Jane Austen em Tradução está no ar – #janeaustenlives

Nossa #janeaustenlives de hoje já está disponível online no perfil @janeaustebrasil no Instagram, para quem perdeu ou não conseguiu assistir desde o início! Está imperdível com a Julia Romeu e Clube de leitura Penguin-Companhia #janeausten #janeaustenbrasil #jasbra #janeaustensocietyofbrazil #janeaustensociedadedobrasil

Live 7 – Jane Austen em Tradução


Nossa próxima #janeaustenlives será dia 15 de abril às 19:00 no perfil @janeaustenbrail (Instagram) com a Julia Romeu (tradutora de inúmeros livros, incluindo os livros da Jane Austen). Julia fará uma live sobre ‘Jane Austen em tradução’.

Julia Romeu trabalha como tradutora literária há mais de quinze anos e já traduziu obras de autores Charlotte Brontë, Louisa May Alcott, Rudyard Kipling e J.M. Barrie, entre outros. De Jane Austen, traduziu A abadia de Northanger (Best Bolso, 2011), A Juvenília de Jane Austen e Charlotte Brontë (Penguin Companhia, 2014) e Emma, que será lançado pela Penguin Companhia em maio deste ano. Atualmente, trabalha num livro intitulado O feminismo em Jane Austen que sairá pela Bazar do Tempo no segundo semestre de 2020. Também é autora de teatro e de uma biografia infantil de Carmen Miranda, Carmen: A Grande Pequena Notável, que será lançada pela Pequena Zahar nos próximos dias.

Live 6 – 80 anos de tradução de Jane Austen em português no Brasil

#janaustenlives está sendo um sucesso! Amanhã (13 de abril às 19:00) teremos nossa sexta live e, desta vez, Adriana Sales (CEFET-MG) e Lilia dos Anjos (UFPB) farão uma live sobre as traduções de Jane Austen aqui no Brasil – projeto de pesquisa (CEFET-MG) que está em andamento! Este ano faz 80 anos que foi lançada a primeira tradução de Jane Austen aqui no Brasil: Orgulho e Preconceito, traduzida por Lúcio Cardoso (1940) e publicada pela editora José Olympio.

Feliz Páscoa

Esse blog já está no ar por 12 anos! Portanto, várias páscoas se passaram e o registro vem sendo feito ao longo desses anos! Aproveito a oportunidade para desejar UMA FELIZ PÁSCOA!

Vocês podem acessar as publicações sobre Austen e a páscoa, a páscoa nos livros de Austen, entre outras publicações sobre a temática clicando aqui.

Emma – Musical

O StremingMusicals também exibe Emma, baseado na obra de Jane Austen. É possível assistir o trailler da peça/musical no site. EMMA, uma história de amor atemporal de um dos escritoras mais lidas de todos os tempos, é um musical que atrairá o público moderno a fará você se apaixonar novamente por um dos personagens mais adorados de Jane Austen. A adaptação teatral aclamada pela crítica de Paul Gordon faz uma releitura do clássico de Austen em meados do século XX, mas mantém a linguagem intacta. Pode-se alugar o vídeo por 4,99 dólares ou compra-lo por 19,99 dólares.

Elenco:

Kelli Barrett (Emma Woodhouse)Timothy Gulan (Mr. Knightley)Dani Marcus (Harriet Smith)Lauren Cohn (Miss Bates)Brian Herndon (Mr. Elton)Richert Easley (Mr. Woodhouse)Sharon Reitkerk (Jane Fairfax)Will Reynolds (Frank Churchill)Adam Daveline (Robert Martin)Don Richard (Mr. Weston)Pamela Winslow Kashani (Mrs. Weston)Caitlin Brooke (Mrs. Elton / Mrs. Bates / Katherine Martin)

Cast and Creative Bios

Licensing Information

Retrato da “Lydia original” é adquirido pelo Jane Austen’s House Museum

Texto originalmente traduzido e publicado por Marcela Santos Brigida (UERJ) no blog Literatura Inglesa.

Um retrato recém-descoberto de uma mulher que pode ter inspirado uma das personagens mais famosas de Jane Austen foi adquirido por um museu dedicado à obra e à vida da autora.

Retrato de Mary Pearson – supostamente a mulher que inspirou Lydia Bennet em Orgulho e Preconceito – foi adquirido pelo Jane Austen House Museum. | Foto: Jane Austen’s House

Mary Pearson foi noiva do irmão de Austen, Henry, por um breve período e acredita-se que ela tenha inspirado a construção de Lydia Bennett em Orgulho e Preconceito.

Na terça-feira (7), o Jane Austen’s House Museum, em Chawton, Hampshire, na Inglaterra, anunciou ter adquirido o único retrato conhecido de Pearson, objeto que lança nova luz sobre certos aspectos da biografia de Austen e do entendimento da autora sobre o casamento na sociedade em que vivia e sobre a qual escreveu em seus romances.

Sophie Reynolds, administradora de coleções e interpretações do museu, declarou que o retrato em miniatura, produzido por William Wood, é “um objeto belo e muito delicado” por si só, mas que também carrega “uma história maravilhosa”.

Austen conhecia Pearson razoavelmente bem porque a jovem foi noiva de seu irmão favorito. Henry, assim como George Wickham, era um membro da Milícia.

Mary e Henry ficaram noivos às pressas e as cartas do romancista revelam a dúvida de Austen quanto à continuidade do relacionamento. Ao escrever para sua irmã Cassandra em setembro de 1796, Austen observou: “Se a senhorita Pearson voltar comigo, peço que tome o cuidado de não esperar muita beleza.”

Henry, de fato, rompeu o noivado de forma pouco cerimoniosa após alguns meses. Por algum tempo, as duas mulheres mantiveram contato e Austen teve a tarefa de devolver todas as cartas que Pearson escreveu a seu irmão.

Acredita-se que o retrato recém-adquirido tenha feito parte da tentativa de Pearson de voltar ao mercado de casamentos após o fim do noivado.

Paralelamente, Austen estava escrevendo seu romance First Impressions, mais tarde renomeado como Pride and Prejudice.

“Há uma teoria de que ela teria sido a inspiração para Lydia Bennet e há semelhanças impressionantes entre as personagens”, disse Reynolds.

Lydia, descrita como uma garota de 15 anos “voluntariosa e descuidada”, ansiosa para encontrar um marido antes mesmo de suas irmãs mais velhas se casarem, desenvolve um vínculo romântico com Mr. Wickham e a fuga do casal quase arruína o nome da família Bennet, resgatada por Mr. Darcy. Fitzwilliam rastreou a dupla e assegurou que George e Lydia efetivamente se casassem antes que um escândalo se instaurasse.

Pearson, por sua vez, permaneceu solteira por duas décadas após o noivado com o irmão de Austen.

“Lydia é uma personagem fantástica”, disse Reynolds. “Ela fica muito feliz com o fato de se casar primeiro, ela acredita que seja um verdadeiro triunfo. É muito fácil para a nossa sociedade ver essa obsessão pelo casamento como um tipo de problema, mas naquela época era absolutamente o que você precisava fazer.”

A miniatura foi comprada de Philip Mold pelo museu com apoio de fundos do Beecroft Bequest e do Art Fund. A obra chegou ao destino esta semana, mas não pode ser visitada ainda por causa do lockdown no Reino Unido (devido à pandemia do COVID-19), então vídeos curtos de novas aquisições foram postados no canal do museu no YouTube.

Os itens recém-adquiridos incluem retratos da família Digweed, que estavam entre os vizinhos mais próximos da família Austen em Steventon, Hampshire, e um leque moderno criado por Aafke Brouwer com uma representação de Colin Firth como Mr. Darcy.

O retrato, por sua vez, é uma aquisição importante, segundo Reynolds. “Aqui no museu, temos um grande interesse ​​em preencher as lacunas da vida de Jane Austen e oferecer objetos visuais para os visitantes compreenderem a estética do mundo dela é muito útil.”

“Todos gostamos de pensar em quem inspirou qual personagem. Sempre tem muita gente escrevendo novas teorias.”

Com informações do The Guardian.

Live 5 – As cartas de Jane Austen

@janeaustenbrasil

Nossa quinta #janeaustenlives será com a Renata Colasante, recém doutora pela USP! Renata falará sobre as cartas de Jane Austen – tradutora das cartas de Jane Austen pela editora Martin Claret e também tema de sua pesquisa de doutorado. Nossa live será sábado, dia 11 de abril às 19:00 no nosso perfil no Instagram! Basta nos seguir por lá!

Bio: Renata Cristina Colasante possui graduação em Licenciatura em Letras (hab. português/inglês) pela Universidade Metodista de Piracicaba (2000) e mestrado em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela Universidade de São Paulo (2005). É aluna do Programa de Doutorado também pela Universidade de São Paulo, com projeto de pesquisa na área de Estudos Literários em Inglês. Atualmente é professora da Universidade Metodista de Piracicaba e tradutora pública e intérprete comercial – Junta Comercial do Estado de São Paulo. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Inglesa e Norte-Americana, atuando principalmente nos seguintes temas: Jane Austen, leitura e literatura, epistolografia e tradução.

Jane Austen Circulando no Brasil no Século XIX

Adriana Sales Zardini[1]

Apesar de Jane Austen hoje ser considerada um fenômeno literário global, as primeiras traduções brasileiras só começaram a ser publicadas a partir da década de 40 do século XX. Entretanto, existem registros de que traduções portuguesas de Austen já estavam à disposição dos leitores brasileiros na cidade do Rio de Janeiro em meados de 1850.

Este artigo tem como objetivo fazer um levantamento das edições que circularam no Brasil Império, com a finalidade de elucidar se as edições portuguesas estavam à disposição dos leitores brasileiros, apesar de não existirem traduções de Jane Austen em português do Brasil naquela época. Para alcançar esse objetivo, foi realizado um levantamento da primeira edição portuguesa do livro ‘Persuasion’ de Jane Austen e posterior verificação da existência de cópias dessa edição em três bibliotecas do Rio Janeiro. Conclui-se que essas cópias existiram no Brasil, porém, não foi possível encontrar nem mesmo um exemplar remanescente da obra. Entretanto, não podemos afirmar que apesar da oferta desses livros, os brasileiros tinham contato com a obra de Jane Austen e eram seus admiradores e leitores, tendo em vista que grande parte da população daquela época não sabia ler ou escrever.  A existência de obras da escritora na década de 1850 é um indício de que a autora tinha apreciadores brasileiros, tendo em vista que a aquisição de livros naquela época estava baseada na influência editorial francesa e também do público-leitor. Apesar de que apenas os mais abastados e letrados é que possivelmente tiveram contato com esta obra da escritora.

Para ler o restante do artigo, clique aqui.


[1] Adriana Sales Zardini é professora de Inglês no CEFET-MG, Doutora em Estudos Linguísticos pela Faculdade de Letras (UFMG) e Especialista em Jane Austen (Oxford University). E-mail: aszardini@gmail.com

AMOR E MITO

Artigo escrito por Lúcia Helena Galvão Maya[1] publicado na Revista Literausten, edição 02/2017.

 Nestes dias, encontrei, por acaso, o conhecido quadro “Independência ou Morte”, do pintor Pedro Américo e, com essa mania que os filósofos têm de querer refletir sobre tudo, comecei a pensar sobre a cena. Todos sabem que havia um jogo de interesses por trás, que a cena já havia sido “encomendada” por D. João VI antes de partir, e que aquele príncipe não era lá o que se poderia chamar de um primor de moral. Mas, diante desta bela obra, todas estas coisas se desvalorizam, e nasce o mito: um príncipe, um dia, sacou de sua espada e declarou, em alto e bom tom, que os filhos desta terra (nós!) somos amantes da independência, ou seja, da autonomia, da capacidade de nos impormos sobre as circunstâncias adversas, e que só tememos a morte indigna. Se ele não era digno de dizê-lo, problema dele; nós somos dignos de vivê-lo, e o tornamos real, através de nossas lutas diárias, às margens de tantos “Ipirangas”, e sua espada corajosa e desafiadora é símbolo de nossa disposição ante as dificuldades… e necessitamos deste símbolo. Tantas vezes, Platão fala da necessidade do mito; tantos povos o souberam e viveram, mas nós permanecemos indiferentes ante esta realidade, como crianças que se acham muito maduras porque já não crêem em Papai Noel. Agora, crêem nos shoppings e no dinheiro de seus pais… Que tipo de realidade estamos criando? Sim, porque, como sempre, a realidade é criada pela imaginação dos homens, seja ela mítica ou não, e é ela que vai concretizando os fatos.

Para ler o restante do artigo, clique aqui.


[1] Maya, Lúcia Helena Galvão: é professora da Nova Acrópole do Brasil, membro há 29 anos, além de diretora e fundadora do Abrigo de crianças Nova Acrópole, em Valparaíso de Goiás. Atua como instrutora do curso regular de Filosofia à Maneira. Possui mais de cem 150 palestras disponíveis no Canal de Nova Acrópole no YouTube, com excelente repercussão. Mantém os blogs luciahga.blogspot.com.br e observações matinais.blogspot.com.br e a página pública do facebook “Poesia filosófica da Profª Lucia Helena”, com 85.000 curtidas.

Literausten número 02 – 2017 from Adriana Sales Zardini

Fanfictions e Darcymania

Nossa #janeaustenlives de ontem foi pra lá de animada com a Maria Clara Biajoli (para quem não conseguiu assistir, estará disponível até às 19:00 no Instagram @janeaustenbrasil). Estou salvando as lives para publicar, posteriormente, em outra plataforma, aguardem!

Na live de ontem falamos sobre as fanfictions baseadas em Jane Austen e sobre a Darcymania. E a Maria Clara elaborou uma lista bacaníssima com referências do que foi falado na live e também sobre as suas pesquisas. Vale a pena conferir!