Lançamento: Emma Edição de Aniversário da Penguin Classics

Está em pré-venda na Amazon essa linda edição anotada em comemoração aos 200 anos de publicação de Emma! É uma edição de luxo da Penguin Classics Deluxe, com 496 páginas e está prevista para lançamento dia 29 de setembro de 2015. A responsável por essa edição é Juliette Wells.

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Jane Austen Brasil – 6 anos! Sorteio parte 3 – Livros em Inglês

Prezados Leitores, dessa vez terermos um sorteio duplo de livros em Inglês: Persuasion e Emma. Mas você que ainda acha que não consegue ler uma versão integral em inglês dos livros de Austen não se desespere! Os livros que estão neste sorteio são graduados, ou seja, são livros escritos e adaptados para leitores com nível elementar e intermediário de inglês! Além disso, cada livro vem com CDs de áudio com a história contada e são ilustrados. A Editora Penguin Readers nos prestigia com a doação desses livros!  Serão dois vencedores! 
Prestem atenção para os detalhes: participações até o dia 13 de julho e resultado do sorteio será dia 14 de julho.  Para participar do sorteio é preciso responder a pergunta: Qual das heroinas Emma ou Anne Elliot você prefere e por quê? 
Boa sorte para todos!! 
Vejam os detalhs dos livros abaixo:

Promoção imperdível do Box da LogOn

Por indicação da Meire Souza e Fabia Rossoni, aqui está uma promoção imperdível: o box da LogOn com 8 discos, incluindo: Orgulho e Preconceito (1995), Emma (2009), Razão e Sensibilidade (2008) e Persuasão (2007). Por apenas R$ 59,90.

Detalhes no site Submarino.

Quartas – Minha história com Jane Austen: Anaisa Lejambre – Palavras que ultrapassam séculos

Prezados leitores, hoje é dia da Coluna das quartas-feiras: Minha história com Jane Austen! 

A coluna de hoje traz uma versão diferente da ‘minha história com Jane Austen’, Anaisa fará uma análise de Austen. Espero que gostem! 

Com vocês: Anaisa Lejambre

Anaísa é jornalista e mora em Curitiba. 
Conheça aqui o blog de Anaísa.

Palavras que ultrapassam séculos

Vidas que foram separadas pelo destino e que anos mais tarde se reencontrariam para criar esta doce e relaxante história. Personagens ambíguos, irônicos e que representassem a sociedade da época. Com pequenas descrições de lugares e situações nos permitem visualizar cada um deles, como se estivéssemos vivenciando cada momento com os personagens. A paixão que nasce entre eles, a confusão, a descoberta de novos sentimentos e a como lidar com isto fica presente na obra o tempo todo. Diversos temas são tratados de diferentes maneiras que não tem época certa para escrever, mesmo que seja século passado. O que muda é a maneira de falar, a maneira de agir e as roupas que vestem. “Emma”, de Jane Austen, foi uma das criações mais marcantes na história da escritora, tanto que é a única vez que ela utiliza o nome de um personagem como título do livro. Uma menina mimada, acostumada ao melhor da vida e que acha no direito de mudar as vidas das pessoas em volta como se fossem marionetes.

Segundo Austen, esta personagem foi criada para ela e não para os leitores, porque muito provavelmente não iam simpatizar com esta criação. Engano dela, fez tanto sucesso, que passam anos e surgem cada vez mais adaptações no cinema e na televisão.
A história gira em torno de Emma Wodhouse que é uma garota mimada, bonita, inteligente e rica. Ela vive confortavelmente na pequena cidade de Highbury, no interior da Inglaterra. Tudo se inicia com o casamento da Srta. Taylor, sua governanta, com seu vizinho, Sr. Weston. Com esta mudança, Emma sente um vazio em sua vida, porque acredita ter perdido uma pessoa tão querida, por este motivo, resolve arranjar uma nova amiga: Harriet Smith. Para ocupar seu tempo, Emma procura um marido para a Srta. Smith e também tenta moldá-la para servir a sociedade. Com personagens interessantes como Srta. Jane Fairfax e Frank Churchill constrói a história da alta sociedade da época. Três crianças que cresceram em ambientes distintos e que perderam familiares quando pequenos.

Uma história comovente, em que o leitor não conhece a situação como um todo. A forma que Austen escreve, a capacidade que tem de fazer com que o leitor acompanhe a vida de cada personagem, sem se tornar cansativa, demonstra o quanto esta escritora merece cada elogio. Ela nasceu em 1975 e faleceu em 1817, antes de ser publicada as obras “Persuasão” e “Abadia”. Foi uma grande autora inglesa, completamente apaixonada por livros. A sua primeira obra, “Abadia de Northanger”, depois foi publicado “Razão e Sensibilidade” que conseguiu alcançar um êxito que a deixou muito animada, vindo a publicar o seu livro mais conhecido “Orgulho e preconceito”. Quem não ouviu falar da autora, com certeza deve ter ouvido falar deste livro em especial. Tornando-a muito conhecida, com poucos livros lançados, foi o suficiente para ser consagrada durante séculos.

Sendo este o único livro de Austen que li, posso comentar o quanto fiquei fascinada por sua obra, a forma irônica que escreve e a sua capacidade de formar seus personagens é distinto. Não é um romance convencional, porque nem tudo gira em torno dos personagens principais e sim daqueles que pensamos ser secundários, fazendo-os participar ativamente da história. Cada personagem garante seu espaço no relato, moldando a trama e sempre em busca de alguma revelação. Quando o leitor acredita ter descoberto o que acontecia, mais um segredo vem à tona. 

 “Emma” teve algumas adaptações para o cinema e uma série produzida pela BBC. Assisti a adaptação feita em 1996, em que Gwyneth Paltrow interpretou a personagem principal e Jeremy Northam o Sr. Knightley. Um filme razoável, poderia ser considerado bom, apesar de ter arrecadado uns $ 38 milhões, porém a série não tem nem comparação. Em 2009, a BBC resolveu fazer a série desta grande obra, conseguindo captar a essência dos personagens criados pela autora. Nesta produção quem interpretou Emma foi Romola Garai, a mesma que participou do filme: “Dirty Dancing – noites em Havana”. E Sr. Knightley foi caracterizado por Jonny Lee Miller, o que interpreta atualmente Sherlock Holmes, na série “Elementary”. No site oficial do www.imdb.com, os internautas avaliaram esta produção em 8.3. Uma boa nota.

Enquanto lia esta obra, lembrei-me que uma vez eu li uma reportagem em que analisava comédias românticas de adolescentes e o quanto elas se baseavam em grandes nomes da literatura. Lendo “Emma” percebia que este autor tinha razão. Quem nunca ouviu falar do filme “As Patricinhas de Bervely Hills”? Pois é, este filme realmente se baseou em “Emma”, não poderei entrar tanto em detalhes, para não contar spoilers no texto. Mas posso dizer que a menina mimada ou patricinha daquele século, que tenta mudar a vida das pessoas, influenciando-as a como se comportar ou de quem gostar, é a mesma história criada por Amy Heckerling, em 1995.

O que comprova mais ainda que não importe que Austen tenha escrito poucos livros, mas com certeza fez a diferença para a Literatura Inglesa e Mundial. Conseguiu fazer sucesso até os dias atuais. 

Trailer da série produzida pela BBC (2009):
 
 Uma cena do filme de 1996:

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Domingos – Toni Weydmann – Em defesa de Mr. Knightley

Hoje é dia da Coluna de Domingo: Jane Austen e os Rapazes. O objetivo é oferecer aos leitores deste blog uma visão masculina das obras de Austen.

Com vocês: Toni Weydmann
Mr. Knightley é muito mais real que o Mr. Darcy
Desafiado a escrever sobre o meu livro favorito da autoria de Jane Austen, me propus a escrever sobre EMMA, não que seja o meu preferido (todos são ótimos), mas foi o último que li e tenho ele bem vivo na memória. A leitura de EMMA me proporcionou vivenciar algumas histórias muito gostosas de acompanhar e de fácil identificação, provando que JA era uma grande conhecedora do comportamento humano, e continua atual até os dias de hoje.
Depois de ler EMMA, descobri o meu personagem masculino favorito na obra de JA (o feminino continua sendo Lizzy Bennet sem concorrencia). As fãs de Mr. Darcy que me desculpem, mas Mr. Knightley me parece, no seu conceito, bem mais real do que Mr. Darcy, e antes que vocês queiram me linchar pela minha afirmação, me permitam defender a minha opinião.
Percebi na figura de Mr. Knightley alguém com um carater aprovado (isso é algo muito em pauta nos livros de JA) em todo o seu círculo social, bem como em todas as classes sociais distintas da época. Reconhecido cavalheiro, com valores bem definidos e opiniões firmes, protagonizando com Emma uma situação muito atual, onde uma amizade verdadeira acaba se transformando em amor. Podemos ver os estúdios de Hollywood retratando recentemente esse tema em filmes como “O Casamento do Meu Melhor Amigo” e “O Melhor Amigo da Noiva”, e a leirura de Emma nos mostra o amadurecimento e a manifestação deste sentimento enrrustido entre Emma e Mr. Knightley. Já dizia Willian Hazlitt: ” Antipatias violentas são sempre suspeitas e traem uma afinidade secreta”, e a maneira veemente como Mr. Knightley criticava Emma (sempre com muita propriedade) camuflavam os seus reais sentimentos para com ela.

Então, de uma maneira prática e para encurtar o assundo, aprendi com a leitura de EMMA que um grande e verdadeiro amor, precisa ser o resultado de uma amizade sincera entre duas pessoas, que possam divergir entre elas e mesmo assim nutrirem uma admiração mútua um pelo outro. Que uma pessoa pode ser “perfeita” para muitos, mas não para nós. Que “orgulho e preconceito” (não resisti rsrsrs) acerca de algumas pessoas e situações, podem nos privar de usufluir de ótimas amizades e momentos.

Conheça os outros posts das Colunas de Domingos.

Logon lança novo Box das Obras de Jane Austen em DVD

A editora Logon lançará no dia 03 de maio um box com as seis obras de Austen adaptadas para a TV.

São 10 DVDs com:
Orgulho e Preconceito (1995)
Mansfield Park (2007) 

A Abadia de Northanger (2007)

Persuasão (2007)

Razão e Sensibilidade (2008, BBC)

Emma (2009)
A pré-venda está sendo feita pela Livraria Saraiva e custa 179,90 reais, maiores detalhes clique aqui.

Emma – uma declaração de amor!

Outro dia a Poliana Cristina me fez uma homenagem indireta ao escrever algumas opiniões sobre o livro Emma, pois acabou publicando uma imagem do livro que traduzi e ficou perfeita! 
Capítulo 30 – Emma (Editora Martin Claret) – tradução de Adriana Zardini
Poliana escreveu:

Da voz de Mr. Knightley transbordam a genialidade e agudeza de espírito da querida Jane. Para quê tratados sociológicos se Austen nos deu “Emma”? Sem contar que é divertidíssimo acompanhar o raciocínio rápido e a espirituosidade de Miss Woodhouse. Adoraria tê-la como amiga.
A propósito: Mr. Knightley lendo com Emma a carta de Frank Churchill é provavelmente um dos momentos mais deliciosos já escritos na literatura mundial. Não é na declaração de Mr. Knightley a Emma que ele ganha meu coração. É quando ele diz sobre Frank: “Que novela este homem escreve!” ;D
“Emma”, de Jane Austen (tradução de Adriana Sales Zardini).
Se você não conhece a nova coleção da Martin Claret – dei palpites nas capas dos livros e escrevi os resumos das contra-capas) – clique aqui

Jane, você está falando grego?

Brincadeiras  a parte, eu só queria chamar a atenção do leitor para uma foto do grupo Jane Austen’s  Greek Fan Club: uma coleção de DVDs das séries de TV baseadas nos livros de Austen – Emma (1996), Mansfield Park (2007) e A Abadia de Northanger (2007). Eu tenho essa coleção em inglês – só a capa do box que mudou um pouquinho!

Jane Austen com desconto progressivo!

A Luciana Darce nos envia essa dica maravilhosa: Jane Austen com desconto progressivo lá na Livraria Saraiva
São descontos progressivos para todos os DVDs de Jane Austen lançados pela Editora LogOn! Aproveitem! 

Feliz Páscoa!

Esse post é velhinho, mas vale à pena publicá-lo novamente! 
De acordo com a revista do Jane Austen Centre, a páscoa na época de Jane Austen (incluindo os 40 dias seguidos – ascenção de Cristo)eram uma época para viajar e visitar a família. Como nessa época do ano é primavera no hemisfério norte, certamente é uma época mais propícia para que as famílias daquela época pudesse viajar em estradas secas e o clima estaria mais agradável. Todo tipo de referência à páscoa em seus livros e suas cartas involve viagens. Ainda segundo a revista do Jane Austen Centre, a passagem mais conhecida é quando Mr. Darcy chega em Rosings Park para visitar sua tia, Lady Catherine DuBourgh (Pride and Prejudice).

Enquanto observamos as citações de páscoa na obra de Jane, é interessante destacar que para a família Austen e os ingleses da época o período era celebrado com bastante discrição com um jantar em família seguido de meditação. Bastante diferente do que vemos hoje em dia, com a exploração da mídia e toneladas de chocolate sendo vendidos.

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De acordo com alguns colegas da comunidade: Perguntas sobre Anglicanismo, a páscoa na Igreja Católica é bem parecida com a da Igreja Católica:
De acordo com o Rodrigo, os anglicanos brasileiros seguem “o calendário litúrgico da Quinta-feira em memória à Última Ceia, com o lava-pés, retirada dos adornos do altar, recolha do símbolo do Divino Espírito Santo…também a Sexta-feira da paixão, a vigília pascoal, e o Domingo da Ressurreição, claro, que o lado do Natal são as datas em funções das quais o calendário é organizado. A seqüência de todos os domingos do ano eclesiástico depende da data da Páscoa.Entre o Domingo da Ressurreição e o Pentecostes, celebra-se como se fosse uma festa só“.
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Abaixo algumas passagens dos livros de Austen que citam a páscoa – agradeço à minha amiga Lília dos Anjos pela pesquisa:
Razão e Sensibilidade, na ocasião em que “… os Palmer iriam voltar para Cleveland em fins de março, antes dos feriados da Páscoa…” (Razão e Sensibilidade, capítulo III).

Emma“-Não sei, querida… mas é que faz tanto tempo que não vieram! A última vez foi por Páscoa, e só por muito poucos dias… que o senhor John Knightley seja advogado é um grande inconveniente… Pobre Isabella! Que triste é que tenha que estar separada de todos nós! E que pena terá quando vier e não encontre aqui à senhorita Taylor!” (Emma, capítulo IX).


Orgulho e Preconceito“Deste modo tranquilo passaram os primeiros quinze dias da sua visita. Aproximava-se a Páscoa e a semana que a precedia traria uma pessoa a Rosings; e, numa família tão pequena, tal acréscimo não deixava de ser importante”(Orgulho e Preconceito, capítulo XXX).

Mansfield Park“Setecentas libras por ano é uma bela renda para um irmão mais moço; e como ele continuará a viver na casa dos pais, tal renda se destinará por completo para seus “menus plaisirs”; e um sermão no Natal e um na Páscoa, creio eu, será toda a soma de seus sacrifícios” (Mansfield Park, capítulo XXIII).

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O cartãozinho acima é da Ira Huberts, conheça aqui o trabalho da artesã.