Resultado do Sorteio: kit exclusivo da JASBRA

Prezados leitores, por diversos motivos pessoais e profissionais eu me ausentei da net e das postagens do blog. Na tentativa de voltar à ativa, estou publicando hoje, com dias de atraso, o resultado do sorteio do kit da JASBRA. Espero que me perdoem! O final de 2013 foi bem corrido e cheio de tarefas importantes para serem concretizadas!

O kit exclusivo da JASBRA vai para a Carla! Obrigada a todos participantes!

 

Lançamento: Austelândia

A Karlinha do Coffee and Movies acaba de me avisar deste lançamento da editora Record:
 
 
 
Jane Hayes tem 33 anos e mora na Nova York atual. Bonita, inteligente e com um bom emprego, ela guarda um um segredo constrangedor: é verdadeiramente obcecada pelo Sr. Darcy. Embora sonhe com ele, os homens reais com os quais se depara são muito diferentes dos que habitam sua fantasia. Justamente por isso, ela decide deixar de lado sua vida amorosa e aceitar seu destino: noites solitárias aconchegada no sofá assistindo a Colin Firth em seu DVD.

Porém, esses não são os planos que sua rica e velha tia-avó Carolyn, tem para a moça. A única a descobrir o segredo de Jane deixa, em seu testamento, férias pagas para a sobrinha-neta na Austenlândia. A ideia é que Jane tenha uma legítima experiência como uma dama no início do século XX e consiga se livrar de uma vez por todas de sua obsessão. Contudo, para isso, ela terá que abrir mão do celular, da internet e até do uso de sutiãs em troca de tardes de leitura, espartilhos e… a companhia de belos cavalheiros. 

O livro inspirou o filme de mesmo nome estrelado por Keri Russell e sem data prevista para estrear. Assista ao trailer clicando no link http://bit.ly/AustenlandTrailer. ou Abaixo:

 
 

Encontro de Final de Ano – JASBRA/PE

Em dezembro de 2010, ocorreu o Primeiro Encontro da JASBRA em Recife, quando recepcionamos a Terry Hubener, representante da JASNA na Flórida. Desde então, organizamos um Clube do Livro que se ampliou para além de Austen (já nos reunimos para falar desde Drácula e Sherlock Holmes até O Hobbit e O Morro dos Ventos Uivantes); recebemos um Encontro Nacional da sociedade, no bicentenário de Razão e Sensiblidade; e marcamos presença em outros eventos sempre com muito orgulho.
Agora, três anos depois daquele primeiro encontro, a Terry está voltando ao Brasil e vamos novamente nos encontrar para recepcioná-la e também para comemorar três anos de atividades – três anos de muita conversa, muitos livros, e boas amizades.
Dessa vez, estaremos no Restaurante Papacapim, em Boa Viagem (junto ao shopping) no sábado, dia 14, a partir de 12h. Espero todos lá para o fechamento dos trabalhos do ano – e já com a expectativa para os encontros do ano que vem.
Abraços a todos!
Luciana Darce.
JASBRA/PE

Sorteio aniversário de Jane Austen – quem ganha o presente é você!

Olá queridos leitores! O aniversário de Jane está chegando (238 anos ela faria no próximo dia 16) e decidi oferecer um Kit exclusivo para os leitores do Jane Austen Brasil!

Para participar do sorteio basta responder à pergunta acima e deixar seu nome completo. Vocês poderão participar até 16:00 do dia 16 – que é o aniversário de Jane. Mas atenção, só serão consideradas as mensagens que atenderem aos requisitos acima, combinado?

Posteriormente publicarei as mensagens como uma espécie de cartão de aniversário para Jane! 🙂

Veja o que contêm no Kit Exclusivo da JASBRA:

 Kit do sorteio:
– 1 Bolsa do Bicentenário de Orgulho e Preconceito (exclusividade da JASBRA)
– 1 bloquinho post it da Jane Austen’s Regency World
– 1 Guia de visitação de Chawton House, direto da casa onde Jane morou
-1 cartão postal da Catedral de Winchester, onde Jane está sepultada
– 1 marcador de livros comemorativo de 200 anos de Razão e Sensibilidade, presente do pessoal de Chawton
– 1 marcador de livros comemorativo dos 200 anos de Orgulho e Preconceito, exclusividade JASBRA
– 2 chaveiros comemorativos dos  200 anos de Orgulho e Preconceito, exclusividade JASBRA
– 2 broches comemorativos dos  200 anos de Orgulho e Preconceito, exclusividade JASBRA 

Por que Jane Austen era feminista?

A leitora Alexandra Duarte nos presenteia hoje com suas reflexões a respeito de Jane Austen e feminismo. E vocês leitores, o que acham desta perspectiva?

O artigo está disponível para download, basta clicar na imagem abaixo.

 

Resultado do Sorteio Duplo de Razão e Sensibilidade

Hoje é dia do tão esperado sorteio duplo de Razão e Sensibilidade!
Foram 95 inscritos!

Vejam quem são os sortudos abaixo:

 

Gazeta de Longbourn apresenta: A Darcy Christmas

Já no espírito natalino, Luciana Darce (JASBRA-PE) nos resenha contos de natais em Pemberley!

Happiness, deep love, and Christmas cheer echoed down the lengthy corridors and invaded every chamber of the Manor. But in none were these positive emotions as high as in the Master’s chambers on the upper floor of the south wing.

You see, this Christmas was Darcy’s first as a married man. A newlywed of less than a month, in fact, and to his indescribable joy, his wife was Elizabeth. The numerous questions of the prior Christmas were answered beyond his wildest imaginings. Any delusions or doubts were erased.

Was he in love with Elizabeth Bennet, now Elizabeth Darcy?

Yes! A resounding yes and to a depth that continually staggered him.

Estamos quase no Natal! E que melhor forma de comemorar do que passar as festas em Pemberley?

A Darcy Christmas é uma antologia de três contos de autoras já conhecidas por ‘brincar’ com as palavras de Austen: Amanda Grange, Sharon Lathan e Carolyn Eberhart. Das três, confesso que a única que conheço é a Grange, por causa da série de diários dos heróis austenianos.

É de Grange o conto de que mais gostei, Christmas Present. Os personagens todos ecoam muito bem suas contrapartes originais e é divertido ver como eles se comportam no ‘pós-livro’, com a família toda se reunindo sob o teto dos Bingley, Lady Catherine e Mrs. Bennet competindo por “parente mais inconveniente do ano”.

A relação de Darcy e Lizzie é confortável como boa xícara de chocolate quente num dia frio (algum dia farei algo sobre minha obsessão com metáforas culinárias para livros…) e a história toda é bem gostosa de ler.

Mr. Darcy’s Christmas Carol da Carolyn Eberhart é… eu não sei dizer o que é, para ser sincera. A ideia em si é interessante, mas o desenvolvimento é tão absurdo que se torna inadvertidamente engraçado.

Fiquei um pouco com o pé atrás com algumas inconsistências, especialmente sobre o pai do Darcy e sua relação com o Wickham. Ainda assim, ri quando Darcy cruza com Wentworth ou, melhor ainda, como o próprio Scrooge – e não vamos entrar no mérito que o conto de Dickens é bem típico da era vitoriana, umas boas décadas pós-Austen…

Fecha a tríade A Darcy Christmas, de Sharon Lathan, conto que dá nome à antologia.

Lathan, como Grange, é mais fiel ao estilo de Austen, embora alguns detalhes me pareçam destoar da personalidade que conhecemos dos personagens mais famosos da autora… Ainda assim, a história me agradou, mostrando décadas de natais da família Darcy, o nascimento e perpetuação de tradições de Lizzie, Fitzwilliam e seus filhos.

De uma maneira geral, não é o melhor que já li em matéria de sequências e mashups inspirados em Austen… mas é um livrinho interessante, rápido de ler e apropriado para dias longos sem nada para fazer, quando temos vontade de nos enroscarmos na cama preguiçosamente e ler algo açucarado-indutor-de-diabetes.

Além disso… it’s beginning to look a lot like Christmas… (e Pemberley deve ser liiiiiinda no Natal…).

Trailler de ‘Death Comes to Pemberley’

Acabo de descobrir o trailer de Death Comes to Pemberley:

 

O que vocês acham? Principalmente aqueles que leram o livro?

Detalhes: canal BBC1 agendou para o dia 26 de dezembro a estreia da minissérie Death Comes To Pemberley, adaptação de Juliette Towhidi da obra de P.D. James que, por sua vez, utiliza os personagens de Orgulho e Preconceito, obra de Jane Austen, para narrar sua história. A história acompanha Elizabeth (Anna Maxwell Martin, de The Bletchley Circle) e o Sr. Darcy (Matthew Rhys, de The Americans) que, seis anos após os fatos ocorridos no livro de Austen, vivem em Pemberley com seus dois filhos. No momento em que organizam um baile, eles são surpreendidos por Lydia (Jenna-Louise Coleman, de Doctor Who), irmã de Elizabeth, que chega com a notícia de que seu marido George Wickham (Matthew Goode, de Dancing on the Edge) foi assassinado. Uma investigação tem início levantando suspeitas e revelando segredos. No elenco também estão Rebecca Front (The Thick of It), James Fleet (Little Dorrit), Penelope Keith, Joanna Scanlan (The Thick of It e Getting On), Eleanor Tomlinson (The White Queen),James Norton, Tom Ward (Silent Witness) e Trevor Eve (Waking the Dead). A minissérie tem três episódios produzidos pela BBC Drama em parceria com a Origin Pictures e apoio financeiro da Screen Yorkshire.

Fonte: Veja.com

 

Um homem verdadeiramente ótimo, não apenas “ótimo para mim”

E com vocês, mais um post em parceria com a Editora Realejo e Elizabeth Kantor:

By Elizabeth Kantor 
“Exatamente dois terços dos americanos acreditam no conceito de almas gêmeas, no qual ‘duas pessoas estão destinadas a ficarem juntas’”, relatou o Washington Times em setembro de 2010. Mais mulheres do que homens, os pesquisadores descobriram, aceitam essa teoria sobre o amor. Impressionantes 69% de nós, contra 63% dos homens, concordam com o conceito de almas gêmeas. O lado ruim? Pessoas que acreditam em almas gêmeas têm 150% mais chances de se divorciarem do que pessoas que não acreditam.
O que Jane Austen tem a dizer sobre esse assunto? Suas heroínas estão buscando suas almas gêmeas? Elas se casam com os homens a quem estão destinadas? Parece que não. Aqui está Elinor Dashwood, fazendo seu melhor para convencer sua Romântica irmã a abandonar a teoria das almas gêmeas no amor, “e, depois de tudo, Marianne, depois de tudo que é encantador na ideia de um apego singular e constante, e de tudo que pode ser dito a respeito da felicidade de alguém depender inteiramente de uma pessoa em particular, não deve ser – não cabe – não é possível que seja assim”.
Se você já leu até aqui, não vai ficar chocada ao encontrar Jane Austen do lado realista, não do Romântico, em qualquer questão. Mas se as heroínas de Jane Austen não estão procurando suas almas gêmeas, o que elas estão procurando? E se elas não terminam com “O” homem perfeito que o destino lhes reservou, como o par que elas encontram no fim dos romances parece tão… perfeito?
Uma heroína de Jane Austen pensa muito menos do que nós em “achar um homem ótimo para ela” e muito mais em achar um homem que seja simplesmente ótimo. Não é que a compatibilidade não seja parte da equação – Jane Austen não é defensora do “não seja tão exigente, você pode ser feliz com qualquer homem decente se desejar”. Mas suas heroínas pensam e falam sobre homens em termos de qualidades objetivas que os tornam homens interessantes, não apenas em como combinam com as preferências e necessidades subjetivas das heroínas. Jane Austen tem todo um vocabulário sofisticado para falar de cada aspecto da personalidade de um homem. Porque esquecemos que essa linguagem, nosso pensamento sobre um homem – pelo menos quando vai além de aparência e status e entra na questão de que tipo de pessoa ela é – tende a cair quase imediatamente em uma avaliação subjetiva do que nos atrai pessoalmente. Uma heroína de Jane Austen tem critérios melhores para avaliar os homens. Não com exatidão científica, é claro, mas comparando-os com padrões que têm algum tipo de aplicação universal. Ela pensa no quanto um homem é “perfeito” de forma abstrata antes de perguntar se ele é “perfeito para mim”.

Por que os relacionamentos são mais difíceis para nós?

Outro post em parceria com Elizabeth Kantor e Editora Realejo

 By Elizabeth Kantor
De forma paradoxal, Jane Austen achava mais fácil manejar exatamente o tipo de relacionamento que parece mais difícil para nós. Ela considera alcançar a “independência” quando uma mulher sai da casa dos pais – ou de seu trabalho como governanta-acompanhante, como a Sra. Weston faz no início de Emma – para se casar. Para Jane Austen, um homem e uma mulher apaixonados um pelo outro são as duas pessoas no mundo que mais chegam perto de se sentirem confortáveis ao preencher exatamente o mesmo espaço ao mesmo tempo. Homens e mulheres são tão diferentes um do outro que eles se complementam naturalmente, assim como competem um com o outro. E claro que a divisão de trabalho entre os sexos era mais rígida naquela época. Essas diferenças – a complementaridade e a possibilidade de uma espécie de harmonia natural entre homens e mulheres – tornam lógica a ideia de que, ainda que seja “dependência” dividir uma casa e uma renda com seus pais ou seus empregadores, é “independência” dividi-las com um marido. Além disso, nesse caso, existe a excitação do começo do amor (e no sexo) para ajudar a suavizar as dificuldades.
Então, por que os “relacionamentos” parecem muito mais difíceis hoje do que os relacionamentos em geral – amizades e por aí vai? Não acredito que seja apenas porque em vez de confiar na tradicional divisão de tarefas pelo sexo, temos de negociar quem lava as louças e quem faz as contas. É que, hoje em dia, um relacionamento romântico é praticamente o único relacionamento realmente íntimo que muitos de nós tentamos depois de adultos – “íntimo” no sentido prático que estamos dividindo espaço, dinheiro e decisões sobre qualquer coisa mais importante do que o almoço.
Procuramos nossos amigos para ter conforto em relação às partes da nossa vida nas quais temos que “trabalhar” – nossos trabalhos e nossos relacionamentos com homens. Os amigos estão lá quando saímos do tumulto da vida e paramos no acostamento, quando fazemos a análise no fim do jogo. Dividimos nossos pensamentos e sentimentos com eles, ou, talvez, com nossa mãe ou irmã. No entanto, depois que saímos da faculdade e daqueles pequenos apartamentos que dividíamos na época do primeiro emprego, com frequência, deixamos de dividir nossa vida com outras pessoas além de um homem. O que significa que estamos tentando administrar nosso relacionamento sem o tipo de prática em relacionamentos em geral que as heroínas de Jane Austen têm.