Orgulho e Preconceito e Zumbis – uma opinião

Depois de publicar aqui no blog sobre o futuro lançamento de Orgulho e Preconceito e Zumbis pela Editora Intrínseca, acho interessante fazer um post sobre uma das muitas avaliações do livro.

Eu ganhei o livro de presente da Leila! Obrigada!
Detalhes das ilustrações

O texto abaixo é da Camila D. do Liquid Dreams of… – que gentilmente nos cedeu sua opinião. Obrigada Camila!

Não sei bem como começou este fenómeno dos remakes no campo da literatura. Talvez seja uma evolução natural do fenómeno das sequelas ou talvez seja uma profissionalização da moda de escrever fanfiction, mas o facto é que me parece que os remakes literários – e vou chamar-lhes assim porque passa a mensagem e me parece que ainda ninguém criou uma nomenclatura melhor – vieram para ficar.

A ideia é clara e simples, e passa um pouco pela fórmula que é usada para a música e o cinema: pegamos numa obra que já existe e damos-lhe uma roupagem diferente, mantendo a estrutura básica para que a obra seja reconhecida e apreciada pelo público conhecedor do original ao mesmo tempo que tenta utilizar as diferenças para captar um novo público.

Parece-me que é quase um dado adquirido que remakear – new word! – uma obra mais conhecida tem uma probabilidade bem maior de atingir um publico mais vasto, ou seja ter um maior número de vendas, do que remakear uma qualquer obra obscura de um autor maldito.


Este fenómeno é de tal forma evidente que muito autores estão já a fazer remakes das próprias obras, usando o truque sempre bom do contar-exactamente-o-mesmo-mas-de-outra-forma-ou-seja-as-mesmas-personagens-nas-mesmas-situações-com-os-mesmos-diálogos-mas-do-ponto-de-vista-de-uma-personagem-diferente. Um dos exemplos mais flagrantes é o caso da Stephanie Meyer (parece que falo sempre no mesmo, mas a culpa não é minha) que prepara uma nova versão de Twilight, mas contando agora a história do primeiro tomo da série do ponto de vista do vampiro.


Tenho uma estranha sensação nestes casos. No fundo, é como se os autores estivessem a fazer fanfiction das suas próprias obras!… (shudder!)

Estes remakes conseguem por vezes fugir um pouco à fórmula anterior, apresentando takes efectivamente diferentes, mudando o enfoque da história e criando situações diferentes; o que pode ter um efeito colateral complicado porque pode levar o autor a recriar as personagens e atribuir-lhes comportamentos e atitudes que os fãs não lhes reconhecem, alienando assim o público do trabalho original.


Cheguei a ver comentários na Amazon neste sentido, onde fãs irados tratavam as personagens como pessoas reais, que eles conheciam detalhadamente, afirmando: “Ela nunca faria isso! Ela nunca diria isso!”. Há, no entanto, algumas obras curiosas que apesar de serem remakes literários conseguem acrescentar dimensões interessantes às histórias originais e isso dá-lhes mérito próprio. Lembro-me do caso de Mary Riley de Valerie Martin que me pareceu bastante interessante. Antes ainda de abordar o livro que me levar a criar este post, resta-me recordar o leitor mais distraído que sou uma assumida fã de Jane Austen e uma coleccionadora edições de Pride and Prejudice: diferentes formatos, diferentes línguas, continuações e remakes.

Tenho-o até em Holandês e Dinamarquês, em BD e em texto dramático; confesso que tenho os “diários” de Mr. Darcy em diversas versões por diferentes autores, a versão digest e o companion da série da BBC de 1995 com fotografias dos locais de filmagem e até uns livros onde o casal Darcy se transforma numa espécie de parelha Poirot . Deuses, até tenho uma coisa verdadeiramente assustadora – sim, mais do que as enumeradas anteriormente – que é uma versão christian novel do romance, muito mais pudica – se é que conseguem imaginar – e passada nos dias de “hoje”.

Assim, quando descobri que iria sair um novo remake, desta vez uma edição virada para o horror, fiquei atentamente à espera que estivesse disponível uma versão softcover para comprar.

Já comprei e já li (dentro do possível). Deixem que vos diga que este trabalho é mau e que o pior é que ele é essencialmente preguiçoso. Seth Grahame-Smith, autor (de apenas algumas linhas), agarrou no texto de Austen, provavelmente downloadando uma versão digital do Project Gutenberg ou qualquer coisa semelhante, fez um copy-paste para dentro de um documento Word e foi colocando umas frases pelo meio, sempre tudo relacionado com zombies e a estranha praga que grassa pelas terras de sua majestade… e voilá!  Está feito um fabuloso “New York Times Best Seller” como diz o sticker na capa da minha edição. De facto, pensado bem, devia ter percebido isso imediatamente no momento em que o nome de Jane Austen é colocado na capa num tom de quase “parceira” do projecto, como se o livro tivesse sido escrito a quatro mãos.

Como é que é possível que tenham deixado publicar uma coisa destas! Chega ao ponto dos acrescentos de Grahame-Smith nem sequer fazerem sentido!  Tentei mesmo dar uma hipótese ao livro (caramba, se eu li a versão em christian novel e esta era mesmo mázinha…) e cheguei a usar duas abordagens diferentes no que toca à sua leitura. Numa primeira linha, tentei ver o livro como um remake de uma história que já conhecia e partir daí: foi terrível, tudo soava tão oco e absurdo (in a bad way) que tive de desistir.

Voltei ao livro algumas leituras depois, abordando o produto como sendo uma coisa absolutamente nova e séria, numa mistura efectiva da vida na época da Regência com zombies, numa espécie de história alternativa. Ainda foi pior. O facto de manter todo o texto original e, ao longo de várias páginas seguidas, alterar apenas algumas palavras e contextos, como limitar-se a transformar os dotes de piano e costura das meninas das várias famílias em treinos de judo com mestres orientais e habilidades com catanas, quebra o texto e a história.  Aposto que, mesmo quem nunca tenha lido nada de Jane Austen, consegue facilmente distinguir a sua prosa da de Grahame-Smith! É mesmo assim tão obvio, garanto!  Ver uma Lizzie a queixar-se que 50 milhas é muito longe tendo em atenção que aos 21 anos já foi duas vezes ao Oriente é um pouco, como direi?… deslocado? pouco consistente?
Não sei quem serão os leitores de uma obra destas: não estou a ver os fãs de livros de zombies com paciência para a linguagem e os enredos de Austen a cru, nem estou a ver os fãs de Austen a ter muita vontade de encontrar o Mr. Darcy a cortar cabeças aos zombies da vizinhança enquanto regressa à sua adorada Pemberley.  O que mais de deixa aborrecida é sentir-me enganada: achei que ia encontrar aqui uma coisa original e engraçada. Talvez a culpa seja minha e seja eu quem não tem o sentido de humor necessário para “perceber” o alcance e a dimensão do livro e da ideia do autor. A ideia é gira, mas era preciso que o autor tivesse tido trabalhado e ter, de facto, criado uma versão alternativa onde os mesmos personagens vivem uma história de amor semelhante, mas com esta dimensão, que é uma dimensão de peso, com implicações maiores do que trocar as aulas de piano por aulas de artes marciais.
Este é, na minha opinião, mais um caso de uma ideia boa com uma execução duvidosa. Podemos juntá-lo ao “30 Days Of Night” sem bem que é quase ofensivo: pelo menos este teve originalidade! O meu veredicto é que o livro é mau. É preguiçoso e um descarado roubo do trabalho de Austen, uma artimanha de baixo nível para ganhar uns trocos em direitos de autor. Gostava de saber quanto é que este “autor” recebeu por este “trabalho” que lhe deve ter demorado, no máximo, umas duas ou três tardes a concluir! Ah! mas entretanto, preparem-se porque há mais gente a achar que este é um bom filão: “The War of the Worlds Plus Blood, Guts and Zombies” de H.G.Wells e Eric S. Brown também anda aí. Pelo título e utilização do nome do autor original, cheira-me que o processo foi o mesmo. PS: e contrariamente ao que andam a dizer, o livro não é uma paródia ao original; é mesmo só um rippoff descarado.

DVD – Orgulho e Preconceito (1995)

Detalhe da capa em papel cartão, com três abas.
Em 23 de outubro escrevi um post sobre o lançamento do DVD Orgulho e Preconceito (1995), com legendas em português, pela Livraria Cutlura. O DVD é um sucesso de vendas na livraria e eles estão de parabéns pela iniciativa. O box vem com 3 DVDs e algumas fotos de Colin Firth e Jennifer Ehle.
Eu escrevi para o depto. de vendas da livraria elogiando a iniciativa e sugerindo o lançamento de outras séries, inclusive de outros autores. O Thiago Oliveira gentilmente me respondeu que eles ainda não tem previsão de lançamentos de novas séries por enquanto. O jeito é todos nós enviarmos sugestões para a livraria com o objetivo de sugerir novos lançamentos.
Eu deixei alguns comentários lá na página do DVD. Certamente foi uma ótima iniciativa da livraria, mas com quase 15 anos de atraso, já que a série é de 1995, e também um tanto atrasada no quesito tecnologia. A mídia DVD já é uma mídia ultrapassada nos países de primeiro mundo, tendo sido substituída pelo Blu Ray há dois anos. Sendo assim, creio que essa compra ficará como um ítem de colecionador, já que os Dvds players serão rapidamente substituídos pelos aparelhos de Blu Ray, mesmo aqui no Brasil, onde as coisas demoram a chegar.
Eu gostaria de escrever duas sugestões que fiz à Cultura:
1) a Livraria Cultura deveria ter um pouco mais de cuidado ao escrever a resenha da série, algumas descrições dos personagens são bem diferentes do livro.
2) Uma opinião de todos que conhecem a série é que esse senhor calvo que aparece dançando com Lizzy Bennet, tirou um pouco a beleza da capa do DVD. Ele é apenas um figurante que dança muito bem, não faz parte da história.
Como diria a Darlie: o cabeção entrou para a história!
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As imagens acima são Sulani.

Capas dos Livros

Descobri essa coleção dos livros de Jane editados pela Oneworld Classics (versão unabridged – integral), à venda na Barnes&Noble, os preços variam entre 6 a 7 libras.

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Encontrei também uma coleção da Max Literary Classics (versão unabridged – integral), com introdução de Andrew Davies e Louis de Bernieres, à venda na amazon.uk, preços entre 7,50 a 9,00 libras.
Infelizmente não encontrei imagem disponível de Mansfield Park.

Dicas para estudantes e interessados

Na semana passada, durante o III Encontro Nacional de Hipertexto conheci a Crislene Pereira Nunes (UFPI) cuja apresentação foi: “Literatura digitalizada: o novo processo de leitura a partir da obra The Scarlet letter em sua versão digital”.  A pesquisa de mestrado da Crislene tem como base o site do NUPLID (Núcleo de Pesquisa em Literatura Digitalizada) da UFPI. Para quem gosta de literatura e tem boa leitura em inglês é uma dica irrestível! O site oferece os textos (retirados do Projeto Gutemberg), porém com notas de rodapé, explicações e imagens de autores e filmes baseados nas obras. Fiz uma visitinha e gostei muito! Pena que ainda não digitalizaram as obras de Jane por lá! Já fiz minha sugestão!

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Outras duas fontes ricas em informações para estudantes de todas as áreas: CliffsNotes e SparkNotes, que eu já conheci dos tempos de faculdade!
O CliffsNotes só apresenta duas obras de Austen: Emma e Pride and Prejudice (análises, resumos, contexto, jogos, etc).
O site é rico em informações e o leitor pode escolher entre ler na tela do pc ou comprar o livro (pdf ou brochura).
O SparkNotes traz toda a obra de Austen analisada, comentada e resumida.
Também oferecem a possibilidade de ler na tela (integral) ou comprar o livro (pdf, e-book ou brochura).

Jane Austen em Hebraico

Em novembro do ano passado eu comentei aqui no blog sobre uma versão Israelense de Orgulho e Preconceito. Acabei encontrando o blog da Maya e ela estava justamente comentando sobre a nova edição de Orgulho e Preconceito traduzido para o hebraico por Irit Linor. Maya também comenta sobre a nova adaptação para a tv, diz que o primeiro capítulo dessa nova versão israelense foi ar no final de maio de 2009. Como se trata de uma adaptação, o script foi modificado e as irmãs Jane e Elizabeth (Anat e Elona) são duas irmãs divorciadas que mais parecem ter mais de 30 que 20 e poucos anos. Maya acrescenta que gostou das caracterizações de Bingley, Darcy, Caroline Bingley e Lydia (que nesta adaptação é filha de Elizabeth/Elona fruto de um casamento desastroso na adolescência). Ela conclui seu post dizendo que é bastante divertido ver como os fãs israelenses de Austen conseguiram adaptar o romance para a Israel Moderna! Espero que Maya possa responder meu e-mail nos contando mais detalhes sobre a série, já que por barreiras linguísticas fico impossibilitada de fazer pesquisas em hebraico.

Orgulho e Preconceito em Hebraico

Algumas imagens da nova adaptação:

Abaixo, por sugestão de Maya, um vídeo promocional de Orgulho e Preconceito Israelense:

Como disse anteriormente, por barreiras linguísticas não consegui encontrar todos os livros em hebraico, nem sequer sei se já foram traduzidos para o hebraico. Abaixo, alguns exemplares que encontrei:

Persuasão em Hebraico:

Mansfield Park em Hebraico:

Razão e Sensibilidade em Hebraico:

Fã Milionária Promove um Baile

No site da emissora inglesa BBC está disponível o vídeo em que entrevistaram a Sandy Lerner, a milionária co-fundadora da Cisco Systems, que alugou a propriedade Chawton House, dos seus donos os Knight (nome sugestivo, não?), por 100 anos, com a intenção de restaurar a mansão e transformá-la em uma biblioteca especializada em escritoras.
A entrevista aconteceu durante o baile de gala em Chawton House, dado pela milionária, no último dia 3 de julho, em comemoração ao bicentenário da chegada da escritora Jane Austen no povoado.
Dentre os convidados, dois, em especial, abrilhantaram ainda mais o evento, sendo eles os interpretes do famoso casal literário, Mr. Darcy e Elizabeth Bennet, da série de 1980 da BBC: David Rintoul e Elizabeth Garvie. Quem nos dera participar de tal baile! Só podemos elogiar a iniciativa de Sandy Lerner, pois está usando seu dinheiro em prol da cultura e da sociedade.

Elizabeth Garvie (Lizzy Bennet – 1980)

David Rintoul (Mr. Darcy – 1980)
Para assistir o vídeo, clique aqui.
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Contribuiu com este post: Pollyana Coura

Feliz Páscoa! Happy Easter!

Fiz a montagem acima com uma carinha de coelho e cestinha da minha filha e as florzinhas são de verdade, do jardim aqui de casa.

De acordo com a revista do Jane Austen Centre, a páscoa na época de Jane Austen (incluindo os 40 dias seguidos – ascenção de Cristo)eram uma época para viajar e visitar a família. Como nessa época do ano é primavera no hemisfério norte, certamente é uma época mais propícia para que as famílias daquela época pudesse viajar em estradas secas e o clima estaria mais agradável. Todo tipo de referência à páscoa em seus livros e suas cartas involve viagens. Ainda segundo a revista do Jane Austen Centre, a passagem mais conhecida é quando Mr. Darcy chega em Rosings Park para visitar sua tia, Lady Catherine DuBourgh (Pride and Prejudice).
Enquanto observamos as citações de páscoa na obra de Jane, é interessante destacar que para a família Austen e os ingleses da época o período era celebrado com bastante discrição com um jantar em família seguido de meditação. Bastante diferente do que vemos hoje em dia, com a exploração da mídia e toneladas de chocolate sendo vendidos.

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De acordo com alguns colegas da comunidade: Perguntas sobre Anglicanismo, a páscoa na Igreja Católica é bem parecida com a da Igreja Católica:

De acordo com o Rodrigo, os anglicanos brasileiros seguem “o calendário litúrgico da Quinta-feira em memória à Última Ceia, com o lava-pés, retirada dos adornos do altar, recolha do símbolo do Divino Espírito Santo…também a Sexta-feira da paixão, a vigília pascoal, e o Domingo da Ressurreição, claro, que o lado do Natal são as datas em funções das quais o calendário é organizado. A seqüência de todos os domingos do ano eclesiástico depende da data da Páscoa.Entre o Domingo da Ressurreição e o Pentecostes, celebra-se como se fosse uma festa só“.

Vale à pena consultar este tópico que abri no Orkut, para se entender melhor como é esta religião, principalmente aqui no Brasil.

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Abaixo algumas passagens dos livros de Austen que citam a páscoa – agradeço à minha amiga Lília dos Anjos pela pesquisa:

Razão e Sensibilidade, na ocasião em que “… os Palmer iriam voltar para Cleveland em fins de março, antes dos feriados da Páscoa…” (Razão e Sensibilidade, capítulo III).
Emma: “-Não sei, querida… mas é que faz tanto tempo que não vieram! A última vez foi por Páscoa, e só por muito poucos dias… que o senhor John Knightley seja advogado é um grande inconveniente… Pobre Isabella! Que triste é que tenha que estar separada de todos nós! E que pena terá quando vier e não encontre aqui à senhorita Taylor!” (Emma, capítulo IX).
Orgulho e Preconceito: “Deste modo tranquilo passaram os primeiros quinze dias da sua visita. Aproximava-se a Páscoa e a semana que a precedia traria uma pessoa a Rosings; e, numa família tão pequena, tal acréscimo não deixava de ser importante” (Orgulho e Preconceito, capítulo XXX).
Mansfield Park: “Setecentas libras por ano é uma bela renda para um irmão mais moço; e como ele continuará a viver na casa dos pais, tal renda se destinará por completo para seus “menus plaisirs”; e um sermão no Natal e um na Páscoa, creio eu, será toda a soma de seus sacrifícios” (Mansfield Park, capítulo XXIII).

Nota: Mansfield Park é o livro que mais cita a páscoa!

Orgulho e Preconceito e Zumbis? – Como assim?

Ao visitar o blog (Lendo.org) de meu amigo André Gazola para deixar um recado, deparei-me com o seguinte post:
Pride and Prejudice and Zumbies

Não… não se trata de uma brincadeira! No mínimo engraçada… Como bem disse o André: parece que essa estória de vampiros e zumbis está virando moda. Segue abaixo a tradução de André:

“… apresenta o texto original do tão adorado romance de Jane Austen, com novas cenas de ação com zumbis quebradores de ossos. No início da história, uma misteriosa peste começa a assolar o pacato vilarejo inglês de Meryton – e os mortos estão voltando à vida! A agressiva heroína Elizabeth Bennet está determinada a livrar-se da ameaça zumbi, mas logo ela é distraída pela chegada do altivo e arrogante Sr. Darcy. O resultado é uma deliciosa comédia de costumes com abundância de conflitos entre os dois jovens amantes — e conflitos ainda mais violentos com as enxurradas de sangue no campo de batalha no qual Elizabeth trava uma guerra contra hordas de mortos-vivos carnívoros. Completo com 20 ilustrações no estilo de C. E. Brock (o ilustrador original de Orgulho e Preconceito), esta edição insanamente divertida apresentará o clássico romance de Jane Austen para novas legiões de fãs. “


Fico imaginando… o que leva uma pessoa a fazer esse tipo de coisa? Porque não utilizar da vasta imaginação para escrever algo original?

Concordo com também com o André: “… Meus pesares… para Jane Austen, que teria imensa vontade de voltar sob a forma de zumbi pra pegar essa gente, que eu sei”.


Nota curiosa sobre o autor: Seth Grahame-Smith é autor de ‘Como sobreviver em um filme de terror’ e ‘O grande livro Pornô’ e mora em Los Angeles. Os títulos não possuem sem tradução par ao português.

Você conhece o Kindle?

O Kindle ou Amazon Kindle é um leitor de e-books, foi lançado em novembro de 2007 nos Estados Unidos pela Amazon.com. O Kindle, ainda sem nome aqui no Brasil, pode ser chamado de um leitor de textos digitais e se assemelha ao formato de um livro, pois seu display (tela) é similar à página de um livro. A proposta é diminuir os preços dos livros, oferecendo um download no próprio site da amazon, pois o cliente paga pelo download e imediatamente pode ler os livros, evitando assim as despesas de entrega e principalmente do corte de árvores. Outro ponto positivo é que o cliente também pode comprar e baixar revistas, jornais e ler outras midias digitais – blogs, sites, etc. O chato da notícia é que o kindle não é para qualquer um: 359,00 dólares no site. Veja aqui alguns vídeos sobre o produto.

A amazon oferece a obra completa de Jane Austen (8 volumes) por menos de 1 dólar: Love and Friendship, Lady Susan, Northanger Abbey, Sense and Sensibility, Pride and Prejudice, Mansfield Park, Emma, and Persuasion.

O site oferece mais de 207 mil itens relacionados ao kindle, desde estojos, capas, revistas, jornais e é claro: livros (dos clássicos até os atuais).

Curiosamente a amazon oferece os dois modelos de estojo abaixo com o nome de Jane Austen.

A figura da esquerda em batik azul e a da direita com sapinhos (o que será que deu na pessoa ao associar sapinhos com Jane)!! Confesso que gostei mais de um modelo em couro vermelho. E também da opção de adesivo de florzinhas rosas para proteger o kindle. 🙂