Sense and Sensibility and the sea monsters

Minha amiga Luciana Darce, membro do Jasbra Fórum, postou na semana passada o começo de sua availação do livro Sense and Sensibility and the sea monsters. Luciana ainda não terminou a leitura, mas pelo seu relato parece que o livro esculhamba com o querido Coronel Brandon! What a shame!! 😦

Segue abaixo o relato de Luciana no blog Coruja em Teto de Zinco Quente:

“Estou pelo meio de Sense and Sensibility and Sea Monsters, mas já dá para dar uma opinião geral sobre o livro.
Para dizer a verdade, ele não me deu aquele estalo para querer devorá-lo de uma sentada só, como fiz com Pride and Prejudice and Zombies… Eu destaco, talvez, dois pontos do que eu “senti” do texto até aqui.
1) o texto de P&P se presta muito mais à possibilidade de adaptação cômica feita pelo Grahame-Smith por conta da língua ferina da Lizzie e por suas discussões com seu interesse romântico, no caso, Mr. Darcy. O humor nem está tanto nos zumbis em si, mas nas situações, nos diálogos entre os dois.
No caso de S&S, não existe tanta abertura para isso. Mais que qualquer coisa, Sense & Sensibility trabalha o contraponto das personalidades de Marianne e Elinor e, embora se pudesse pensar que a personalidade impulsiva da Marianne desse combustível para uma tentativa de humor – que, ao final das contas, é o que se espera desses “mash-ups” – eu não vi o autor usar essa brecha.
E achei muito bizarro o que ele fez com Brandon, de fazê-lo vítima de algum feitiço ou maldição de uma bruxa do mar (ou, ao menos, é o que se subentendeu até agora) que fez seu rosto criar tentáculos. Sério, são dolorosas as descrições que Marianne e Willoughby fazem de como os tentáculos se movimentam quando ele se anima ou como a voz dele é estranhamente… aquática e rouca e tenebrosa e não me lembro mais que adjetivos eles usam.
Mesmo Elinor observa que não consegue conversar com ele olhando-o no rosto porque sente profunda agonia. E, se bem entendi, ou ele cospe falando ou secreta tinta, como uma lula.
2) Em compensação, o autor demonstra que pesquisou bastante sobre a vida marinha… e que é um fã de Lovecraft. Como não acho que os leitores de Austen estejam exatamente preocupados com a acuidade com que ele descreve seus monstros marinhos ou suas referências aos mitos de Cthulhu, não creio que essa seja, ao final, uma grande vantagem…
Resumo da história… Ben Winters (que “co-escreve” o livro) levou-se um pouco a sério demais. Considerando-se que o inteiro propósito desses livros que têm aparecido mesclando elementos de ficção fantástica a textos e personagens históricos é de desconstrução, de humor, ironia; a falta dele foi querer escrever a sério. Mais que o Grahame-Smith, Winters altera bastante o texto original para adaptá-la ao seu mundo, em vez de adaptar seu mundo a Austen.
Não sei, talvez o livro melhore quando chegar nos piratas… e na Lucy. Eu tenho expectativas para Lucy; torço para ela ser uma sereia – no sentido original do mito, não como a Ariel da Disney. Talvez ela devore o Robert na lua-de-mel…
Eu ficarei deveras feliz com o livro se Lucy se revelar uma sereia…”

Emma versão mangá

Depois de Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade na versão mangá. Agora chega a vez de Emma!

O texto abaixo é da minha amiga Valéria do Shoujo Café:
Depois de Orgulho & Preconceito (Kouman to Henken –高慢と偏見) e Razão & Sensibilidade (Funbetsu to Takan – 分別と多感), a Ohzora oferece uma adaptação de Emma, romance de Jane Austen publicado em 1815, em mangá. A versão de Emma, com 125 páginas, está na edição atual da revista Harlequin Romance (ハーモニィ Romance), é a ilustração da capa. Torço para que seja somente a primeira parte, pois é pouco para adaptar Emma. De qualquer forma, quando sair encadernado, eu comprarei.
Se Orgulho & Preconceito e Razão & Sensibilidade foram obra de Reiko Mochizuki, Emma foi adaptado pela veterana Youko Hanabusa. Prefiro o traço da Mochizuki, mas Hanabusa tem muito mais experiência e deve ser melhor no quesito narrativa visual. Vou esperar para ver. Imaginei que a mesma autora iria adaptar todos os romances de Austen para mangá, já vi que não será o caso. Falando nisso, Razão & Sensibilidade ainda não saiu encadernado. Espero que saia este mês.

Artefatos raros em Winchester

Artefatos raros da vida de Jane Austen, incluindo poemas escritos à mão e as primeiras edições de seus livros, estão em exposição em Winchester.

A Catedral de Winchester, onde a escritora está sepultada, começou um a exposição que vai até dia 20 de setembro. Sendo o primeiro de uma série de eventos em comemoração do bicentenário da morte de Jane Austen em 2017.
A exibição, ao lado de sua sepultura, mostra poemas escritos por Jane Austen sobre sua amiga Mrs Lefroy, as primeiras edições de Emma em três volumes de 1816, além de Northanger Abbey e Persuasion publicados juntos em 1818. Está também na exposição a nota escrita à mão pelo irmão de Austen, Henry, com as orientações sobre a inscrição que se encontra hoje no túmulo de Jane Austen.
Os poemas e a nota escrita por Henry pertencem à Winchester College. Esses artefatos nunca sairam da faculdade desde que foram doados à instituição na década de 30.

iPlayer BBC Radio

A BBC oferece uma programação diversificada sobre Jane Austen!
Já estão disponíveis quatro programas relacionados ao livro Razão e Sensibilidade:
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Se você gostou, espere que ainda tem mais!
A partir do dia 14 até o 17 de abril, teremos programas sobre Mansfield Park (preste atenção porque a hora mencionada abaixo pertence ao fuso horário da Inglaterra):
14/04 – 10:00–11:00 – The Family at Mansfield (1/3):  Poor relation Fanny Price comes to live with her wealthy uncle and aunt and four cousins.
15/04 – 10:00–11:00 – Mr Crawford Changes Tack (2/3):  The Crawfords cause confusion for Fanny Price – and her brother William returns.
16/04 – 10:00–11:00 – Portsmouth and After (3/3):  Both Fanny and Tom face disappointment and hope in equal measure.

A fama de Jane Austen

Jane’s Fame (A Fama de Jane)


Como Jane Austen virou uma estrela?
(por Elizabeth Toohey*, publicado no site do The Christian Science Moniktor em 9 de Abril de 2010)
Por que o mundo está obcecado com Jane Austen? O que há em sua vida e seus romances que a transformaram de uma escritora regencial de renome limitado em uma indústria de chalé? A resposta, como os romances de Austen, é ilusoriamente simples, mascarando uma complexa rede de fatores, da publicidade feita por sua família à falta de informação verificável que torna tão fácil para nós projetarmos nossas fantasias sobre ela.
Em Jane’s Fame: How Jane Austen Conquered the World (“A Fama de Jane: Como Jane Austen Conquistou o Mundo”), com seu subtítulo apenas parcialmente irônico, Claire Harman traça o fenômeno que é “Jane.” Nem crítica literária nem biografia, “Jane’s Fame” rastreia a imagem de Austen como uma romancista que tinha dificuldade de ser publicada e estava aberta a diversas críticas àquela rara combinação de autora cultuada e canonizada, associada a tanto Shakespeare quanto zumbis. (Harman nos indica uma divertida montagem no YouTube de cenas românticas de adaptações cinematográficas de Austen acompanhadas de “It’s Raining Men”, facilmente achada no Google.)
A primeira tomada de Austen veio de seu sobrinho, James Edward Austen-Leigh, que coloca sua tia no papel da mulher vitoriana ideal – modesta, sem ambição e certamente não inclinada a deixar que sua escrita interferisse com seus “deveres domésticos.” Foi em “Memoir of Jane Austen” (“Memórias de Jane Austen”) de Austen-Leigh que a imagem da literatura de Jane como um “pouquinho de marfim” começou, criando uma associação de “pequenez” com os romances que tratam de uma vida própria, aderindo à própria Austen, que, ironicamente, era provavelmente alta.
A relutância inicial da família em revelar a verdadeira face de Jane Austen ao público forneceu a perfeita atmosfera de mistério para especulação nas gerações seguintes.
Embora seu foco seja nas histórias que outros contaram sobre Austen, Harman tem sua própria história para contar também. A Austen de Harman não é nem amável nem retraída, mas uma atiçadora de chamas – uma metáfora evocada por sua conduta e seus modos, de acordo com uma visitante contemporânea de sua casa. Pense em alta, forte e “formidável,” não, pequena e amável.
Austen-Leigh é um conveniente testa de ferro e Harman claramente aprecia citar suas inexatidões apenas para derrubá-las. Austen, ela argumenta, era mais determinada e empresarial do que a tia ofuscada e virginal em que Austen-Leigh quer nos levar a acreditar. Harman também enfatiza a natureza literária da casa que estimulava sua ambição. O irmão mais velho de Austen, que publicou um periódico literário de curta duração, foi um poeta aspirante e considerado o escritor da família por sua mãe. Seu primo era próximo à romancista Fanny Burney d’Arblay e essa proximidade pode ter influenciado Austen tanto artisticamente quanto em sua iniciativa de vender seus romances. Do mesmo modo, a arte de Austen não surgiu sem esforço, mas através de extensivos rascunhos e revisões, envolvendo pedaços de papel com novo texto anexados a um rascunho anterior, “uma versão do século XIX de cortar e colar.” A ausência de marcos históricos ou controvérsias políticas em seus romances, antes de ser uma deficiência, pode ser devida a um medo de ficar ultrapassada, tão consciente que era Austen de seu público-alvo e tão frustrada pelo longo atraso na publicação de Abadia de Northanger, seu primeiro trabalho e o que mais tinha a ver com o momento.
Tais atrasos, embora desanimadores, podem ter ajudado Austen a afiar sua inovação estilística. “Quanto mais tempo Austen permanecia sem publicação,” Harman coloca, “mais ela se tornava experimental e mais liberdade ela se dava para movimentos audaciosos e brilhantes.” Sem um público leitor além de seus íntimos, Austen permanecia livre para desenvolver sua voz distinta.
Figuras literárias importantes que se seguiram tendiam a cair em campos que ou depreciavam ou enalteciam Austen – Mark Twain entre os primeiros (mas, afinal, de quem ele gostava?), e os evidentes herdeiros dela, James, Forster e Woolf, entre os últimos. Mas a imagem de soldados da Primeira Guerra Mundial lendo Austen nas trincheiras, ou de Churchill recorrendo a Orgulho e Preconceito para conforto enquanto acamado com gripe nos dias mais sombrios de 1943, vividamente mostram a posição de Austen como uma pedra angular da cultura britânica.
Harman aponta o apelo universal de Austen também, como comprovado pelo anarquista parisiense Félix Fénéon, que leu Abadia de Northanger durante a prisão e ficou tão encantado com sua crítica de classe que traduziu o livro para o francês, assim tornando-se o primeiro crítico marxista de Austen.
Harman completa seu livro analisando a Austen-mania corrente em nossa cultura gerada pela proliferação das adaptações cinematográficas. Sendo a mais proeminente idéia transmitida por “Jane’s Fame” a de que esses filmes biográficos, introduções e seqüências refletem mais em nós mesmos do que na própria Austen, pode-se apenas supor o que as futuras gerações vão inferir de Orgulho e Preconceito e Zumbis ou Mr. Darcy, Vampire, sobre o início do século XXI.
* Elizabeth Toohey leciona Estudos Femininos e Literatura Americana Pós-Guerra no Principia College em Elsah, Ill.
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Texto original em inglês, retirado do site: http://www.csmonitor.com/
Traduzido e cedido gentilmente por Mariana Fonseca

Crie seu cartão em 3D

A Becca do Jane Austen Centre, já está de volta da viagem que fez à Tailândia! Uma novidade que ela me contou é um cartão que está à venda no Gift Shop. O kit vem com adesivos, papéis, entre outros artigos, para você montar o cartão, no estilo faça você mesmo (a). Vejam como é bonitinho! Cartão Darcy & Lizzie

Lady Susan no Teatro!

Notícias fresquinhas: Lady Susan no Teatro!
Tom Fontana (vencedor do Emmy) adaptou e irá dirigir uma leitura de Lady Susan para o teatro. As apresentações começam dia 12 de abril, no Baruch Performing Arts Center, em Nova York. Tíckets entre 35 a 60 dólares!

Oh! Como eu gostaria de estar lá! Bem pertinho do International Center in New York (que fica na Rua 23), lugar onde passei 5 meses apredendo mais sobre a cultura americana.
 
 
 
 
 
Créditos das fotos:
 
Lady Susan – arquivo pessoal
Tom Fontana – Broadwayworld

Feliz Páscoa!

Páscoa é tempo de renascimento! Tempo de reflexão! Desejo que o amor, a esperança e a solidariedade estejam presentes no coração de todos vocês!

Pré-venda dos lançamentos da Logon

Por indicação da Ana Maria, eu soube que já está em pré-venda na Livraria Cultura dois lançamentos da Editora Logon!

Preço: R$ 48,80
Previsão de lançamento: 14/04/2010
DVD duplo.
Sinopse: Uma versão da obra de Jane Austen que trata de amor, traição, paixão e suas relações com as convenções sociais. Deixadas na miséria após a morte de seu pai, Elinor e Marianne Dashwood enfrentam a incerteza do futuro e têm de casar se querem uma vida confortável. Pretendentes não faltam, como Mr. Edward Ferrars, Mr. John Willoughby e o Coronel Brandon, só que todos eles escondem facetas não tão visíveis. Aflitas pelo mesmo problema, Elinor e Marianne têm jeitos muito diferentes de encará-lo, uma pendendo para a razão e a outra se entregando à paixão. Mas só o equilíbrio pode levar as duas a uma solução.
Preço: 48,80
Data de lançamento: 14/04/2010
DVD Duplo
Sinopse: Margaret Hale (Daniella Denby-Ashe) é uma heroína da literatura. Nascida em uma família de classe média, ela tem uma posição privilegiada no campo do sul da Inglaterra. Uma decisão de seu pai leva a família para a urbana cidade de Milton, no norte do país e os Hale sofrem um choque cultural e social, que se aprofunda conforme Margaret se indigna com as mazelas da sociedade industrial. John Thornton (Richard Armitage), tutelado pelo pai dela, é um símbolo por excelência dessa sociedade e sua proximidade com Margaret trará consequências inesperadas. Baseado na obra da autora Elizabeth Gaskell.

Jane Austen na Nova Zelândia

A Universidade de Otago, na Nova ZelÂndia está oferecendo um curso sobre Orgulho e Preconceito e Mansfield Park no mês de maio. Além disso, discutirão as versões de Orgulho e Preconceito (BBC 1995) e a de Mansfield Park (Patricia Rozema 1999).

O curso será conduzida pela professora Jocelyn Harris, que escreveu os livros: Jane Austen’s Art of Memory (CUP, 1989) e A Revolution Almost Beyond Expression: Jane Austen’s ‘Persuasion’ (Delaware UP, 2007). Jocelyn também fez uma palestra sobre ‘Jane Austen, Jane Fairfax, and Jane Eyre’ na JASNA em 2007, e escreveu dois capítulos sobre Austen em dois volumes da Editora Cambridge (CUP).