Calma, não se trata de uma fofoca sobre uma conduta travessa de Jane Austen! Na verdade é um lançamento da Editora Rocco, com tradução de Dilma Machado. O texto escrito por cora Harrison traz uma história leve e divertida sobre a juventudade de Jane. O outro livro de Cora também foi publicado aqui no Brasil pela Editora Rocco: Eu fui a melhor amiga de Jane Austen.
Eu já havia publicado, em 2011, sobre o lançamento em inglês: Jane Austen Stole my boyfriend, veja aqui. Leia uma resenha do livro, escrito por Luciana Darce neste link.
O livro já está à venda na Amazon. E ainda hoje, começarei o sorteio do Jane Austen Roubou Meu Namorado aqui mesmo no blog, fique ligado!!
Achei tão bonitinho e gentil a atitude do responsável pela nova logomarca da Escola de Veterinária da UFMG, que resolvi publicar aqui no blog. Eles citam e usam a fonte Jane Austen ao criar e apresentar a nova identidade visual da faculdade! Vejam os detalhes aqui neste post.
A publicação original é do blog Hablando de Jane Austen, e nos presenteia com os slides e áudio da palestra do Prof. Fernando Galván! Obrigada Mia Cahue!!
A continuación os traigo los enlaces a los audios y los PDFs de las conferencias que dio el Prof. Fernando Galván, Rector de la Universidad de Alcalá (Madrid) La primera conferencia, que se impartió el pasado 25 de Mayo (2017) giró en torno al contexto literario en el que escribió Jane Austen, titulada, “Jane Austen, […]
Bien, este bicentenario no podía tener mejor broche de oro que la edición especial de las Cartas de Jane Austen, con todo el mimo y el lujo al que nos tiene acostumbrados dÉpoca Editorial. La auténtica Biblia de todo austenita que se precie. Yo querría destacar y agradecer, la GENEROSIDAD, de Susanna y de la […]
A Nova Fronteira lança box com as grandes obras de Jane Austen
Para minha total felicidade, a editora me presenteou com esse box maravilhoso!! Vejam como é lindo!!
Orgulho e preconceito, Razão e sentimento e Emma são os títulos escolhidos para compor a obra
Em homenagem ao bicentenário de morte de Jane Austen, a Nova Fronteira está lançando um box com três dos mais importantes livros da escritora: Orgulho e preconceito, traduzido pelo prestigiado Lúcio Cardoso, Razão e sentimento e Emma, com a requintada tradução do poeta Ivo Barroso.
Além de ser um dos maiores nomes da literatura inglesa, Jane Austen é também considerada um símbolo do feminismo, pelas mensagens que propagava em seus romances em pleno século XIX: noções de igualdade de gêneros, liberdade de expressão e conscientização quanto à posição das mulheres na sociedade.
Ficha técnica:
ISBN: 9788520938140
Formato: 15,5x23cm
Nº de páginas: 1.208
Preço sugerido: R$129,90 (confira nas livrarias abaixo, se há promoções)
Na semana passada, eu proferi a palestra de encerramento do VI Encontro Nacional da Jane Austen Sociedade do Brasil e tive a oportunidade de usar os dois termos para designar os fãs de Jane Austen. Entretanto, após uma conversa com outros membros da JASBRA, decidi escrever este post para esclarecimentos quanto aos dois termos.
O termo ‘Janeite‘ foi cunhado por George Saintsbury, em 1894 em um prefácio de Orgulho e Preconceito. O termo se refere à um devoto admirador de Austen, suas obras e tudo o que está relacionado à sua vida e época em que a escritora viveu.
O termo ‘Austenite‘ cunhado em 1903, se refere também aos devotos fãs e aos estudiosos da vida e obras de Austen*, conforme afirma Gross (2008).
Para Hayes (2004), os termos ‘Janeite‘ e ‘Austenite‘ representam dois discursos distintos. Janeite“tende a ser informal, íntimo e pessoal em relação aos dramas sentimentais e sociais” escritos por Austen. Enquanto Austenite é “formal, intelectual e objetivo na explicação de suas narrativas irônicas, morais e sutis que constituem uma análise social e moral” das obras. Lynch (2000, p. 14) nos chama a atenção para o fato de que ‘Janeite‘ parece algo mais íntimo, uma situação onde escritora e fã possuem o mesmo nome próprio. Entretanto, o termo Janeite automaticamente destaca o gênero da escritora e implica que seus leitores são do mesmo sexo, ou seja, são todas mulheres. Além disso, um outro termo bastante usado em inglês, o ‘Janeiteism‘ parece ser usado para simplificar a questão de que os “romances de Austen propiciam espaços culturais onde nós possamos todas ser garotas juntas” (Lynch: 2000, p. 14). Sendo assim, para incluir leitores de ambos os sexos, acredito que a opção para a língua portuguesa aqui no Brasil seja o termo ‘Austeniano‘, visto que ambos homens e mulheres podem ser chamados por essa alcunha, ao contrário do termo ‘Janetes‘ que está mais relacionado à um grupo feminino, visto que não há variação masculina para o nome Jane, na minha concepção.
Aqui no Brasil, ainda não menção nos dicionários que consultei. Fiz um levantamento a respeito de pesquisas acadêmicas e descobri que em algumas monografias os autores utilizam o temo ‘AUSTENIANO‘. A mesma grafia também foi observada em publicações na Itália e Espanha. Na Espanha, Sánchez entitula os fãs de Austen como ‘los Austenitas‘ e discorre sobre a recepção de Austen na Espanha, assim como as adaptações para a televisão espanhola e publicações em jornais, revistas e traduções dos livros da autora.
Ainda a respeito dos termos relacionados aos leitores, fãs e estudiosos de Austen, Yaffe (2013) destaca: Jane Addiction, Austen Powers, Austenmania, Austenesque, entre outros.
Para citar este post:
SALES, A. D. Austenite ou Janeite? Jane Austen Brasil, 2017. Disponível em: https://janeaustenbrasil.com.br/2017/06/08/janeite-ou-austenite/.
HAYES, M. Trubetzkoy, Austen and the evolution of cutlure. In: BATTAGLIA, B.; SAGLIA, D. (Ed.) Re-drawing Austen: picturesque travels in Austenland. Napoli: Ligouri Editore, 2004.
GROSS, U. M. What Happens next: Jane Austen’s fans and their sequels to Pride and Prejudice. Thesis of Master of Arts in English. Georgetown University. 2008. Disponível online: https://repository.library.georgetown.edu/bitstream/handle/10822/553009/grossUrsula.pdf. Acesso em: 07 de junho de 2017.
LYNCH, D. (Ed.) Janeites – Austen’s Disciples and Devotees. Princeton: Princeton University Press, 2000.
SÁNCHEZ, M. C. R. Historia de los Austenitas. Málaga: Kindle Edition. 2015.
YAFFE, D. Among the Janeites – a jorney through the world of Jane Austen Fandom. New York: Houghton Mifflin Harcourt Publishing Company, 2013.
Antes da invenção do word ou dos marcadores tipo ‘post it’, existiam os alfinetes. Ou, pelo menos era isso que Jane Austen usou para marcar as edições em um dos seus raros manuscritos. Em 2011, a biblitoeca Bodleian adquiriu os manuscritos de The Watsons (romance inacabado). Para ler (em inglês) o artigo completo, clique aqui.
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