Está aberta a chamada para artigos para publicação na Revista Literausten, até dia 31 de maio de 2020.
A sétima edição da Revista LiterAusten (ISSN 2526-9739) está com chamada aberta para artigos relacionados ao Universo Austen e, agora também, aos estudos sobre outras escritoras inglesas! Qualquer temática que seja relacionada às escritoras e suas obras é bem vinda!
A ânsia de introduzir um romance apaixonado na vida de Jane Austen – seja com o jovem irlandês Tom Lefroy ou com outra pessoa – não é novidade. Em uma palestra proferida em 1925, na Sociedade Real de Literatura dos Estados Unidos sobre a “lacuna” na produtividade literária de Austen entre 1797 (Primeiras Impressões) e o “dilúvio” de romances após 1811, H. W. Garrod advertiu sensatamente:
Os biógrafos de Miss Austen procuraram a explicação do mistério em um caso de amor. Mas talvez uma explicação mais simples [seja]. . . que, apesar de ter escrito seus três primeiros romances até o final de 1798, não havia encontrado uma editora para nenhum deles até 1811. Um gênio, o mais fértil, necessariamente sente seus ardores bastante amortecidos pelo infortúnio de três filhos natimortos. (GARROD, 1935: 27-28). Com o lançamento do filme “Amor e Inocência” pela Miramax, em 2007, essa especulação se espalhou pelo mundo dos fãs de Austen para o público do cinema. Muitos cineastas podem acreditar que não apenas Lefroy era o “muso” romântico de Austen, mas também que ele mantinha um lugar em seu coração.
[1] Joan Klingel Ray (email: jray@uccs.edu) é professora de inglês e pesquisadora da Universidade do Colorado, em Colorado Springs, Presidente dos amigos norte-americanos da Chawton House Library. Foi Presidente da JASNA (Jane Austen Society of North America) de 2000 a 2006.
[2] Adriana Sales Zardini (email: aszardini@gmail.com) é doutora em Estudos Linguísticos pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), professora de inglês no CEFET-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais) e Presidente da JASBRA (Jane Austen Society of Brazil) desde 2009.
Tradução inédita do artigo escrito por Jane Nardin[1] Tradução: Vitória Martins de Souza e Ana Clara Coura Vargas (CEFET-MG Timóteo)[2]. Publicado na Revista Literausten, edição 06/2019.
Jane Austen sabia tudo sobre Hannah More, mas Hannah More nunca ouviu falar de Jane Austen, o que não chega a ser surpreendente. Apesar da popularidade de More não ter sobrevivido após sua morte, em 1833 aos 88 anos, enquanto viva, essa cristã moralista foi, sem sombra de dúvida, a mais famosa escritora inglesa.
[1] Professora de Literatura Inglesa na Universidade de Yale. E-mail: jane.nardin@yale-nus.edu.sg. Website: <https://www.yale-nus.edu.sg/about/faculty/jane-baron-nardin/>. Jane Nardin é Professora de Inglês na Universidade de Wisconsin, Milwaukee, EUA, onde se especializou nos romances ingleses do século XIX. Seu livro mais recente é Trollope and Victorian Moral Philosophy (Impresso na Universidade de Ohio, 1996), ainda sem título em português.
[2] São alunas do Ensino Médio no CEFET-MG Campus Timóteo. Conduziram esse trabalho sob orientação da professora Adriana Sales e co-orientação de Marcelle Salles em 2019.
Para o presente número da Revista LiterAusten apresentamos um poema em homenagem a Jane Austen, escrito por Lúcia Leão, e, em seguida, um artigo traduzido pelas alunas do Ensino Médio do CEFET-MG – Campus Timóteo, sob orientação de Adriana Sales Zardini e Marcelle Santos Vieira Salles. Também apresentamos a tradução de um artigo muito interessante a respeito do relacionamento entre Tom Lefroy e Jane Austen, escrito, em inglês, pela Joan Ray (JASNA). Além dos dois artigos traduzidos, apresentamos também o artigo de Larissa França, que traz uma análise sobre a descrição dos personagens Austen em duas: Orgulho e Preconceito e Persuasão. A partir desta edição, serão publicados artigos, ensaios e demais trabalhos sobre escrita de autoria feminina e todo o universo de pesquisas que retratem essa temática.
Já está disponível para download e leitura o artigo que escrevi para o 2o Simpósio Internacional Subjetividade e Cultura Digital sobre o fandom digital de Jane Austen aqui no Brasil. O meu artigo começa na página 416 do arquivo. Esse artigo faz parte da minha pesquisa do doutorado em estudos linguísticos na UFMG, vocês podem acessar a tese aqui.
É com muita satisfação que terminamos o ano de 2019 com a publicação de mais uma edição da Revista Literausten! Desta vez, contamos com a colaboração dos alunos da disciplina “Jane Austen, Crítica Literária e Cultura Popular”, oferecida na Universidade de São Paulo – USP, Departamento de Letras Modernas, pela Dra Maria Clara Pivato Biajoli no primeiro semestre de 2019.
Segundo Maria Clara Biajoli, são apresentados “três artigos sobre Razão e Sensibilidade, um sobre Lady Susan, um sobre Emma e um sobre Amor e Amizade, os quais abordam temáticas diferentes mas que dialogam com o tema geral do curso e com a proposta de trazer um olhar crítico e questionador para a obra de Austen – e, no caso específico do artigo de Débora Spacini Nakanishi, sobre adaptações. São trabalhos acadêmicos de qualidade, apoiados em bibliografia especializada e que contribuem com o desenvolvimento da pesquisa sobre Austen no Brasil. As alunas – graduadas, mestrandas e doutorandas – estão de parabéns pelos resultados e merecem esse espaço de divulgação científica que a LiterAusten fica feliz de propor.
Hoje tenho uma sugestão de leitura de um trabalho acadêmico sobre o papel feminino em Austen. Trata-se do trabalho de conclusão de curso em Letras da Bianca Presotto, sob orientação de Mirian Ruffini – da Universidade Federal Tecnológica do Paraná.
O trabalho de Bianca versa sobre “A configuração do papel feminino em traduções da obra Pride and prejudice de Jane Austen” e pode ser acessado aqui.
Queridos leitores, é com muita satisfação que anuncio a publicação da terceira edição da revista Literausten! Os textos e artigos são super interessantes! Espero que gostem!
Vejam os assuntos tratados nessa edição. Para baixar o arquivo em pdf, basta acessar a página da revista, clicando aqui.
ENSAIO
ORGULHO E PAIXÃO: PRIMEIRAS IMPRESSÕES (Flávia Luciene A. O. Lima e Luana Oliveira Lima)
RESENHA
ESCRITOS DA JUVENTUDE, ESCRITOS DA VIDA ADULTA: A IMPORTÂNCIA DA JUVENILIA PARA SE ENTENDER JANE AUSTEN (Maria Clara Pivato Biajoli)
ARTIGOS
THE LIZZIE BENNET DIARIES: umA ADAPTAÇÃO DE ORGULHO E PRECONCEITO PARA O SÉCULO XXI EM FORMATO DE WEBSÉRIE (Daiane da Silva Lourenço)
JANE AUSTEN NO SÉCULO XXI: CONVERGÊNCIA TECNOLÓGICA, RUPTURAS E PERMANÊNCIAS NA WEB SÉRIE THE LIZZIE BENNET DIARIES (Giovana Montes Celinski)
ORGULHO E PRECONCEITO: A MULHER INGLESA E O MATRIMÔNIO (1797- 1813 (Natália Cristiane Oliveira dos Santos e Nency Netaly Gomes Furlan)
a palestra ‘Para sempre Jane Austen’ foi remarcada para o dia 3 de julho às 15:00 no auditório da Biblioteca Pública de Minas Gerais, Praça da Liberdade, 21. O evento é gratuito e aberto a todas as idades!
Quem desejar visitar a exposição, ela se encontra no segundo andar da biblioteca! Imperdível!
Hoje é dia mundial do livro e a Biblioteca Nacional de Portugal está oferecendo donwload gratuito de seis e-books, entre eles o livro organizado por Rogério Miguel Puga ‘Jane Austen em Portugal: (con)textos’. Eu comprei o livro no ano passado e recomendo! Há inúmeros artigos sobre análises da recepção de Jane Austen em Portugal e o universo de fãs. Corre lá porque o download gratuito é até às 24 horas!
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