Em agosto passado eu falei sobre as novas capas da Editora Debolsillo, porém somente três estavam atualizadas:
Descobri que lançaram mais duas novas capas – Northanger Abbey e Pride and Prejudice, Emma ainda não foi relançado:
Encontrei alguns áudio livros de Austen no site Book Rix, disponíveis no formato widget para serem colocados em blogs, sites, etc… É possível também fazer o download do áudio e ouvir onde quiser! Como o teste não faz distinção entre masculino e feminino, então é possível que uma mulher, ao fazer o teste, descubra que é um personagem masculino.
Texto traduzido e gentilmente cedido por Valéria Fernandes do Shoujo-Cafe
Por Richard Allen Greene, CNNLondres, Inglaterra (CNN) – É uma verdade universalmente reconhecida – ou quase – que Jane Austen, a autora de “Orgulho e Preconceito,” morreu de uma rara doença chamada mal de Addison, que tira do corpo a capacidade de produzir hormônios fundamentais. Katherine White não acredita nisso.White, ela mesma portadora do mal de Addison, estudou as próprias cartas de Austen e as de seus parentes e amigos, e concluiu que os sintomas chave não batem com aqueles conhecidos da doença. A doença – uma falência das supra-renais – era desconhecida nos dias de Austen, tendo primeiro sido identificada quarenta anos depois da sua morte aos 41 anos em 1817.Foi um médico chamado Zachary Cope quem primeiro propôs que o mal de Addison tinha matado Austen – uma novelista muito amada e cujas comédias de costumes continuam vendendo vigorosamente e inspirando filmes como aqueles com Keira Knightley, Donald Sutherland, Kate Winslet e Hugh Grant. (Para não mencionar as homenagens como a inspirada em Bollywood “Bride and Prejudice” e o inesperado bestseller deste ano “Pride and Prejudice ans Zombies”.)O artigo de Cope, publicado no British Medical Journal de 1964, atraiu a atenção de White cerca de dois anos atrás. “Quando eu li o sumário que Zachary Cope tinha feito dos sintomas, eu pensei, bem, não está correto,” White contou para a CNN.Ela concentrou sua atenção em um comentário que Austen fez em uma carta para um amigo menos de dois meses antes de sua morte: “Minha cabeça está sempre clara, e eu raramente sinto alguma dor.” Isto não é o que as vítimas do mal de Addison costumam dizer normalmente, White diz. “As pessoas costumam ter dores de cabeça intensas e sentem-se como se estivessem com uma ressaca infernal,” ela diz.Santa Elizabeth da Trindade, que morreu de Addison em 1906, comparou seu próprio sofrimento com o da crucificação, White observou. Pacientes também costumam ter dificuldade em lembrar palavras, e costumam ter dificuldades para falar, insônia e confusão mental. Austen, ao contrário, ditou um poema cômico de 24 linhas para sua irmã menos de 48 horas antes de morrer.White não é a primeira a questionar a teoria de que o mal de Addison teria matado Austen. A biógrafa britânica Claire Tomalin sugeriu em 1997 que um linfoma era o culpado. White também considera esta teoria improvável. Ela suspeita que a resposta é muito mais simples: tuberculose.Tomalin “estava ainda pensando em doenças do primeiro mundo. Ela sugeriu linfoma por conselho dos médicos,” White argumenta. “Se você pensa sobre a tuberculose, que era comum nos dias de Jane Austen, estatisticamente falando, a causa da morte mais razoável era a tuberculose contraída através de leite não pausterizado do que uma condição obscura como o linfoma,” White diz.O biógrafo de Austen, John Halperin, não tem certeza do que matou Austen – mas o que quer que seja, ela afetou sua escrita conforme sua vida foi chegando ao fim, ele diz. Seu último romance completo, “Persuasão,” é “bem mais triste e madura do que qualquer uma das outras,” ele diz. “Nós temos a sensação de que decisões adiadas nunca retornam. Este sentimento é muito claro em “Persuação”.” O tom é muito triste, mesmo que a heroína se case com o homem que ela ama no final,” Halperin diz. Na verdade, as anotações de Austen mostram que ela considerou um outro final, no qual a heroína não se casava com o homem amado.Halperin acredita que Austen morreu do mal de Addison, ele disse, embora ele aponte que sua biografia, “The Life of Jane Austen,” foi publicada em 1984, e que desde então houve muito avanço nas pesquisas sobre a doença. White, que é cientista social, não médica, é a coordenadora do Addison’s Disease Self-Help Group um grupo de apoio clínico no Reino Unido. Ela publicou um artigo esta semana no jornal de Medical Humanities expondo o seu caso.O artigo, “Jane Austen and Addison’s Disease: an unconvincing diagnosis,” admite que alguns dos sintomas de Austen eram consistentes com insuficiência adrenal, e salienta que não pode conhecer todas as dores de Austen, porque sua irmã Cassandra editou ou destruiu muitas das cartas de Jane. Mas Kenneth Burman, um especialista em endocrinologia no Washington Hospital Center em Washington, acha que os argumentos de White são plausíveis.Assim como White, ele especula que Austen pode ter sofrido por anos de alguma doença que afetou suas supra-renais, mas que a causa da morte era outra. “É possível que ela sofresse de uma insuficiência crônica nas supra-renais e que a causa de sua morte foi uma infecção secundária como a tuberculose,” ele diz.Ele também duvida que Austen tinha um linfoma, que tende a produzir aumento dos gânglios linfáticos no pescoço, inchaço no estômago por causa do aumento do fígado e baço, e as ânsias de sal – nenhum dos quais foram documentados em dias de final de Austen. “Eu concordo completamente” que é simplesmente estatisticamente mais provável que a romancista tenha tido tuberculose do que linfoma, ele disse. Mas, ele é cauteloso, nós nunca saberemos ao certo.“Diagnóstico retrospectivo é sempre muito especulativo,” ele disse. “É impossível saber com certeza.” Ou como a própria Austen escreveu, “Raramente, muito raramente, a verdade completa se dá a conhecer a qualquer ser humano, é raro que alguma coisa não esteja um pouco disfarçada, ou equivocada.”
Com Emma, a BBC faz seu retorno ao universo das marcantes heroínas de Jane Austen. Esta é a segunda adaptação (a primeira é de 1972) do livro homônimo da escritora inglesa, realizada pela emissora. Esta nova produção tem Jim O’Hanlon na direção e Sandy Welch no roteiro. Welch é habituée das produções da BBC, sendo responsável pela ótima adaptação de North and South e da elogiada versão televisiva de Jane Eyre, entre várias outros trabalhos. Nesta minissérie em quatro episódios, acompanhamos a trajetória de Emma Woodhouse (Romola Garai), a inteligente, bela, rica – e um tanto arrogante – filha de Mr.Woodhouse. Emma adora meter o bedelho na vida alheia, principalmente quando o assunto é casamento. Ainda mais se for ela a promovê-lo. O problema é que a jovem cupido não é tão competente como imagina. De fato, Emma é mais míope do que pensa em relação aos sentimentos alheios – e também com relação aos seus próprios. Não demora muito para que suas atrapalhadas intervenções descambem para o desastre, para profundo desgosto do seu grande amigo e vizinho, Mr. Knightley (Jonny Lee Miller, neto do “M” original e ex de Angelina “quem mais eu posso adotar?” Jolie). Está armado o palco para inúmeros encontros e desencontros, bem ao gosto dos fãs de Austen.Emma é uma adaptação bem sucedida e agradável de assistir. A fotografia é belíssima e a história flui com bom ritmo, prendendo a atenção do início ao fim. Todavia, não é livre de problemas. O mais relevante tem a ver com a interpretação um tanto afetada de Romola Garai, a atriz que dá vida a Emma. Romola é mais conhecida por sua participação no excelente Atonement (no Brasil, “Desejo e Reparação”, numa vã tentativa de associação com Jane Austen), entregando uma Briony (na fase adulta da personagem) remoída pela culpa. Mas enquanto em Atonement a atriz exibia uma performance contida – e por isso mesmo, muito boa – em Emma ela descamba para o overacting. Tudo é muito exagerado, a ponto de parecer que estamos assistindo a alguma produção infanto-juvenil da Disney. Ainda que Emma seja uma personagem jovem e expansiva, não justifica uma caracterização tão histriônica. Nesse ponto Keira Knightley foi mais bem-sucedida. Em Orgulho e Preconceito (a versão cinematográfica), ela transmite com sucesso a graça, a jovialidade e a autenticidade de Liz Bennet sem, no entanto, dar a impressão de que estamos assistindo, por engano, a alguma comédia juvenil.Para sorte de Romola (o nome é uma versão feminina de “Romulus”, mostrando que não apenas os jogadores de futebol são amaldiçoados por pais sem noção), ela também esbanja encanto e simpatia, o que compensa suas limitações, até certo ponto. Também ajuda um pouquinho o fato da atriz ser muito bonita e carismática (que olhos expressivos, por sinal!). Faltou aqui uma presença mais atuante do diretor O’Hanlon, no sentido de controlar melhor os exageros da atriz, tarefa que o competente Joe Wright tirou de letra em Atonement. Isso demonstra o quanto um diretor é importante para se obter o melhor desempenho possível do cast à sua disposição. Falando nisso, o destaque do elenco vai para o sempre ótimo Michael Gambon, que interpreta o hipocondríaco e hiper-protetor pai de Emma, sem descambar na caricatura.Com defeitos ou não, Emma é uma delícia de se assistir e, mais uma vez, lamento por nenhuma TV a cabo se interessar em transmitir o conteúdo da BBC One aqui no Brasil. Principalmente sua vasta e caprichada biblioteca de produções de época, que mantém vivos os clássicos da literatura inglesa, de uma forma atraente e acessível para o público. Não há sequer a opção de adquirir os DVDs por aqui. A única alternativa é importar a peso de ouro, ou se resignar a torrents de baixa qualidade. E o que temos em substituição? A Fazenda? É de chorar…
Detalhe: adivinhem qual é a série favorita de Guilherme? Orgulho e Preconceito é claro!!! Segundo o rapaz, foi uma das melhores coisas já produzidas para a TV… se não for a melhor!
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