Clássicos da literatura recriados no Twitter viram livro

A matéria saiu no O Globo online hoje à tarde sobre o twitterliterature e diz o seguinte: “Lord Byron deve estar furioso. Hemingway indignado. Austen irritada. Mas o inevitável aconteceu: seus textos foram recriados no Twitter e serão publicados em um livro que reúne mais de 60 clássicos da literatura reescritos no microblog.
Foi uma sensação no mercado editorial quando a editora Penguin anunciou que comprou os direitos para o livro “Twitterature”, no qual dois estudantes universitários adaptaram para o Twitter de “Medea” a “Madame Bovary”.
O livro só deve ser lançado na Inglaterra em 5 de novembro, mas uma cópia de serviço foi vista pelo “The Guardiam”.
Romeu tuíta seu lamento de morte: “O, sou um joguete do destino. Talvez só uma ferramenta. E então eu morro. Qual era a mulher que eu estava afim antes de Julieta? Teria sido uma aposta mais segura”.
Sherlock Holmes diz: “Investigação continua. Deduzi coisas brilhantes a partir de poucas evidências. Percebeu restos de sal nos sapatos do dono da fábrica?”.
O jovem Werther de Goethe sofre: “Já disse o quanto estou chateado? Estou muito chateado. #pain #angst #suffering #sexdep.”
Elizabeth Bennet, protagonista de “Orgulho e preconceito” de Jane Austen, diz: “Quanto menos ele parece se importar comigo, mas atraída me sinto. Não parece o oposto do que deveria ser?”
Os autores dizem que o livro não deve ser visto como uma espécie de guia para a leitura de clássicos.”
Diferente do trabalho acima destacado pelo O Globo, a autora
está fazendo um trabalho bem legal ao usar o Twitter para resumir os livros de Austen. Laurie é minha amiga virtual há algum tempo, é autora dos livros: Confessions of a Jane Austen Addict e Rude Awakenings of a Jane Austen Addict, já mencionados aqui no blog. Laurie escreveu todo o livro Persuasão no Twitter, tentou resumir em 140 caracteres passagens dos livro. Atualmente ela está escrevendo Abadia de Northanger. Vale à pena seguí-la e ter um resuminho do livro todo momento que ela publica no twitter.
Aqui vai a mensagem de Laurie no Twitter hoje: Northanger Abbey: “Particularly well…my sister has often trusted me in the choice of a gown. I bought one for her the other day.”

Mansfield Park – Edição Bilingue

Antes de sair do forno, a primeira tiragem de MANSFIELD PARK já causa alvoroço. Há anos fora de catálogo no Brasil, a obra publicada em 1814 pela escritora inglesa Jane Austen (16 de dezembro de 1775 – 18 de julho de 1817) retorna ao mercado pelas mãos da EDITORA LANDMARK, traduzida por Adriana Zardini, mestre em educação, especialista em língua inglesa e presidente do Jane Austen Sociedade do Brasil.
Fruto da fase mais madura da autora, o romance traz a história de uma menina que é adotada por seus parentes ricos, apresentando conflitos que envolvem amor e contratos sociais, escravidão e civilidade, riqueza e autopercepção – sempre com o toque irônico de Austen, sua marca registrada.
O lançamento de “MANSFIELD PARK” pela EDITORA LANDMARK apresenta esta importante obra de Jane Austen em uma edição bilíngue, resgatando toda a magnificência e toda a preocupação social de uma das maiores escritoras inglesas.
Ainda que o livro aborde vários temas, a principal questão é a busca da identidade e do verdadeiro amor. Por mais de dois séculos o livro divide os leitores: por um lado, “MANSFIELD PARK” é o trabalho mais autobiográfico de Jane Austen, refletindo o mundo de pretendentes religiosos e proprietários de terra, das caçadoras de maridos, dos esnobes e dos tolos do interior – no qual a escritora viveu e procurou o amor. Entretanto, o texto parece entrar em conflito com as tradicionais heroínas de Austen, uma vez que Fanny Price é surpreendentemente contida e passiva, fato que tem aturdido por décadas os críticos e os fãs da autora.
As questões sociais também são discutidas na obra, sugere-se pela crítica especializada que o título se refere ao julgamento de Mansfield, a decisão inglesa legal e histórica tomada pelo chefe da Justiça Lorde Mansfield, segundo a qual foram estabelecidos os primeiros limites quando à escravidão na Inglaterra. No romance, Fanny surpreende sua família adotiva ao levantar a questão sobre o envolvimento deles com a escravidão. As cartas de Jane Austen escritas na época nos informam de uma paixão por Thomas Clarkson, um popular abolicionista, o que justificaria o envolvimento da autora com estas questões sociais.
Jane Austen, como os seus personagens, cresceu em uma zona rural na Inglaterra entre a classe abastada e religiosos, cujos hábitos e negócios ela observava com perfeição e, às vezes, com uma honestidade brutal e reveladora. A sua memorável linguagem, a sua sagacidade satírica, o seu delicado senso de humor e as complexas caracterizações de luta moral no coração das famílias, além das alianças românticas, contribuem para o estilo atemporal da autora.
O tema prevalecente na obra continua relevante: a necessidade de homens e mulheres encontrarem a sua identidade e fazerem as suas próprias escolhas – ainda que a sociedade, por sua natureza, tente os fazer seres dependentes, sem força e preconceituosos. Este foi o romance mais lucrativo de Austen, garantindo à autora 350 libras, uma fortuna na época.
A história já foi adaptada algumas vezes para o cinema e televisão, as mais conhecidas são as versões de 1983 pela BBC e as homônimas norte-americanas de 1999 e 2007.
MANSFIELD PARK integra a série de obras bilíngues que a EDITORA LANDMARK publica ao longo dos anos, figurando ao lado de “Orgulho e Preconceito”, “Persuasão” e “A Abadia de Northanger”, também de Jane Austen, “A Moradora de Wildfell Hall”, de Anne Brontë, “O Último Homem”, de Mary Shelley, entre outros clássicos da literatura mundial.
MANSFIELD PARK – JANE AUSTEN – EDIÇÃO BILÍNGUE
Editora Landmark – Brochura – 448 páginas
Tradução de Adriana Zardini
ISBN 978-85-88781-45-0 Preço de Capa R$49,90
Previsão de lançamento nas livrarias: 30/setembro/2009

Edições Brasileiras não reeditadas

Essa semana conheci a Bruna Benvegnù designer de algumas capas da Editora Zahar. Bruna chegou a fazer 5 capas para os livros de Jane Austen para a Editora Francisco Alves. No entanto, para minha tristeza e demais fãs de Austen, segundo Bruna a editora desistiu dos layouts e parece que o plano de reedição dos livros não foi para frente. 😦
Vejam como seria uma bela coleção:

Capas reproduzidas sob autorização de Bruna Benvegnù.

Ps. Não consegui retorno da editora sobre a reedição dos livros.

Jane Austen em Hebraico

Em novembro do ano passado eu comentei aqui no blog sobre uma versão Israelense de Orgulho e Preconceito. Acabei encontrando o blog da Maya e ela estava justamente comentando sobre a nova edição de Orgulho e Preconceito traduzido para o hebraico por Irit Linor. Maya também comenta sobre a nova adaptação para a tv, diz que o primeiro capítulo dessa nova versão israelense foi ar no final de maio de 2009. Como se trata de uma adaptação, o script foi modificado e as irmãs Jane e Elizabeth (Anat e Elona) são duas irmãs divorciadas que mais parecem ter mais de 30 que 20 e poucos anos. Maya acrescenta que gostou das caracterizações de Bingley, Darcy, Caroline Bingley e Lydia (que nesta adaptação é filha de Elizabeth/Elona fruto de um casamento desastroso na adolescência). Ela conclui seu post dizendo que é bastante divertido ver como os fãs israelenses de Austen conseguiram adaptar o romance para a Israel Moderna! Espero que Maya possa responder meu e-mail nos contando mais detalhes sobre a série, já que por barreiras linguísticas fico impossibilitada de fazer pesquisas em hebraico.

Orgulho e Preconceito em Hebraico

Algumas imagens da nova adaptação:

Abaixo, por sugestão de Maya, um vídeo promocional de Orgulho e Preconceito Israelense:

Como disse anteriormente, por barreiras linguísticas não consegui encontrar todos os livros em hebraico, nem sequer sei se já foram traduzidos para o hebraico. Abaixo, alguns exemplares que encontrei:

Persuasão em Hebraico:

Mansfield Park em Hebraico:

Razão e Sensibilidade em Hebraico:

Jane Austen em Alemão

Há algum tempo eu conheci uma coleção alemã dos livros de Austen através do blog da Noemi Bragança. Na época eu havia lhe pedido que me enviasse as fotos dos livros, já no blog só era possível ver o box. Como promessa é dívida, a Noemi acabou me enviando as fotos dos livros e me disse que misteriosamente o Razão e Sensibilidade resolveu desaparecer, justo na hora que ela estava tirando as fotos. 🙂

Adorei a caixa dos livros, e as capas! Ah… as capas! São de encher os olhos! Mas como não sei quse nada de alemão, me resta contemplar as belíssimas capas.

Com vocês Jane Austen em alemão:

Persuasão e Mansfield Park

A Abadia de Northanger – Emma – Orgulho e Preconceito

Noemi, só falta agora você nos contar como foi ler Jane Austen em alemão!!

Avaliação de Orgulho e Preconceito e Zumbis

O livro de Seth parece que está ganhando um novo público a cada dia, e recebeu até uma nova edição em capa dura e desenhos coloridos. Difícil de analisar… Portanto, vou citar um post do Dr. Albee que apresenta considerações importantes sobre o livro!

Vejam como são espantosas essas ilustrações, a última dá até dó…

Dr. Albee faz uma avaliação muito interessante do livro e começa dizendo que não se trata de uma criação meramente incidental, fruto de um gênio. Vejamos alguns comentários:
“Na capa de trás, é dito que Grahame-Smith “uma vez freqüentou um curso de literatura inglesa”. Sempre desconfio desse tipo de falsa modéstia. É como se quisessem me dizer que o resultado final do trabalho foi mais fruto de inspiração ou genialidade do que de estudo e conhecimento e pesquisa. Smith pode até querer diminuir a importância do curso colocando-o como um evento no passado, que aconteceu “uma vez”, dando até a impressão de mero “acidente”. Mas não me convenceu. Ele conhece muito bem a estrutura narrativa do romance, assim como também conhece as estruturas sintáticas e vocabulares do inglês da época. Ele estudou bastante a obra pra poder escrever esse mix de Austen com zumbis. Há muito mais de transpiração no livro do que de inspiração. E isso tanto no sentido positivo como negativo.”

Sobre a junção dos dois enredos: orgulho e preconceito + zumbis, Dr. Albee diz:

“a prometida junção dos dois enredos nunca se dá em nível mais profundo. As lutas são sempre periféricas ao enredo que realmente interessa e, diga-se de passagem, bem poucas. São páginas e páginas e páginas sem zumbi algum. Austen é muito mais forte do que Smith; ele escolheu páreo duro pra brincar, e, pra mim, não se deu bem. A trama dos zumbis funciona como adendo numa história que já foi magistralmente narrada pela inglesa.”

Existem algumas partes engraçadas que merecem ser mencionadas:
“O livro tem algumas partes engraçadinhas e um trocadilho entre as várias significações possíveis da palavra “ball” me fez rir alto a ponto de ter de interromper a leitura por alguns segundos pra enxugar umas lagriminhas. “Ball” pode ser “baile”, “bala” (munição), e, “bola”, que, claro, pode ser tanto o objeto pra se brincar quanto ter conotação sexual. O autor faz trocadilhos com vários dos significados e um deles foi o que me fez rir alto. Em Pemberley, após um incidente com zumbis, no qual Darcy aniquilara um bando deles com seu mosquete, ele diz a Lizzy algo como “My balls are entirely at your disposal, Miss Bennet”. Assim, fora do contexto vocabular e estilístico a coisa fica sem graça, mas o efeito disso no tom formal dos diálogos é realmente hilariante. Fico imaginando como um tradutor captaria tal polissemia.”
Por último, vale à pena mencionar a observação do Dr. Albee que sugere que o Autor Seth Grahame-Smith é mais moralista que a própria Jane (que viveu há dois séculos atrás), quando se trata do triste fim de Wickham e Lydia:
“Wickham e Lydia são castigados pela imprudência e mal-comportamento. Ele é deixado paraplégico por Mr. Darcy e Lydia é obrigada a viver com um marido que defeca nas calças quando contrariado (e ela o ama mesmo assim). Até é cômico e de acordo com a proposta do romance, mas quem disse que a comédia não pode ter a função de punir supostos desvios sociais e morais?”


Prof. Dr. Albee é professor de inglês/literatura com doutorado em dramaturgia norte-americana pela USP. Possui um blog chamado: Blog do Albino Incoerente.

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Leia um pouco mais sobre Zumbis na literatura você encontra no Meia Palavra.

Emma – Versão Bollywood

Bollywood produzirá uma versão Indiana do clássico livro de Austen: Emma! Neste caso, o filme se chamará Aisha e certamente teremos muitos momentos engraçados e músicas o tempo todo, como todo filme indiano! A atriz escalada para ser Emma/Aisha é a Sonam Kapoor. Ao aceitar o papel Sonam disse que a personagem será Aisha Kapoor e não Emma Woodhouse, se referindo às mudanças comuns que Bollywood faz ao adaptar os livros de Austen. Sonam acrescenta que já leu todos os livros de Austen e que gostou muito! Sobre o personagem, Sonam disse que fará uma típica garota do sul de Nova Delhi, com formação escolar.

Pesquisei no site IMDB, mas ainda não há nenhuma referência sobre o filme.
A atriz é realmente bonita, resta esperar pelo filme que dificilmente chegará ao Brasil…

Orgulho e Preconceito Versão Mangá


Por indicação da proprietária do Shoujo Café descobri um mangá de Orgulho e Preconceito. Apresento abaixo os comentários e imagens gentilmente cedidos por Valéria.
Curiosidade: Orgulho e Preconceito em japonês é Kouman to Henken (高慢と偏見).
Valéria comenta que “embora o Darcy do mangá não seja inspirado no Colin Firth, o que é uma pena, o visual do mangá é inspirado na série da BBC, com Lizzie vestindo inclusive alguns dos figurinos daquela versão. Há a famosa cena da camisa molhada e outras que apareceram na série da BBC”.

Juvenília em Português

Finalmente posso postar a respeito do meu livrinho tão esperado: Amor e Amizade! Em fevereiro deste ano publiquei sobre as edições portuguesas, incluindo esse livro. Após duas tentativas fracassadas de compra no site Bertrand Livreiros, apelei à Janaina Barcelos, amiga de graduação que hoje faz mestrado em Coimbra. Por sorte, esse era o último exemplar da livraria em Coimbra! Adorei o livro! Tem um acabamento muito bonito: a diagramação e uso de imagens estão lindas! O livro custou 16,00 Euros.
A tradução é de Maria do Carmo Romão. Quando eu ler esse livrinho tão querido coloco aqui minhas observações!

Este post é em respostas às dúvidas de algumas leitoras brasileiras que lamentaram não poderem participar do Soiree sobre Lady Susan por não conseguirem ler em inglês. Além disso, sugeri lá no Chá com Jane Austen (fórum de discussão) lermos os escritos da juvenília.

Soiree sobre Lady Susan


A querida Laurel Ann do AustenProse convida todos para um soiree with Lady Susan, trata-se de um encontro para discussão do livro de Jane. Basta acessar o blog e confirmar a presença! Fique atenta (o), o evento vai de 1 – 14 de setembro.

O calendário das leituras é o seguinte:
Quarta-feira – 02 de setembro = Cartas I – XI
Sábado – 05 de setembro = Cartas XII – XXII
Quarta-feira – 09 de setembro = Cartas XXIII – XXXIII
Sábado – 12 de setembro = Cartas XXXIV – XLI

Infelizmente para quem não lê e/ou escreve em inglês não poderá participar desse encontro. Mas quem sabem não criamos um grupo por aqui? O que acham? Sei onde encontrar Lady Susan em português! Aguardem meu post sobre esse livro ou leiam uma prévia aqui.

Quem quiser acessar o texto em inglês veja aqui.

Abaixo minha cópia de Lady Susan, Dover Editions. O leque é made in china mesmo! 🙂

Um pouco mais sobre Lady Susan já foi falado aqui neste blog em março de 2008.