Livros de 1853 para download

Mais uma vez apresento a vocês alguns livros disponiblizados pela University of Oxford. Desta vez é uma publicação de Northanger Abbey e Persuasion publicados em 1853 pela The Parlour Library.

Edições de 1883 para download

A Universidade de Oxford disponibiliza em sua página Bodleian Libraries quatro edições de Jane Austen (1883) publicadas pela Editora Routledge. As publicações online fazem parte de um projeto da universidade com a Google. Clique abaixo para fazer o download dos livros.

 

‘A Dead Silence’: Reading Jane Austen’s Mansfield Park

Descobri hoje cedo dois podcasts com o professor Richard De Ritter (University of Leeds) que faz uma análise interessantíssima a respeito de Mansfield Park!

Para fazer o download da parte 1 e parte 2 é necessário uma requisição no próprio site.

Um projeto da theenglishfaculty.org patrocinado por:

Part 1

http://www.theenglishfaculty.org/plugins/content/jw_allvideos/includes/js/mediaplayer/player.swf 

Part 2
Na segunda parte de sua palestra Richard De Ritter faz uma análise a respeito da discussão realizada por Edward Said a respeito da escravidão presente na narrativa de Austen.
http://www.theenglishfaculty.org/plugins/content/jw_allvideos/includes/js/mediaplayer/player.swf

Podcasts da Oxford University

Acabo de encontrar uma série de podcasts publicados pela Universidade de Oxford a respeito de Jane Austen.

Clique abaixo para assistir cada um deles:

– A professora Kathyrn Sutherland fala a respeito dos manuscritos de Jane Austen e sobre o que podemos aprender sobre a autora e sua família, além de suas técnicas e estilo de escrita.
Jane Austen’s Manuscripts Explored

– Desta vez a professora Kathyrn Sutherland conduz sua palestra a respeito do livro The Watsons
The Watsons: Jane Austen Practising

Para conhecer melhor o projeto e assistir outros podcasts, clique aqui.

Jane Austen não sabia escrever?

Após ler várias vezes as mensagens do google alerta e também após receber um aviso por e-mail das amigas Raquel Oliveira e Luciana Campelo, resolvi escrever sobre uma notícia que a mídia (inclusive brasileira) resolveu espalhar na internet como se fosse o achado do século. 
Vejam as manchetes das nossas digníssimas mídias brasileiras, que só copiaram o que saiu na AFP (Fonte de notícias internacionais):
Este é o pior, pois utiliza uma imagem da PBS (rede de TV), como se fosse a faculdade de Oxford ou algo parecido…. – Escritora Jane Austen era péssima em ortografia”, diz especialista de Oxford (Correio do Povo)

Manchetes internacionais:

Jane Austen’s notes ‘messy’ (Stuff da Nova Zelândia)

Pride, prejudice and poor punctuation (The Guardian do Reino Unido)

Este último ao menos citou os exemplos da fala da pesquisadora que estudou mais de 1000 manuscritos de Austen. Farei meu comentário a seguir. Porém, eu gostaria de falar um pouco sobre a função da pesquisa acadêmica antes!

Em defesa da pesquisa acadêmica

Muitas pessoas, acham que as pesquisas acadêmicas são unanimidades e fatos consumados. Ora, a ciência não é exata! Quando uma pesquisadora da Faculdade de Letras, em 1998, pesquisou a utilização de cê e ocê pelos mineiros da capital, ela apenas estava fazendo um levantamento dos usos destas palavras para substituir a palavra você. Jânia Marinho chegou a conclusão de que muitos universitários usavam ‘cê’ (Cê vai lá em casa hoje), enquanto as pessoas com um nível escolar inferior usavam mais ‘ocê’ (Ocê é de Belo Horizonte?). Nem por isso a pesquisadora quis dizer que quem usava/usa estas variações de palavras é analfabeto ou iletrado. A pesquisa serviu para clarear algumas coisas, mas sequer afirmar que todos os unviersitários dizem assim ou assado. Entendem agora, qual é o objetivo de uma pesquisa acadêmica? É mostrar a realidade daquele determinado momento, espaço pesquisado. A pesquisa acadêmica não faz generalizações se se concentra apenas em um grupo pesquisado.
Para conhecer uma pesquisa de doutorado de Edenize Ponzo Peres, orientada por Júnia Marinho, a respeito ‘O Uso de Você, Ocê e Cê em Belo Horizonte: Um Estudo em Tempo Aparente e em Tempo Real’ clique aqui – no banco de dados de teses e dissertações da UFMG.
O trabalho de Kathryn Sutherland
A pesquisa da Professora Kathryn Sutherland da Faculdade de Língua e Literatura da Universidade de Oxford. Para quem não conhece Kathryn, ela é autora de Jane Austen’s Textual Lives (2005)
Leia aqui uma resenha do livro, escrita por Laurie Kaplan para o JASNA News em 2007.
Leia aqui o artigo completa da Oxford University: Austen’s famous style may not be hers after all
Discussão sobre a pesquisa de Kathryn
Abaixo, vocês poderão ler alguns trechos que traduzi do artigo publicado pela Oxford University.
A verdade universalmente reconhecida – A prosa polida de Emma e Persuasão foi produto da intervenção de um editor, descobre uma pesquisadora da Universidade de Oxford.
Minha pergunta: alguém, mesmo nos tempos de Austen, publica um livro sem revisão ou sem autorização do editor?

A pesquisa de Kathryn Sutherland foi baseada em um estudo de 1100 páginas manuscritas por Jane Austen, ainda não publicadas.Estes manuscritos fazem parte da herança que Cassandra Austen (irmã da escritora) deixou em 1845. A professora Sutherland afirmou: “É amplamente difundido que Austen tinha um estilo perfeito – seu irmão Henry, em uma fase muito conhecida, disse, em 1818: “Tudo foi editado por Austen” e muitos estudiosos compartilham esta visão ainda hoje. Após a leitura dos manuscritos, Kathyn pode perceber que toda essa perefeição na existia. “Pude perceber muitos erros, correções e até manchas. Ela passou por cima de muitas regras de escrita da língua inglesa. Especialmente em Emma e Persuasão, podemos ver que a pontuação tão cuidadosa não estava presente nos manuscritos.”
Minha pergunta: Estão acusando Austen de escrever manuscritos e deixá-los com marcas de correção e sujeiras de tinta? Ora, naquela época o papel custava caro, não se faziam bolas de papel e simplesmente as jogavam no lixo só porque erraram uma linha do texto. E se este manuscrito conter apenas a primeira de algumas versões? Só eu sei o quanto sofri  ao traduzir Mansfield Park, porque recebi a versão de 1814 (só fiquei sabendo disso após o livro ser publicado), sendo que a atual corrigida e modificada por Jane Austen e Chapman é a de 1816.  

A professora Sutherland acrescenta: “Isto sugere que alguém esteve bastante envolvido no processo de edição que houve até a versão final (a impressa) dos livros. Além de cartas entre o John Murray II (dono da editora) e o editor William Gifford, onde o John salientava a necessidade de correção nos escritos de Austen. John Murray II, que também publicou obras de Byron, publicou os livros de Austen nos últimos dois anos da carreira de apenas 7 anos de livros publicados de Austen, tendo publicado: Emma, a segunda edição de Mansfield Park (1816) e Persuasão. A professora Sutherland explica: “Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito e a primeira edição de Mansfield Park (1814) não foram publicações de Murray e foram previamente vistas por alguns críticos como exemplos de péssima escrita – na realidade, o estilo de escrita destes romances ficam muito próximos dos manuscritos de Austen!”
Ao estudar os manuscritos não publicados de Austen pela primeira vez, ofereceu uma oportunidade para a Professora Sutherland ficar mais íntima dos talentos da escritora. Sutherland diz: “os manuscritos de Austen revelam que ela era uma escritora inovadora e que gostava de experimentar, constantemente tentando novas coisas, demonstrando que ela era muito melhor em diálogos e conversas do que no estilo descritivo“. “Além de tudo, ela é uma romancista cujo siginificantes efeitos podem ser observados em diálogos e representações dramáticas dos personagens através da fala. Os manuscritos estão sem parágrafos, fazendo com diferentes falas se misturem umas às outras; palavras sublinhadas e uso aleatório de letras maiúsculas nos dão a direção de que são palavras ou frasese que deveriam ser falas.”… “Certamente estes manuscritos mostram uma outra face de Austen, bem diferente da que vimos e lemos nos livros publicados.”
Isto então a torna menos gênio do que é?” – pergunta a professora Kathryn e em seguida ela mesmo responde: “Eu creio que não, de fato, isso a torna ainda mais interessante, e muito mais moderna e inventiva do que pensávamos.” “O estilo de austen é muito mais íntimo e relaxado, tende mais para o lado da conversa.” … “Sua pontuação é muito mais desleixada, muito parecida com a que os nossos alunos fazem e insistimos para que eles não o façam.”…. “Jane usava letras maiúsculas e sublinhava palavras que ela achava importante, de uma maneira que nos aproxima mais da linguagem falada do que a da impressa.”
A Edição Digital de Jane Austen publica on-line os Manuscritos da Ficção de Austen, até então não publicados, e disponibiliza gratuitamente para qualquer pesquisador ou pessoa interessada.
Minha pergunta: Onde nossos queridos jornalistas de plantão estavam onde apenas republicaram uma notícia pela metade? Isso só demonstra que eles nem sequer tentaram entender o estudo sobre Austen, apenas retransmitiram, ou, se estivessem no Twitter, apenas retuitaram sem sequer levar à sério a questão.
Austen seria aprovada se vivesse no século XXI?
Certamente não… nem ela, nem os reis da Europa ou estudiosos do século XIX. E se pensarmos no ENEM? Também não, pelo simples fato de que esta prova não é só uma prova de múltipla escolha, cobra também uma redação. O aluno que pretende fazer Enem deve estar preparado para responder questões contemporâneas e multdisciplinares e não apenas questões gramatiqueiras. As questões desta prova não são objetivas, são perguntas elaboradas que exigem reflexão e raciocínio, assuntos que não são ensinados em nossas escolas, pois nossos alunos estão ‘programados’ para responder questões simples e as respostas são facilmente decoradas pela leitura de livros.  
A minha indignação é sobre como as pessoas fazem muito barulho por nada! O estudo da professora Kathryn Sutherland em nada desqualifica a obra de Austen, pelo contrário, mostra que para se chegar à um livro publicado é preciso muita revisão. Além disso, a maioria das pessoas em 1817 eram analfabetas ou não possuíam letramento o suficiente para ler livros; então os livros de Austen eram lidos em voz alta, por aqueles que podiam ler (vemos isso nos filmes e séries de tv), sendo assim, para a maioria de seus fãs daquela época, a ortografia não era importante.

*Leia aqui o texto indignado de Vic Sanborn (Jane Austen’s World) sobre esta questão.
** Também estamos discutindo o assunto lá no Fórum JASBRA.
*** O link para os manuscritos estão disponíveis aqui (post publicado em maio deste ano)

Walking in her bedroom, standing on her grave

This post was written my dear friend Alfred Kaal from Netherlands (we did a Jane Austen Course at Oxford last january). Thanks a lot Alfred! Tomorrow I will translate it and publish the news pictures he sent me.
Last year I went to Bath, and visited the Jane Austen Centre, saw the house where she lived, and walked past the famous sites she must have seen too. After taking the Oxford University course on Jane Austen, and rereading her books and moreover, learning about her writing style, and taking in lots of background information, what must one do when returning to England? Right, visit other places where Jane Austen has been. During my first week in England I stayed in Oxford, and from there it is easy to drive to Chawton and Winchester. At Chawton she wrote Mansfield Park, Emma and Persuasion. And in Winchester, she died at the age of 41.

Chawton is a small village near Alton, in Hampshire. It is close to a highway, but after parking the car, I noticed how calm and peaceful the place was. A couple of houses, a restaurant on the opposite side of the street. And then the cottage of Jane Austen. It is a museum nowadays, but it looks like a house where one could live in comfortably. On the inside, it looks both like a house and a museum. In some rooms, you could (almost) imagine Jane Austen walking in, and doing the things she is used to do. In other rooms, it feels more like a museum. When you observe the behaviour of the people working and visiting there, they behave like it’s a house. It’s treated with respect. Everything looks neat and cared after. The staff seems very devoted in keeping the memory of Jane Austen alive. And that’s why I liked it there. It’s not like Stonehenge with busloads of visitors, Buckingham Palace or Windsor. It’s a house where a very good writer lived. The guestbook says it all: people from all over the world come to Chawton. They are not ordinary visitors. They are people who enjoy the books of Jane Austen, the movies, the dancing and perhaps might want to live in her era. And some go as far as taking a course on Jane Austen at Oxford University 😉
Next stop was Winchester. A lively town, packed with shops. And a cathedral. Because Jane Austen died in Winchester, she was to be buried there. Not because she was famous, most people didn’t know she wrote a couple of well-known books. Just because she died in Winchester, her grave is now in the cathedral. The text on the grave stone memorises her not as the writer she was. That was later corrected in a brass plague on the wall close to her grave. An exhibition on Jane Austen was on display. Most of it was familiar, but it was interesting to see the book where her death was noted, albeit the wrong date was written down: July 16 instead of 18! One can only wonder how that mistake could be made. It wasn’t certainly a mistake to visit the cathedral, and I’m glad I was there.

Viagem à Inglaterra – Parte 1

– Meu amigo Alfred Kaal, da Holanda, está na Inglaterra de férias com a família e me enviou lindas fotos de Chawton House e da Catedral de Winchester! Alfred faz parte do Jane Austen in Netherlands. Nós nos conhecemos em janeiro deste ano no curso sobre Jane Austen da Universidade de Oxford (conte-lhes maiores detalhes em outro post) e acabamos ficando amigos. Era para eu encontrar Alfred e sua família na segunda quinzena de agosto, pois eu também faria uma viagem à Inglaterra. Porém, por obrigações acadêmicas e profissionais eu tive que permanecer no Brasil. Acho uma pena, pois o verão na Inglaterra está uma maravilha!
Bem, vamos ao que interessa! As fotos abaixo são de Chawton House, casa onde Jane Autsen morou.
Frente da casa
Entrada do museu
Jardim
Cozinha
Mais fotos do museu, visite o site da PBS ou o site do Chawton Museum, com tour virtual e lojinha também virtual. Visite também o blog do museu, clique aqui ou a página no facebook. Veja também um post que fiz sobre o museu em janeiro deste ano.
Abaixo, as fotos da Catedral de Winchester, onde Jane Austen foi sepultada.  Observem que ao ser enterrada na catedral, sobre o granito preto há algumas palavras sobre Jane Austen,  foi reconhecida por ser filha do Reverendo George Austen e não por ser autora dos grandes livros que escreveu.
Túmulo de Jane Austen
Já no memorial dedicado à escritora, enfatizaram seu trabalho como escritora. Para maiores detalhes e fotos sobre o túmulo de Jane visite o site Find a Grave.

II Encontro Nacional da JASBRA – Parte II

Dando continuidade à série de posts sobre o II Encontro Nacional da Jane Austen Sociedade do Brasil, hoje apresento o vídeo exclusivo que a escritora Lynn Shepherd gravou para nós fãs brasileiros de Jane Austen. Lynn fala de seu novo livro ‘Assassinato em Mansfield Park’ (Murder in Mansfield Park), onde a história é narrada sob o ponto de vista de Mary Crawford. Espero que gostem! As legendas estão em português e é fruto do trabalho de Eveline Gomes e Luciana Viter. Meninas, muito obrigada!
Lynn Shepherd é Doutora em Literatura pela University of Oxford
Lynn, we would like to thank you for this such wonderful video! All participants of the JASBRA’s II National Meeting really enjoyed to know more about your book and your interesting idea to write a book using a different point of view! Thanks a lot! We wish you lots of success! And we hope that a brazilian edition of your book comes soon!

Manuscritos de Jane Austen na Internet

Queridos leitores, quero lhes pedir desculpas por ficar tanto tempo sem postar notícias aqui no blog. Explico: estive no Rio de Janeiro, de 27 a 29 de maio, para o Seminário Lingnet da UFRJ e praticamente fiquei sem conexão com a internet. O seminário foi muito produto e promete contar maiores detalhes em um outro post, ok?
A dica de hoje é um sobre um post que a Biblioteca Florestan Fernandes da Ciências Humanas da USP publicou:
Quem pesquisa literatura inglesa ou mesmo a presença de mulheres na literatura pode agora contar com uma fonte interessante: o site Jane Austen Fiction’s Manuscripts, que oferece acesso gratuito aos escritos originais desta proeminente autora inglesa.
Pelo site, é possível a consulta aos manuscritos no formato de fac-símile puro (como um arquivo de imagem), no formato texto, que apresenta a imagem do original mais uma transcrição do que está escrito na página em destaque, e também a nota explicativa sobre o arquivo visualizado.

Quero aproveitar a oportunidade e agradecer ao blog da USP por divulgar o link da JASBRA por lá.

Curso sobre Jane Austen – online

A Universidade de Oxford oferece um curso online sobre Jane Austen e suas obras, para não cidadãos do Reino Unido o curso custa 285 libras, que podem ser pagas em cartão de crédito internacional.
São 10 semanas de curso, incluindo:
Detalhes do curso:
Unit 1: Who was Jane Austen? Biography and biographies; Family history; Letters.
Unit 2: Jane Austen’s language and style: The narrative voice; Dialogue; Perspective; Inner and outer; How to analyse an Austen novel.
Unit 3: Sense and Sensibility: Background: Elinor and Marianne; the epistolary novel; The literature of Sensibility; Romanticism; Siblings in Austen’s work.
Unit 4: Northanger Abbey; Background: the Gothic novel and Gothic novel readers; Ann Radcliffe; Pastiche and parody.
Unit 5: Pride and Prejudice: Background: marriage and property in Austen’s time; soldiers and militia men; The ‘courtship ordeal novel’; Fashion in Austen’s time.
Unit 6: Mansfield Park: Background: The Georgian, the Augustan and the Regency; Imperialism, and Mansfield Park; Mothers and home-makers.
Unit 7: Emma: Background: dancing games and puzzles in Austen’s writing; Governesses; Irony; Parents in Austen’s novels.
Unit 8: Persuasion: Background: Bath and Lyme; the Navy in Austen’s time; Persuasion and persuasiveness; The cancelled section of Persuasion.
Unit 9: Happy ever after?: Austen’s novels: anti-romance?; Love, weddings, and marriage; Austen’s endings; Further reading on Austen.
 
Professora responsável:
 
Dr Sandie Byrne
Sandie Byrne was formerly Fellow and Tutorin English at Balliol College, Oxford, and Professor of English at Lincoln University. She is the author of a number of books and articles on nineteenth- and twentieth-century poetry and fiction
 
Maiores detalhes no site da Universidade de Oxford.