Sorteio: Kit da Editora Intrínseca

A Editora Intrínseca oferece aos leitores do blog da JASBRA mais um kit de livros contendo: Orgulho e Preconceito e Zumbis e Razão e Sensibilidade e os Monstros Marinhos. Todos poderão participar e terão até o dia 31 de agosto para deixarem um comentário com: nome e e-mail neste post. Boa sorte à todos! O resultado sai no dia 1o de setembro!
Para ler os resumos dos livros, clique aqui.

Sorteio de um Kit de livros da Editora Intrínseca

A Editora Intrínseca firmou parceria com a JASBRA e iremos sortear um kit de livros contendo: Orgulho e Preconceito e Zumbis e Razão e Sensibilidade e os Monstros Marinhos. Todos poderão participar e terão até o dia 31 de maio para deixarem um comentário com: número, nome e e-mail neste post.
Orgulho e Preconceito e Zumbis
Autor: Seth Grahame-Smith
Tradução: Luiz Antônio Aguiar

“É uma verdade universalmente aceita que um zumbi, uma vez de posse de um cérebro, necessita de mais cérebros.” Assim começa essa paródia que se tornou um best-seller do The New York Times. No romance clássico, Jane Austen iniciava a saga das casadouras irmãs Bennet com o aviso: “É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro, possuidor de uma grande fortuna, deve estar em busca de uma esposa.”
Agora, porém, no tranquilo vilarejo de Meryton, nossa heroína, a guerreira Elizabeth Bennet, treinada nos rigores das artes marciais, está determinada a eliminar a ameaça zumbi. Até que sua atenção seja desviada pela chegada do altivo e arrogante Sr. Darcy. Ela conseguirá superar os preconceitos sociais dos grandes aristocratas ingleses, tão ciosos e orgulhosos de seus privilégios?
Grahame-Smith transfigura as famosas passagens do texto de Jane Austen em uma deliciosa comédia de costumes. Além dos embates civilizados e repletos de cortesia entre o casal de protagonistas, inclui batalhas violentas, em confrontos cheios de sangue e ossos quebrados. Conjugando amor, emoção e lutas de espada com canibalismo e milhares de cadáveres em decomposição, Orgulho e preconceito e zumbis transforma uma obra-prima da literatura mundial em outra história que você realmente terá vontade de ler.
Razão e Sensibilidade e os Monstros Marinhos
Autor: Ben H. Winters
Tradução: Maria Luzia Borges

Sinopse:

Composto de 60% da obra de Jane Austen e 40% do humor e da aventura de Ben H. Winters, Razão e Sensibilidade e Monstros Marinhos funde o magistral retrato da Inglaterra da Regência – e seu provocante comentário social – às descrições ultraviolentas do embate entre humanos e bestas marinhas. Preservando a estrutura do romance original, inclusive muitas de suas linhas mais famosas, Winter introduz à trama o fenômeno da “Alteração”, responsável pela revolta dos animais marinhos contra as criaturas da terra.
Nesta obra, as irmãs Dashwood são expulsas do lar em que passaram a infância e enviadas para viver na Ilha Pestilenta, local repleto de criaturas selvagens e segredos obscuros. Enquanto a sensata Elinor se apaixona por Edward Ferrars, sua romântica irmã Marianne é cortejada por dois pretendentes ao mesmo tempo: o vistoso Willoughby e o medonho coronel Brandon, parte homem, parte polvo.
Conseguirão as irmãs Dashwood triunfar sobre matriarcas intrometidas e patifes inescrupulosos e encontrar o verdadeiro amor? Ou se tornarão vítimas dos tentáculos que estão sempre a lhes agarrar os calcanhares?
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Para participar do sorteio basta deixar o nome completo e endereço de e-mail aqui neste post! Boa sorte! O resultado será divulgado no dia 1o de Junho.

Jane Austen por Luciana Darce – Parte 6/6

Monstros, vampiros, zumbis e outros mash-ups 
Talvez alguns de vocês venham acompanhando uma tendência que tem ganhado até bastante força nos últimos anos: os mashups – gênero em que um texto já consagrado é reescrito, podendo continuar as aventuras do original, modificá-lo quase que completamente ou contar histórias anteriores ao mesmo. O termo originalmente se aplicava à informática, depois passou à música e agora veio para a literatura.
O conceito parece bastante parecido com o que entendemos por “fanfics”, não é verdade? Bem, ao menos na minha opinião, mashups são fanfics. Como os textos originais já caíram no domínio público, existe uma facilidade na publicação – especialmente porque você já conta com um grande e conhecido nome por trás de você como “co-autor”.
Basta uma visita rápida à livraria – ou digitar o nome de Austen na Amazon – que você descobre que tia Jane tem sido algo como uma… favorita nesse meio. Nós podemos encontrar dos diários dos personagens masculinos de cada uma de suas obras até títulos como o já traduzido (e resenhado aqui no Coruja) Orgulho e Preconceito e Zumbis.
Conversando com algumas pessoas, eu cheguei à conclusão de que os fãs de Austen se dividem em suas opiniões sobre o assunto. Há quem diga que isso é um abuso, um absurdo, uma afronta à obra original. E há aqueles que são… indiferentes.
Não, eu não encontrei absolutamente uma única alma que dissesse que preferia os mashups aos originais. O que significa que a humanidade ainda tem salvação.
Eu acho o seguinte… os mashups – como as adaptações para TV e cinema – são válidos; especialmente como uma porta de entrada, um chamariz para que gerações mais novas conheçam esses autores clássicos.
Fãs mais sensíveis de Austen provavelmente vão torcer o nariz para os zumbis incorporados por Graham-Smith e os monstros do mar de Winters. Aqueles com um senso de humor um tanto quanto bizarro poderão até vibrar com as discussões envolvendo mosquetes, katanas e estilos de luta. Mas não importa muito, o resultado final será o mesmo: Jane Austen está na moda.
Como diz o ditado, “falem mal, mas falem de mim”.
E isso é muito válido. Como disse há pouco, essas obras, com uma pincelada mais pop acabam por servir como uma porta de entrada para os incautos (hohoho), que olham para aquela capa chamativa, se interessam, lêem, ficam curiosos, vão atrás dos livros originais e, quando percebem, já viraram fãs.
Vamos encarar a verdade: como eu já disse uns parágrafos atrás, esses mashups são fanfics publicadas – uma vez que não existe o problema dos direitos autorais – e, como fanfics, podem ser bons ou ruins e podem atender a todo tipo de gosto e expectativa.
Não é algo ruim per si, diferente do que alguns fãs mais extremistas possam dizer. Pelo contrário: somos capazes de encontrar muita coisa interessante no meio da onda de assalto de mashups nas livrarias.
Eu gostei de Orgulho e Preconceito e Zumbis; mas torci o nariz para Razão e Sensibilidade e Monstros do Mar pela simples razão de que este último se leva a sério demais, quando a proposta do projeto é irreverente.
Alguns dos Diários de Amanda Granger que li – Mr. Darcy, Mr. Knightley e Capitão Wentworth – têm passagens deliciosas, mostrando a história que já conhecemos pela perspectiva dos heróis masculinos de Austen. Em compensação, Mr. Darcy, vampyre da mesma autora, foi uma decepção.
Na verdade, eu já li muita fanfic superior a alguns desses mashups, com a vantagem de poder lê-los de graça…
Ok, este foi um comentário cretino.
Mas é verdade. Há muitos bons autores por aí, se vocês procurarem, com excelentes histórias, respeitando a essência dos personagens, e deixando um gostinho de quero mais na boca da gente. Especialmente quando eles têm como “calço” uma co-autora do quilate de Miss Austen.
Bem, vejo aqui que chegamos ao final de mais um dos projetos do “meu autor, meu herói” do Coruja. Ao fim e ao cabo, depois de tudo que eu escrevi, espero que tenham se interessado e que tirem suas próprias conclusões do feito.
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Leia aqui a resenha de Orgulho e Preconceito e Zumbis, escrita por Luciana Darce.
Leia aqui a resenha de Razão e Sensibilidade e os Monstros Marinhos, escrita por Luciana Darce.
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Este é último post da série Jane Austen escrito por Luciana. Se você perdeu os primeiros acompanhe abaixo: 
Parte 1 – Introdução

Parte 3 – O trabalho dignifica o homem

Parte 4 – O estilo de Austen

Overdose de Zumbis

Vocês não acham que esta fase de zumbis está demorando para passar? Rencetemente eu descobri este vídeo sobre Orgulho e Preconceito e Zumbis. Obviamente e a editora responsável pela publicação dos livros escritos por Seth Grahame-Smith fazem o que podem para divulgarem os livros e aumentarem as vendas.
Além disso, lançaram também uma Revista em Quadrinhos (HQ), confiram abaixo três páginas (Site Omelete):

Todos Desistindo de Orgulho, Preconceito & Zumbis…

Primeiro o diretor, e agora a Natalie… Penso que agora a produção vai demorar…

Segundo a notícia do Portal de Cinema do Site Terra, a versão de terror de Orgulho e Preconceito teve uma grande baixa nesta quarta-feira (6). A Entertainment Weekly noticiou através de seu site que Natalie Portman não será mais a protagonista do filme.
Portman, que ainda é a produtora de Orgulho, Preconceito e Zumbis, alegou que não atuará por conflitos em sua agenda. O diretor David O. Russell havia anunciado na terça-feira (5) que estaria fora do filme por não conseguir horário com a atriz.
O filme é baseado em uma adaptação de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, mas com a presença de mortos-vivos. O autor, Seth Grahame-Smith, também escreveu Abraham Lincoln: Vampire Hunter, que será adaptado para os cinemas pela Fox.

Grandes nomes da literatura ganham novas versões

Grandes nomes da literatura brasileira ganham versões de suas obras mixadas com elementos pop

Texto originalmente publicado no blog da Valéria Fernandes Shoujo Café.

Estava demorando! E, apesar de não ter gostado de Orgulho & Preconceito, & Zumbis (*ouça o Shoujocast e saiba os motivos*), eu acho muito válido que os autores e autoras (*viva!*) nacionais comecem a se arriscar nesta área. É um filão popular e nós aqui no brasil precisamos de literatura popular. A escolha foi bem curiosa e um dos meus clássicos favoritos, Senhora, está na roda. Realmente não senti vontade de ler nenhum, não tenho muita inclinação a investir meu dinheiro em outro material desse tipo, mas vai que Escrava Isaura conseguiu se tornar um bom livro com a entrada dos vampiros na história? ^_^ A matéria saiu no Jornal O Globo, olhem os comentários, para o povo que passa por lá, os autores desses livros estão matando a literatura nacional. Não é apra tanto, né?
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Mashups’ – Grandes nomes da literatura brasileira ganham versões de suas obras mixadas com elementos pop – por Lívia Brandão (O Globo)

RIO – Jane Austen tem passado por um intenso revival pop. A escritora inglesa, morta há quase dois séculos, jamais deixou de vender (muitos) livros, mas agora sua obra conta com a forcinha de artifícios modernos para se recriar. Foi ela que deu início à febre mundial de paródias literárias, que renderam uma versão em que a autora é uma vampira bicentenária (“Jane Austen – a vampira”, do selo Lua de Papel da Leya Brasil) e até um filmete intitulado “Jane Austen’s fight club” (assista aqui), em que a personagem Elizabeth Bennet comanda um clube da luta como o criado por Chuck Palahniuk e filmado por David Fincher em 1999.
Seguindo os mesmos princípios, os americanos Seth Grahame-Smith e Ben H. Winter foram responsáveis pela inusitada mistura de “Orgulho e preconceito” e “Razão e sensibilidade” com zumbis e monstros marinhos (Editora Intrínseca). Esses mashups literários, um tipo de renovação pouco ortodoxa de grandes clássicos, inspiraram versões brasileiras que se apoiam em cânones da nossa literatura e acabam de chegar às prateleiras. Aqui, é Machado de Assis a nossa Jane Austen de bigodes. Se estivesse vivo, o Bruxo do Cosme Velho veria Bentinho e Capitu em meio a ETs, Simão Bacamarte investigando mutantes e Brás Cubas vivendo como um zumbi sanguinário.
Em “Memórias desmortas de Brás Cubas” (Tarja), Pedro Vieira buscou atualizar a trajetória do defunto autor que, por suas mãos, tornou-se um morto-vivo. Já “Dom Casmurro e os discos voadores” e “O alienista caçador de mutantes” (Lua de Papel) inserem sci-fi em meio às tramas originais, fazendo com que os escritores Natalia Klein e Lucio Manfredi se tornassem co-autores de Machado.
– Eu só não gostaria de encontrá-lo na rua – brinca Natalia, que se viu às voltas com a árdua tarefa de macular um dos seus livros preferidos fazendo referência a elementos hoje corriqueiros como Facebook, Twitter e disque-pizza, mas que jamais fariam parte do universo de Machado de Assis. Assim como miolos, sangue e terror.
– “Memórias póstumas de Brás Cubas” era a escolha mais óbvia para escrever um livro deste tipo. Machado deu a deixa para uma história de zumbis ao criar um personagem que se autodenomina defunto autor – justifica Vieira – Em “Memórias desmortas”, o famoso emplastro de Brás Cubas foi o responsável por sua “zumbificação”, e ele esbarra em outros personagens machadianos, que são devidamente devorados e transformados em mortos-vivos.

Mas não pense o leitor que a brincadeira para em Machado: Outros dois lançamentos da Lua de Papel são “A escrava Isaura e o vampiro”, em que Jovane Nunes emprestou o apelo pop dos bebedores de sangue de dentes afiados à trama de Bernardo Guimarães, e “Senhora, a bruxa”, uma “parceria” de Angélica Lopes e José de Alencar.
– “Senhora” é quase um folhetim. Por ser centrado numa história de vingança, poder e sedução, achei natural representá-lo por meio de bruxas – conta Angélica, que usou sua experiência com livros adolescentes e roteiros de novelas para adicionar ao cotidiano da senhora Aurélia as magias das bruxas-irmãs Blair, inspiradas por filmes como “Bruxas de Salém”. E não são só as feiticeiras a revirar o mundo da protagonista: os quatro parentes da protagonista Aurélia que morrem no original reaparecem agora como fantasmas.
Alvo principal é o público jovem
Engana-se quem pensa que pegar uma história pronta e adicionar a ela novos elementos é um exercício fácil. Os autores da coleção da Lua de Papel tiveram apenas dois meses para se debruçar sobre as obras – todas de domínio público – e alterar estrutura e linguagem. O objetivo? Fazer de cada clássico uma obra mais palatável ao público jovem, alvo maior da moda dos mashups literários.
– Dei uma rejuvenescida na história – confessa Natalia, autora do blog Adorável Psicose. – Quando li “O alienista” pela primeira vez, tive que recorrer ao dicionário para descobrir o significado de algumas palavras. Muitas eram comuns entre os leitores da época em que ele foi escrito, mas caíram em desuso. Achei melhor remover esses “obstáculos” para não afastar o leitor jovem, já que a proposta é justamente atraí-lo. Para Angélica, a maior dificuldade neste sentido foi lidar com as descrições minuciosas de José de Alencar:
– “Senhora” é muito detalhista. Tentei deixar o andamento mais ágil, mas respeitei os momentos-chave e as características principais de cada personagem. Alguns até cresceram.

Já Vieira coloca a culpa pelas alterações estilísticas no personagem-título de “Memórias desmortas”.

– Na trama, que se passa em 2010, o próprio Brás Cubas se preocupa com a aceitação livro entre os adolescentes, forçados a ler suas “Memórias póstumas” nas aulas de literatura. Por isso, ele tenta adaptar sua própria linguagem, cogitando até o uso do “miguxês” (o dialeto em que se “iXcReVi aXxXim”, usado na internet). Como até o Brás Cubas zumbi tem pudores, ele logo descarta a ideia, mas também não usa uma mesóclise sequer.

Tanta deturpação é alvo fácil para críticas. Quem se desvia das prováveis pedras a serem atiradas pelos defensores da literatura tradicional é Pedro Almeida, editor da Lua de Papel, que rechaça o rótulo de descartável de sua nova coleção.
– Na escola, os adolescentes têm que ler livros escritos para adultos há um século ou mais. Isso cria uma barreira entre eles e os autores. Revisitar um clássico através de um mashup ou de uma paródia é um meio de criar interesse e estebelecer um novo contato com o autor – justifica Almeida, que prometeu três novos mashups para breve. – Serão clássicos recentes, de autores vivos ou mesmo mortos há pouco tempo… – despista. Pelo visto, a moda só está começando.

Nota: A JASBRA publica este artigo do O Globo, portanto não é autora de todas as afirmações acima.

Zumbis e Vídeo Games

Um outro lançamento relacionamento ao mundo dos zumbis trata-se de um jogo para vídeo games baseado no livro de Seth Grahame-Smith: Orgulho e Preconceito e Zumbis.

Veja algumas imagens abaixo:

Zumbis – investimento pesado!

A Editora Intrínseca está investindo pesado na divulgação do livro Orgulho e Preconceito e Zumbis! O livro já possui um site e um blog para divulgação, além de matérias publicadas na Revista Veja e Jornal O Globo.
O site oferece o primeiro capítulo para leitura. A tradução do livro foi feita por Luiz Antônio Aguiar, com revisão de Antônio Prazeres e Umberto Figueiredo.
O blog está com um promoção para os leitores: Quer ganhar um kit com exemplar do livro Orgulho e preconceito e zumbis e marcador de página? Mande-nos um e-mail com sua foto zumbificada. Os três melhores “mortos-vivos” receberão o prêmio em casa. Vale de tudo: montagem, efeito, maquiagem… Libere o monstro que existe em você! Para participar da promoção clique aqui.
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Reportagem do Jornal O Globo aqui
Reportagem da Revista Veja aqui

Natalie Portman será Lizzy Bennet

Seria uma notícia ótima se fosse uma nova adaptação de Orgulho e Preconceito! Mas trata-se da nova série de tv: Orgulho e Preconceito e Zumbis!

Segundo o site do New York Times, Natalie fará o papel de Lizzy Bennet. Porém, no site IMDB não tem nenhuma atualização.

"Orgulho e Preconceito e Zumbis" em português

Texto retirado integralmente da página da Folha Online:

Livro de Jane Austen “Orgulho e Preconceito”, de 1813, é considerado um dos grandes romances da língua inglesa, um exemplo primoroso da utilização literária do discurso indireto que revela os costumes ingleses da época ao narrar a epopéia de moças em busca de amor e casamentos vantajosos. Já “Orgulho e Preconceito e Zumbis” tem como objetivo “transformar este clássico da literatura mundial em algo que você gostaria de ler”.
Sátira modifica pouco do texto original para incluir zumbis no clássico de Jane Austen
A editora Intrínseca anunciou que irá lançar em 2010 essa sátira que mantém cerca de 85% do texto original da autora britânica, modificado apenas o bastante para que a história se passe em meio a uma violenta praga de mortos-vivos pela Inglaterra. O livro chegou a figurar na terceira posição da lista de mais vendidos do NY Times no primeiro semestre deste ano e ficou entre as melhores capas do ano escolhidas pelos leitores da livraria virtual Amazon.
Na história, o Sr. Bennet insistiu que todas as suas filhas fossem treinadas nas artes marciais por monges Shaolin, o que causa certo atrito com a família do Sr. Darcy, que prefere a tradição japonesa de combate às forças do mal. A obra se utiliza do original a todo o momento. Se na história original Lady Catherine esnoba a falta de criados da família de Elizabeth durante o jantar, nesta versão a nobre diz a Elizabeth, retratada como uma espécie de Buffy do século 19, que acha estranha as meninas serem criadas sem um contingente de ninjas para ajudar nas batalhas.
O “co-autor” da obra, junto de Jane Austen, é o norte-americano Seth Grahame-Smith, que já adaptou outro livro da autora para o universo trash, “Razão e Sensibilidade e Monstros Marinhos”, além de “Abraham Lincoln: O Caçador de Vampiros”, obra de humor que diz provar, através de documentos e fotos históricas, que Abraham Lincoln lutou contra vampiros em sua época. A editora Intrínseca afirmou que eles também serão lançados no Brasil, na mesma coleção de “Orgulho e Preconceito e Zumbis”.