“EM UMA ÉPOCA CHEIA DE REGRAS, ELAS SEGUIAM AS DELAS”: A MODERNIZAÇÃO DAS PERSONAGENS FEMININAS DE JANE AUSTEN NA TELENOVELA ORGULHO E PAIXÃO

A Diana de Melo Xavier foi a nossa convidada para a 1a live da #janeaustenlives! Foi uma maravilha passar um hora falando sobre Austen com ela! Gratidão, Diana! Eu aproveito o post para publicar o resumo da monografia de conclusão do Graduação em Letras, pela UFRJ, fruto da pesquisa de Diana. O arquivo completo, em pdf, pode ser acessado aqui.

Resumo: Jane Austen (1775-1817) é uma das principais escritoras da literatura inglesa e suas obras são bastante adaptadas para séries, filmes e outras mídias. E, em 2018, seis obras de Austen foram adaptadas para a telenovela do horário das seis Orgulho e Paixão da Rede Globo pela primeira vez no Brasil. Sendo a telenovela um gênero próprio, foram adaptadas as personagens e os enredos de Austen para que, assim, sua trama agradasse seus telespectadores do século XXI. Por isso, as personagens femininas da escritora apresentam uma nova e moderna representação para refletirem o público alvo da novela das seis. Desta maneira, o objetivo dessa monografia é analisar a adaptação das personagens Elisabeta Benedito (inspirada em Elizabeth Bennet de Orgulho e Preconceito) e Ema Cavalcante (inspirada em
Emma Woodhouse de Emma) para o gênero telenovela e a sociedade brasileira. Assim, será considerado a influência do público alvo do gênero e o entendimento de Jane Austen como um produto cultural para compreender a escolha de suas obras para se tornar uma telenovela brasileira, constatando, por fim, a modernização de ambas personagens e como Jane Austen se mantém contemporânea, apesar de tais mudanças.


Palavras-chave: Literatura Inglesa. Jane Austen. Telenovela. Modernização. Orgulho e Paixão. Orgulho e Preconceito. Emma.

Projeto #janeaustenlives

Atenção Austenites/Janeites desse Brasilzão! Vamos iniciar uma série de lives sobre #janeausten! Basta seguir #janeaustenlives e nossas redes sociais @janeaustenbrasil no Instagram, Twitter, YouTube e Facebook Jane Austen Society of Brazil #jasbra #janeaustenbrasil! No site, vamos publicar os cronograma: www.janeaustenbrasil.com.br#janeaustenbrasil

Cartas de Jane Austen – tese de doutorado da USP

Em tempos de corona vírus a vida acadêmica não pode parar! Hoje nasce uma doutora em estudos linguísticos e literários em inglês pela USP! Parabéns Renata Cristina Colasante pelo brilhante trabalho “cartas de Jane Austen: um estudo e tradução anotada”! Tive o prazer de participar dessa banca ao lado dos professores Marcos Antônio de Moraes e Lenita Maria Rimoli Pisetta e da orientadora Sandra Guardini

Chamada para publicação da Revista Literausten

Está aberta a chamada para artigos para publicação na Revista Literausten, até dia 31 de maio de 2020.

A sétima edição da Revista LiterAusten (ISSN 2526-9739) está com chamada aberta para artigos relacionados ao Universo Austen e, agora também, aos estudos sobre outras escritoras inglesas! Qualquer temática que seja relacionada às escritoras e suas obras é bem vinda! 

Normas para Publicação

O ROMANCE UNILATERAL DE JANE AUSTEN E TOM LEFROY

Tradução inédita do artigo escrito por Joan Klingel Ray[1] com tradução de Adriana Sales Zardini (tradução)[2], Publicado na Revista Literausten, edição 06/2019.

A ânsia de introduzir um romance apaixonado na vida de Jane Austen – seja com o jovem irlandês Tom Lefroy ou com outra pessoa – não é novidade. Em uma palestra proferida em 1925, na Sociedade Real de Literatura dos Estados Unidos sobre a “lacuna” na produtividade literária de Austen entre 1797 (Primeiras Impressões) e o “dilúvio” de romances após 1811, H. W. Garrod advertiu sensatamente:

 
Os biógrafos de Miss Austen procuraram a explicação do mistério em um caso de amor. Mas talvez uma explicação mais simples [seja]. . . que, apesar de ter escrito seus três primeiros romances até o final de 1798, não havia encontrado uma editora para nenhum deles até 1811. Um gênio, o mais fértil, necessariamente sente seus ardores bastante amortecidos pelo infortúnio de três filhos natimortos. (GARROD, 1935: 27-28). Com o lançamento do filme “Amor e Inocência” pela Miramax, em 2007, essa especulação se espalhou pelo mundo dos fãs de Austen para o público do cinema. Muitos cineastas podem acreditar que não apenas Lefroy era o “muso” romântico de Austen, mas também que ele mantinha um lugar em seu coração.



[1] Joan Klingel Ray (email: jray@uccs.edu) é professora de inglês e pesquisadora da Universidade do Colorado, em Colorado Springs, Presidente dos amigos norte-americanos da  Chawton House Library.  Foi Presidente da JASNA (Jane Austen Society of North America) de 2000 a 2006.

[2] Adriana Sales Zardini (email: aszardini@gmail.com) é doutora em Estudos Linguísticos pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), professora de inglês no CEFET-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais) e Presidente da JASBRA (Jane Austen Society of Brazil) desde 2009.

JANE AUSTEN, HANNAH MORE E O DRAMA DA EDUCAÇÃO

Tradução inédita do artigo escrito por Jane Nardin[1] Tradução: Vitória Martins de Souza e Ana Clara Coura Vargas (CEFET-MG Timóteo)[2]. Publicado na Revista Literausten, edição 06/2019.

Jane Austen sabia tudo sobre Hannah More, mas Hannah More nunca ouviu falar de Jane Austen, o que não chega a ser surpreendente. Apesar da popularidade de More não ter sobrevivido após sua morte, em 1833 aos 88 anos, enquanto viva, essa cristã moralista foi, sem sombra de dúvida, a mais famosa escritora inglesa.

Leia o artigo completo aqui.


[1] Professora de Literatura Inglesa na Universidade de Yale. E-mail: jane.nardin@yale-nus.edu.sg. Website: <https://www.yale-nus.edu.sg/about/faculty/jane-baron-nardin/>. Jane Nardin é Professora de Inglês na Universidade de Wisconsin, Milwaukee, EUA, onde se especializou nos romances ingleses do século XIX. Seu livro mais recente é Trollope and Victorian Moral Philosophy (Impresso na Universidade de Ohio, 1996), ainda sem título em português.

[2] São alunas do Ensino Médio no CEFET-MG Campus Timóteo. Conduziram esse trabalho sob orientação da professora Adriana Sales e co-orientação de Marcelle Salles em 2019.

Nova edição da Revista Literausten

Para o presente número da Revista LiterAusten  apresentamos um poema em homenagem a Jane Austen, escrito por Lúcia Leão, e, em seguida, um artigo traduzido pelas alunas do Ensino Médio do CEFET-MG – Campus Timóteo, sob orientação de Adriana Sales Zardini e Marcelle Santos Vieira Salles. Também apresentamos a tradução de um artigo muito interessante a respeito do relacionamento entre Tom Lefroy e Jane Austen, escrito, em inglês, pela Joan Ray (JASNA).  Além dos dois artigos traduzidos, apresentamos também o artigo de Larissa França, que traz uma análise sobre a descrição dos personagens Austen em duas: Orgulho e Preconceito e Persuasão. A partir desta edição, serão publicados artigos, ensaios e demais trabalhos sobre escrita de autoria feminina e todo o universo de pesquisas que retratem essa temática.

Vejam os títulos das publicações desta edição:

JANE’S HAPPY ENDINGS (Lúcia Leão)

JANE AUSTEN, HANNAH MORE E O DRAMA DA EDUCAÇÃO  (Jane Baron Nardin, Vitória Martins de Souza e Maria Clara Coura)

O ROMANCE UNILATERAL DE JANE AUSTEN E TOM LEFROY (Joan Klingel Ray e Adriana Sales Zardini)

A [IN]DESCRIÇÃO DE JANE AUSTEN (Larissa Pereira de França)

CONTRIBUIÇÕES DO FANDOM DIGITAL DE JANE AUSTEN PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO ACERCA DA ESCRITORA

Já está disponível para download e leitura o artigo que escrevi para o 2o Simpósio Internacional Subjetividade e Cultura Digital sobre o fandom digital de Jane Austen aqui no Brasil. O meu artigo começa na página 416 do arquivo. Esse artigo faz parte da minha pesquisa do doutorado em estudos linguísticos na UFMG, vocês podem acessar a tese aqui.

Quinta edição da Revista Literausten

É com muita satisfação que terminamos o ano de 2019 com a publicação de mais uma edição da Revista Literausten! Desta vez, contamos com a colaboração dos alunos da disciplina “Jane Austen, Crítica Literária e Cultura Popular”, oferecida na Universidade de São Paulo – USP, Departamento de Letras Modernas, pela Dra Maria Clara Pivato Biajoli no primeiro semestre de 2019.

Segundo Maria Clara Biajoli, são apresentados “três artigos sobre Razão e Sensibilidade, um sobre Lady Susan, um sobre Emma e um sobre Amor e Amizade, os quais abordam temáticas diferentes mas que dialogam com o tema geral do curso e com a proposta de trazer um olhar crítico e questionador para a obra de Austen – e, no caso específico do artigo de Débora Spacini Nakanishi, sobre adaptações. São trabalhos acadêmicos de qualidade, apoiados em bibliografia especializada e que contribuem com o desenvolvimento da pesquisa sobre Austen no Brasil. As alunas – graduadas, mestrandas e doutorandas – estão de parabéns pelos resultados e merecem esse espaço de divulgação científica que a LiterAusten fica feliz de propor.

ADAPTANDO UM “HERÓI’ DE AUSTEN: TRÊS VERSÕES DE EDWARD FERRARS – Débora Spacini Nakanishi

A INSTITUIÇÃO FAMILIAR EM RAZÃO E SENSIBILIDADE – Beatriz Rodrigues Ramos

EMMA WOODHOUSE E A AUTORIDADE FEMININA EM CHEQUE – Gabriele Cristina Borges de Morais

Lições para uma vida – Milene de Almeida Silva

RAZÃO E SENSIBILIDADE: RESSIGNIFICAÇÕES LINGUÍSTICAS NA NARRATIVA Dayse Paulino de Ataide

“THE FEMALES OF THE FAMILY ARE UNITED AGAINST ME”: LADY SUSAN EM PRIMEIRAS IMPRESSÕES – Yuriko Bezerra Lima Yogi

O papel feminino nas traduções de Orgulho e Preconceito

Hoje tenho uma sugestão de leitura de um trabalho acadêmico sobre o papel feminino em Austen. Trata-se do trabalho de conclusão de curso em Letras da Bianca Presotto, sob orientação de Mirian Ruffini – da Universidade Federal Tecnológica do Paraná.

O trabalho de Bianca versa sobre “A configuração do papel feminino em traduções da obra Pride and prejudice de Jane Austen” e pode ser acessado aqui.

Cena do filme Lost in Austen (20090