do Projeto Gutemberg), porém com notas de rodapé, explicações e imagens de autores e filmes baseados nas obras. Fiz uma visitinha e gostei muito! Pena que ainda não digitalizaram as obras de Jane por lá! Já fiz minha sugestão!

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Outras duas fontes ricas em informações para estudantes de todas as áreas: CliffsNotes e SparkNotes, que eu já conheci dos tempos de faculdade!
O CliffsNotes só apresenta duas obras de Austen: Emma e Pride and Prejudice (análises, resumos, contexto, jogos, etc).
O site é rico em informações e o leitor pode escolher entre ler na tela do pc ou comprar o livro (pdf ou brochura).
O SparkNotes traz toda a obra de Austen analisada, comentada e resumida.
Também oferecem a possibilidade de ler na tela (integral) ou comprar o livro (pdf, e-book ou brochura).