Que tal se transformar em um personagem de Austen?

Quem nunca se imaginou dentro de um romance de Jane Austen?

A empresa britânica GettingPersonal criou uma maneira de tornar essa experiência real para os apaixonados pelos livros clássicos, como Orgulho e Preconceito, Alice no País das Maravilhas e Robin Hood, etc… Os livros foram idealizados para presente e são personalizados de acordo com o gosto do cliente, que pode escolher qual de seus amigos interpretará cada papel.
O livro custa em torno de R$ 57,00 porém a editora não faz entregas no Brasil. (para variar, né?)
Passada a decepção, vamos aos detalhes?

A capa é bonitinha cheia de bonnets! 🙂 A autoria é de Jane Austen e a da pessoa que idealizou o projeto. Ai caimos na velha questão onde termina o escritor e começa o leitor? Como o texto é de domínio público (em inglês) podem fazer o que quiser com ele? Bem, eu continuei a ler e observar as figuras do livro e até uma certa boa intenção ao se fazer isso com um clássico: homeangem uma amiga ou casal de amigos – fãs de Austen.

Vejam o detalhe: By Jane Austen e Você!!

Você tem a opção de mudar os nomes dos personagens e substituí-los por amigos, se for o caso. Um… começo a ter visões, imaginem: Mr. Darcy convida Miss Zardini…

Além do nome da Jane Austen a pessoa que encomendar o livro também sai como co-autor(a). Maldade! Só porque trocou o nome dos personagens, já é autor?

Observem os detalhes do capítulo 4, por exemplo: os nomes dos personagens está mudado.

Há ainda a opção de fazer uma dedicatória para dar de presente. No caso abaixo, a ‘co-autora’ Danielle fez uma dedicatória para um casal de amigos: Louisa e Alex.

Como a moda hoje em dia é apropriar de tudo o que Austen escrever e transformar em algo rentável, essa idéia é a menos grotesca por se tratar de um presente/homenagem (refiro-me aos livros Orgulho e Preconceito e Zumbis, e Razão e Sensibilidade e os Monstros do Mar).

Mansfield Park nas livrarias

Pessoal, já se encontra nas livrarias o livro Mansfield Park! Uma grata surpresa justo no dia do tradutor! Na livraria saraiva já está à venda há uns quinze dias, na livraria da travessa devem publicar ainda hoje.
Para os amigos e leitores que quiserem o livro com uma dedicatória minha é só enviar um email para adriana@jasbra.com.br para saber maiores detalhes sobre o depósito e o envio do livro.
Obrigada à todos pelo carinho e felicitações! Dedico essa vitória aos meus pais, pela humildade e educação que recebi!

Jane Austen e os rapazes

Hoje conheci o blog do Hitoshi e ele fala justamente sobre Austen! Que surpresa! Não é todo dia que encontramos leitores do sexo masculino lendo e discutindo Austen!
Hitoshi acabou de ler A Abadia de Northanger e esse não é o primeiro livro da autora que ele lê!! Ótima notícia! Hitoshi seja sempre vem vindo ao Jasbra! Leiam aqui as opiniões do mais novo amigo: Hitoshi.
Por falar em rapazes e Austen, não posso me esquecer do único representante do sexo masculino presente no I Encontro Nacional do Jasbra: Alan!! Como legítivo representante da minha terrinha querida: Natal/RN, Alan fez juz ao título de leitor de Austen e fez uma brilhante apresentação/discussão sobre Emma lá em Ouro Preto!
Abaixo uma foto do encontro: Pollyana Coura e Alan.

Por falar em rapazes, há um texto mais antigo que ainda não mencionei aqui: Como Jane Austen pode mudar sua vida do João Pereira Coutinho.
Não posso me esquecer é claro que temos um visitante muito distinto: Lord Daniel! Por favor  Lord volte mais vezes! Aliás, queridos assinantes e leitores masculinos precisamos de suas contribuições!

Palácio das Ilusões (1999)

Frances O’Connor como Fanny Price
Já é madrugada de segunda-feira e ainda navegando na internet em busca de subsídios para uma pesquisa sobre internet e ensino de idiomas. Enfim, o que isso tem a ver com Jane Austen? Não venham me perguntar como, mas acabei encontrando um artigo da Isabela Boscov da Veja a respeito de Palácio das Ilusões/Mansfield Park (1999). Tenho que confessar que esse livro não me sai da cabeça por motivo óbvios, não é mesmo? Assim, tudo que for possível publicarei aqui a respeito de Mansfield Park e suas adaptações para o cinema e a tv. Segue abaixo a avaliação de Isabela sobe o filme:
“Jane Austen (1775-1817) é talvez a mais perfeita escritora da língua inglesa, mas nem ela era infalível. Seu romance Mansfield Park tem uma heroína tão insípida que fica difícil torcer por ela. Isso não vale, porém, para Palácio das Ilusões (Mansfield Park, Inglaterra/Estados Unidos, 1999), que se baseia nessa obra e estréia na sexta-feira em São Paulo e no Rio. A mocinha Fanny Price exibe aqui uma verve e uma inteligência irresistíveis. Lembra muito a própria Austen, dona de uma língua afiadíssima. Explica-se: a diretora Patricia Rozema reavivou a personagem com falas tiradas das cartas que a escritora enviava, entre outros, à sua irmã. Fanny (Frances O’Connor) é uma menina pobre que vive de favor com seus parentes ricos. Não é tratada como uma igual pelo seu tio austero (o dramaturgo Harold Pinter) e suas primas fúteis, mas encontra um aliado no primo Edmund, por quem alimenta uma paixão platônica. Essa vidinha é perturbada pela chegada dos irmãos Mary e Henry Crawford (o ótimo Alessandro Nivola). A moça conquista Edmund, e Henry, um cafajeste galante, encanta-se com Fanny – que, para revolta dos parentes, recusa suas atenções. A diretora tomou várias liberdades. A tia de Fanny é viciada em ópio, seu tio nutre sentimentos um bocado intensos pela sobrinha e há até uma cena de adultério explícito. Os puristas se arrepiaram com essa falta de sutileza. Patricia, contudo, preserva o que a autora tem de fundamental: o tom perversamente satírico e o olhar sempre alerta, que não deixa escapar nada.”
Poster que encontrei no site: Movieposter
Em cena:  Jonny Lee Miller(Edmund Bertram) e Embeth Davidtz(Mary Crawford)
Fanny Price e Sir Bertram
Neste filme o tema escravidão e abolição é tratado com mais profundidade que nas outras versões que conheço: 1983 e 2007. É um excelente tema para discussões e pesquisas, não acham?
Edmund Bertram e Fanny Price
** Em tempo: O ator que faz o papel de Edmund Bertram nesta versão de 1999 é o Jonny Lee Miller, que também participou de Mansfield Park (1983 – série da BBC) quando era muito novinho. Jonny fez o papel de um dos irmãos de Fanny Price, o Charles Price, que só aparece nos dois últimos capítulos da série. Jonny atualmente está gravando Emma 2009 como Mr. Knightley. O rapaz parece que gosta mesmo de clássicos de Jane Austen!
Encontrei um trailer do filme em espanhol para quem ainda não conhece e não é fluente em inglês:

Colin Firth é o melhor

Por indicação das amigas Carol e Valéria li a reportagem que saiu no Estadão sobre o nosso querido e talentoso Mr. Darcy/Colin Firth: Um homem singular – Melhor ator em Veneza, Colin Firth fala em Toronto de outro papel, baseado em Wilde.
Confira aqui a reportagem.
A trama gira em torno de um professor universitário homossexual que perde seu companheiro, com quem estava junto há mais de quinze anos. A Juliane Moore também participa do filme!
Cena do filme: A single man
Trailer de A single man
Outro filme estrelado por Colin é o The picture of Dorian Gray, baseado no livro de Oscar Wilde. Veja o trailer abaixo:

Clássicos da literatura recriados no Twitter viram livro

A matéria saiu no O Globo online hoje à tarde sobre o twitterliterature e diz o seguinte: “Lord Byron deve estar furioso. Hemingway indignado. Austen irritada. Mas o inevitável aconteceu: seus textos foram recriados no Twitter e serão publicados em um livro que reúne mais de 60 clássicos da literatura reescritos no microblog.
Foi uma sensação no mercado editorial quando a editora Penguin anunciou que comprou os direitos para o livro “Twitterature”, no qual dois estudantes universitários adaptaram para o Twitter de “Medea” a “Madame Bovary”.
O livro só deve ser lançado na Inglaterra em 5 de novembro, mas uma cópia de serviço foi vista pelo “The Guardiam”.
Romeu tuíta seu lamento de morte: “O, sou um joguete do destino. Talvez só uma ferramenta. E então eu morro. Qual era a mulher que eu estava afim antes de Julieta? Teria sido uma aposta mais segura”.
Sherlock Holmes diz: “Investigação continua. Deduzi coisas brilhantes a partir de poucas evidências. Percebeu restos de sal nos sapatos do dono da fábrica?”.
O jovem Werther de Goethe sofre: “Já disse o quanto estou chateado? Estou muito chateado. #pain #angst #suffering #sexdep.”
Elizabeth Bennet, protagonista de “Orgulho e preconceito” de Jane Austen, diz: “Quanto menos ele parece se importar comigo, mas atraída me sinto. Não parece o oposto do que deveria ser?”
Os autores dizem que o livro não deve ser visto como uma espécie de guia para a leitura de clássicos.”
Diferente do trabalho acima destacado pelo O Globo, a autora
está fazendo um trabalho bem legal ao usar o Twitter para resumir os livros de Austen. Laurie é minha amiga virtual há algum tempo, é autora dos livros: Confessions of a Jane Austen Addict e Rude Awakenings of a Jane Austen Addict, já mencionados aqui no blog. Laurie escreveu todo o livro Persuasão no Twitter, tentou resumir em 140 caracteres passagens dos livro. Atualmente ela está escrevendo Abadia de Northanger. Vale à pena seguí-la e ter um resuminho do livro todo momento que ela publica no twitter.
Aqui vai a mensagem de Laurie no Twitter hoje: Northanger Abbey: “Particularly well…my sister has often trusted me in the choice of a gown. I bought one for her the other day.”

Mansfield Park – Edição Bilingue

Antes de sair do forno, a primeira tiragem de MANSFIELD PARK já causa alvoroço. Há anos fora de catálogo no Brasil, a obra publicada em 1814 pela escritora inglesa Jane Austen (16 de dezembro de 1775 – 18 de julho de 1817) retorna ao mercado pelas mãos da EDITORA LANDMARK, traduzida por Adriana Zardini, mestre em educação, especialista em língua inglesa e presidente do Jane Austen Sociedade do Brasil.
Fruto da fase mais madura da autora, o romance traz a história de uma menina que é adotada por seus parentes ricos, apresentando conflitos que envolvem amor e contratos sociais, escravidão e civilidade, riqueza e autopercepção – sempre com o toque irônico de Austen, sua marca registrada.
O lançamento de “MANSFIELD PARK” pela EDITORA LANDMARK apresenta esta importante obra de Jane Austen em uma edição bilíngue, resgatando toda a magnificência e toda a preocupação social de uma das maiores escritoras inglesas.
Ainda que o livro aborde vários temas, a principal questão é a busca da identidade e do verdadeiro amor. Por mais de dois séculos o livro divide os leitores: por um lado, “MANSFIELD PARK” é o trabalho mais autobiográfico de Jane Austen, refletindo o mundo de pretendentes religiosos e proprietários de terra, das caçadoras de maridos, dos esnobes e dos tolos do interior – no qual a escritora viveu e procurou o amor. Entretanto, o texto parece entrar em conflito com as tradicionais heroínas de Austen, uma vez que Fanny Price é surpreendentemente contida e passiva, fato que tem aturdido por décadas os críticos e os fãs da autora.
As questões sociais também são discutidas na obra, sugere-se pela crítica especializada que o título se refere ao julgamento de Mansfield, a decisão inglesa legal e histórica tomada pelo chefe da Justiça Lorde Mansfield, segundo a qual foram estabelecidos os primeiros limites quando à escravidão na Inglaterra. No romance, Fanny surpreende sua família adotiva ao levantar a questão sobre o envolvimento deles com a escravidão. As cartas de Jane Austen escritas na época nos informam de uma paixão por Thomas Clarkson, um popular abolicionista, o que justificaria o envolvimento da autora com estas questões sociais.
Jane Austen, como os seus personagens, cresceu em uma zona rural na Inglaterra entre a classe abastada e religiosos, cujos hábitos e negócios ela observava com perfeição e, às vezes, com uma honestidade brutal e reveladora. A sua memorável linguagem, a sua sagacidade satírica, o seu delicado senso de humor e as complexas caracterizações de luta moral no coração das famílias, além das alianças românticas, contribuem para o estilo atemporal da autora.
O tema prevalecente na obra continua relevante: a necessidade de homens e mulheres encontrarem a sua identidade e fazerem as suas próprias escolhas – ainda que a sociedade, por sua natureza, tente os fazer seres dependentes, sem força e preconceituosos. Este foi o romance mais lucrativo de Austen, garantindo à autora 350 libras, uma fortuna na época.
A história já foi adaptada algumas vezes para o cinema e televisão, as mais conhecidas são as versões de 1983 pela BBC e as homônimas norte-americanas de 1999 e 2007.
MANSFIELD PARK integra a série de obras bilíngues que a EDITORA LANDMARK publica ao longo dos anos, figurando ao lado de “Orgulho e Preconceito”, “Persuasão” e “A Abadia de Northanger”, também de Jane Austen, “A Moradora de Wildfell Hall”, de Anne Brontë, “O Último Homem”, de Mary Shelley, entre outros clássicos da literatura mundial.
MANSFIELD PARK – JANE AUSTEN – EDIÇÃO BILÍNGUE
Editora Landmark – Brochura – 448 páginas
Tradução de Adriana Zardini
ISBN 978-85-88781-45-0 Preço de Capa R$49,90
Previsão de lançamento nas livrarias: 30/setembro/2009

Edições Brasileiras não reeditadas

Essa semana conheci a Bruna Benvegnù designer de algumas capas da Editora Zahar. Bruna chegou a fazer 5 capas para os livros de Jane Austen para a Editora Francisco Alves. No entanto, para minha tristeza e demais fãs de Austen, segundo Bruna a editora desistiu dos layouts e parece que o plano de reedição dos livros não foi para frente. 😦
Vejam como seria uma bela coleção:

Capas reproduzidas sob autorização de Bruna Benvegnù.

Ps. Não consegui retorno da editora sobre a reedição dos livros.

Jane Austen em Hebraico

Em novembro do ano passado eu comentei aqui no blog sobre uma versão Israelense de Orgulho e Preconceito. Acabei encontrando o blog da Maya e ela estava justamente comentando sobre a nova edição de Orgulho e Preconceito traduzido para o hebraico por Irit Linor. Maya também comenta sobre a nova adaptação para a tv, diz que o primeiro capítulo dessa nova versão israelense foi ar no final de maio de 2009. Como se trata de uma adaptação, o script foi modificado e as irmãs Jane e Elizabeth (Anat e Elona) são duas irmãs divorciadas que mais parecem ter mais de 30 que 20 e poucos anos. Maya acrescenta que gostou das caracterizações de Bingley, Darcy, Caroline Bingley e Lydia (que nesta adaptação é filha de Elizabeth/Elona fruto de um casamento desastroso na adolescência). Ela conclui seu post dizendo que é bastante divertido ver como os fãs israelenses de Austen conseguiram adaptar o romance para a Israel Moderna! Espero que Maya possa responder meu e-mail nos contando mais detalhes sobre a série, já que por barreiras linguísticas fico impossibilitada de fazer pesquisas em hebraico.

Orgulho e Preconceito em Hebraico

Algumas imagens da nova adaptação:

Abaixo, por sugestão de Maya, um vídeo promocional de Orgulho e Preconceito Israelense:

Como disse anteriormente, por barreiras linguísticas não consegui encontrar todos os livros em hebraico, nem sequer sei se já foram traduzidos para o hebraico. Abaixo, alguns exemplares que encontrei:

Persuasão em Hebraico:

Mansfield Park em Hebraico:

Razão e Sensibilidade em Hebraico:

Jane Austen em Alemão

Há algum tempo eu conheci uma coleção alemã dos livros de Austen através do blog da Noemi Bragança. Na época eu havia lhe pedido que me enviasse as fotos dos livros, já no blog só era possível ver o box. Como promessa é dívida, a Noemi acabou me enviando as fotos dos livros e me disse que misteriosamente o Razão e Sensibilidade resolveu desaparecer, justo na hora que ela estava tirando as fotos. 🙂

Adorei a caixa dos livros, e as capas! Ah… as capas! São de encher os olhos! Mas como não sei quse nada de alemão, me resta contemplar as belíssimas capas.

Com vocês Jane Austen em alemão:

Persuasão e Mansfield Park

A Abadia de Northanger – Emma – Orgulho e Preconceito

Noemi, só falta agora você nos contar como foi ler Jane Austen em alemão!!