Emma BBC 2009

A partir de hoje (26/02) A partir do dia (28/02/10) o site da Livraria Cultura venderá um lançamento tão esperado da Editora Logon: Emma 2009 (mini-série em 4 capítulos). Enquanto o meu exemplar não chega, eu vou descrever alguns detalhes que o Depto. de Marketing da Logon me forneceu!
O DVD possui os seguintes extras: especial sobre as locações, figurinos, trilha sonora e uma entrevista com Sir Michael Gambon, ator que interpreta Mr. Woodhouse. A duração total é de aproximadamente 45 minutos e tem legendas em português. Ótima notícia, não é mesmo?
Acredito que o DVD da Logon será igual ao importado que tenho (com as mesmas características acima). Abaixo, coloco algumas fotos do meu exemplar made in England mesmo.

(o marcador de livros foi um presente da Carmem Resende, feito por sua mãe)
Só temos o que agradecer a Logon pela iniciativa de trazer os clássicos de Austen adaptados para Tv!

Lançamentos



Segundo a Revista O Grito!, dia 26 de fevereiro a editora Abril lançará nas bancas a sua coleção de clássicos da literatura, que somará ao todo 35 livros. Segundo o site da editora Abril, todos os livros terão capa dura, revestimento em tecido e acabamento nobre. A coleção começa com Crime e Castigo, do escritor russo Dostoiévski, sendo que Jane Austen também se fará presente com Orgulho e Preconceito (tradução de Lúcio Cardoso). Para maiores informações clique aqui.



Segundo o site da Livraria Cultura, o DVD duplo da série Emma será lançado no dia 26 deste mês, pelo valor de R$49,90. Um pequeno vídeo da série pode ser assistido no site da editora Log On. Outra novidade é o relançamento do DVD da série Orgulho e Preconceito, previsto para o dia 1º. de março.

Twitter Party

Conforme sugestão da Luana M.M., hoje, por ocasião da estreia da nova versão de Emma nos EUA, haverá uma Twitter Party promovida pelo canal PBS. A festa irá ocorrer ao longo do primeiro episódio, que irá ao ar às 21 horas, no horário dos EUA e à meia-noite no horário do Brasil. Estarão presentes pessoas ligadas ao canal PBS e especialistas em Jane Austen, como a Laurel Ann Natress, do Austenprose, a Vic, do Jane Austen World e a Kali Papas, do StrangeGirl.com. Aqueles que desejarem participar devem acessar o Tweetgrid do canal ou procurar diretamente por @pbs, @masterpiecepbs. Ao enviar uma mensagem usar sempre a tag #emma_pbs. Abaixo, o convite que está na página da PBS:

Emma 2009 em português!

Acabo de receber um e-mail do Depto. de Marketing da Logon informando que Emma (com legendas em português), produzido pela BBC, estará à venda no mercado brasileiro em março!
Excelente notícia, não acham?
Outra boa notícia é que em março eles também lançarão Oliver Twister de Charles Dickens (com legendas em português), também da BBC!
Abaixo as capas da BBC, creio que a Logon fará algo parecido:
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Para quem não sabe, a Logon lançou no ano passado um Digipack (box) da Série Orgulho e Preconceito (1995), publicado aqui.

Jane Austen made in Paraíba

Esse livro abaixo cruzou o Brasil até chegar às minhas mãos. Recebi de presente de aniversário de Lília dos Anjos! É o mais recente lançamento do Genilda Azerêdo sobre: Jane Austen nas telas – um estudo da ironia em Emma. O livro foi publicado com o selo da Editora UFPB e está à venda na livraria do Campus e creio que também nas Livrarias Paulinas (pois o presente veio embrulhado com o papel de presente de lá). Vou confirmar com a Lília e depois falo para vocês!
Conteúdo:
Há um essay sobre esse tema, de autora da própria Genilda, à disposição para download nos arquivos da UFSC (onde Genilda fez o doutorado), para baixar clique aqui.
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Já falei sobre Genilda em dois outros posts:
Jane Austen, adaptação e Ironia – livro publicado por Genilda Azerêdo
Hollywood sem beijo – artigo de Genilda Azerêdo sobre o filme Orgulho e Preconceito
Ps. ouso dizer que meu amigo Lord Daniel vai adorar a notícia!

As pinturas de Franz Xavier Winterhalter

Conversando com a Luísa Rodrigues, descobri que as mocinhas nas capas da Editora Best Seller (empresa do Grupo Editorial Record) fazem parte de uma pintura maior chamada: A imperatriz Eugênia rodeada de suas damas de honra (1855), obra do pintor alemão Franz Xaver Winterhalter (20 de abril de 1805 — 8 de julho de 1873).
Apesar dos vestidos serem posteriores ao período da regência inglesa e pertecerem a damas de outra nacionalidade, na minha opinião, essas são as capas mais bonitas publicadas até hoje no Brasil.
Mas o que chamou a minha atenção foi ter descoberto que as pinturas não eram distintas, faziam parte de uma pintura maior! Ah, como é linda! Vejam só:
Para vizualizar em tamanho maior clique na imagem ou para visualizar em formato (1,346 × 931 pixels) clique aqui.
Abaixo algumas pinturas maravilhosas do Winterhalter que encontrei no Artknowledgenews e no Wikimedia – são de encher os olhos!
Detalhes em sombra e claridade: perfeição!
Os detalhes e o brilho do tecido parecem saltar aos olhos!
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Como a Best Seller não relançou os livros: A Abadia de Northanger, Persuasão e Mansfield Park (porque neste caso, o direito de publicação foi vendido para uma livraria e aparentemente eles não desejam republicá-la – vide post sobre a tradução de Raquel de Queiróz) – vou propor aqui uma brincadeira! Sobraram três mocinhas que não foram utilizadas nas edições anteriores. Que tal brincar de nomear cada uma delas como sendo as heroínas dos livros não publicados? Para participar, é só escolher pela cor do vestido (rosa, amarelo e verde) e adicionar o nome do personagem na frente. Abaixo, minha sugestão:
Vestido verde: Anne Elliot (Persuasão) – escolhi esse porque é meu livro favorito, e também dos três restantes é o vestido mais bonito!
Vestido amarelho: Fanny Price (Mansfield Park) – Fanny é iluminada como o sol, suporta o tranco daquela família Bertram! 🙂 só acho que daria um trabalhão tentar fazer o restante do vestido, já que ele não existe na pintura original, porque ficou escondido.
Vestido rosa: Catherine Morlland (A Abadia de Northanger) – Porque toda adolescente já gostou de rosa! O rosto deveria ser suavizado com photoshop para parecer uma jovem de 17 anos.
E você? o que acha?

O Natal nos livros de Austen

Como o dia de hoje é um dia festivo, vale à pena resgatar um post do ano passado sobre o assunto!
Ilustração de Alan Wright
O Natal só foi proclamado feriando nacional na Inglaterra após 1834 – dezessete anos depois da morte de Jane. Porém, durante a vida de Jane já havia uma observância da data e as pessoas costumavam saudar umas às outras com desejos alegres e afetuosos, repletos de rituais, supertições e idas à Igreja. No entanto, o natal celebrado por Jane e seus contemporâneos em nada se parece com o que vivemos: correria e tumulto em lojas, pois na época não havia o apelo comercial para a data.
Eu fiz uma busca em 6 livros da Jane e encontrei em todos citações sobre a data:
“… This is quite the season indeed for friendly meetings. At Christmas every body invites their friends about them, and people think little of even the worst weather. I was snowed up at a friend’s house once for a week. Nothing could be pleasanter. I went for only one night, and could not get away till that very day se’nnight.” Chapter XIII – EMMA
“A verdade é que esta é a estação do ano mais adequada para as reuniões amistosas. No Natal todo mundo convida a seus amigos e a gente não se preocupa muito com o tempo, embora seja muito frio. Estava nevando e fiquei sitiado na casa de um amigo por uma semana. Nada poderia ser mais agradável. Eu fui para permanecer por uma noite, e não pude sair por sete dias seguidos.”
“… Luckily the visit happened in the Christmas holidays, when she could directly look for comfort to her cousin Edmund; and he told her such charming things of what William was to do, and be hereafter, in consequence of his profession, as made her gradually admit that the separation might have some use. Edmund’s friendship never failed her…” Chapter II – MANSFIELD PARK
“… Felizmente isto se deu justamente nas férias de Natal, de forma que Fanny pôde encontrar consolo junto ao primo Edmund; e ele lhe falou com tanta simpatia de William, das coisas formidáveis que ele iria fazer em razão da profissão que abraçara, que finalmente ela se convenceu de que a separação só poderia lhe ser útil. A amizade de Edmund por ela foi sempre sincera…”
“… The very first day that Morland came to us last Christmas–the very first momentI beheld him–my heart was irrecoverably gone…” Chapter XV – NORTHANGER ABBEY
No Natal passado, no dia em que o Morland veio à nossa casa, assim que o vi, o meu coração ficou irremediàvelmente perdido de amor.
“… They had left Louisa beginning to sit up; but her head, though clear, was exceedingly weak, and her nerves susceptible to the highest extreme of tenderness; and though she might be pronounced to be altogether doing very well, it was still impossible to say when she might be able to bear the removal home; and her father and mother, who must return in time to receive their younger children for the Christmas holidays, had hardly a hope of being allowed to bring her with them…” Chapter XIV – PERSUASION
Quando vieram embora, Louisa já se sentava, mas a sua cabeça, embora lúcida, estava extremamente fraca, e os seus nervos demasiado sensíveis; e, embora se pudesse dizer que, de um modo geral, a recuperação decorria muito bem, ainda era impossível dizer quando estaria em condições de suportar a viagem de regresso a casa; e o pai e mãe, que tinham de voltar a tempo de receber os filhos mais novos para as férias de Natal, acalentavam poucas esperanças de a trazerem com eles.
“… I sincerely hope your Christmas in Hertfordshire may abound in the gaieties which that season generally brings, and that your beaux will be so numerous as to prevent your feeling the loss of the three of whom we shall deprive you …” Chapter XXI – PRIDE AND PREJUDICE
Desejo-lhe sinceramente que o Natal em Hertfordshire seja cheio de alegrias próprias que esta estação geralmente traz, e que não lhe faltem admiradores, para que não sinta a ausência dos três que lhe privamos.
“… I remember last Christmas at a little hop at the park, he danced from eight o’clock till four, without once sitting down …” Chapter IX – SENSE AND SENSIBILITY
Lembro-me de que no Natal passado, em ocasião de um pequeno baile no parque, ele dançou das oito horas da noite até as quatro da manhã, sem sentar-se nem uma vez sequer.

Morre a atriz Brittany Murphy

Brittany Murphy morre aos 32 anos de idade, vítima de um ataque cardíaco e aparentemente excesso de remédios para dor. A atriz mais conhecida aqui no Brasil pelo  filme ‘Recém-casados’ com o ator Ashton Kutcher, fez também o papel de Tai (Harriet Smith) em Clueless (As Patricinhas de Bervely Hills). O Filme é uma espécie de paródia de Emma, ambientado em Bervely Hills e Alicia Silverstone atuou como Cher Horowitz (Emma Woodhouse). Brittany participou também de “Os Mercenários”, de Sylvester Stallone, que foi filmado em parte no Rio de Janeiro. O filme deve ser lançado nos cinemas no ano que vem. Mais detalhes sobre a morte da atriz no site do G1.

 

Cartaz do filme Clueless – As Patricinhas de Bervely Hills (1995)
 
Brittany morena fez o papel de Tai (Harriet Smith)

Para quem não conhece o filme, abaixo o trailler em inglês:

Leilão na Christies

A Christies é uma casa de leilões muito conhecida em Nova York, vejam os valores dos livros de Austen – primeiras edições:
Sense and Sensibility – $32,500 (dólares)
Northanger Abbey – $8,750 (dólares)
Pride and Prejudice – $52,500 (dólares)
Mansfield Park – $15,000 (dólares)
Emma – $104,500 (dólares)
Persuasion – não encontrei na busca
Imagens com detalhes de alguns dos livros leiloados:
                     Emma                                        Pride and Prejudice

Emma 2009 – uma opinião masculina

Nossa discussão sobre A Abadia de Northanger está fervilhando! Descobrimos que temos dois rapazes basantes participativos no grupo: Hitoshi e Lucas! Ontem, eu descobri o blog do Guilherme Wasner e ele faz um longo comentário sobre a mini-série da BBC Emma (2009). Pedi autorização para publicar aqui no blog e prontamente o rapaz me autorizou. Obrigada Guilherme!

Com Emma, a BBC faz seu retorno ao universo das marcantes heroínas de Jane Austen. Esta é a segunda adaptação (a primeira é de 1972) do livro homônimo da escritora inglesa, realizada pela emissora. Esta nova produção tem Jim O’Hanlon na direção e Sandy Welch no roteiro. Welch é habituée das produções da BBC, sendo responsável pela ótima adaptação de North and South e da elogiada versão televisiva de Jane Eyre, entre várias outros trabalhos. Nesta minissérie em quatro episódios, acompanhamos a trajetória de Emma Woodhouse (Romola Garai), a inteligente, bela, rica – e um tanto arrogante – filha de Mr.Woodhouse. Emma adora meter o bedelho na vida alheia, principalmente quando o assunto é casamento. Ainda mais se for ela a promovê-lo. O problema é que a jovem cupido não é tão competente como imagina. De fato, Emma é mais míope do que pensa em relação aos sentimentos alheios – e também com relação aos seus próprios. Não demora muito para que suas atrapalhadas intervenções descambem para o desastre, para profundo desgosto do seu grande amigo e vizinho, Mr. Knightley (Jonny Lee Miller, neto do “M” original e ex de Angelina “quem mais eu posso adotar?” Jolie). Está armado o palco para inúmeros encontros e desencontros, bem ao gosto dos fãs de Austen.
Emma é uma adaptação bem sucedida e agradável de assistir. A fotografia é belíssima e a história flui com bom ritmo, prendendo a atenção do início ao fim. Todavia, não é livre de problemas. O mais relevante tem a ver com a interpretação um tanto afetada de Romola Garai, a atriz que dá vida a Emma. Romola é mais conhecida por sua participação no excelente Atonement (no Brasil, “Desejo e Reparação”, numa vã tentativa de associação com Jane Austen), entregando uma Briony (na fase adulta da personagem) remoída pela culpa. Mas enquanto em Atonement a atriz exibia uma performance contida – e por isso mesmo, muito boa – em Emma ela descamba para o overacting. Tudo é muito exagerado, a ponto de parecer que estamos assistindo a alguma produção infanto-juvenil da Disney. Ainda que Emma seja uma personagem jovem e expansiva, não justifica uma caracterização tão histriônica. Nesse ponto Keira Knightley foi mais bem-sucedida. Em Orgulho e Preconceito (a versão cinematográfica), ela transmite com sucesso a graça, a jovialidade e a autenticidade de Liz Bennet sem, no entanto, dar a impressão de que estamos assistindo, por engano, a alguma comédia juvenil.
Para sorte de Romola (o nome é uma versão feminina de “Romulus”, mostrando que não apenas os jogadores de futebol são amaldiçoados por pais sem noção), ela também esbanja encanto e simpatia, o que compensa suas limitações, até certo ponto. Também ajuda um pouquinho o fato da atriz ser muito bonita e carismática (que olhos expressivos, por sinal!). Faltou aqui uma presença mais atuante do diretor O’Hanlon, no sentido de controlar melhor os exageros da atriz, tarefa que o competente Joe Wright tirou de letra em Atonement. Isso demonstra o quanto um diretor é importante para se obter o melhor desempenho possível do cast à sua disposição. Falando nisso, o destaque do elenco vai para o sempre ótimo Michael Gambon, que interpreta o hipocondríaco e hiper-protetor pai de Emma, sem descambar na caricatura.
Com defeitos ou não, Emma é uma delícia de se assistir e, mais uma vez, lamento por nenhuma TV a cabo se interessar em transmitir o conteúdo da BBC One aqui no Brasil. Principalmente sua vasta e caprichada biblioteca de produções de época, que mantém vivos os clássicos da literatura inglesa, de uma forma atraente e acessível para o público. Não há sequer a opção de adquirir os DVDs por aqui. A única alternativa é importar a peso de ouro, ou se resignar a torrents de baixa qualidade. E o que temos em substituição? A Fazenda? É de chorar…

Detalhe: adivinhem qual é a série favorita de Guilherme? Orgulho e Preconceito é claro!!! Segundo o rapaz, foi uma das melhores coisas já produzidas para a TV… se não for a melhor!