Lindas bibliotecas do mundo

Sabe aquele tipo de imagem que te transporta para um lugar mágico? Creio que as bibliotecas são assim! Eu encontrei no Curious Expeditions uma série de fotos de bibliotecas do mundo inteiro! Me deleitei com tantas imagens lindas de bibliotecas da Itália, Inglaterra, Portugal, Estados Unidos, entre tantas outras. Imagine quantas preciosidades escondidas entre as prateleiras? Todas as imagens do site são lindas e dignas de uma viagem imaginária por tantos corredores, prateleiras e livros maravilhosos.
Para quem quer conhecer mais existe para venda um livro chamado As mais lindas bibliotecas do mundo (figura abaixo):

Ao ver as fotos, como não poderia deixar de estar lá, deparei-me com a imagem da NYPL (New York Public Library). Logo me lembro da big apple, lugar onde fui muito feliz!! Morei em New York no primeiro semestre de 2001 , para fazer uma extensão universitária na CUNY – The City University of New York, e confesso que mesmo tendo vivido lá por tão pouco tempo, eu considero também meu lar! Nos filmes, reportagens que falam sobre Nova York, o coraçãozinho fica apertado de saudades.

Do alto do World Trade Center – junho de 2001

Voltando ao assunto da biblioteca de Nova York, apesar ter conhecido um pouco da obra da Jane Austen durante a minha graduação em Letras eu somente adquiri meus seus livros quando visitei a Biblioteca Pública de NY e visitei a lojinha que existe por lá. A biblioteca é maravilhosa e possui um acervo enorme, sem contar que a existem diversas delas espalhadas pela cidade.

Na lojinha da NYPL havia muitas coisas legais, o que me chamou atenção foi o preço dos livros em brochura (paperback) – entre 1,00 a 5,00 dólares. Logo pude encontrar três livros de Jane Austen: Emma, Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade. Infelizmente naquela época eu não disponia de tanto tempo livre para ler outros livros que não fossem os indicados pela universidade e quando visitava as bibliotecas meu foco eram os livros acadêmicos. Abaixo, a imagem dos livros e minha carteirinha da biblioteca (detalhe: nem deve mais poder ser usada).

Para matar as saudades de NY City, peguei uma a caixa de lembranças: cartões da cidade, revistas, cartões do metrô, tickets de museus, e a SACOLA da Biblioteca! Isso mesmo, a doidinha aqui acabou guardando a sacola da lojinha da biblioteca! 🙂

Aniversário de Orgulho e Preconceito

O livro mais famoso de Jane Austen faz 196 anos hoje! Em 28 de janeiro de 1813, Orgulho e Preconceito foi publicado pela primeira vez, sendo que os manuscritos foram escritos entre 1796 e 1797 com o título de First Impressions.

O livro recebeu críticas favorais logo no início de 1813 pela British Critic e Critical Review. Já em 1819 Henry Crabb Robinson disse: “… é um dos mais excelentes trabalhos de nossas romancistas” e Sir Walter Scott, descreveu o livro como “… um romance muito bem escrito de Jane Austen… Essa jovem moça teve o talento para descrever os sentimentos e personagens de uma vida comum, o que para mim foi o mais interessante que já encontrei”. Entretanto, Charlotte Brontë escreveu uma nota crítica para George Henry Lewes, onde a escritora (contemporânea de Austen) disse que o livro era uma decepção.

Primeira edição de Pride and Prejudice (1813)

Atualmente, o livro tem recebido críticas bastante positivas e novos leitores a cada dia. Em 2003, a BBC realizou uma pesquisa chamada “UK’s Best-Loved Book” (O livro mais amado do Reino Unido) onde Orgulho e Preconceito ficou em segundo lugar, atrás de Senhor dos Anéis. E em 2008 em uma pesquisa com mais de 15 mil leitores australianos, Orgulho e Preconceito ficou em primeiro lugar na lista dos 101 melhores livros já escritos.

Fonte: Wikipedia

As edições abaixo estão sendo vendidas no Jane Austen Centre pela bagatela de 425 a 625 Libras, pois trata-se de edições publicadas no final do século XIX.


No Brasil, você pode comprar edições em inglês do século XIX, inclusive com as ilustrações de Hugh Tomson com preços entre 10,90 a 27,90 reais. No entanto, é preciso fazer uma reserva dos livros, pois devido à crise econômica muitas livrarias estão preferindo importar os livros somente por reserva.

Passatempo de Férias

Como as férias estão no finalzinho, ou seja, acabou-se o que era doce… vou indicar alguns passatempos para diversão e quem sabe até aprender inglês (quem sabe?).
Recentemente eu descobri uma página na internet com alguns criptogramas de Persuasão. Ao todo são 24 criptogramas de algumas passagens do livro Persuasão. Eu testei o primeiro e achei uma distração muito interessante, já que ao tentar acertar as letras o usuário pode conhecer novas palavras em inglês, além de recordar as passagens dos livros. Creio que mesmo que não se considera letrado na língua inglesa deve tentar pois além da curiosidade em ser resolver o criptograma, existem duas dicas: lhe mostra uma palavra no início da frase e outra no final.

Abaixo uma reprodução do criptograma concluído:

Tradução da passagem acima por Isabel Sequeira*:

“Acontece, por vezes, que uma mulher é mais bonita aos 29 anos do que dez anos antes; e, de um modo geral, se não se sofreu de doença ou ansiedade, é uma idade em que pouco encanto se perdeu.”

* Siqueira, Isabel; Austen, Jane. Persuasão. Publicações Europa-América, Lda. Portugal: 1999.

Outro passatempo que encontrei foi no site da JASA (Jane Austen Society of Australia): palavras cruzadas, também em inglês. Encontrei palavras-cruzadas de Razão e Sensibilidade, Orgulho e Prenconceito, Abadia de Northanger, Mansfield Park e Emma. e As ilustrações abaixo, estão linkadas diretamente ao site da JASA. Ao visitar o site, aproveite para observar que a imagem de Jane Austen pisca o olho! 🙂

Para descontrair

É claro que se trata de uma brincadeira, não fizeram um desenho animado sobre Orgulho e Preconceito. O curioso é que observei após alguns segundos de vídeo que a voz do Mr Darcy era a mesma do Matthew Macfadyen e da Lizzie Bennet era a mesma de Keira Knightley (O&P 2005). Em seguida percebi que se tratava das falas do trailler original do filme, só que os autores deste vídeo mixaram o áudio às imagens Anime. Um tanto engraçado e curioso, não é mesmo? Falando sobre Animes, me lembrei que um amigo meu, professor no Japão mencionou sobre os livros de Jane por lá! Assim que eu receber mais notícias publicarei aqui no blog!

O segundo vídeo é uma montagem de Barbies e bonecos Ken sobre Orgulho e Preconceito. O Vídeo não possui áudio pois não foi autorizado pela WMG. Eu achei engraçado, principalmente pela coleção de Barbies, roupinhas e a santa paciência em montar um vídeo assim! Repare no Darcy com a barba por fazer e as botinhas que andam sozinhas (alguém colocou os dedos e fingiu os passos de uma pessoa)!

Hollywood sem beijo

Por Genilda Azerêdo*

Orgulho e Preconceito – Hollywood sem beijo**

Sempre que uma nova adaptação de Jane Austen aparece – e esta é a oitava de 1995 para cá – somos induzidos a (mais uma vez) questionar o que há em seus romances, publicados entre 1811 e 1817, que ainda pode atrair a atenção do espectador do século XXI. No caso desta mais recente adaptação, Orgulho e Preconceito, baseada no romance homônimo, a expectativa talvez ainda tenha sido maior, uma vez que se trata do romance mais lido e amado da autora.A própria Jane Austen referiu-se a Elizabeth Bennet, a protagonista do romance, como “uma criatura adorável, como jamais aparecera na literatura (…)”. E confessou: “Não sei como serei capaz de tolerar aqueles que não gostem dela”. De fato, Elizabeth é a mais famosa das protagonistas de Austen, uma personagem que combina inteligência e senso de humor, sensibilidade, vivacidade e rebeldia. Como se sabe, todas as narrativas de Austen constituem pretextos para que suas protagonistas amadureçam emocionalmente, passem de um estado de ignorância a um estado de consciência e conhecimento. No caso de Orgulho e Preconceito, no entanto, tem-se, de início, a impressão (o que não se concretiza), que Lizzy já é madura o suficiente, tornando tal processo esvaziado de função. De modo geral, é o personagem masculino central aquele que contribui para este crescimento emocional e afetivo da heroína. Porém, neste romance, é interessante ver como o processo de conscientização e amadurecimento se dá de forma dupla: ambos Lizzy e Darcy não só vivenciam um processo de aprendizagem, mas gradualmente ensinam um ao outro. Talvez este aspecto seja responsável por fazer deste o mais famoso par amoroso de Austen. E não fosse por outros aspectos do romance, que faz um registro dos costumes e valores da sociedade pré-vitoriana, e uma crítica social contundente à dependência que aquela mulher tinha do casamento, como único meio de sobrevivência (material e emocional), bem como aos efeitos decorrentes dos conflitos entre classes sociais, da hipocrisia e da aparência, só a história de Lizzy e Darcy já justificaria uma adaptação.O título do romance já se oferece como primeira possibilidade de compreensão da narrativa: se Darcy é imediatamente considerado por todos como orgulhoso e arrogante, Lizzy (embora se considere lúcida) não se contém em seus pré-julgamentos em relação a ele. Mas a associação não se dá deste modo único: Lizzy também tem seu orgulho abalado (lembremo-nos de uma fala sua, quando diz, “eu poderia até perdoar sua vaidade, se ele não tivesse ferido a minha”); por outro lado, o pré-conceito inicial que Darcy tem em relação à família de Lizzy vai aos poucos se materializando, de modo que o “orgulho” e o “preconceito” do título não ocupam posições estáveis, mas ambíguas. Na verdade, estabilidade é uma palavra que não combina com Jane Austen. Embora suas narrativas sejam “limitadas” a um universo principalmente feminino e doméstico, e suas temáticas focalizem a importância do casamento como único meio de sobrevivência e estabilidade para a mulher, a questão é tratada de forma tensa, a ponto de fazer com que Lizzy recuse a proposta de casamento de Mr. Collins e a primeira proposta de Darcy, algo até certo ponto inconcebível, quando pensamos na realidade de penúria que a espera. Ou seja, ao mesmo tempo em que a narrativa revela a centralidade do casamento e a importância de uma vida familiar estável naquele tipo de sociedade, ela também mostra representações variadas de casamento, além de sugerir que algo maior – além da conveniência e sobrevivência material – deve fundamentar a escolha e a decisão, ao menos, dos pares centrais.Orgulho e Preconceito já foi adaptado anteriormente, inclusive mais de uma vez. Como filme, há uma versão de 1940. Como série da BBC/A&E, foi adaptado em 1979 e em 1995 (esta, embora série, foi filmada em película). Esta mais recente adaptação (2005; dir. Joe Wright, com roteiro de Deborah Moggach) traz uma diferença bastante significativa em relação às outras adaptações de Austen: uma ênfase maior na visualidade do meio rural (animais e trabalhadores rurais são mostrados), com o propósito de não apenas situar a história no countryside inglês pré-industrial, mas de indiciar esse meio como contexto comercial e econômico daquele grupo social.No início do filme, acompanhamos Elizabeth (que caminha com um livro na mão) pelos arredores da casa, e depois pelo seu interior. À medida que nos familiarizamos com sua casa e sua família, já nos damos conta da cumplicidade existente entre ela e Jane, de um lado, e entre ela e o pai, de outro. Esta cumplicidade é relevante para traçar limites entre duas formas de se relacionar com o mundo: uma altamente pragmática, que visa uma sobrevivência imediata (representada principalmente pela mãe e pelas filhas mais novas); outra mais racional e equilibrada, porque também fundamentada na sensibilidade.A cumplicidade entre essas duas irmãs mais velhas será dramatizada no decorrer do filme, como, por exemplo, numa cena no quarto, mais especificamente na cama, antes de dormirem, em que apenas seus rostos ficam à mostra, e elas conversam como confidentes e grandes companheiras. Essa amizade de irmãs, neste filme, se coaduna com o tratamento da questão não só em Razão e Sensibilidade (uma narrativa essencialmente de irmãs), mas também na adaptação de Mansfield Park (com o título, no Brasil, de Palácio das Ilusões).

Ao contrário de outras adaptações de Austen, em Orgulho e Preconceito as músicas e as danças são festivas e alegres, algo que se alinha com certa leveza da narrativa (em oposição, por exemplo, às narrativas de Razão e Sensibilidade, Persuasão ou Palácio das Ilusões). O ritmo da música (e, conseqüentemente, da dança), no entanto, muda quando Lizzy e Darcy dançam. O contraste com as danças anteriores fica explícito. O ritmo mais lento possibilita que conversem; a câmera se demora nos dois, já que precisam ser revelados (não só um ao outro, mas ao espectador). Por um momento, inclusive, cria-se a ilusão de que apenas os dois rodopiam no salão, o que mostra a função da dança como ritual erótico.De modo geral, ainda que em determinados momentos haja exagero (Mr. Collins, por exemplo, soa caricatural), o filme consegue refletir temáticas relevantes da narrativa de Austen; consegue, ainda, em determinadas cenas, uma tonalidade de humor e ironia característica da autora.

No entanto, na tentativa de atrair um público ávido por histórias de amor (e a narrativa romântica é mais facilmente adaptável – ou transferível para a tela – que a crítica social, principalmente quando consideramos o estilo altamente irônico de Austen), esta adaptação também acaba por se definir como “hollywoodiana”, principalmente no tratamento que dá à relação entre Lizzy e Darcy.Para ilustrar a ênfase na relação romântica, tomemos como exemplo as duas cenas em que Darcy se declara a Lizzy. Em Austen, é comum o narrador fazer uso de narração sumária, ou do discurso indireto, exatamente como estratégias para a criação de um distanciamento, para a quebra ou diluição da emoção, em momentos de grande densidade dramática. É o caso no que diz respeito ao desenvolvimento gradual da relação afetiva entre Lizzy e Darcy. Mas não só isso. No romance, na primeira vez em que Darcy declara seu amor a Lizzy, eles estão dentro de casa. No filme, como era de se esperar, há não só a dramatização do diálogo (“showing” em vez de “telling”) e o deslocamento espacial, na medida em que a cena acontece ao ar livre, mas também a utilização de um contexto de trovões e chuva forte, além de uma música que adensa a carga (melo)dramática da situação, o que acaba culminando num imenso clichê romântico.A segunda cena, quando os mal-entendidos entre eles já foram esclarecidos, e Darcy novamente renova seu sentimento por Lizzy, também chama a atenção em termos de construção visual. Aqui, como no romance, o encontro se dá ao ar livre. No entanto, diferentemente do romance, o encontro entre eles se dá de madrugada, algo impensável para aquele contexto pré-vitoriano, principalmente quando consideramos os personagens envolvidos (protagonistas, e, portanto, guiados por certas regras de conduta e racionalidade). É claro que, mais uma vez, a utilização desse espaço acentua a carga dramática (tornando-a romântica) da situação e cria um deslocamento em relação ao contexto de Austen.

A fotografia nesta cena – marcadamente escura, nebulosa, uma escuridão inclusive acentuada pelas vestimentas escuras de ambos – acaba por remeter a um contexto posterior, vitoriano, sendo bem mais adequada aos arroubos e romantismo das irmãs Brontës, por exemplo, que a contenção de Austen. Esses recortes servem para mostrar a escolha ideológica por trás da adaptação. Se, como diz Dudley Andrew, “adaptação é apropriação de significado de um texto anterior” (e um texto pode ter significados variados, ficando a critério do cineasta e roteirista dar maior visibilidade a um ou a outro), fica evidente que a escolha empreendida, neste caso, tentou conciliar a crítica social de Austen à história pessoal de Lizzy e Darcy; porém, ao romantizar (principalmente em termos visuais) a narrativa privada, o filme perdeu a chance de, por exemplo, aprofundar as relações inseparáveis entre o público e o privado em Austen. No entanto, talvez como certo consolo, o final do filme acaba por resgatar, mais uma vez, a tonalidade contida de Austen, através da ausência do beijo e da conclusão do filme sem a cena do(s) casamento(s). De modo que talvez a melhor definição para esta adaptação seja “Hollywood sem beijo”.
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* A prof. Dra. Genilda Azerêdo é professora do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas da Universidade Federal da Paraíba, onde atua nos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Letras. É mestre em Literatura Anglo Americana (Dissertação sobre Virginia Wolf) e Doutroa em Literaturas de Língua Inglesa (com tese sobre as relações entre literatura e cinema, especificamente as adaptações de Obras de Jane Auten).

** Este artigo foi gentilmente cedido pela amiga Genilda Azerêdo, tendo sido publicado inicialmente em revista acadêmica e no blog Correio das Artes. Originalmente, o artigo não possui as imagens acima, sendo de minha responsabilidade adição das mesmas.
*** Posteriormente publicarei mais sobre as pesquisas e trabalho de Genilda Azerêdo, aguardem!

Nova Coleção da Cambridge

A Editora Cambridge lançará agora no início do ano uma nova coleção de livros de capa dura da Jane Austen: The Cambridge Edition of the Works of Jane Austen 9 volume HB set.
Serão 9 livros com comentários dos mais respeitados acadêmicos como Peter Sabor, Barbara Benedict, Dorothy McMillan, Jane Todd, Linda Bree, Richard Cronin e John Wiltshire.
Esta versão moderna, composta por 9 volumes: os seis livros publicados (Sense and Sensibility, Pride and Prejudice, Mansfield Park, Emma, Northanger Abbey and Persuasion), acompanhados de por dois manuscritos de Jane, escritos em sua adolescência. Cada livro é editado por renomados estudiosos de Austen e inclui informações a respeito das circunstâncias de criação e publicação dos trabalhos, assim como as críticas recebidas na época, além de notas textuais e explicativas. O conjunto de livros oferece também artigos sobre a vida, trabalho e sobre a época de Jane.

Conteúdo

– Juvenília editado por Peter Sabor;

– Northanger Abbey editado por Barbara Benedict and Deirdre Le Faye;

– Sense and Sensibility editado por Edward Copeland;
– Pride and Prejudice editado por John Wiltshire;
– Emma editado por Richard Cronin and Dorothy McMillan;

– Persuasion editado por Janet Todd and Antje Blank;

– Manuscritos editados por Janet Todd and Linda Bree;

– Jane Austen em contexto editado por Janet Todd.

Após todas essas novidades … infelizmente tenho que lhes dizer que os livros apesar não lançados oficialmente, no site da Cambridge está por 800,00 dólares ou 475,00 libras (já com desconto no site da amazon.uk). A previsão de lançamento segundo o site da amazon.uk é para 31 de janeiro.

Não coloquei a capa aqui neste post porque a capa que está no site é a antiga.

Falando de Cambridge, aproveito o post para agradecer ao meu amigo Marcelo – representante da Cambridge em Minas Gerais pela linda agenda (com citações diárias no rodapé).

Personagens – Jane Austen para crianças – Parte 6


Hoje concluo a sexta parte dos personagens de Jane Austen para crianças. Aguardem, pois ainda publicarei um texto sobre a Jane e a ilustradora/editora destes livros!!

Desentendimentos, julgamento, mentiras maliciosas, corações partidos, palavras nocivas… Será que o preconceito de Elizabeth e o orgulho de Mr. Darcy arruinará a vida dos dois?

Sinopse:
‘Você o último homem está no mundo com o qual eu casaria. ‘ Por que Elizabeth Bennet rejeita rudemente a proposta de casamento de Darcy? O que ele teria feito para a ofender? Elizabeth tem orgulho de sua habilidade para julgar as outras pessoas, enquanto Darcy é tem orgulho pelo seu sobrenome. Quando dois mundos se colidem, os sentimentos voam alto. Enganos, julgamentos erroneos e mentiras colocam a família dos Bennet em perigo. Será que os corações partidos podem ser reparados? E as palavras nocivas, podem ser perdoadas? A família Bennet pode se salvar da desgraça? Será que o preconceito de Elizabeth e o orgulho de Mr. Darcy arruinará a vida dos dois?

Elizabeth Bennet é alegre, inteligente e orgulhosa de sua capacidade de julgar outras pessoas. Ela está certa ao não gostar de Mr. Darcy, ou cometeu um grande erro?

Jane Bennet é a irmã mais velha de Elizabeth, é bonita, genti e está apaixonada. Será que o Mr. Bingley lhe oferecerá a felicidade que ela merece?
Mr. Darcy – Rico e bonito, Mr. Darcy com certeza é um bom partido para qualquer jovem. Ela coneguirá o amor de Elizabeth, ou seu orgulho sempre a ofenderá?

Mr. Bingley é bonito, rico e uma pessoa fácil de lidar. Ele seguirá o conselho de Mr. Darcy, ou seguirá seu próprio coração em busca da felicidade?

Lydia Bennet é a irmã mais jovem de Elizabeth e Jane. Será que seus atos arruinarão a reputação e felicidade de si própria e de sua família?

Mr. Wickham – O galante, charmoso Mr. Wickham conta uma estória triste. Será que Elizabeth deveria acreditar nele? Alguém pode confiar nele?

Mr. and Mrs. Bennet – Mrs Bennet está desesperada para casar suas filhas bem, no entanto, ela não possui bom julgamento. Será que seu esposo sofredor conseguirá oferecer algum conselho à sua família?

And so this is Christmas

Blackmore`s night – We wish you a merry christmas
http://www.mp3tube.net/play.swf?id=29475d5f0949cda7feca337cb616949b

O Natal só foi proclamado feriando nacional na Inglaterra após 1834 – dezessete anos depois da morte de Jane. Porém, durante a vida de Jane já havia uma observância da data e as pessoas costumavam saudar umas às outras com desejos alegres e afetuosos, repletos de rituais, supertições e idas à Igreja. No entanto, o natal celebrado por Jane e seus contemporâneos em nada se parece com o que vivemos: correria e tumulto em lojas, pois na época não havia o apelo comercial para a data.

(Texto traduzido e modificado após minha leitura no site: Jane Austen no Reino Unido)

Eu fiz uma busca em 6 livros da Jane e encontrei em todos citações sobre a data:

“… This is quite the season indeed for friendly meetings. At Christmas every body invites their friends about them, and people think little of even the worst weather. I was snowed up at a friend’s house once for a week. Nothing could be pleasanter. I went for only one night, and could not get away till that very day se’nnight.” Chapter XIII – EMMA

“A verdade é que esta é a estação do ano mais adequada para as reuniões amistosas. No Natal todo mundo convida a seus amigos e a gente não se preocupa muito com o tempo, embora seja muito frio. Estava nevando e fiquei sitiado na casa de um amigo por uma semana. Nada poderia ser mais agradável. Eu fui para permanecer por uma noite, e não pude sair por sete dias seguidos.”
“… Luckily the visit happened in the Christmas holidays, when she could directly look for comfort to her cousin Edmund; and he told her such charming things of what William was to do, and be hereafter, in consequence of his profession, as made her gradually admit that the separation might have some use. Edmund’s friendship never failed her…” Chapter II – MANSFIELD PARK
“… Felizmente isto se deu justamente nas férias de Natal, de forma que Fanny pôde encontrar consolo junto ao primo Edmund; e ele lhe falou com tanta simpatia de William, das coisas formidáveis que ele iria fazer em razão da profissão que abraçara, que finalmente ela se convenceu de que a separação só poderia lhe ser útil. A amizade de Edmund por ela foi sempre sincera…”

“… The very first day that Morland came to us last Christmas–the very first momentI beheld him–my heart was irrecoverably gone…” Chapter XV – Northanger Abbey

No Natal passado, no dia em que o Morland veio à nossa casa, assim que o vi, o meu coração ficou irremediàvelmente perdido de amor.
“… They had left Louisa beginning to sit up; but her head, though clear, was exceedingly weak, and her nerves susceptible to the highest extreme of tenderness; and though she might be pronounced to be altogether doing very well, it was still impossible to say when she might be able to bear the removal home; and her father and mother, who must return in time to receive their younger children for the Christmas holidays, had hardly a hope of being allowed to bring her with them…” Chapter XIV – PERSUASION
Quando vieram embora, Louisa já se sentava, mas a sua cabeça, embora lúcida, estava extremamente fraca, e os seus nervos demasiado sensíveis; e, embora se pudesse dizer que, de um modo geral, a recuperação decorria muito bem, ainda era impossível dizer quando estaria em condições de suportar a viagem de regresso a casa; e o pai e mãe, que tinham de voltar a tempo de receber os filhos mais novos para as férias de Natal, acalentavam poucas esperanças de a trazerem com eles.
“… I sincerely hope your Christmas in Hertfordshire may abound in the gaieties which that season generally brings, and that your beaux will be so numerous as to prevent your feeling the loss of the three of whom we shall deprive you …” Chapter XXI – Pride and Prejudice
Desejo-lhe sinceramente que o Natal em Hertfordshire seja cheio de alegrias próprias que esta estação geralmente traz, e que não lhe faltem admiradores, para que não sinta a ausência dos três que lhe privamos.
“… I remember last Christmas at a little hop at the park, he danced from eight o’clock till four, without once sitting down …” Chapter IX – Sense and Sensibility
Lembro-me de que no Natal passado, em ocasião de um pequeno baile no parque, ele dançou das oito horas da noite até as quatro da manhã, sem sentar-se nem uma vez sequer.
Como eu não poderia deixar de registrar aqui:
Muito obrigada à todos os leitores e visitantes deste blog! Feliz Natal e plenas realizações em 2009!!
E como eu não terminar esse post sem uma brincadeira, segue abaixo o meu desejo de natal:

Jane Austen para crianças

Hoje é dia de divulgar mais uma novidade sobre os livros da Jane Austen:
JANE AUSTEN PARA CRIANÇAS

Apesar de ser uma edição para crianças, a maioria das crianças brasileiras não conseguiriam ler o texto mesmo adaptado porque o livro foi escrito para um público nativo na língua. Já os adultos brasileiros que ainda estão aprendendo a língua podem ler com muita facilidade.

Veja aqui passagens dos livros! Mais informações sobre os livros no site da Real Reads, onde vocês podem participar de joguinhos para descobrir quem são os personagens dos livros.

Se você deseja comprar os livros fofinhos, compre: Jane Austen Centre e Loving Reading 4 Kids. São livros importados e custam em torno de 3,74 a 4,99 libras (dependendo do site).

A notícia boa que trago para vocês é em outubro passado eu havia contactado a ilustradora dos livros Ann Kronheimer e ela aceitou dar uma entrevista para o blog. Estou esperando passar a fase de defesa do meu mestrado para colocar a “casa” em ordem e assim fazer publicações mais frequentes no blog.

Todas as ilustrações neste post foram autorizadas pela ilustradora Ann, através de um pedido meu via e-mail.

Segue abaixo a resposta carinhosa e simpática de Mrs. Ann Kronheimer:

Dear Adriana
I am so glad you like my illustrations and, of course, I am happy to give my permission for you to use them on your blog. I have had a quick look at it and, I am ashamed to say I can’t speak Portuguese, but I gather that you are casting Stephen Fry, Lily Allen and the chap from ER as characters from Pride and Prejudice and, I must say, they look PERFECT! Good luck with your blog and, if you wish to interview me, that’d be great .. but I am not an expert on Jane Austen! I enjoyed the excuse of watching all the films and drawing girls in pretty dresses .. and, of course re-reading the books. Oh, and I have just read Claire Tomalins book about her .. so, maybe I am an Austen boffin!

Ann
Ilustração de Razão e Sensibilidade

Ilustração de Orgulho e Preconceito


Ilustrações de Mansfield Park

Ilustrações de Emma

Ilustrações de Abadia de Northanger

Ilustrações de Persuação



Personagens de Austen para enfeitar as árvores de Natal

Eu recebi um e-mail da Becca do Jane Austen Centre avisando sobre as novidades da lojinha virtual: kit com bonequinhos (baseados nos personagens de Auten) para enfeitar as árvores de natal:
Casal 1: Lizzie and Mr. Darcy,
Casal 2: Anne and Cap. Wentoworth,
Casal 3: Emma and Mr. Knightley

Se você quiser comprar o kit (no estilo faça você mesma) e montar seus personagens para pendurar na árvore de natal essa é uma boa dica!

£6.99
Vale à pena lembrar que os preços são em libras e que acima de 50 libras em compras o frente é gratuito.