Lançamento: Emma Edição de Aniversário da Penguin Classics

Está em pré-venda na Amazon essa linda edição anotada em comemoração aos 200 anos de publicação de Emma! É uma edição de luxo da Penguin Classics Deluxe, com 496 páginas e está prevista para lançamento dia 29 de setembro de 2015. A responsável por essa edição é Juliette Wells.

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Jane Austen Brasil – 6 anos! Sorteio parte 3 – Livros em Inglês

Prezados Leitores, dessa vez terermos um sorteio duplo de livros em Inglês: Persuasion e Emma. Mas você que ainda acha que não consegue ler uma versão integral em inglês dos livros de Austen não se desespere! Os livros que estão neste sorteio são graduados, ou seja, são livros escritos e adaptados para leitores com nível elementar e intermediário de inglês! Além disso, cada livro vem com CDs de áudio com a história contada e são ilustrados. A Editora Penguin Readers nos prestigia com a doação desses livros!  Serão dois vencedores! 
Prestem atenção para os detalhes: participações até o dia 13 de julho e resultado do sorteio será dia 14 de julho.  Para participar do sorteio é preciso responder a pergunta: Qual das heroinas Emma ou Anne Elliot você prefere e por quê? 
Boa sorte para todos!! 
Vejam os detalhs dos livros abaixo:

Dois super lançamentos em português!

Luciana Darce, já se antecipou e publicou lá na página da JASBRA no Facebook, porém, como nem todos os leitores deste blog participam do nosso grupo por lá, resolvi publicar a notícia por aqui também. 
A livraria Cultura está lançando dois livros:

JUVENILIA 

é um livro duplo com escritos de Jane Austen e Charlotte Bronte, possui 472 páginas, tradução de Julia Romeu. Não há menção de quais livros da Juvenília fazem parte deste volume. Há apenas uma sinopse no site e está em pré-venda. Clique aqui para ter acesso ao livro. Publicação da Cia das Letras/Penguin. 

À primeira vista, Jane Austen e Charlotte Brontë parecem radicalmente opostas. Austen representa a elegância e a proporção neoclássica, parodiando excessos literários e criticando as fraquezas humanas. Brontë, por sua vez, imprime em sua escrita toda a paixão e a extravagância do espírito romântico, não raro com forte influência da fantasia. Numa época em que a literatura popular era considerada perigosa para a mente das jovens, a erudição precoce, a originalidade e a liberdade de espírito aproximam essas duas autoras. Ambas tinham como personagens centrais mulheres, sendo responsáveis pelos retratos mais marcantes de lealdade e dedicação feminina da literatura inglesa. E ambas constroem as suas heroínas como produtos do condicionamento feminino da época, cujas expectativas sociais eram muito restritas. Austen e Brontë tiveram uma produção bastante fértil na juventude, reunida neste livro, a qual parece encontrar uma espécie de equilíbrio no conflito entre a moral individual e social, criando heroínas complexas que se destacam por sua coragem e independência.
Trata-se de uma biografia de Jane Austen, com 224 páginas, escrita por Catherine Reef. Publicação da Editora Nova Século, com tradução de Katia Hanna. Essa biografia é mais recente e não tenho ainda no meu acervo, mesmo em inglês, portanto, eu não tenho como fazer qualquer comentário sobre a publicação. Entretanto, há que se lembrar que a autora deste livro é responsável por outras biografias e possui bastante livros publicados na área. Também vai para o meu carrinho de compras! Clique aqui para ter acesso ao livro.
Uma biografia contundente, perspicaz e divertida como uma legítima obra de Jane Austen, a vida revelada da escritora mais importante do século XIX. Embora seja uma das escritoras mais amadas de todos os tempos, Jane Austen ainda é uma figura de grande mistério. Seria ela a gentil e doce tia Jane? Ou uma moça de língua afiada, ardilosa, como sugere sua escrita? Como passava seus dias? E, se ela nunca alcançou o mesmo final feliz de suas personagens, teria ao menos encontrado o amor verdadeiro? Ambientando sua narrativa no contexto da aristocracia inglesa do século XIX, Catherine Reef extrai informações de cartas escritas por Austen para conceber um relato íntimo da vida e dos sentimentos da escritora. A narrativa inclui detalhes dos seis fascinantes romances publicados pela escritora.

Terças: Indicações de livros – Miss Jane Austen’s Guide to Modern Life’s Dilemmas

Você está cheia de dúvidas sobre a vida, amor, felicidade e até sobre qual roupa usar? Então leia o livro “Miss Jane Austen’s Guide to Modern Life’s Dilemmas” escrito por Rebecca Smith. A autora do livro é uma sobrinha distante de Jane Austen, e com a ajuda dos clássicos escritos pela tia famosa, Rebecca escreveu um livro sobre situações do nosso cotidiano. Seria mais ou menos um guia que pretende responder a pergunta: O que Jane Austen faria? 

Rebecca Smith (fonte: Jane Austen House Museum)


Você poderá conhecer um pouco mais sobre o livro no arquivo abaixo.


Leia a resenha do site The Celebrite Café.

À venda na Amazon por 12,70 dólares.
Em formato ebook na Livraria Cultura por 24,99 reais.
Na loja iTunes por 9,99 dólares.

Comentários dos leitores na página do GoogleBooks.

Terças: Sorteio e indicação de livro – Becoming Jane

A outra indicação de livros de hoje é também um sorteio! Estou dando continuidade aos sorteios de aniversário do blog, que este ano comemora o aniversário de 5 anos! 
A edição de Becoming Jane é uma versão reduzida do livro original, baseada principalmente no filme “Becoming Jane”, por isso as imagens do filme. O bônus dessa edição é que ela vem com dois CDs de áudio com a história. O livro é indicado para quem está no nível pré-intermediário de inglês. Portanto, só deixe o seu nome se tiver condições de ler o livro e não apenas fazer parte da sua coleção! 

Como funciona o sorteio:
1) Deixe seu nome nos comentários aqui do blog.
2) Comentários duplicados e que não atendam a exigência nr. 1 serão deletados.
3) Após o sorteio, o contemplado terá um prazo de 5 dias para reclamar o prêmio. Caso isso não aconteça, o livro será sorteado novamente.
4) O prazo para o sorteio vai de 07 de maio até 14 de maio. Fique atento! 

Razão e Sensibilidade da Penguin Brasil

Acabo de ler no site da Distribuidora Boa Viagem (aqui de Belo Horizonte) que acaba de sair do forno mais uma edição em português do Brasil de Razão e Sensibilidade. Desta vez com o selo da Editora Peguin  Brasil, como consta no blog da Cia das Letras (que faz parte do grupo editorial ao qual a Penguin faz parte).
O tradutor desta edição brasileira é o Alexandre Barbosa de Souza que também traduziu Orgulho e Preconceito para esta editora.
O curioso é que a editora decidiu optar por uma outra capa, bem diferente do estilo de capa de Orgulho e Preconceito (pintura), como vocês poderão observar abaixo:

Penguin English Library

Hoje eu recebi um convite especial da Editora Penguin: Penguin English Library! Trata-se de um projeto com os 100 melhores livros da Língua Inglesa.

A empresa está com uma página no Facebook e também com um site!

Veja o vídeo abaixo com o simpático pinguin! 🙂

Vejam as capas dos livros!

Como não poderia deixar de ser, nossa querida Austen também terá as capas repaginadas! Parabéns a Penguin pelo lindo projeto! Persuasão foi o escolhido! 🙂

Novas capas da Penguin

Por indicação da Olga Ferreira, acabo de descobrir que a Penguin lançou os outros títulos de Austen que estavam faltando para completar a coleção Jane Austen em capa dura em tecido. Cada livro custa 14,99 libras! Maiores detalhes aqui.

Para quem ainda não conhecia os primeiros lançamentos:

Veja aqui os outros títulos da coleção:

Promoção Imperdível de Livros

A Livraria da Travessa está com uma promoção irresistível! Clássicos com até 50% de desconto! Vejam as promoções dos livros de Austen:

Orgulho e Preconceito – Penguin/Cia das Letras de R$32,00 por apenas R$ 16,00

Razão e Sensibilidade da Best Bolso, de R$19,90 por R$9,95 
A Abadia de Northanger da Bestbolso, de R$17,90 por R$ 8,95
Mansfield Park da Best Bolso, não está com desconto, mas o preço é ótimo R$ 19,90
Veja aqui a lista completa de 200 livros em promoção na Livraria da Travessa.

Muito orgulho, nenhum preconceito

Por indicação da Andréia Almeida encontrei uma publicação no blog da Cia das Letras sobre Orgulho e Preconceito, escrito por Alexandre Barbosa de Souza:
Do outro lado do Canal da Mancha, em 1827, Stendhal escrevia no prefácio de seu primeiro romance, Armance:
“Em 1760, era preciso graça, espírito e não muito humor, nem muita honra para ganhar o favor do senhor e da senhora. É preciso economia, trabalho obstinado, firmeza e ausência de qualquer ilusão para tirar partido da máquina a vapor. Essa é a diferença entre o século que acabou em 1789 e o que começou por volta de 1815.”
De fato, como observou Antonio Candido em “O personagem de ficção”, se o romance do século XVIII eram basicamente histórias complexas sobre personagens simples, na virada para o século XIX, e depois para este que passou, o que veremos são histórias de enredo relativamente simples, com personagens complexas. Elizabeth Bennet, a heroína de Orgulho e preconceito, é talvez a primeira dessas personagens complexas. Também Mary McCarthy, na famosa entrevista à Paris Review, conta que dividia os romancistas modernos em duas colunas: “razão” e “sensibilidade” — e se incluía, ao lado de Jane Austen, na primeira coluna. Essa “ausência de ilusão” parece ser a clave de toda a prosa de ficção bem escrita desde então no Ocidente.
Do ponto de vista da fatura do texto, trata-se de uma muito bem dosada têmpera de três elementos: narrador onisciente, cartas e diálogos. O narrador não interfere, e apenas no último capítulo se declara nominalmente um “eu”, num longo período, ironizando a mãe das cinco Bennet girls. A julgar pelo tom cômico, epigramático, isso bem podia ter sido escrito hoje em dia:
“Eu gostaria de poder dizer, em benefício de sua família, que a realização de seu mais profundo desejo de casar tantas filhas tivera efeito tão feliz a ponto de torná-la uma mulher razoável, afável e bem informada pelo resto da vida; mas pode ter sido sorte do marido, que talvez não soubesse apreciar uma felicidade doméstica tão incomum, que ela ainda fosse eventualmente nervosa e invariavelmente fútil.”
Quando me propuseram traduzir Pride and prejudice, aceitei na mesma hora. Primeiro, porque o senhor Bennet — espirituoso e bonachão — me lembrava muito o meu falecido pai (Darcy se refere ao dele, também falecido, como “meu excelente pai”); segundo, porque minha única outra experiência de tradução de obra do século XIX havia sido o Moby Dick, o grande romance americano. Além do mais, era uma oportunidade de me colocar na estante ao lado do genial Lucio Cardoso, que havia traduzido, em 1940, o romance de Austen para a editora José Olympio: o primeiro volume da coleção Fogos Cruzados era a tradução que eu lera ainda adolescente, onde eu tinha tudo anotado a lápis. Mas meu principal motivo, no entanto, era a sensação de que Lucio Cardoso teria deixado de lado algumas especificidades dos personagens de Austen: no original, o senhor Collins era ainda mais ridículo e retórico; Lady Catherine devia soar mais solene e imperativa; a declaração de Darcy podia ser mais intempestiva, a carta, mais elevada — mas, sobretudo, a senhora e o senhor Bennet precisavam de mais humor no tratamento, e Lizzy era obrigatoriamente mais moderna, direta e sagaz.
O fato é que quando me perguntavam o que eu estava fazendo, naqueles três meses de trabalho em que praticamente não saí de casa, eu respondia com orgulho — “Traduzindo a Jane Austen” — e só recebia da parte dos meus amigos o preconceito que este livro enfrenta desde sua publicação em 1813. Só encontrei a devida admiração entre minhas amigas mulheres e amigos gays, que se dispuseram inclusive a ler as mais de quarenta cartas traduzidas, antes da entrega do serviço.

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Alexandre Barbosa de Souza é tradutor e autor dos livros Livro de poemas (Giordano, 1992), Viagem a Cuba (Hedra, 1999), XXX (Dolle Hond, Amsterdã, 2003), Azul escuro(Hedra, 2004) e do infantojuvenil Autobiografia de um super-herói (Hedra, 2003).