Projeto de Leitura Coletiva no Espírito Santo

A Elizabete Finco me enviou um e-mail informando sobre um projeto que estão realizando no Espírito Santo: Projeto Leitura Coletiva! O objetivo do grupo é  incentivar leitura entre os capixabas.

reading

SEGUE RELATO DA ELIZABETE:

através do blog clube do farol (www.clubedofarol.com) e do projeto amigo livro es (https://www.facebook.com/amigolivroes/), elaboramos o projeto de um encontro presencial temático de: romances histórico, época e contemporâneo. como a editora pedrazul é capixaba e nos enviou alguns livros para o evento, achamos por bem fazer uma leitura coletiva. como um dos livros enviados foi o “o diário de mr. darcy”, eu através do meu blog clube do farol comecei o projeto dessa leitura incluindo orgulho e preconceito e após essa o diário. segue em anexo o cronograma o projeto e algumas informações.

Abaixo SEGUE O ANÚNCIO E DETALHES DO PROJETO:

orgulho e preconceito tem inspirado um grande número de sequências nos dias de hoje, mas o diário de mr. darcy é a mais bem-sucedida das que incidem sobre o rico e orgulhoso cavalheiro. então, como faremos um chá literário em maio o clube do farol, em parceria com o amigo livro, traz a vocês o projeto de leituras coletivas!
serão dois livros onde entraremos no mundo de jane austen começando com uma releitura de seu clássico personagem e continuando com a obra da própria austen.
o projeto “chá literário” está sendo planejado com muito amor e carinho, para todos os tipos de leitores e/ou apreciadores das obras de jane austen, sejam os iniciantes ou os veteranos. será ótimo contar com a companhia de todos nos próximos dois meses!
organização:

blog: clube do farol
redes sociais:

https://www.facebook.com/clubedofarol

https://www.instagram.com/clubedofarol/

hashtags #chaliterario #somostodospedrazul #mrdarcy #janeausten #clubedofarol

CRONOGRAMA PREVISTO:

LEITURA DE “ORGULHO E PRECONCEITO”

 sinopse: orgulho e preconceito é uma comédia de costumes em que jane austen mostra os perigos do julgamento à primeira vista e evoca as amizades, fofocas e vaidades da classe média provinciana.

19/03 a 24/03 – leitura do capítulo 1 ao capítulo 12
25/03 – primeiro debate
26/03 a 31/03 – leitura do capitulo 13 ao capítulo 25 01/04 – segundo debate
02/04 a 07/04 – leitura do capítulo 26 ao capítulo 38
08/04 – terceiro debate 09/04 a 14/04 – leitura do capítulo 39 ao capítulo 51 15/04 – quarto debate
16/04 a 21/04 – leitura do capítulo 52 ao capítulo 61
22/04 – debate de encerramento

LEITURA DE “O DIÁRIO DE MR. DARCY”

sinopse: o único lugar em que mr. darcy poderia compartilhar seus sentimentos mais íntimos era nas páginas do seu diário. o diário de mr. darcy, portanto, apresenta a história do improvável namoro entre elizabeth bennet e fitzwilliam darcy do ponto de vista dele. esta graciosa continuação de orgulho e preconceito, de jane austen, enfoca os conflitos do cavalheiro e as dificuldades do seu relutante relacionamento, da rejeição inicial à luta desesperada para conquistar o coração de elizabeth.
primeiro debate

23/04 a 28/04 – leitura do capítulo i ao capítulo v
29/04 – primeiro debate
30/04 a 05/05 – leitura do capítulo vi ao capítulo xiii
06/05 – segundo debate
07/05 a 11/05 – leitura do capítulo xiv ao capítulo xviii
encerramento
12/05 – encerramento no amigo livro

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Mr. Darcy’s diary (Amanda Grange)


Natallie Chagas nos apresenta uma resenha do livro Mr. Darcy’s Diary. Thanks Girl!

Título: Mr. Darcy’s diary
Autora: Amanda Grange
Editora Sourcebooks, 320p.

Darcy consegue impedir sua irmã Georgiana de fugir com Mr. Wickham. Após esse infeliz acontecimento, ele parte para Netherfield com o amigo Mr. Bingley. No baile de Meryton, ele conhece a família Bennet. Sem demonstrar interesse por Elizabeth Bennet, ele passa a admirar a moça quando eles convivem brevemente em Netherfield, por ocasião da doença de Jane Bennet. Após um breve período de tempo, em que Mr. Darcy não consegue esquecer os belos olhos de Elizabeth, eles se encontram em Rosings e Darcy faz o desastroso pedido de casamento. Aturdido com a recusa da moça, ele passa a reconsiderar seus valores e sonha em ter Elizabeth como esposa, mesmo que ele considere isso impossível. Até sua querida tia Lady Catherine de Bourgh se intrometer. Finalmente, Darcy e Lizzie se casam e partem para Pemberley.

The Mr. Darcy’s diary. Quando li o título desse livro, minha curiosidade foi ao auge. O que poderia ser mais interessante do que tudo que li em Orgulho e Preconceito do ponto de vista de Mr. Darcy????? Adorei o livro inteiro.
A convivência dos dois, como tudo o mais, é retratado fielmente por Darcy em seu diário. É muito bom poder ver mais do estilo de escrita dele em suas cartas, principalmente NA carta. Ah, a carta… Os autores de sequels se preocupam bastante com a redação da carta que ele escreve para Elizabeth justificando suas atitudes. Ao mesmo tempo em que ele escreve, o leitor percebe a agonia de Darcy durante a escrita de cada parte. E o fato do livro ser um diário só tornou essa parte mais interessante, porque em outras sequels, nós vemos indiretamente seu tormento. Sempre achei que nessa carta ele abria seu coração como se estivesse escrevendo algo que só ele fosse ler (como um diário). Então, o livro expressa seus pensamentos e a carta se torna uma extensão dele (do diário).
Outro fato que gostei bastante foi o Coronel Fitzwilliam abrindo seus olhos logo no dia seguinte ao pedido, fazendo Darcy pensar no modo totalmente errado que fez sua proposta, o que abre outra brecha. Nunca pensei, lendo O&P, que o Coronel soubesse do acontecimento em Rosings. Mas Amanda Grange consegui me fazer pensar que isso ocorreria, dado o testemunho que o coronel pode dar acerca do que Darcy escreveu na carta.
Outro fato que recomenda muito esse livro: Anne, prima de Darcy e sua “prometida”, finalmente toma uma atitude frente às imposições da mãe. Lady Catherine simplesmente tem que aceitar que sua filha, longe de ser uma jovem doente, também ama e tem vontade própria. O desfecho para ela e para o Coronel Fitzwilliam não foi o que eu imaginava, mas mesmo assim adorei.
De modo geral, esse livro é muito recomendado. Poder conhecer os mais íntimos pensamentos de Darcy e seus sentimentos em relação aos seus amigos, sua família e principalmente a Elizabeth Bennet me fizeram amá-lo cada vez mais. E consolidou sua posição em primeiro lugar na minha lista de heróis austenianos (e literários).

Title: Mr. Darcy’s diary
Author:
Amanda Grange
Sourcebooks, 320p.

Darcy manages to prevent his sister Georgiana to get away with Mr.Wickham. After this unfortunate event, he goes to Netherfield with his friend Mr. Bingley. In Meryton ball, he knows the Bennet family. Showing no interest in Elizabeth Bennet, he begins to admire the girl when they live briefly in Netherfield, when Jane Bennet’s gets sick. After a brief period of time, in which Mr. Darcy can not forget the beautiful eyes of Elizabeth, they are at Rosings and Darcy makes a disastrous marriage proposal. Stunned by the refusal of the girl, he begins to reconsider their values and dreams of having Elizabeth as his wife, even though he considers it impossible. Until his beloved aunt Lady Catherine de Bourgh to intrude. Finally, Darcy and Lizzie get married and leave for Pemberley.


The Mr. Darcy’s Diary. When I read the title of this book, my curiosity was at its height. What could be more interesting than anything I’ve seen in Pride and Prejudice from the perspective of Mr. Darcy??? I loved the whole book.

The coexistence of the two, like everything else, is faithfully portrayed by Darcy in his diary. It’s great to see more of his writing style in his letters, especially in THAT letter. Ah, the letter … The authors of sequels are concerned enough with the wording of the letter he wrote to Elizabeth justifying their actions. While she writes, the reader realizes the agony of Darcy during the writing of each party. And the fact that the book is a diary only made this most interesting, because in other sequels, indirectly we see his torment. I always thought that in this letter he opened his heart as if he were writing something that only he were to read (like a diary). So, the book expresses his thoughts and the letter becomes an extension of it (the diary).

Another fact that I really liked was Colonel Fitzwilliam opening Darcy’s eyes the next day to the request, making Darcy think about the totally wrong way he made his proposal, which opens another loophole. I never thought, reading P&P, that Colonel knew of the event in Rosings. But Amanda Grange managed to make me think that this would happen, given the testimony that the colonel can give about what Darcy wrote in the letter.
Another factor that strongly recommends this book: Anne, Darcy’s “promised” cousin, finally takes a stand against the impositions of her mother. Lady Catherine simply have to accept that her daughter, far from being a ill young lady, also loves and willingly. The outcome for her and Colonel Fitzwilliam was not what I expected, but still loved it.
Overall, this book is highly recommended. Get to know the most inner thoughts of Darcy and his feelings toward his friends, his family and especially Elizabeth Bennet made me love him even more. It consolidated its first position on my list of Jane Austen’s (and literary) heroes.

Captain Wentworth’s diary (Amanda Grange)

Olá todo mundo! Meu nome é Natallie Chagas. Paraense, leitora inveterada, dona do blog Meu Cantinho Literário, leio de tudo um pouco. Apaixonada por Jane Austen faz algum tempo, tento transmitir essa paixão pela autora Pará afora. Como minha primeira contribuição ao blog, escolhi a resenha do livro Captain Wentworth’s diary. O motivo? Bom, leiam e vocês vão saber 🙂

Título: Captain Wentworth’s diary
Autora: Amanda Grange
Editora Berkeley Trade, 304p.

Anne, always Anne. 

 O jovem Frederick Wentworth conhece Anne Elliot em uma pequena reunião. Ele primeiro pensa que ela é dama de companhia de Elizabeth Elliot, mas logo descobre seu engano. Primeiro com a intenção de flertar com Anne (sem dúvida, penalizado com a situação da moça desconsiderada pelo pai e pela irmã), mas o jeito delicado de Anne o encanta. Encontros casuais fazem com que a afeição por ela cresça a cada dia. Nesse meio tempo, Lady Russel começa a perceber a (e desgostar da) atenção que Wentworth dá a Anne sempre que eles estão no mesmo local. Mesmo ciente desse fato, o então comandante resolve não desistir de Anne. Então, ele a pede em casamento. Anne aceita e seu pai consente (em termos não muitos amigáveis). A felicidade é enorme, até a moça cancelar tudo. Graças à Lady Russel. Wentworth a confronta, mesmo magoado. Ele parte. 
Anos depois, agora já capitão, Wentworth recebe um convite da irmã para se hospedar na casa dela, antiga propriedade de Sir Elliot. Suas lembranças afloram, e mesmo tentando parecer indiferente ao destino de Anne, ele não consegue segurar sua curiosidade. Ele fica feliz ao descobrir quem realmente é Mrs. Musgrove. Finalmente, eles se encontram novamente, mas tudo que Wentworth pode sentir é desgosto, pois Anne não demonstra mais ter todo o brilho que um dia ele conheceu. Vendo a constante desatenção sofrida pela moça, ele tem vontade de defendê-la. Mesmo conversando com outros e sendo requisitado por todos, sua atenção permanece com Anne. Wentworth começa a perceber que continua dedicando a moça os mesmos sentimentos de antes. Mais do que isso, seus sentimentos agora também são contraditórios: raiva, frustração, esperança. E ciúmes, muito ciúmes. Até finalmente perceber que Anne nunca saiu de sua cabeça e que ele continua querendo-a como esposa. 

Me surpreendi quando ele primeiramente pensou em Anne como um simples flerte. Mesmo que ele estivesse penalizado pela pouca consideração que o pai e a irmã tinham dela, fiquei com raiva porque isso não parecia um bom motivo para flertar (ato que eu considero, ao ler as novelas de Austen, como um homem querendo se divertir à custa dos sentimentos de uma jovem) e acabei me lembrando de Wickham e Willoughby. 
Outra coisa que me irritou terrivelmente foi Lady Russel. Mesmo que suas intenções tenham sido as melhores, já que Anne era muito jovem, não consigo deixar de pensar nos motivos que a levaram a aconselhar Anne a não se casar. No confronto que se segue, adoro a menção à inconstância de sentimentos femininos e masculinos, discussão em Persuasão que eu me derreto todas as vezes que leio. Outro ponto alto: Wentworth estava desesperançado com a inconstância de Anne e queria se apaixonar por uma jovem determinada. Achando que fosse encontrar isso em Louisa Musgrove, mais tarde percebe que uma determinação incansável pode não ser, afinal de contas, uma grande qualidade. Como se não precisasse de mais nada para ele direcionar seu pensamento para Anne. Também gostei de Amanda ter mantido Wentworth como o homem determinado e com os sentimentos intensos (os quais só temos real consciência na carta) que Jane Austen nos presenteia. Um livro muito bom, uma leitura maravilhosa. Muito recomendado.