Emma 2009 – algumas opiniões

Ontem eu terminei de assistir os 4 episódios de Emma 2009. Confesso que fiquei com o pé atrás em relação à escolha do J.L. Miller como Mr. Knightley, mas a partir do terceiro episódio creio que depois da dança no baile, ele me conquistou. Passei a encará-lo como Mr. Knightley, apesar da série ser muito corrida.

Segundo a Valéria, a série é boa, pecou pela omissão do “Brother and sister? No, indeed.” Em sua opinião “é o que dá o tom à interpretação do Mr. Knightley. Além disso, não colocaram Emma tentando falar o nome dele… A única que traz é a série de 1972“.
Mais adiante publicarei minhas impressõe sobre Emma, primeiro preciso fazer um screencap de uma cena que me encantou.
Quem nos visitou hoje também foi a Vic do Jane Austen World e deixou suas impressões sobre Emma 2009:
“The 3rd and 4th episodes made up for the first two episodes, which people liked less. This is a good adaptation, but the script uses very little of Jane Austen’s dialogue. I began to like Jonny Lee Miller in the 3rd episode, and I began to like Romola Garai in Episode 4. Michael Gambon is not given enough scenes and I found his Mr. Woodhouse too forceful. All and all, I give this series three stars out of four“.
“O terceiro e quarto episódios foram melhores que os dois primeiros (os quais as pessoas gostaram menos). Esta é uma boa adaptação, porém o script usa muito pouco dos diálogos de Jane Austen. Eu comecei a gostar de Jonny Lee Miller a partir do terceiro episódios, e comecei a gostar de Romola Garai no quarto episódio. Michael Gambon não participa de muitas cenas e achei que ele como Mr. Woodhouse foi muito forçado. Dou 3 estrelas em 4 para esta série.”
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Para retribuir a visita de Vic, fui ao Jane Austen World e descobri que ela está muito feliz porque o blog é um sucesso e já está prestes a alcançar 1 milhão de visitas! Parabéns querida! Para festejar, Vic deciciu dar alguns presentinhos para quem deixar um recadinho por lá. Janeites brasileiras não se preocupem, ela promete enviar um presentinho (um livro) para os fãs de Austen de outros países. Lembre-se é apenas um livro para os fãs fora dos EUA, mas vale à pena tentar e prestigir a amiga Vic.

Jane Austen na tv à cabo

A Marcela me deu uma dica: para quem tem tv à cabo e o canal canal Film&Arts se prepare! Mais Jane na telinha!
O canal exibirá Miss Austen Regrets no dia 07 às 21:00.
Além disso, há previsão também para a série Lost in Austen, mas a Marcela não soube me dizer quando será.

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Becca do Jane Austen Centre me disse que estão sendo lançados dois livros por lá:
– A Carriage Ride in Queen Square. Uma deliciosa coleção de músicas para piano compostas por uma sobrinha de Austen (em quarto grau) chamadao Fanny Knight. A coleção foi ricamente ilustrada com imagens da época da regência e vem com um cd. Valor: £9.99. Certamente deve ser um item para todos os fãs de Austen.
Jane Austen’s Christmas.Trata-es de um livro que sugere como Jane deve ter celebrado o natal, inclui memórias, receitas, músicas e histórias. Valor: £12.99.

Outra dica são os livros da Winchester! Esses são o meu sonho de consumo! Já falei sobre eles aqui no blog e tenho a esperança de algum dia poder comprá-los. O que pesa no preço é o frete, bastante salgado. Sense and Sensibility está por apenas £5,49. Os outros livros estão por 7,99 (desconto de 5 libras). Apenas Persuasion está em falta já há algum tempo. Para quem não conhece, vejam como são lindos! .

Para quem tiver interesse em comprar no Jane Austen Centre eu recomendo! Apenas tenha paciência porque demora entre 2 a 3 semanas para ser entregue.

Dicas

Fui avisada pela Editora LP&M que a tradução de Orgulho e Preconceito será lançada em dezembro! Certamente se trata de um excelente trabalho traduzido por Celina Portocarrero! Agora é só aguardar!
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Uma dica de compra é um box com as séries da década de 70 e 80 baseadas nos livros de Austen à venda na Amazon. Infelizmente não há legendas em português, mas para quem tem bom ouvido e leitura em inglês é uma boa pedida. Além disso, o preço está irresistível: 41,99. Infelizmente aumentaram um pouquinho pois na semana passada custava 34,90 dólares.  Mesmo assim vale à pena, se pensarmos que são 6 séries por cerca de 85 reais + frete.
Bem diferente dos preços salgadinhos da Livraria da Travessa (257 reais) e Livraria Cultura (301,50). Sem contar que o tempo mínimo de espera para a importação é  de 15 a 60 dias úteis.
Eu não assisti todos os episódios dessas mini-séries, só assisti Mansfield Park. A versão de Mansfield Park é a mais fiel ao livro. Gostei muito! Gostei mesmo de Mary Crawford, muito boa a atuação! O Mr. Crawford estava um pouco afetado…
A seguir as datas de lançamentos das séries que hoje estão no formato DVD (áudio e legendas em inglês):
Northanger Abbey – 1986
Mansfield Park – 1983
Pride and Prejudice – 1980
Sense and Sensibility – 1981
Emma – 1972
Persuasion – 1971
Quando o meu box chegar em dezembro/janeiro (meu amigo vai me trazer de presente), eu assisto e compartilho com vocês!

Orgulho e Preconceito 1995 em português do Brasil

Por indicação da Poliana (via orkut) eu soube da novidade: finalmente será lançado aqui no Brasil uma edição de Orgulho e Preconceito de 1995, a série tão querida para nós estará à venda na Livraria Cultura após 04/11. A novidade tão esperada por aqui já que não temos essa versão para comprar ou alugar custará 79,90.

Não entendi essa foto no rodapé com a Lizzie dançando com um Seu ninguém…

Observação: Atenção para as compras online na livraria cultura, pela segunda vez eu compro livros lá e eles não tem controle de estoque. O livro está em falta (terão que importar). Me senti lesada porque online constava que eles tinham o produto e paguei (mais caro) para entrega mais rápida. Alguém mais já teve esse problema?
Da primeira vez que houve esse problema até me enviaram o livro de graça por não constar no estoque e eu ter que esperar mais de um mês pela importação.

Nova Versão de Razão e Sensibilidade

Está previsto para 2011 o lançamento de uma nova versão para Razão e Sensibilidade, trata-se de uma versão moderna ambientada em Los Angeles. Pelo resumo dá para ver que modificarão bastante a história, vejam:

A Latina version of Jane Austen’s classic novel set in modern-day Los Angeles. Two sisters, one a young beauty who chooses passion over logic, the other a law student whose fixed moral compass keeps her from following her desires, are uprooted from their luxurious home when their father suddenly passes away. Out of money and out of options, the women move into their Great Aunt Aurelia’s modest, but lively home in the Latino-centric Boyle Heights neighborhood where they find themselves thrown into a world that, despite their heritage, seems completely foreign. Over time, they discover the beauty of the culture they once fought so desperately to hide. And in the process they find the one thing that had eluded them: love. Fonte: OddLot International
Trata-se de uma versão latina ambientada na Los Angeles atual. Duas irmãs, a mais jovem que prefere seguir a paixão ao invés da lógica, e a outra, uma estudante de direito, cuja moral incorruptível a previne de seguir seus desejos, são despejadas de sua luxuosa casa após a morte do pai. Sem dinheiro e sem opções, as jovens se mudam para a casa modesta da tia avó Aurélia no bairro latino de Boyle Heights, onde as duas se vêem completamente perdidas. Com o passar do tempo, as duas descobrem a beleza da cultura latina que antes elas lutavam desesperadamente para esconder. E no meio desse processo elas descobrem o amor!
 O título do filme será Senso e Sensibilidad, mas como se trata de uma comédia romântica terá também o complemento (estranho): From Prada to Nada – fazendo uma alusão à vida luxuosa das moças antes da morte do pai (vestindo Prada possívelmente) e ao Nada após a morte do mesmo.
Como se trata de uma adaptação latina foram escalados atores já conhecidos no meio:
As duas irmãs (ainda sem nome) serão interpretadas por Camille Belle  e Alexa Vega. A tia será interpretada por Adriana Barraza. Fonte: Latina.com
Os dois moçoilos abaixo também já estão escalados: Kuno Becker (esquerda) e Wilmer Valderamma (direita). Wilmer é um ator bastante conhecido, aqui no Brasil podemos assistir suas trapalhadas e sotaque espanhol forçado na série The 70’s show. Resta saber se teremos uma espécie de Coronel Brandon (meu favorito)!
Como se trata de uma versão moderna não devemos esperar fidelidade ao texto de Jane e sim muitas trapalhadas e confusões.
Arrisco dizer que o Walderama interpretará o papel de Edward Ferrars, e vocês o que acham?
* crédito das fotos: Getty Images e IMDB.

Todos falam de Austen

Após uma maravilhosa viagem para Gramado e Caxias do Sul, cá estou eu de volta!
Acabei descobrindo que muitos outros blogs e sites estão falando de Austen! Vejam só:

O Bruno do Moonflux fala do filme O&P 2005.

A Liana Leão da Gazeta do Povo fala sobre Milagres de personalidade, discorre sober Austen e sua obra.

O Jorge Leberg fala de suas primeiras impressões de O&P.

O Blog da Angela publicou um artigo de Fabio Silvestre Cardoso sobre O&P.

O Segredos de Pandora fala de O&P 2005.

A Aline Aquino do Nada em Excesso fala também de O&P 2005 e o ‘amor de sua vida’.

O Chat Feminino fala sobre Jane e sua obra.

O blog A Imagem Feminina apresenta uma pequena biografia sobre Austen.

A Pati Araújo fala sobre o filme Becoming Jane.

O blog Os desastres amorosos de Anita e suas amigas faz um post divertido sobre Jane.

Primeiras impressões de Orgulho e Preconceito

Já foi explicando que o post é polêmico pois se trata de uma opinião. A Carla Bitelli do Blog Homem Nerd fez um post confessando sua nerdice aguda: Austen!
Carla discorre sobre a séries de 1980 e 1995 e o filme de 2005. Sem intenção de magoar as opiniões dos meus queridos leitores e amigos, coloco que post que Carla fez no Homem Nerd na íntegra. Ao lado vocês poderão votar qual é a sua versão favorita de Orgulho e Preconceito. Como só estamos falando de três versões, não colocarei as outras na votação, ok?

Peço também que coloquem suas opiniões respondendo abaixo. Mas por favor: respeitem as opiniões dos outros. Com vocês as opiniões de Carla:

Na série de 1980, temos uma Elizabeth Bennet muito irônica e nada agressiva pela atriz Elizabeth Garvie. De início essa leitura da personagem foi chocante para mim, pois havia me acostumado com a agressividade dela presente no filme de 2005. Mas logo compreendi que, como outros personagens (sendo o Mr. Collins o campeão), há várias formas de se interpretar os diálogos de Austen.

Uma característica engraçada dessa série é o posicionamento de câmera superconvencional, que faz lembrar novelas hispano-latinas. Algumas atuações também colaboram para isso, especialmente a de David Rintoul (Darcy), repleta de viradas de cabeça repentinas e olhares intensos.

Já na série de 1995, vemos um Darcy interpretado por Colin Firth com mais detalhes que o comum (mesmo porque a própria série nos apresenta cenas além das apontadas por Austen), o que o torna o melhor Darcy das três adaptações, apesar de pecar em momentos-chave.


Considerando que o próprio personagem não é tão profundo nem tão complexo quanto gostaríamos de acreditar, é quase natural que a maioria dos atores sejam bem-sucedidos em sua interpretação. [Antes que alguém reclame, eu amo o Darcy, ok?] A interpretação de Matthew Macfadyen, no filme de 2005, é, na minha opinião, a mais tocante das três, apesar de não ser a melhor.


Das Elizabeths, a que menos me convenceu foi Jennifer Ehle (1995). Ela não é nem agressiva e divertida como a Lizzie de Keira Knightley (2005), nem doce e irônica como a Lizzie de Elizabeth Garvie (1980). Especialmente nos diálogos em que essas características definem a personagem, Ehle não parece se entregar completamente – a recusa do pedido de casamento, as conversas quando em Pemberley e a discussão com Lady Catherine.

O problema, na minha opinião, imperdoável da série de 1995 é o seguinte: nesses momentos-chave, os diálogos não foram fiéis à obra de Austen. Longe de mim ser purista em relação a adaptações (pois não sou!). Mas no caso a troca não favoreceu, já que os diálogos novos nem de longe têm a força dos originais. E mais uma coisa que também não gostei: nesses mesmos diálogos, justo neles, faltou atuação e tudo ficou morno.

A parte boa dessa mesma série, que simplesmente adorei, foi a inclusão de cenas que eram apenas narradas em outras adaptações, por serem trechos de cartas. A infância de Darcy e Wickham, a descoberta pelo cavalheiro do casal fugitivo… As cenas ajudam a compor o personagem Darcy, a entregar mais de seus sentimentos ao espectador, a humanizá-lo mais.

Sobre a Jane, acho curioso o conceito de beleza de quem fez o casting: aparentemente, basta ser loira para ser bonita. É o caso das Janes de 1995 e 2005. Vale observar que a de 1995, por Susannah Harker, é horrorosa, nem de longe bonita, e a doçura de ingenuidade da personagem também não foram bem transpostas à tela. Já a de 2005, por Rosamund Pike, consegue reunir essas características. A campeã, no entanto, é a de 1980, Sabina Franklyin, cuja doçura realmente lhe dá beleza.

As outras personagens são desenvolvidas sem muitos problemas. Lydia é a jovem-problema (perfeita nas três versões), Mary é a CDF clichê (o filme de 2005 suaviza a personagem em relação às séries, que a colocam como uma garota feia e chata; achei isso bem legal) e Kitty é irrelevante; Mrs. Bennet e a mãe desesperada e sem noção e Mr. Bennet é o pai desinteressado. Família típica. 😉

A Charlotte Lucas da série de 1980, tenho que confessar, é a minha preferida. Ela é delicada e divertida, sem forçar a barra no racionalismo antirromântico dela. No entanto, o Mr. Collins dessa série é tão tão ridículo (bonachão, total vergonha alheia) que minha preferência muda para o filme, em que o casal combina.

Mas, pra mim, a qualidade da adaptação se define no segundo pedido de casamento de Darcy, em que há a entrega total dele e, finalmente, a submissão (não nos sentidos negativo ou sexual da palavra) dela.

Qual é o resultado do “embate” final?

Pra mim, a série de 1995 é derrotada sem esforço, e a dúvida fica entre a série de 1980 e o filme de 2005. Eu voto pelo filme… Nada como um amanhecer com um Darcy daqueles.

O objetivo desse post é discutir as adaptações. Não queremos ofender ninguém por terem opiniões diferentes, nosso objetivo é gerar discussões frutíferas que poderão ter continuidade no fórum de discussões do JASBRA.

* Texto gentilmente cedido por Carla Bitelli do Homem Nerd

** As opiniões relatadas aqui não são necessariamente as opiniões do JASBRA.

Emma 2009 – Fotos dos Bastidores

Raquel Oliveira nos traz mais novidades sobre Emma 2009 – fotos dos bastidores das filmagens! Obrigada dear!
Raquel conseguiu autorização para publicar as fotos com a Cobwebs do  C19. Aguardem um outro post sobre essa garota que está assistindo as filmagens de camarote!
Para assistir o slideshow é só clicar nas imagens abaixo:

Emma 2009 – primeiras impressões

A série mal começou ontem e já causa alvoroço! Raquel Oliveira me disse que andou lendo alguns comentários sobre as ‘primeiras impressões’ de janeites em inglês e espanhol. Segundo Raquel, pelo que parece as pessoas ainda estão bastante dividadas. Alguns deram voto de confiança para o Miller como Mr. Knightly, apenas por conhecer outros trabalhos do ator, e saber q ele é bastante talentoso. No entanto, para a grande maioria o verdadeiro Knightly é o Mark Strong (Emma 1997). Definitivamente a Romola Garai parece ter ganho a todos como Emma, “só li bons comentários sobre a atuação dela” acrescenta Raquel. Outra coisa que parece não estar agradando muito é a narração. Muitas pessoas não estão gostando disso. Mas vamos aguardar pra ver e tirar nossas próprias conclusões.
Raquel ainda afirma: o que parece unanimidade é a atuação de Michael Ganbon que está roubando a cena como Mr. Woodhouse.
Eu conheço o trabalho de Michael Gambon em Wives and Daughters e Crawford (séries baseada nos livros homônimos de Elizabeth Gaskell), ele está muito bom! Outros filmes com Michael que já assisti são: Joe´s palace (atuando com o Rupert Penry-Jones – Persuasion 2007) e Harry Potter. Quando o vi escalado para o papel de Mr. Woodhouse já fiquei bastante interessada por essa nova adaptação!
Agora é ver para crer!

Palácio das Ilusões (1999)

Frances O’Connor como Fanny Price
Já é madrugada de segunda-feira e ainda navegando na internet em busca de subsídios para uma pesquisa sobre internet e ensino de idiomas. Enfim, o que isso tem a ver com Jane Austen? Não venham me perguntar como, mas acabei encontrando um artigo da Isabela Boscov da Veja a respeito de Palácio das Ilusões/Mansfield Park (1999). Tenho que confessar que esse livro não me sai da cabeça por motivo óbvios, não é mesmo? Assim, tudo que for possível publicarei aqui a respeito de Mansfield Park e suas adaptações para o cinema e a tv. Segue abaixo a avaliação de Isabela sobe o filme:
“Jane Austen (1775-1817) é talvez a mais perfeita escritora da língua inglesa, mas nem ela era infalível. Seu romance Mansfield Park tem uma heroína tão insípida que fica difícil torcer por ela. Isso não vale, porém, para Palácio das Ilusões (Mansfield Park, Inglaterra/Estados Unidos, 1999), que se baseia nessa obra e estréia na sexta-feira em São Paulo e no Rio. A mocinha Fanny Price exibe aqui uma verve e uma inteligência irresistíveis. Lembra muito a própria Austen, dona de uma língua afiadíssima. Explica-se: a diretora Patricia Rozema reavivou a personagem com falas tiradas das cartas que a escritora enviava, entre outros, à sua irmã. Fanny (Frances O’Connor) é uma menina pobre que vive de favor com seus parentes ricos. Não é tratada como uma igual pelo seu tio austero (o dramaturgo Harold Pinter) e suas primas fúteis, mas encontra um aliado no primo Edmund, por quem alimenta uma paixão platônica. Essa vidinha é perturbada pela chegada dos irmãos Mary e Henry Crawford (o ótimo Alessandro Nivola). A moça conquista Edmund, e Henry, um cafajeste galante, encanta-se com Fanny – que, para revolta dos parentes, recusa suas atenções. A diretora tomou várias liberdades. A tia de Fanny é viciada em ópio, seu tio nutre sentimentos um bocado intensos pela sobrinha e há até uma cena de adultério explícito. Os puristas se arrepiaram com essa falta de sutileza. Patricia, contudo, preserva o que a autora tem de fundamental: o tom perversamente satírico e o olhar sempre alerta, que não deixa escapar nada.”
Poster que encontrei no site: Movieposter
Em cena:  Jonny Lee Miller(Edmund Bertram) e Embeth Davidtz(Mary Crawford)
Fanny Price e Sir Bertram
Neste filme o tema escravidão e abolição é tratado com mais profundidade que nas outras versões que conheço: 1983 e 2007. É um excelente tema para discussões e pesquisas, não acham?
Edmund Bertram e Fanny Price
** Em tempo: O ator que faz o papel de Edmund Bertram nesta versão de 1999 é o Jonny Lee Miller, que também participou de Mansfield Park (1983 – série da BBC) quando era muito novinho. Jonny fez o papel de um dos irmãos de Fanny Price, o Charles Price, que só aparece nos dois últimos capítulos da série. Jonny atualmente está gravando Emma 2009 como Mr. Knightley. O rapaz parece que gosta mesmo de clássicos de Jane Austen!
Encontrei um trailer do filme em espanhol para quem ainda não conhece e não é fluente em inglês: