A Editora LaFonte acaba de lançar outra tradução de Jane Austen: Razão e Sensibilidade. O livro custa 29,90 reais na Livraria Saraiva. O livro mede 23 x 15,7 cm e possui 272 páginas, e tradução de Ciro Mioranza. O ano de lançamento consta 2017.
A LaFonte também já publicou Orgulho e Preconceito, leia post aqui.
O resumo da editora:
O cenário é a Inglaterra final do século XVIII, com bailes, carruagens e jantares luxuosos. Após a morte do pai, duas irmãs, Marianne e Elinor Dashwoods, se veem obrigadas a morar de favor numa casa simples e distante, muito diferente do que estavam acostumadas até então. Marianne é romântica. Elinor, reservada. As duas são envolvidas pelas sutilezas do amor e tentam, cada uma e seu modo, sobreviver num modo cujo rumo das paixões se define pela posição social. O antagonismo das irmãs dá alma ao livro de Jane Austen, que narra com perfeição as emoções humanas. Uma história que diverte e encanta até hoje várias gerações de leitores.
A vida das irmãs Marianne e Elinor Dashwood se transforma radicalmente com a morte do pai, cuja herança vai parar nas mãos do filho do primeiro casamento. A história se passa numa época em que, sem dotes, as jovens não tinham a menor chance de conseguir um bom marido. Mas isso não as impede de conhecer o amor. Impulsiva, Marianne se entrega sem pensar à paixão por um homem sem caráter. Já Elinor esconde seus sentimentos, o que não significa que sejam menos intensos. Ao longo da história, as duas enfrentam diferentes provocações numa sociedade movida por dinheiro. A cada reviravolta do destino, o leitor se pergunta: Qual o melhor caminho para a felicidade: razão ou emoção?
Olá pessoal! Vocês estão sabendo que está rolando um sorteio em parceria com o Clube do Livro BH lá no Instagram? Em homenagem aos 200 anos de publicação de #Persuasão #Persuasion, iremos sortear dois livros!
Para participar vocês devem ler com cuidado as regras e seguir as orientações, depois é só comentar no ig do Clube do Libro BH.
Primeiro, temos a evidência das orações de Austen. Sua irmã, Cassandra, preservou as orações que Jane escrevia em suas devocionais noturnas. Elas falavam de um desejo fervoroso por Deus. Uma delas inicia-se assim:
Dá-nos graça, Deus todo poderoso, para orar a ponto de merecermos ser ouvidos, nos direcionarmos a ti com nossos corações, assim como com nossos lábios. Tu estás presente em todo lugar e nada a Ti está oculto. Que tal conhecimento possa nos ensinar a fixar nossos pensamentos em Ti, com reverência e devoção.
No clímax desta oração, Jane implora a Deus: “Desperta nossa percepção da Tua misericórdia na redenção do mundo”, e ainda “pela nossa própria negligência, desperdiçar a salvação que nos destes, nem sejamos cristãos apenas pelo nome.”
Qualquer tentativa de retratar Jane Austen como um frequentadora de igreja ou cristã nominal cai por terra. Era exatamente contra isso que ela orava.
A vida de Jane Austen
Segundo, temos evidências da vida de Jane. Como Irene Collins descreveu: “Nenhum biógrafo questionou a sinceridade de sua fé, a qual ela constantemente testemunhava e pela qual se fortificava durante sua dolorosa doença.”
Depois de sua morte, um de seus irmãos, que era sacerdote, descreveu-a como “completamente religiosa e devota” e nas ocasiões em que se ausentava dos cultos matutinos e vespertinos aos domingos, ela conduzia um culto à noite em sua casa.
O trabalho de Jane Austen
Temos também evidências em seus trabalhos publicados. Com certeza, Jane Austen não tinha medo de satirizar os sacerdotes. O Sr. Collins em Orgulho e Preconceito transbordava auto-justificação, adoração a uma classe social e falta de autoconsciência contra aquilo que Jane orava (“Oh, Deus, e nos salva-nos do engano da nosso orgulho e vaidade próprios”). Mas enquanto a incomparável popularidade de Orgulho e Preconceito fazem do Sr. Collins um dos sacerdotes mais famosos de Jane Austen, ele está entre os maiores exemplos positivos. Na verdade, os heróis de seus três romances — Edward Ferrars (Razão e Sensibilidade), Edmund Bertram (Mansfield Park), and Henry Tilney (Northanger Abbey) — estão buscando servir na igreja.
Mas talvez a mais sutil e convincente evidência se encontra em seu último romance publicado pouco depois de sua morte em 18 de julho de 1817, Persuasão, o qual mostra uma figura que idolatra a si mesmo:
Sir Walter Elliot, de Kellynch Hall, em Somersetshire, era um homem que, para sua própria diversão, nunca pegava outro livro senão o Baronetage; ali encontrava ocupação em seu tempo ocioso e consolação nas horas aflitas; (…) e ali, se houvesse alguma página que fosse insignificante, ele podia ler sua própria história com um interesse que jamais falhava.
A primeira sentença descreve em forma de paródia uma piedade puritana. O pai de Anne é descrito como um homem profundamente religioso, que restringe sua leitura a Bíblia, onde encontra consolo, ocupação e contentamento. Mais ao invés da Bíblia, Sir Walter constrói sua vida em torno do Baronetage — o livro que lista os nomes e biografias das classes altas. Na verdade, havia um baronete em particular que Sir Walter Elliot tinha fixação: “Essa era a página favorita a qual sempre estava aberta: ELLIOT OF KELLYNCH HALL.”
O herói de Sir Walter não era Jesus, mas ele mesmo.
Ansiedade em cultuar a si mesmo
Em seu vídeo, Allain de Botton observe que nós somos “a primeira sociedade que vive num mundo onde não cultuamos nada mais do que nós mesmos.” Ele aponta que isso cria uma ansiedade. Não podemos suportar a pressão de nos cultuar. Jane Austen, uma das escritoras mais bem sucedidas de todos os tempos, orava de forma rotineira: “Inclina-nos, ó Deus, a pensar de forma humilde a respeito de nós mesmos” e reconhecia diariamente “somos perdidos e dependentes.”
Alain de Botton nos convida a substituis as Escrituras peça cultura: “Obrigado Platão, obrigado Shakespeare, obrigado Jane Austen!” Mas Jane Austen, que emocionava nossos corações, encantava nossas mentes e mostrava os ideias platônicas na prosa, nos oferece um caminho diferente. Ela da forma a um crescimento cultural fértil em uma vida fundamentada nas Escrituras e na gratidão: “Obrigada Jesus, obrigada Cristo, obrigada Salvador.”
Em 2009 eu já escrevi sobre as preces escritas por Jane Austen – leia aqui. E também sobre Anglicanismo – leia aqui.
Para quem desejar se aprofundar mais sobre o assunto, há inúmeras publicações sobre Austen e religião:
A Revista Enunciação acabou de publicar um artigo de autoria de Marcos Balieiro com o título: ‘Sociabilidade, Sentimento e Formação: sobre as mulheres em Hume e em Jane Austen’.
Resumo:
Trata-se de comparar as perspectivas de Jane Austen e David Hume acerca da relação entre literatura e sociabilidade, especialmente no que diz respeito à formação do caráter das mulheres. Com isso, é possível mostrar que a literatura de Austen é pensada, em ampla medida, como resposta à maneira como a filosofia das luzes britânicas concebia a natureza e o caráter femininos, além de implicar uma recusa bastante contundente da tradição da galanteria.
Se me contassem há dez anos que eu estava prestes a criar o primeiro blog sobre Jane Austen em língua portuguesa e que ele se tornaria referência sobre a escritora no Brasil e até no exterior, certamente eu faria uma cara de espanto.
Com o objetivo de reunir apenas as poucas informações em nossa língua sobre Austen, decidi criar o Jane Austen Club para publicar as informações que eram sempre motivo de publicações e dúvidas no extinto Orkut. Naquela época, a comunidade Orgulho e Preconceito – em homenagem ao filme de 2005 – tinha mais de dez mil membros e eram bastante comum os membros publicarem suas dúvidas sobre quais eram os livros e quem os traduziu aqui no Brasil.
Assim começou a minha jornada digital como apreciadora da obra de Jane Austen e também como fã! Neste mês de fevereiro, o blog Jane Austen Brasil celebra dez anosde existênciae isso por si só já é um motivo tremendo para celebração!
Aguardem, ao longo desse ano farei vários sorteios para vocês leitores, amigos e companheiros de jornada nesse maravilhoso universo Austeneano.
Agradecimentos à Pollyana Coura que transformou minha ideia em banner para a nossa comunidade e fanpage no Facebook! Thanks my dear!
O pessoal de São Paulo começou o ano animado e já estão divulgando dois eventos na capital.
No dia 27 de janeiro às 16:00, o clube de leitura #leiamulheres São Paulo promoverá a discussão do livro ‘Lady Susan’ de Jane Austen, com mediação de Juliana Leuenroth e Michelle Henriques. Local: Centro Cultural São Paulo.
No dia 28 de janeiro às 15:00, a biblioteca Mário de Andrade fará um café literário para discussão do livro ‘Orgulho e Preconceito’ de Jane Austen. Local: Rua da Concolação, 94 – Centro – São Paulo.
Para começar bem o ano de 2018 uma ótima notícia: a 2a edição da Revista LiteraAusten (revista da Jane Austen Sociedade do Brasil) acaba de ser publicada!
Nessa edição foram publicados os seguintes textos:
Amor e mito (Lúcia Helena Galvão Maya)
Jane Austen circulando no Brasil no século XIX (Adriana dos Santos Sales)
Quem ri por último, ri melhor: a paródia póstuma de Jane Austen (Kathia Brienza Badini Marulli)
O poder do casting (Moira Biachi, Schirlei Rickli, Luciana Araújo)
Estética da recepção em sala de aula: Jane Austen, filme e obras em análise (Rosiane Maria Gusberti Franke)
Uma publicação do site EW chamou a minha atenção: não estavam enaltecendo o Mr. Darcy! Pensei, que genial! Com o título : “Henry Tilney de Northanger Abbey é o melhor homem líder de Jane Austen”, Maureen Leen Lenker enumera as características desse personagem de Austen como sendo um homem com grande liderança!
(…)Fitzwilliam Darcy reinou como líder mais desejável, um fato amplamente assistido por Colin Firth e seu retrato do herói da era de a Regência como um arrasa corações que mergulha no lago e usa uma camisa molhada.
Mas estou aqui para lhe dizer que o lago cinematográfico está de lado, você está enganada. O Sr. Darcy não é o melhor herói de Austen. Um de seus personagens menos conhecidos : Sr. Henry Tilney, o liberalista clérigo de Northanger Abbey .
Para ler o artigo completo, em inglês, clique aqui. Para uma versão traduzido à jato por um tradutor digital, clique aqui.
“A Editora Única, selo de ficção da Editora Gente, já está com três lançamentos programados para o primeiro semestre de 2018. O primeiro livro do ano será O projeto Jane Austen, escrito por Kathleen A. Flynn. A obra conta a história de Rachel e Liam: ela, uma médica; ele, um ator. Selecionados e treinados cuidadosamente para viajar no tempo, se infiltrar na família Austen e recuperar um manuscrito perdido e não finalizado de Jane.”
Se fosse possível uma pessoa viver tanto tempo, hoje Jane Austen faria 242 anos! Vejam que menção delicada o pai da escritora, Reverendo George Austen escreveu:
“temos uma outra menina, uma boa diversão e futura companhia para sua irmã Cassy. Ela se chamará Jenny…”
Cara do Rev. George Austen para Mrs. Walter, 17 de dezembro de 1775.
“We have now another girl, a present plaything for her sister Cassy and a future companion. She is to be Jenny….”
Tenho certeza que essa mocinha Austen que nasceu no dia de hoje trouxe muitas felicidades aos seus pais! Assim como nos presenteou com obras fantásticas! Parabéns querida Jane!
Deverá estar ligado para publicar um comentário.