Lisboa homenageia Jane Austen

Depois de ter acolhido o Lisbon Week em 2016, Alvalade prepara-se agora para ser a centro da leitura em Lisboa. Com o lema “Conversar sobre os livros é ler com os amigos”, serão apresentados entre os dias 2 e 14 de maio de 2017, várias iniciativas relativas à literatura.

Estão sendo organizados programas que incluem apresentações de livros e uma exposição exclusiva sobre a obra de Jane Austen, produzida pela Faculdade de  Sociais e Humanas de Lisboa.

Mais um evento para comemorar o bicentenário do falecimento de Austen!

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https://nit.pt/coolt/livros/alvalade-vai-ser-o-centro-da-literatura-em-lisboa

Lançamento em espanhol: Crimen em Mansfield Park

Prezados leitores,
 
vocês já ouviram falar neste lançamento: Crimen em Mansfield Park, escrito por Lynn Sheperd?
O lançamento é de 2010, como publiquei aqui no blog, porém, só agora encontrei uma tradução em outra língua.

Crimen en Mansfield Park

Titulo: Crimen en Mansfield Park
Autor: Lynn Sheperd
Editorial: Booket
Género: Narrativa/Novela
Nº Páginas: 432
Precio: 12.95€
ISBN: 978-84-08-09935-2
Web: http://www.lynn-shepherd.com/

Sinopsis:

Si hay un personaje de Jane Austen que despierta rechazo, esa es Fanny Price, la moralista, insípida y tímida protagonista de Mansfield Park. Por eso Lynn Shepherd no ha podido resistir la tentación de transformarla en un personaje radicalmente opuesto. Fanny es aquí una rica y malcriada heredera, y Mary Crawford se ha convertido en un ser bondadoso que sufre todo tipo de humillaciones a manos de su vengativa vecina. Cuando Fanny es asesinada en los jardines de Mansfield Park, Mary asume el protagonismo, aliándose con el investigador Maddox para resolver el crimen.

Lee el primer capítulo gratuitamente.

Lançamento: Austelândia

A Karlinha do Coffee and Movies acaba de me avisar deste lançamento da editora Record:
 
 
 
Jane Hayes tem 33 anos e mora na Nova York atual. Bonita, inteligente e com um bom emprego, ela guarda um um segredo constrangedor: é verdadeiramente obcecada pelo Sr. Darcy. Embora sonhe com ele, os homens reais com os quais se depara são muito diferentes dos que habitam sua fantasia. Justamente por isso, ela decide deixar de lado sua vida amorosa e aceitar seu destino: noites solitárias aconchegada no sofá assistindo a Colin Firth em seu DVD.

Porém, esses não são os planos que sua rica e velha tia-avó Carolyn, tem para a moça. A única a descobrir o segredo de Jane deixa, em seu testamento, férias pagas para a sobrinha-neta na Austenlândia. A ideia é que Jane tenha uma legítima experiência como uma dama no início do século XX e consiga se livrar de uma vez por todas de sua obsessão. Contudo, para isso, ela terá que abrir mão do celular, da internet e até do uso de sutiãs em troca de tardes de leitura, espartilhos e… a companhia de belos cavalheiros. 

O livro inspirou o filme de mesmo nome estrelado por Keri Russell e sem data prevista para estrear. Assista ao trailer clicando no link http://bit.ly/AustenlandTrailer. ou Abaixo:

 
 

Trailler de ‘Death Comes to Pemberley’

Acabo de descobrir o trailer de Death Comes to Pemberley:

 

O que vocês acham? Principalmente aqueles que leram o livro?

Detalhes: canal BBC1 agendou para o dia 26 de dezembro a estreia da minissérie Death Comes To Pemberley, adaptação de Juliette Towhidi da obra de P.D. James que, por sua vez, utiliza os personagens de Orgulho e Preconceito, obra de Jane Austen, para narrar sua história. A história acompanha Elizabeth (Anna Maxwell Martin, de The Bletchley Circle) e o Sr. Darcy (Matthew Rhys, de The Americans) que, seis anos após os fatos ocorridos no livro de Austen, vivem em Pemberley com seus dois filhos. No momento em que organizam um baile, eles são surpreendidos por Lydia (Jenna-Louise Coleman, de Doctor Who), irmã de Elizabeth, que chega com a notícia de que seu marido George Wickham (Matthew Goode, de Dancing on the Edge) foi assassinado. Uma investigação tem início levantando suspeitas e revelando segredos. No elenco também estão Rebecca Front (The Thick of It), James Fleet (Little Dorrit), Penelope Keith, Joanna Scanlan (The Thick of It e Getting On), Eleanor Tomlinson (The White Queen),James Norton, Tom Ward (Silent Witness) e Trevor Eve (Waking the Dead). A minissérie tem três episódios produzidos pela BBC Drama em parceria com a Origin Pictures e apoio financeiro da Screen Yorkshire.

Fonte: Veja.com

 

Resultado sorteio: "A fórmula do amor"

Prezados Leitores, por motivo de viagem acadêmica, não pude realizar o sorteio do livro conforme o dia prometido. Como promessa é dívida, aqui está o sorteio do livro: “A fórmula do amor – Segredos de Jane Austen para relacionamentos”. Foram 35 participantes e a sortuda é: Raquel Cardoso! Parabéns! 




Sorteio: A fórmula do amor – Segredos de Jane Austen para relacionamentos

Começa hoje e vai até o dia 7 de novembro o sorteio do livro “A fórmula do amor – Segredos de Jane Austen para relacionamentos”. Vocês não vão perder, não é mesmo?
Para participar do sorteio basta, deixar seu nome e e-mail com uma resposta para a pergunta, feita por Rodrigo Simonsen, editor do livro: Qual é a fórmula do amor?

A Gazeta de Longbourn apresenta: Northanger Abbey, Angels and Dragons

Luciana Darce (JASBRA-PE) nos traz hoje uma resenha com seres de outro mundo! 🙂
Northanger Abbey, Angels and Dragons de Vera Nazarian.

For, what is order without common sense, but Bedlam’s front parlor? What is imagination without common sense, but the aspiration to out-dandy Beau Brummell with nothing but a bit of faded muslin and a limp cravat? What is Creation without common sense, but a scandalous thing without form or function, like a matron with half a dozen unattached daughters?

And God looked upon the Creation in all its delightful multiplicity, and saw that, all in all, it was quite Amiable.

De todos os livros da Austen, A Abadia de Northanger é, muito provavelmente, o que melhor se presta para o gênero dos mash-ups – afinal, ele em si já é uma espécie de releitura do romance gótico, satirizando os clichês envolvidos em sua composição. Assim é que, quando procurava algum título para encaixar na minha quota austeniana do mês e de quebra comemorar o dia das bruxas, decidi ir atrás de algum livro que brincasse com a história de Miss Morland.

Devo dizer que foi a escolha mais acertada que eu poderia ter feito. Eu cheguei a me divertir com Orgulho e Preconceito e Zumbis, especialmente com os trocadilhos (que nunca descobri como ficaram na versão em português) – o autor não se leva a sério e a coisa toda é insana -, mas torci o nariz para Razão e Sensibilidade e Monstros do Mar e, mais recentemente, para Emma and the VampiresNorthanger Abbey, Angels and Dragons, de todos esses foi, contudo, o que melhor soube explorar não apenas as lacunas em que os elementos sobrenaturais são inseridos, mas o próprio humor da história.

Eu soltei gargalhadas infindas durante quase toda a primeira metade do livro. Os primeiros capítulos, em que somos apresentados a Catherine são um tesouro (é depois de bater com a cabeça que Cathy passa a ver e conversar com anjos, embora para as pessoas ao seu redor, pareça que ela está tendo animadas discussões com a mobília…) e o que a Nazarian fez com o Torpe Thorpe foi, francamente… um golpe de gênio. E ela consegue isso respeitando o texto original, o espírito dos personagens que Austen criou.

O livro perde um pouco o ritmo a partir do momento em que é introduzido o General Tilney e a ação sai de Bath para Northanger. O plot envolvendo os dragões me pareceu desnecessário, especialmente pelas consequências que teve na confissão de Henry, ao final (fora que essa história de ‘dragão do amor’ me fez revirar os olhos…), mas eu gostei da aparição fantasmagórica da senhora Tilney.

De uma maneira geral, eu me diverti bastante com o livro, dei muitas risadas imaginando a Catherine conversando com seus anjos desastrados… imaginando como é que ela explicaria a situação para o Henry quando chegasse a hora e se ele acreditaria que ela via coisas que não são desse mundo ou a mandaria para o Bedlam. O final foi um tanto abrupto, mas ainda assim, eu recomendo Northanger Abbey, Angels and Dragons para os leitores não puristas da Austen – sem deixar de observar, obviamente, que o original é cem vezes superior.

A Gazeta de Longbourn apresenta: For You Alone

A continuação da história de Persuasão contada por ninguém mais que o Capitão Wentworth: For You Alone da Susan Kaye! Mais uma vez, Luciana Darce (JASBRA-PE) nos presenteia com uma resenha! 

I can listen no longer in silence. I must speak to you by such means as are within my reach. You pierce my soul. I am half agony, half hope.

Esse é o segundo livro da Susan Kaye contando a história de Persuasão pelo ponto de vista do capitão Frederick Wentworth. Quando terminei o primeiro volume, imediatamente emendei com esse e entre um e outro, devo ter passado umas oito horas direto sem parar de ler, quase virando uma noite para conseguir chegar ao final da narrativa.


A história desse segundo volume se inicia logo após o acidente de Louisa Musgrove em Lyme. Wentworth se vê agora às voltas com a ideia de que está comprometido por uma questão de honra, a pedir Louisa em casamento, isso logo após se dar conta de que continua amando Anne e que ela é exatamente tudo o que ele deseja numa mulher.

Para não se enrolar ainda mais na armadilha que ele mesmo armou para si, o capitão parte para visitar seu irmão e esperar que as coisas se assentem. Lá ele tem um vislumbre da felicidade conjugal do mais velho dos irmãos Wentworth e passa o tempo a se torturar com aquilo que poderia ter tido se não tivesse sido tão rancoroso e tão apressado em julgar sua querida Anne.

Obviamente, como todo mundo que leu o original Austeniano, ele será resgatado de seu imbróglio e terminará com o caminho livre para partir para Bath e reencontrar Anne – e para escrever uma das cartas de amor mais apaixonadas de toda a literatura. Claro que antes que isso aconteça, ainda haverá um longo caminho de desentendimentos, ciúmes e esperança com que lidar.

A Kaye saiu-se muito bem como sua reedição da história pelo ponto de vista do Wentworth – ela trabalha o contexto da época, as questões do final da guerra e das consequências de tal fato para os homens da marinha. O capitão ganha profundidade, uma existência para além de sua corte a Anne e ela faz isso de maneira muito crível.

A única coisa que me desagradou foi o final, que dá uma curva tá abrupta daquilo que se espera dos personagens de Austen que me deixou até tonta – primeiro pela súbita mudança de ponto de vista, com a Anne como narradora, segundo, por Greta Green, que faz mais o estilo Lydia Bennet que Anne Elliot. 

É uma única ressalva numa obra que, de outra maneira, tinha tudo para receber um ‘excelente’. Ainda assim, para os amantes de Austen e admiradores do valoroso capitão, é uma boa recomendação.

Death comes to Pemberley – filme dos bastidores

Baseado no livro de P. D. James, a BBC está produzindo Death Comes to Pemberley, no Brazil o livro foi publicado pela Cia das Letras com o título: Morte em Pemberley.

Lançamento: A fórmula do amor – segredos de Jane Austen para relacionamentos

O livro de Elizabeth Kantor será lançando em português com o título ‘A fórmula do amor – segredos de Jane Austen para relacionamentos‘ – Editora Realjeo, no dia 28 de setembro às 20 horas, durante o evento Tarrafa Literária, que acontece no Teatro Guarany, em Santos – SP. O teatro fica na Praça dos Andradas, número 10, centro. Onde encontrar o livro – Livraria Realejo Livros –>  http://www.realejolivros.com.br/
O livro tem 320 páginas, custá 37,20 reais e estará disponível para venda a partir dia 30 de setembro na Realejo Livros.
Veja aqui um trecho de um artigo (fonte: Vila Mulher)
As personagens Elizabeth Bennet, de Orgulho e Preconceito, Elinor Dashwood, de Razão e Sensibilidade, e Anne Elliot, de Persuasão, são exemplos de mulheres da ficção que marcaram a vida de tantas outras reais com lições de paixão, de saber lidar com os padrões sociais e de vitória. E para falar dessas influências, a escritoraElizabeth Kantor está lançando o livro “A Fórmula do Amor: Segredos de Jane Austen para os Relacionamentos” (The Jane Austen Guide to Happily Ever After).
“Por que as mulheres amam tanto Jane Austen?”. Logo na introdução do livro, a primeira frase já nos leva a pensar. Será que é porque buscamos as qualidades ou nos identificamos com as lições de vida dessas heroínas tão corajosas e fortes? Para analisar e nos revelar o que Jane nos presenteou com seu conhecimento profundo da alma feminina, Elizabeth passeia sobre as personagens e de que forma elas podem nos ajudar a entender os relacionamentos amorosos modernos.
Esse passeio percorre o caminho para o amor ao longo da vida e a verdadeira felicidade, lidando com os dilemas do namoro, amor, sexo e comportamento impostos pelos dias atuais, além de honestidade, humor e uma visão alternativa para conviver com os padrões dos relacionamentos contemporâneos. No fim, a proposta é um entendimento amplo de como é o amor hoje por meio de histórias de mulheres comuns que aprenderam lá atrás como vencer os obstáculos sociais amando com sabedoria.”