Questão de Gosto – Parte II

Abaixo, segue a segunda e última parte do artigo Questão de Gosto, de Gillian Dooley, publicado originalmente na revista Jane Austen’s Regency World. A primeira parte pode ser lida aqui.


A música tornou-se para Marianne, em sua nova e madura disposição de ânimo, mais uma disciplina do que uma condescendência, o que a levou a fazer planos de se levantar às seis horas e “dividir cada momento entre a música e a leitura”. A leitura para Jane Austen é geralmente um sinal de seriedade, e essa ligação entre as duas artes dá à música o mesmo status. Seria interessante refletir se Marianne, diferentemente de Lady Middleton e da maioria das mulheres casadas presentes nos romances, iria continuar a tocar depois do casamento. As noivas que abandonaram seus talentos, como a Sra. Elton e Lady Middleton, usaram a música somente para conseguirem se casar: elas não demonstraram um interesse duradouro ou genuíno pela música ou pela arte. Marianne não é como elas. Creio que a música continuaria a ter um papel importante em sua vida de casada, como lazer e, talvez, até mesmo como uma válvula de escape – ela não perderia totalmente a sua sensibilidade – e também para o prazer de seu marido, a quem ela se tornaria, em seu devido tempo, uma esposa totalmente devotada. Assim, para Marianne, a música pode funcionar tanto para o bem como para o mal; pode ser uma condescendência para com sua tristeza ou um caminho para a autodisciplina; pode atrair tanto um pretendente indigno como um marido respeitável.

Para Elinor, a música não possui o mesmo significado. “Elinor não era musicista e nem tinha a presunção de ser”. Elinor é como se fosse o padrão de moralidade do romance. É tentador interpretar isso como uma rejeição à música, até descobrirmos que o inútil de seu irmão, John, também não é músico. A frase em questão é “nem tinha a presunção de ser”. A presunção [no original em inglês, affectation: afetação, presunção] é sempre o alvo da ironia de Jane Austen, e a mensagem aqui é clara: Elinor conhece a si mesma e sabe do que gosta, e não finge gostar que não tem o menor interesse. Elinor desenvolveu muito cedo a habilidade de diferenciar o que é tato daquilo que é falta de sinceridade.

Embora “a tarefa de dizer mentiras quando a boa educação exigia” fosse sempre dela, suas mentiras eram aquelas impostas pela civilidade, diferentemente da falsa bajulação de Lucy Steele, cuja motivação era puramente egoísta.

Há ainda um contraste implícito entre a sincera falta de interesse de Elinor e o gosto musical afetado de Lady Middleton, enfatizado na obra no momento em que finge ouvir Marianne tocar sem verdadeiramente prestar atenção na música que está sendo executada. A atitude de Elinor lembra passagens das cartas de Jane Austen, onde expressa indiferença pelo canto em particular e por concertos em geral, “sou o que a Natureza me fez no que diz respeito a esse assunto”. Austen parecia acreditar que o gosto musical era inato, e que não havia valor moral relacionado a isso: o seu argumento com Mr. Haden sobre o que parece ser uma citação de O Mercador de Veneza mostra a escritora tomando partido do não-musical, talvez nem tanto em defesa dela mesma, mas de outros membros de sua família que, de acordo com seu sobrinho “não eram muito afeitos à música”. Em outras cartas, Austen parece aprovar pessoas que honestamente admitem não gostar de música, o que poderia ser interpretado mais como um desprezo pela presunção e uma simpatia por diferentes gostos, do que um desdém pela música.

Uma cena em Razão e Sensibilidade mostra o papel ocasional, mas, contudo, significante, que a música representava nas reuniões. Elinor está prestes a conversar em particular com Lucy em meio à opressiva festa familiar na casa dos Middletons, somente encoberta por Marianne ao piano. Um pianista, mesmo apresentando um padrão técnico rudimentar, frequentemente era útil para ocupar as horas noturnas de ócio, para encobrir os silêncios embaraçosos ou, como nesse caso, permitir uma conversa confidencial em uma sociedade onde as pessoas poderiam ser compelidas a passar seu tempo na presença de companhias indesejadas.

Mansfield Park convida a uma comparação com Razão e Sensibilidade, devido ao tom moral sério que parece afastá-los do outros romances mais leves, e por causa das semelhanças superficiais entre Elinor e Fanny, duas heroínas cumpridoras de seus deveres e sem talento para a música. No entanto, Elinor e Fanny apresentam tanto diferenças como semelhanças, inclusive com relação ao gosto musical. Elinor não gosta de música, ao passo que Fanny sente-se verdadeiramente atraída pela música quando Mary Crawford toca para ela, apesar do ciúme que sente pela admiração que Edmund nutre por Mary. A primeira vez que Fanny ouve a harpa fica “maravilhada pela performance, e… não mostra falta de gosto”, sendo que, mais tarde, na festa na casa dos Grants, Fanny sente-se mais feliz em ouvir a harpa do que participar dos jogos de cartas e das conversas. Elinor, nessa situação, preferiria procurar outra ocupação. Além do mais, há várias outras semelhanças interessantes entre Fanny e Marianne. Suas habilidades musicais são díspares, assim como suas personalidades, mas seus gostos têm muito em comum. Pam Perkins escreve: “Com relação ao forte sentimento romântico as duas mulheres são muito parecidas”, e acrescenta, “Fanny e Marianne são heroínas atípicas na obra de Austen, pois ambas preferem paisagens a pessoas”.

Em Razão e Sensibilidade a música possui o significado de mostrar os extremos dos sentimentos de Marianne, que fica totalmente submersa quando toca piano, e de mostrar a presunção e falsidade de personagens como o de Lady Middleton. A música apresenta uma certa utilidade social, mas pode ser entediante para aqueles que não possuem nenhuma aptidão musical. Estudar música é uma disciplina para os jovens, mas também pode ser uma perigosa condescendência para as mentes jovens e sensíveis. Austen usa a mudança de Marianne com relação à música para mostrar algo mais profundo em sua atitude com relação a ela mesma e ao seu mundo. A musicalidade não é nem um vício nem uma virtude: Marianne é musical por natureza; Elinor, não. Essas características são usadas para refletir outras qualidades, como a honestidade em Elinor, e a imprudência juvenil e eventual maturidade de Marianne, assim como para promover um insight mais profundo dentro de seus caracteres e personalidades.

Jane Austen na Unimep

A amiga Renata Colasante fará uma palestra sobre Jane Austen na Faculdade Unimep. Segue abaixo o vídeo com uma entrevista concedida à Tv Unimep.

Segue abaixo o convite:
Dia 24 de maio às 19h30 no auditório verde da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), haverá uma palestra a respeito da escritora Jane Austen que tem sido, alvo de atenção na mídia ultimamente e sua obra tem se popularizado muito, ganhando muitos fãs, inclusive seus livros têm sido adaptados para filmes, séries de TV e documentários têm sido feitos sobre ela e sua obra.
A palestrante será Renata C. Colasante, professora dos cursos de Letras –
Licenciatura em Inglês, Letras – Tradução e Interpretação em Inglês e coordenadora do Curso de Lato-sensu em Língua Inglesa e Tradução da Unimep.
Atenciosamente,
Prof.a Heidi A. Beduschi
Coordenadora do Curso de Letras – Licenciatura em Inglês
Coordenadora do Curso de Letras – Tradução e Interpretação em Inglês

II Encontro Nacional da JASBRA – últimos dias de inscrições

Prezados leitores, não percam os últimos dias para inscrições no II Encontro Nacional da Jane Austen Sociedade do Brasil. No momento já somos 41 inscritos e desejamos muito conhecê-los melhor.
Este ano o evento se realizará na cidade do Rio de Janeiro, de 03 a 06 de junho de 2010.

Vejam aqui os detalhes:

Questão de Gosto – Parte I

O artigo a seguir foi publicado originalmente na edição especial da revista Jane Austen’s Regency World, no. 44. O texto, escrito por Gillian Dooley (Flinders University, Austrália do Sul), fala a respeito da questão do gosto estético, mais especificamente do gosto musical em Razão e Sensibilidade. A autora mostra como o gosto estético e a moralidade estavam relacionados no pensamento do século XVIII, e como Jane Austen usou a música para evidenciar o comportamento e o caráter dos personagens em sua obra.


Questão de Gosto



A questão do gosto estético e sua relação com o valor moral era um assunto comum entre os moralistas e filósofos do século XVIII. Hermione Lee cita Shaftesbury, Burke e Hume para mostrar que, no século XVIII, “o gosto pela arte, pela literatura e pela natureza, estavam relacionados, e que os três indicavam o valor moral de uma pessoa”.

Os críticos se dividiram com relação à maneira como a obra de Jane Austen endossaria esse ponto de vista. Gilbert Ryle vê “uma correlação predominante entre senso de dever, de propriedade e gosto estético. Muitos de seus personagens que não possuem um desses três, não possuem os outros dois”. Mas as exceções incluem figuras-chave como Henry e Mary Crawford em Mansfield Park, que são importantes demais para serem deixadas de lado, e Mrs. Jennings em Razão e Sensibilidade, que não possui gosto estético e que tem somente um sentido de propriedade muito básico, mas que certamente sabe das suas obrigações. Além disso, ela apresenta uma disposição à gentileza e à solicitude, sinais inquestionáveis de virtude moral.

É bem verdade que todos os personagens realmente admiráveis de Jane Austen combinam todas essas três qualidades: todos os heróis as possuem, e as heroínas ou as adquirem ou as têm desde o começo; mas há, certamente, muitos casos de personagens que possuem uma ou duas dessas qualidades sem possuírem as outras. Estou inclinada a concordar com Hermione Lee de que isso era um “modo de pensar ao qual Jane Austen estava atenta e, ao mesmo tempo, precavida. Aceitava firmemente a ideia fundamental de uma relação entre gosto e moralidade, e era extremamente irônica com relação aos excessos que tal ideia poderia levar”.

De todos os seus personagens, o que mais completamente representa e ilustra os perigos em acreditar que a sensibilidade para a arte, para a literatura e para a natureza equiparam-se à virtude moral, é o de Marianne Dashwood. Marianne é musical; Elinor, não. Esta é uma das maneiras explícitas que Jane Austen usa para fazer a distinção entre suas duas heroínas de Razão e Sensibilidade. Elinor tem talento para desenhar, logo, ela não é de todo desprovida de sensibilidade artística, mas ela possui uma atitude muito mais pragmática, pé-no-chão com relação ao pitoresco do que Marianne. Ela gosta de interromper com ironia as divagações da irmã – por exemplo, quando Marianne descreve os encantos do outono em Norland, e Elinor diz: “Não é todo mundo… que tem a mesma paixão que você por folhas mortas”.

A música por si só possui um significado um tanto quanto ambíguo em Razão e Sensibilidade. Primeiramente é, decerto, um elemento respeitável e aceitável na educação de uma jovem, embora não seja essencial, como mostra a falta de interesse de Elinor. Tocar e cantar, e outros talentos como desenhar e costurar, são considerados por alguns, como o meio-irmão John, meramente como um recurso nas negociações do casamento. Mas Mrs. Dashwood, obcecada em casar suas filhas, encoraja as moças a ocuparem o tempo aperfeiçoando seus talentos, para a surpresa de Sir John Middleton, “que não tinha o hábito de ver muita atividade em casa”.

Tais atividades por si só valem a pena, e a disciplina que elas representam é importante na formação do caráter das moças. Quando Elinor e Marianne vão a Londres, Mrs. Dashwood e Margaret planejam “ir tranquilas e felizes com nossos livros e nossas músicas”. No entanto, a atração exercida pelo talento musical em um marido em potencial é demonstrada claramente quando Marianne toca piano pela primeira vez na casa dos Middletons: Coronel Brandon fica imediatamente interessado e escuta “sem ficar embevecido” apenas dando a ela “o cumprimento da atenção”. E, é claro, quando Willoughby entra em cena, a música é um dos muitos gostos que ele descobre que tem em comum com Marianne, e o prazer que ambos demonstram ao cantar em dueto promove o romance entre os dois. Mas já sabemos que Marianne gosta da música por si só, e que ela considera que é um gosto que deve ser compartilhado com o amado (“a mesma música deve encantar a nós dois”), em vez de ser um meio para seduzir um marido.

A música, portanto, para uma jovem casadoura, possui a dupla função de uma disciplina educacional e de adorno pessoal – um adicional aos encantos através dos quais um marido deve se sentir atraído. Mas pode ser também um perigoso prazer para um devoto da sensibilidade. Depois que Willoughby deixa Barton, Marianne passa os dias vagando e chorando por Allenham, e atravessa as noites com o mesmo estado de espírito. Ela tocava todas as canções favoritas que costumava tocar para Willoughby, cada melodia onde suas vozes se juntaram, sentava-se diante do instrumento fitando cada linha de música que ele havia escrito para ela, até que seu coração ficou tão pesado que não cabia mais nenhuma tristeza; e essa tristeza era a cada dia renovada. Marianne passava horas ao piano cantando e chorando alternadamente e, com frequência, sua voz era suplantada pelas lágrimas.

O excesso de condescendência de Marianne com sua própria tristeza, assim como sua recusa em fazer qualquer esforço para controlar seus sentimentos, irão se juntar, no futuro, à indisposição causada por Willoughby quando este a rejeita em Londres, e à doença grave que ela irá contrair ao caminhar pela chuva em Cleveland. Embora possamos perceber que seus sentimentos são verdadeiros, sua sensibilidade colocada acima de qualquer norma de comportamento parece, a princípio, ser um jogo. Para ela, talvez faça parte da história de seu romance que ela planeja contar em dias melhores, quando estiver unida novamente a Willoughby. Mas quando o reencontro feliz não acontece, Marianne não sabe como se comportar: ela aprendeu a encenar o papel da heroína sensível magoada e, embora Elinor tente ensiná-la, ela não consegue adquirir a autodisciplina e a firmeza que a ajudariam a lutar quando surgissem as dificuldades. Marianne, então, afunda-se em seus sentimentos e somente sua doença fatal poderá ensinar-lhe a lição de que a razão deve se sobrepor ao sentimento. Isto é mostrado em seu retorno a Barton:



Depois do jantar, Marianne tentou tocar em seu piano. Ela se aproximou do instrumento; mas a música que seus olhos primeiro avistaram foi uma ópera que Willoughby havia comprado para ela contendo alguns de seus duetos favoritos, e na capa seu nome estava escrito com a letra dele. Isso ela não iria suportar. Marianne balançou a cabeça, colocou a partitura de lado, e depois de dedilhar as teclas por alguns instantes, reclamou de fraqueza nos dedos, fechou o instrumento novamente, declarando com firmeza que, no futuro, iria praticar bastante.



(Continua)

O Retrato de Mrs. Q

O retrato de Mrs. Q

A capa da mais recente tradução do livro Persuasão, lançado pela editora Martin Claret (que Adriana Zardini comentou aqui), chamou a nossa atenção. Trata-se de um retrato intitulado Mrs. Q ou Portrait of a Lady (desenho de J.F.M. Huet-Villiers e gravura do poeta inglês William Blake), exibido esse ano no Morgan Library and Museum de Nova York, como parte da exposição A Woman’s Wit: Jane Austen’s Life and Legacy. A pintura – que representa Mrs. Harriet Quentin, esposa de um certo Coronel Quentin e amante do então Príncipe de Gales – desperta a curiosidade pelo fato de ter sido considerada por Jane Austen como a imagem mais próxima que ela tinha em mente da personagem Jane Bennet, de Orgulho e Preconceito. Em 24 de maio de 1813, Jane, hospedada na casa do seu irmão Henry, em Londres, escreveu para sua irmã Cassandra:


Henry e eu fomos à Exposição em Spring Gardens. Não é considerada uma boa coleção, mas gostei muito – particularmente (por favor, conte a Fanny) de um retrato da Sra. Bingley, muito parecido com ela. Tive ainda a esperança em encontrar um de sua irmã, mas não havia nenhuma Sra. Darcy, talvez eu a encontre na Grande Exposição, para a qual devemos ir, se tivermos tempo (…) O retrato da Sra. Bingley é exatamente igual a ela: tamanho, formato do rosto, as feições e a suavidade; nunca vi tamanha semelhança. Ela usa um vestido branco, com ornamentos verdes, o que me convence daquilo que eu sempre presumi, que verde era a cor que lhe caía melhor. Ouso dizer que a Sra. D. ficaria melhor de amarelo.

Lady Nelthorpe (miniatura de C.J. Robertson)

No entanto, Deirdre Le Faye, especialista em Jane Austen, em seu livro Jane Jane Austen’s Letters, afima que apesar de Mrs. Q ser provavelmente o retrato ao qual Jane se referia, outras opções não devem ser descartadas, como as miniaturas do pintor Charles John Robertson (uma delas pode ser vista acima) exibidas na mesma exposição. Quanto à heroína de Persuasão, Anne Eliot, Jane parece não ter deixado nenhuma indicação de qual retrato se aproximaria mais daquilo que ela imaginava.

Orgulho e Preconceito nas bancas

Orgulho e Precoceito dos Clássicos Abril Coleções chegará às bancas no próximo dia 15 de maio. Quem me enviou a dica foi o Roberto Terra, um dos mais novos seguidores deste blog. Obrigada Roberto!
Para quem já estava tristinho porque não encontrou a coleção em sua cidade, não fiquem tristes! O aviso no site da editora diz que os volumes estarão disponíveis para os outros estados do Brasil a partir deste mês. Então justifica o fato de eu tentar encontrar os livros nas bancas aqui de Belo Horizonte e os jornaleiros nem sequer saberem do que se trata! Ufa, até que enfim se lembraram de nós!

Jane Austen na Globo News

Agora que os dois programas foram exibidos no Programa Espaço Aberto Literatura  (30 de abril e 07 de maio de 2010) do Canal Globo News, posso publicar os dois vídeos juntos! Foi com grande alegria que recebi o convite da equipe de jornalismo do programa e mais feliz ainda por saber que o blog da JASBRA foi encontrado no site de busca do google e escolhido pela relevância do meu trabalho e das publicações aqui escritas (palavras do Claufe Rodrigues, respórter que conduziu a entrevista). 
Para quem ainda não assistiu os dois programas aqui estão:
Primeiro programa – resumo da Globo News: Jane Austen nasceu na Inglaterra há quase 200 anos, mas nunca esteve tão viva. As tradutoras Adriana Zardini e Celina Portocarrero analisam o impacto da autora, que virou tema de mostra nos Estados Unidos e tem fã clube no Brasil. 

Segundo programa – resumo da Globo News: No segundo programa sobre Jane Austen, conheça o estilo desta escritora inglesa que usava de ironia e humor para criticar a rígida sociedade em que vivia. Observação: Diferente do que está escrito na página da Globo e do que a Celina afirmou, Jane Austen não publicou todos os livros com o pseudônimo de A Lady. Jane recebeu reconhecimento em vida e inclusive na publicação de Emma, ela já era tão conhecida que até o príncipe regente da Inglaterra lia seus livros. Eu cheguei a mencionar essa correção durante a entrevista, porém, durante a edição, a minha fala foi para o primeiro programa.

var midiaEmbed = { midiaId:1259721, autoStart: false }; var embed = new GMCEmbed(midiaEmbed); embed.print (); 

Notícias sobre Jane Austen e afins

Como nos últimos dias as notícias a respeito de Jane Austen foram muitas em português, resolvi fazer posts separados para dar dicas de notícias e novidades relacionadas à autora. O primeiro grupo de notícias será em língua portuguesa.
– Comunidade Jane Austen em Manaus (Orkut) – Bruna do blog Primeiras Impressões anuncia a criação de uma nova comunidade dedicada à escritora. 
Amor e Inocência (Becoming Jane) – Texto escrito por Cíntia no blog Free to me
Becoming Jane – Isadora Beatriz escreve sobre o filme no blog Confissões à meia-noite.
Divulgação do Programa Jane Austen da Globo News – Erick Chiaramonte divulga a entrevista no blog Há tantas auroras que não brilharam ainda
Jane Austen está na moda – Marília escreve sobre o sucesso da escritora no blog Doing da Cajuína
Trecho do livro Orgulho e Preconceito e Zumbis – O jornal O Globo online disponibiliza na seção Cultura trechos do livro em português.
Orgulho e preconceito contra zumbis – Resenha do livro Orgulho e Preconceio e Zumbis, escrito por Ana Cristina Rodrigues no blog Ficção Científica e Afins.
Beatles são transformados em zumbis em livro e filme (Zumbeatles) – Quando a gente pensa que não falta mais nada no mundo dos zumbis, eis que surge mais um livro… Texto publicado no jornal O Globo, seção Cultura. (Obs. Tenho certeza que Ana Maria não vai gostar nem um pouco desta notícia).
Maio com Orgulho e Preconceito – Neste mês, Clara do Jane Austen Portugal publicará posts relacionados ao filme de 2005.
MM BrasilFan Novo blog brasileiro totalmente dedicado ao ator Matthew Macfayden (Orgulho e Preconceito 2005).
Trechos de Razão e Sensiblidade – Marla escreveu no blog Carolices alguns trechos do livro de Austen.
A casa do tempo – Alexandre, de Portugal, escreve sobre o filme A casa do lago e Persuasão no blog Nada de novo no fronte ocidental.
A mais bela coleção de Jane Austen que eu já viValéria do Shoujo Café fala sobre a coleção de livros de da The Winchester Austen. 
 – Livros em português estão em promoção – A Livraria Saraiva está com uma promoção dos livros Emma e Razão e Sensibilidade, publicados pela Editora Best Seller. Preço: 9,90.

Box Jane Austen da Editora Logon

Eu ganhei o Box Jane Austen da Logon, mas acabei me separando do presente porque emprestei à Globo News para que eles usassem imagens das séries nos dois programas que fizeram sobre Jane Austen, no qual estive presente.
Como o Claufe Rodrigues já me devolveu o box, agora é hora de mostrar os detalhes do box!
Detalhes da caixa
Detalhes do papéis de carta e dos selos
Parte trasseira do box
Detalhes dos DVDs (ao todo são 7 DVDs)

Feliz Dia das Mães

Feliz dia das mães para todas aquelas que são mamães e também para todos os filhos! Aproveitem o dia com aquela que mesmo com seus acertos e erros será sempre a MÃE! Deixo com vocês um poema do querido Carlos Drummond de Andrade.
PARA SEMPRE (Carlos Drummond de Andrade)
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
– mistério profundo –
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.