As pinturas de Franz Xavier Winterhalter

Conversando com a Luísa Rodrigues, descobri que as mocinhas nas capas da Editora Best Seller (empresa do Grupo Editorial Record) fazem parte de uma pintura maior chamada: A imperatriz Eugênia rodeada de suas damas de honra (1855), obra do pintor alemão Franz Xaver Winterhalter (20 de abril de 1805 — 8 de julho de 1873).
Apesar dos vestidos serem posteriores ao período da regência inglesa e pertecerem a damas de outra nacionalidade, na minha opinião, essas são as capas mais bonitas publicadas até hoje no Brasil.
Mas o que chamou a minha atenção foi ter descoberto que as pinturas não eram distintas, faziam parte de uma pintura maior! Ah, como é linda! Vejam só:
Para vizualizar em tamanho maior clique na imagem ou para visualizar em formato (1,346 × 931 pixels) clique aqui.
Abaixo algumas pinturas maravilhosas do Winterhalter que encontrei no Artknowledgenews e no Wikimedia – são de encher os olhos!
Detalhes em sombra e claridade: perfeição!
Os detalhes e o brilho do tecido parecem saltar aos olhos!
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Como a Best Seller não relançou os livros: A Abadia de Northanger, Persuasão e Mansfield Park (porque neste caso, o direito de publicação foi vendido para uma livraria e aparentemente eles não desejam republicá-la – vide post sobre a tradução de Raquel de Queiróz) – vou propor aqui uma brincadeira! Sobraram três mocinhas que não foram utilizadas nas edições anteriores. Que tal brincar de nomear cada uma delas como sendo as heroínas dos livros não publicados? Para participar, é só escolher pela cor do vestido (rosa, amarelo e verde) e adicionar o nome do personagem na frente. Abaixo, minha sugestão:
Vestido verde: Anne Elliot (Persuasão) – escolhi esse porque é meu livro favorito, e também dos três restantes é o vestido mais bonito!
Vestido amarelho: Fanny Price (Mansfield Park) – Fanny é iluminada como o sol, suporta o tranco daquela família Bertram! 🙂 só acho que daria um trabalhão tentar fazer o restante do vestido, já que ele não existe na pintura original, porque ficou escondido.
Vestido rosa: Catherine Morlland (A Abadia de Northanger) – Porque toda adolescente já gostou de rosa! O rosto deveria ser suavizado com photoshop para parecer uma jovem de 17 anos.
E você? o que acha?

Sorteio de Razão e Sensibilidade

Acabo de conhecer o blog da Mychelle (The MY Island) e descobri que além de muito bonito, ela está fazendo um sorteio do livro Razão e Sensibilidade! Essa é uma boa oportunidade para quem não tem o livro ter a chance de ganhá-lo. Para participar do sorteio clique aqui.
Em tempo… no início do ano eu divulguei o lançamento de Razão e Sensibilidade, publicado pela Editora Martin Claret, tradução de Roberto Leal Ferreira, e houve um grande rebuliço porque a imagem da capa era nada mais nada menos que a Charllotte Bronte! Lembra-se Elaine?
Há alguns dias estive em uma livraria aqui em Belo Horizonte e descobri que uma segunda edição da Marting Claret foi lançada com outra capa, duas moças, supostamente Elinor e Marianne:
Descobri que essa capa já havia sido usada pela Editora Random House, na capa do livro: Cassandra’s Sister de Veronica Bennett (12,50 dólares na Amazon). A capa supostamente mostra Jane Austen (com a pena na mão) e sua irmã Cassandra. Vejam como tentaram fazer uma franjinha igual ao retrato de Austen e os olhinhos amendoados!

Mansfield Park – análise dos personagens

Hoje apresento uma pequena introdução que fiz para a edição de Mansfield Park, versão bilingue, publicada pela Editora Landmark. Para ler o texto, é só clicar no arquivo abaixo e ampliar a tela se necessário.
O texto é curtinho, mas faço algumas considerações sobre Edmund Bertram e Fanny Price (personagens principais). Espero que gostem!

Raquel de Queiróz e a tradução de Mansfield Park

O texto abaixo é uma contribuição de Ana Maria Almeida – co-fundadora do Jane Austen Sociedade do Brasil e é baseado no artigo acadêmico a respeito das traduções realizadas por Raquel de Queiróz.

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Jane Austen é merecidamente reconhecida como uma das mais célebres escritoras inglesas. Sua obra foi traduzida em vários países ao redor do mundo e recebeu diversas adaptações para o cinema, o teatro e a TV, tornando a escritora ainda mais famosa. Pessoas das mais diversas culturas, línguas e credos reverenciam seus livros e mantém aceso o interesse por tudo o que lhes dizem respeito.
Os fãs brasileiros de Jane Austen podem contar com traduções feitas para o português de suas seis principais obras. Contudo, há tempos que alguns destes livros andam ausentes das prateleiras de livrarias e sebos brasileiros. Recentemente, algumas editoras brasileiras vêm se ocupando com novas publicações da obra de Jane Austen. Resta-nos esperar que também se faça uma tradução para os livros da fase “Juvenilha”, ainda inéditos em publicações no Brasil. Este torna-se, portanto, um momento propício para uma reflexão sobre o árduo ofício da tradução.
Existe uma famosa frase que diz ser a História “filha de seu tempo”, ou seja, a escrita da história é um produto da vivência daqueles que a escrevem e do período no qual estes estão inseridos. O mesmo pode ser dito em relação às traduções literárias. Estas também são “filhas de seu tempo”. É uma ilusão acreditar que as traduções literárias são, puramente, versões literais de uma dada obra, reescritas em outros idiomas. Traduções literais podem parecer, à primeira vista, a forma ideal para uma tradução. Contudo, isso não é possível. Cada idioma possui suas peculiaridades, e, por vezes, estas são incompreensíveis quando transportadas para outros idiomas. Além disso, existem expressões idiomáticas que são culturalmente entendidas por uma dada sociedade, mas se tornam incompreensíveis quando traduzidas para outra língua, o que implica também em culturas diversas, ou seja, estrangeiras. Outro aspecto importante não pode ser relevado ao tratarmos de traduções: as escolhas particulares realizadas pelo tradutor diante do texto original.
Em trabalho acadêmico realizado por estudantes do bacharelado em Letras da Faculdade Federal de Juiz de Fora (UFJF) foi analisada a tradução de Raquel de Queiroz para o livro Mansfield Park, da escritora Jane Austen. Além de seu próprio trabalho como escritora, Raquel de Queiroz realizou diversas traduções. Mansfield Park, publicado no Brasil no ano de 1942, foi seu 4º. trabalho de tradução (sendo 47 no total). De acordo com o artigo “Raquel de Queiroz e a tradução na década de 40 do século XX”, escrito por Priscilla Pellegrino de Oliveira e Maria Clara Castellões de Oliveira, a tradução de Mansfied Park, possui implicações próprias da época em que foi produzida, e escolhas estilísticas que, de certo modo, interferem no texto original escrito pela escritora inglesa.
Tal tradução se deu no âmbito do Estado Novo, período autoritário do Governo Vargas, em que os meios de comunicação – entre eles, o meio editorial – eram fortemente controlados pelo Estado. Entre as diversas traduções realizadas por Queiroz observa-se a preponderância de obras com temática feminina, além de muitas obras escritas por mulheres. Algo que não deixa de refletir o momento de conquistas femininas no governo Vargas, com destaque para o direito da mulher ao voto. Não obstante, Fanny Price, a protagonista de Mansfield Park, ser considerada a mais submissa das protagonistas austeanas.
Segundo Priscilla Pellegrino e Maria Clara Castellões, ao trazer o romance de Austen para a língua portuguesa, Raquel de Queiroz utilizou-se de “estrangeirismos”, ou seja, conservou determinados termos de língua inglesa, como os títulos Sir, Mr e Gentleman, assim como também deixou, em alguns momentos, trechos inteiros sem tradução, sem sequer criar notas de rodapé. Todavia, na maior parte do texto, Queiroz optou por uma tradução que fizesse com que o texto parecesse ter sido produzido originalmente em língua portuguesa. Esta escolha implicou, por vezes, na substituição de expressões próprias da língua inglesa por expressões próprias da língua portuguesa, no intuito de proporcionar maior fluência aos leitores brasileiros. Em outros momentos, frases inteiras foram suprimidas na tradução. Um bom exemplo é a frase she could not to be thankful (algo como ela não poderia fazer coisa alguma senão agradecer), que foi traduzida simplesmente por: ficou agradecida.
A conclusão é que Raquel de Queiroz optou por fazer uma tradução mais idiomática do que literal. Nas palavras das autoras do artigo aqui comentado, Queiroz “forneceu ao público-leitor uma visão do estilo da autora britânica que não condiz com aquele que é percebido quando o texto é lido em seu original em língua inglesa”. Entretanto, nada disso diminui os méritos que de tal tradução, que ajudou milhares de leitores não familiarizados com a língua inglesa a terem acesso a mais uma das obras de Jane Austen. Se as adaptações feitas por Raquel de Queiroz alteraram o sentido de algumas frases, elas de modo algum alteram o sentido original da obra. A essência do texto manteve-se inalterada, sem maiores prejuízos para o leitor brasileiro.
Voltando às nossas considerações iniciais, podemos dizer que o tradutor se torna, também, um pouco pai do texto traduzido, deixando sua própria marca em algo que, apesar de não lhe pertencer originalmente, possui muito de si próprio.
(Para conferir o artigo “Raquel de Queiroz e a tradução na década de 40 do século XX” de autoria de Priscilla Pellegrino de Oliviera e Maria Clara Castellões de Oliveira ver o artigo completo)
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Faz-se necessário observar que os comentários aqui publicados em nenhum momento tiveram a intenção de denegrir a imagem da nossa querida Raquel de Queiróz, nossa intenção é incentivar a discussão em torno de Austen e suas obras.

Dicas

Fui avisada pela Editora LP&M que a tradução de Orgulho e Preconceito será lançada em dezembro! Certamente se trata de um excelente trabalho traduzido por Celina Portocarrero! Agora é só aguardar!
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Uma dica de compra é um box com as séries da década de 70 e 80 baseadas nos livros de Austen à venda na Amazon. Infelizmente não há legendas em português, mas para quem tem bom ouvido e leitura em inglês é uma boa pedida. Além disso, o preço está irresistível: 41,99. Infelizmente aumentaram um pouquinho pois na semana passada custava 34,90 dólares.  Mesmo assim vale à pena, se pensarmos que são 6 séries por cerca de 85 reais + frete.
Bem diferente dos preços salgadinhos da Livraria da Travessa (257 reais) e Livraria Cultura (301,50). Sem contar que o tempo mínimo de espera para a importação é  de 15 a 60 dias úteis.
Eu não assisti todos os episódios dessas mini-séries, só assisti Mansfield Park. A versão de Mansfield Park é a mais fiel ao livro. Gostei muito! Gostei mesmo de Mary Crawford, muito boa a atuação! O Mr. Crawford estava um pouco afetado…
A seguir as datas de lançamentos das séries que hoje estão no formato DVD (áudio e legendas em inglês):
Northanger Abbey – 1986
Mansfield Park – 1983
Pride and Prejudice – 1980
Sense and Sensibility – 1981
Emma – 1972
Persuasion – 1971
Quando o meu box chegar em dezembro/janeiro (meu amigo vai me trazer de presente), eu assisto e compartilho com vocês!

Orgulho e Preconceito adaptação para o português

A Editora Paulus acaba de lançar uma versão adaptada de Orgulho e Preconceito, trata-se de um livro muito útil para professores que desejam introduzir Jane Austen nas aulas de ensino fundamental e médio.
A história foi adaptada por João Pedro Roriz em 150 páginas e por ser voltado para o público adolescente traz uma linguagem mais moderna, sem é claro sair do texto original. O livro custou 15,00 reais, comprei aqui em BH mesmo na livraria Paulus.
Conheço o João Pedro há um tempinho e ele já me prometeu uma entrevista aqui para o JASBRA! Aguardem!
Como podemos perceber, Jane está avançando nas prateleiras do Brasil! Ótima iniciativa da Editora Paulus! Nesta coleção (que é nova) já estão disponíveis os livros:
A Ilha do Tesouro – R. S. Stevenson – adaptação de Douglas Tufano e Renata Tufano Ho
Os Miseráveis – Victor Hugo – adaptação de Júlio Emílio Braz
O Príncipe e o Mendigo – Mark Twain – adaptação de Lino de Albergaria
Os Lusíadas – Luís de Camões – adaptação de Lino de Albergaria
A Divina Comédia – Dante Alighieri – adaptação de Lino de Albergaria
O Corcunda de Notre-Dame – Victor Hugo – adaptação de Douglas Tufano e Renata Tufano Ho

Meu livro chegou!

Pessoal, é com enorme alegria que faço aqui a publicação das primeiras fotos com meu livro!

Trabalho concluído, agora posso voltar ao meu hobby: ponto cruz!
Minha edição de Mansfield Park foi comentada/citada em alguns sites e blogs:

Mansfield Park nas livrarias

Pessoal, já se encontra nas livrarias o livro Mansfield Park! Uma grata surpresa justo no dia do tradutor! Na livraria saraiva já está à venda há uns quinze dias, na livraria da travessa devem publicar ainda hoje.
Para os amigos e leitores que quiserem o livro com uma dedicatória minha é só enviar um email para adriana@jasbra.com.br para saber maiores detalhes sobre o depósito e o envio do livro.
Obrigada à todos pelo carinho e felicitações! Dedico essa vitória aos meus pais, pela humildade e educação que recebi!

Edições Brasileiras não reeditadas

Essa semana conheci a Bruna Benvegnù designer de algumas capas da Editora Zahar. Bruna chegou a fazer 5 capas para os livros de Jane Austen para a Editora Francisco Alves. No entanto, para minha tristeza e demais fãs de Austen, segundo Bruna a editora desistiu dos layouts e parece que o plano de reedição dos livros não foi para frente. 😦
Vejam como seria uma bela coleção:

Capas reproduzidas sob autorização de Bruna Benvegnù.

Ps. Não consegui retorno da editora sobre a reedição dos livros.