Colhendo Frutos!

Para minha surpresa e felicidade hoje recebi duas ótimas notícias!

Pela manhã recebi a primeira: após um comentário aqui no blog, a SeeSaw me disse que o Jane Austen Club estava no Portal Literal! Fui lá conferir a gentil nota de Cecília Giannetti:

“O título é em inglês mas trata-se de blog brasileiro, escrito em português, sobre uma das maiores escritoras inglesas do século 18, Jane Austen. No Clube da Jane Austen discutem-se as obras mais conhecidas da autora, traduções e novidades que tratam do universo da autora – ou de seu fiel séquito de fãs…” Leia mais aqui.
O que posso dizer? Fico honrada por sua menção Cecília! Pela lembrança da SeeSaw! Muito obrigada! Obrigada também aos leitores do portal que votaram e continuam votando na sugestão feita por Cecília (86 votos) montendo o post na página principal do portal! Thanks dear! 🙂
A segunda notícia chegou agora à tarde, por e-mail. Fui indicada para concorrer ao prêmio Top Blog! Já cadastrei o Jane Austen Blog para concorrer o prêmio na categoria Cultura! Por favor, votem em mim! hihihi A votação começa em 04 de maio.


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Dica: Eu estou no Twitter – siga-me!

A catedral de Winchester

Por indicação da Karlinha (leitora deste blog), indico um post do blog do Noblat! O artigo enviado por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa fala sobre uma das mais belas catedrais do mundo: A Catedral de Winchester! Tão bela quanto o Duomo de Milão!

Observe a imponência dessas colunas! Desejo muito um dia poder conhecer a Inglaterra!

Segundo o blog do Noblat: A Catedral de Winchester tem suas origens no século VII, quando no mesmo local, já havia uma igreja cristã. Desde então desempenha papel fundamental na vida desta antiga cidade e na História da Grã-Bretanha.

Jane Austen, a querida escritora inglesa do século 18, que tanto entendia o coração das mulheres de seu tempo, está enterrada dentro da catedral.

Leia o artigo completo aqui no Blog do Noblat.

Novo livro de Laurie Viera Rigler

Pessoal, primeiro eu peço desculpas por estar tanto tempo fora do ar! Estou trabalhando em todas as minhas horas livres, mas é por uma boa causa! Enfim, ando sem tempo até de assistir televisão!

Hoje eu vou traduzir para vocês um amável e-mail que recebi da Laurie Rigler, onde ela me faz um convite tentador! Quisera eu poder viajar em julho para os Estados Unidos!
Laurie,
we, your brazilian friends and fans, wish you luck! I already voted!

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Querida Adriana,

Eu lhe desejo uma boa primavera! Espero que você esteja bem e feliz.

Eu estou retornado após hibernar por um longo tempo, pois terminei de escrever meu segundo livro: Rude Awakenings of a Jane Austen Addict (Tradução minha: Rude despertar de uma viciada em Jane Austen). E estou feliz em anunciar que será lançado no dia 25 de junho de 2009, pela editora Dutton.

Eu farei a primeira leitura do livro na livraria Vroman em Pasadena (EUA) em 22 de julho às 19:00, por favor reserve a data!. Adoraria vê-la!

Enquanto isso, aqui vão algumas notícias quentes:

Meu primeiro livro – CONFESSIONS OF A JANE AUSTEN ADDICT (tradução minha: Confissões de uma viciada em Jane Austen), acabou de ser lançado no Reino Unido, foi publicado pela editora Bloomsbury, com uma linda capa!

Além disso, fizeram uma crítica no jornais The Guardian e The Observer. Ainda me nomearam para a premiação do Jane Austen Centre: 2009 Regency World Award for Best New Fiction!

O prêmio The Regency World Awards é patricionado pelo The Jane Austen Centre in Bath (um lindo lugar que visitei quando fiz minhas pesquisas para escrever o livro), e os vencedores são eleitos pelo público.

Então, por favor VOTE AQUI!

Espero que as belezas da primavera lhe tragam muita felicidade,

Laurie

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Nota: Laurie fala de primavera, pois está se referindo ao hemisfério norte!

Feliz Páscoa! Happy Easter!

Fiz a montagem acima com uma carinha de coelho e cestinha da minha filha e as florzinhas são de verdade, do jardim aqui de casa.

De acordo com a revista do Jane Austen Centre, a páscoa na época de Jane Austen (incluindo os 40 dias seguidos – ascenção de Cristo)eram uma época para viajar e visitar a família. Como nessa época do ano é primavera no hemisfério norte, certamente é uma época mais propícia para que as famílias daquela época pudesse viajar em estradas secas e o clima estaria mais agradável. Todo tipo de referência à páscoa em seus livros e suas cartas involve viagens. Ainda segundo a revista do Jane Austen Centre, a passagem mais conhecida é quando Mr. Darcy chega em Rosings Park para visitar sua tia, Lady Catherine DuBourgh (Pride and Prejudice).
Enquanto observamos as citações de páscoa na obra de Jane, é interessante destacar que para a família Austen e os ingleses da época o período era celebrado com bastante discrição com um jantar em família seguido de meditação. Bastante diferente do que vemos hoje em dia, com a exploração da mídia e toneladas de chocolate sendo vendidos.

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De acordo com alguns colegas da comunidade: Perguntas sobre Anglicanismo, a páscoa na Igreja Católica é bem parecida com a da Igreja Católica:

De acordo com o Rodrigo, os anglicanos brasileiros seguem “o calendário litúrgico da Quinta-feira em memória à Última Ceia, com o lava-pés, retirada dos adornos do altar, recolha do símbolo do Divino Espírito Santo…também a Sexta-feira da paixão, a vigília pascoal, e o Domingo da Ressurreição, claro, que o lado do Natal são as datas em funções das quais o calendário é organizado. A seqüência de todos os domingos do ano eclesiástico depende da data da Páscoa.Entre o Domingo da Ressurreição e o Pentecostes, celebra-se como se fosse uma festa só“.

Vale à pena consultar este tópico que abri no Orkut, para se entender melhor como é esta religião, principalmente aqui no Brasil.

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Abaixo algumas passagens dos livros de Austen que citam a páscoa – agradeço à minha amiga Lília dos Anjos pela pesquisa:

Razão e Sensibilidade, na ocasião em que “… os Palmer iriam voltar para Cleveland em fins de março, antes dos feriados da Páscoa…” (Razão e Sensibilidade, capítulo III).
Emma: “-Não sei, querida… mas é que faz tanto tempo que não vieram! A última vez foi por Páscoa, e só por muito poucos dias… que o senhor John Knightley seja advogado é um grande inconveniente… Pobre Isabella! Que triste é que tenha que estar separada de todos nós! E que pena terá quando vier e não encontre aqui à senhorita Taylor!” (Emma, capítulo IX).
Orgulho e Preconceito: “Deste modo tranquilo passaram os primeiros quinze dias da sua visita. Aproximava-se a Páscoa e a semana que a precedia traria uma pessoa a Rosings; e, numa família tão pequena, tal acréscimo não deixava de ser importante” (Orgulho e Preconceito, capítulo XXX).
Mansfield Park: “Setecentas libras por ano é uma bela renda para um irmão mais moço; e como ele continuará a viver na casa dos pais, tal renda se destinará por completo para seus “menus plaisirs”; e um sermão no Natal e um na Páscoa, creio eu, será toda a soma de seus sacrifícios” (Mansfield Park, capítulo XXIII).

Nota: Mansfield Park é o livro que mais cita a páscoa!

Segundo Encontro em Minas Gerais

Apresento abaixo, as fotos do segundo encontro/orkontro realizado em Minas Gerais no último sábado de março (28/03). Eu demorei a publicá-las aqui porque estou muito atarefada nestes últimos dias e também porque esperava as fotos da Cláudia para poder mostrar todas. Nesta típica tarde chuvosa de março, estiveram presentes além de mim e Jane (é claro): Polly, Ana Maria e Cláudia!

O Blog do Orkontro também tem fotos publicadas pela Ana Maria. Enjoy!

http://widget-16.slide.com/widgets/slideticker.swf

Papel de parede de Heather Laurence – mês de abril

Este mês Heather Laurence apresenta em seu site Solitary Elegance mais uma opção para download de papel de parede/tela para o mês de abril.

Heather nos conta que nos meses anteriores as senhoritas ficaram de pé e por isto, no mês de abril, ela decidiu colocá-las sentadas.

O vestido à direita é um conjunto completo de abril de 1809, o da esquerda é um vestido de baile de 1812.

O conjunto de 1809 está descrito da seguinte maneira: “vestido em cetim branco, com corpo púrpura, e longas mangas; na frente uma linda fita. Manto em púrpura, com acabamento em seda branca, costurado com fio dourado. Chapéu dourado com penas brancas, sapatos brancos, luvas e leque. Acessórios (colar, anéis, etc.) em dourado”.

O conjunto de 1812, está descrito assim: “um robe cor de rosa, sob um tecido acetinado branco até os pés; espartilho em cetim ou veludo rosa, com frente prata, decorado com o mesmo ornamento. Mangas espanholas, decoradas em crepe branco, com uma faixa prata. Chapéu rosa, com detalhes prata…”

Para mais informações sobre a moda daquela época visite o site da Heather.


Dica:

Heather me confidenciou que adora bordar ponto cruz. Recentemente criou um blog para expor seus trabalhos.

http://sinister-craftiness.com/

As três preces de Jane Austen – parte 2

Hoje continuo discutindo um pouco mais sobre as preces de Jane Austen.
Ao ler suas três preces, percebemos o uso de uma linguagem e expressão de sentimentos convencionalmente ortodoxos, isto é, de acordo com a doutrina proferida em sua época. As três preces são típicas de alguém que morava em um pequena vila rural inglesa do século XIX e que era guiada por um pai pastor.
Em breve farei um post traduzindo partes ou integralmente estas preces. Por hora, lhes digo de forma resumida que as preces de Austen imploram por misericórdia, caridade, graça, generosidade, entre outros assuntos. Todos esses pedidos estão canalizados para que as pessoas alcançassem instrução vinda de Deus, e se redimissem dos seus pecados.

O bracelete acima está à venda por 65,95 dólares em uma loja virtual chamada: Aquinas & More Catholics Goods.

Um pequeno trecho da terceira prece de Jane foi gravado neste bracelete: “Teach us.. that we may feel the importance of every day, of every hour, as it passes.” (Pray III by Jane Austen)

Tradução: “Nos ensine.. que devemos perceber a importância de cada dia, cada hora, à medida que o tempo passa.” (Prece III – Jane Austen)

No original a frase completa escrita por Jane está assim:

“Teach us almighty father, to consider this solemn truth, as we should do, that we may feel the importance of every day, and every hour as it passes…”

Criada em um lar cristão, Jane não era formada em teologia, mas todos os ensinamentos que aprendeu com o pai e irmãos pastores foram importantes para que ela desenvolvesse um profundo conhecimento e respeito pelo cristianismo e valores cristãos. Como mencionei no post anterior, Jane era religiosa e tinha muita fé. Adorava os sermões do Bispo de Londres, Thomas Sherlock, como se observa nesta passagem em uma de suas cartas: “I am very fond of Sherlock’s Sermons, prefer them to almost any“. Tradução: “Tenho bastante afeição pelos sermões de Sherlock, prefiro estes do que qualquer outro”.

Concluo este post testificando a religiosidade de Austen, com com uma citação de Helen Lefroy, uma parenta indireta de Jane Austen:

“Throughout her life Jane Austen had been guided by Christian principles, and she accepted the church’s teaching without question. Her faith is implicit in all her writing: the virtues of a disciplined life, a caring relationship between husband and wife, and their duty to give children a moral and loving upbringing, are reflected in her letters and in her novels [and of course in her prayers]. At her death she expected to appear before God and be judged.” (Lefroy, 1997: p.75)

Tradução: “Ao longo de sua vida, Jane Austen foi guiada por princípios Cristãos, e ela aceitou os ensinamentos da Igreja sem questionamentos. Sua fé está implícita em todos seus escritos: as virtudes de uma vida disciplinada, uma relação atenciosa entre o marido e esposa, e o dever dos pais para que as crianças tenham uma educação moral e amorosa, estão refletidos em suas cartas e romances [e claro em suas orações dela]. Quando morreu esperava estar na presença de Deus e ser julgada.”

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Nota: encontrei pouca coisa sobre a Helen Lefroy: uma foto que pertence ao JASNA (ela é a senhora de cabelos grisalhos).

Referência:

LEFROY, Helen. Jane Austen. Thrupp, Stroud, Goucestershire: Sutton Publishing, 1997.

O Batismo de Jane Austen

Voltando ao tema religiosidade e Jane Austen, hoje apresento um pouco mais das minhas descobertas!
Como sabemos, Jane nasceu em 16 de Dezembro de 1775 em Hampshire e seu pai era pastor em Steventon. Abaixo, uma imagem do livro de registros:

Jane foi batizada somente alguns meses após seu nascimento porque as mães daquela época mal saíam dos quartos no primeiro mês de vida do bebê. No caso do nascimento de Jane Austen, por ser dezembro um mês frio e especificamente este mês no ano de 1775 foi surpreendemente frio, os pais da bebê Jane resolveram batizá-laem casa mesmo. Somente em 05 abril do ano seguinte é que levaram a pequena criança para o bastimo na igreja (Tomalin, 1997).
Abaixo uma cópia do registro feito em Hampshire, pertecente a Winchester, Ref. 71M82/PR2.

Transcrição da imagem acima: “Jane Daughter of the Revd Mr George Austen Rector of this Parish, & Cassandra his wife was Privately Baptizd Decr 17th 1775 Rec’d into the Church April 5th 1776”

Tradução: “Jane filha do Reverendo Mr George Austen, pastor desta congregação, & Cassandra sua esposa, foi batizada em casa em 17 de dezembro de 1775 e nesta Igreja em 5 de abril de 1776.”

O trecho acima foi escrito no livro de registros da congregação/paróquia de Steventon, pelo Reverendo George Austen. Este livro de registro contém os batismo (1737-1812), casamentos (1738-1753) e enterros (1738-1812). Neste livro estão incluídos os batismos de Jane Austen e seus irmãos.
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TOMALIN, Claire. Jane Austen – A life. Alfred A. Knopf: New York, 1997.

As três preces de Jane Austen – parte 1

Estive lendo sobre as preces de Jane Austen e o reflexo de sua crença em seus livros, hoje falarei um pouco mais sobre isso.

Não se sabe se Jane escreveu apenas estas três preces, no entanto, estas são as que sobreviveram ao longo dos anos. Segundo Stovel (1994), estas preces tem sido ignoradas e aparentemente não são alvo de interesse das pessoas interessadas em Austen. As três preces sobreviveram através dos manuscritos escritos por Cassandra Austen (irmã de Jane) com o título “Preces compostas por minha querida irmã Jane”. Ainda Segundo Stovel (1994), apesar das preces terem sido escritas por Jane, foram realizadas cópias em duas épocas diferentes, pelos irmãos e irmã de Austen.

Jane Austen era uma Cristã Anglicana muito devota e estas preces e devoção se desdobram em seus livros e personagens – sobre este assunto farei um post mais adiante.

De um modo geral as preces de Jane foram escritas para leitura coletiva, nas reuniões familiares. Podendo ser consideradas como preces de Igreja, ou seja, preces escritas para serem lidas no púlpito da igreja. Isto fica evidente nas palavras escolhidas por Jane: terceira pessoa do plural. Ainda de acordo com Stovel (1994) Jane Austen tinha uma sincera e profunda fé e a religião fazia parte da vida diária de sua família. Resumidamente, as preces de Austen são um chamado para o auto-conhecimento e auto-evolução em concordância com doutrinas bíblicas e divinas.

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STOVEL, Bruce. A nation improving in religion: Jane Austen’s prayers and their place in her life and art. In: Persuasions, number 16. Jane Austen Society of North America: USA, 1994.

Oração em agradecimento

Como de praxe após a defesa o mestre novinho em folha, tem um prazo de 3 meses para entregar no colegiado a versão final da dissertação. Como o dia de hoje é um dia feliz, pois terminei a versão final escrevo abaixo uma oração escrita por Jane Austen em agradecimento por esta conquista! As orações de Austen estão no livro Catharine and other writings.

O livro Catharine and other writings publicado pela Oxford – editado por Margaret Anne Doody e Douglas Murray, nos apresenta uma cronologia de Jane Austen, os escritos da juvenília (escritos em três volumes), o plano de um romance, versos escritos também por Austen e as orações. Além disso, os autores escreveram notas textuais e notas explanatórias em mais de 172 páginas! Livro muito interessante! Aparentemente só existem três orações escritas por Jane Austen, já que os autores não mencionam outros escritos. Abaixo transcrevo a oração III em agradecimento à Deus pela conquista do mestrado!

Prayer III “… We thank thee with all our hearts for every gracious dispensation, for all the blessings that have attended our lives, for every hour of safety, health and peace, of domestic comfort and innocent enjoyment. We feel that we have been blessed far beyond any thing that we have deserved; and though we cannot but pray for a continuance of all these mercies… ” Page 249.

Abaixo faço uma tradução da oração. Quero salientar que é a minha visão sobre o que Austen escreveu, sendo assim passível de erros ou má interpretação. O que lhes apresento abaixo é uma possível tradução desta oração.

Oração III – “… Nós lhe agradecemos de todos coração por toda graça e bençãos em nossas vidas, pelas horas de segurança, saúde e paz, de conforto doméstico e prazer inocente. Nós sentimos que fomos abençoados muito além do que merecemos; e entretanto não podemos deixar orar para que estas clemências continuem…”

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Nota: o livro apresenta apenas três orações escritas por Austen e justifica esta tendência da autora pela fato de ter sido filha e irmã de cléricos da Igreja Anglicana. Jane frequentava a igreja regularmente e obviamente a família fazia orações pela manhã e à noite. Os autores ainda acrescentam que as orações escritas por Austen foram bastante influenciadas por um livro chamado The Church of England’s Book of Common Prayer (O livro de orações da Igreja da Inglaterra).