The Complete Novels of Jane Austen – Lançamento

A amiga Laurel Ann acaba de me avisar sobre um lançamento de livros: a coleção completa dos livros de Austen – lançamento da Amazon! Valor da pré-venda: 99,99 com desconto sai por 59,90 dólares! Lançamento 02 de outubro. As ilustrações são de Jacqui Oakley, que também já fez ilustrações para The Complete Sherlock Holmes. O design do projeto é de autora de Alan Hebel e Ian Shimkoviak, clique aqui e conheça um pouco mais o trabalho dos dois.

Vejam que maravilha!

Imagens do site de Jacqui Oakley

Mais detalhes e imagens deste box maravilho, clique aqui.

Comentário que não posso deixar de fazer: e lá se vão os meus míseros reais… o pior disso tudo é a demora para chegar aqui no Brasil, ainda mais com os correios em greve! By the way, não tem ninguém viajando para os EUA e me salvar desse big problem of a nerd girl??

Conversando sobre Jane Austen com… o elenco de Austentatious: Um Romance Improvisado

Sem dúvida um dos shows dos circuitos de comédias improvisadas, Austentatious: Um Romance Improvisado, é uma peça de comédia improvisada de uma hora de duração que gira no estilo inimitável de Jane Austen e inteiramente baseada em sugestões do público. Nunca Jane Austen tinha sido tão divertida! Incluindo um excelente elenco: Cariad Lloyd (Indicado ao Fosters Award de Melhor Relevação 2011), Parris Rachel (Finalista do Hackney Empire 2011), Amy Cooke-Hodgson (Olivier Award por La Boheme), Joseph Mopurgo (Oxford Imps), Dickson Graham (UCB) e Andy Murray (Private Eye) apresentam uma eloquente, irreverente e 100% improvisada peça sobre os trabalhos da nossa amada autora. Interpretados em trajes da época com acompanhamento ao vivo, Austentatiousé um deleite envolvente e divertido para os fãs de Austen além de uma comédia improvisada. Austentatious é encenada regularmente no Wheatsheaf, Rathbone Place (Londres) e recentemente encenada no Edinburgh Festival Fringe 2012. Entrei em contato com Cariad Lloyd, que gentilmente aceitou coordenar uma entrevista com o resto do elenco por email. Este é o resultado da nossa conversa. É hora de conhecer a brilhante Austenacious e desfrutar do nosso bate-papo sobre Jane Austen e seu próprio trabalho.
Olá a todos! Que bom que vocês aceitaram serem meus convidados, Austenacious. Minha primeira pergunta é por que Jane Austen e não Dickens ou Shakespeare?
Nós todos gostamos muito da Jane Austen e alguns de nós estudaram sobre ela na universidade. Não foi porque não gostamos de Dickens ou Shakespeare, mas foi um amor compartilhado por Jane Austen que a fez ser a autora escolhida, eu acho.
A jovem Jane Austen adorava entreter sua família e fazê-las rir. Vocês acham que ela poderia ter gostado do jeito que vocês entretêm seu público através do seu trabalho?
Esperamos que sim! São muitas adaptações amorosas, muitas vezes zombamos dos clichês da Jane Austen, dos senhores arrojados e terminamos em casamento, mas a peça é definitivamente feira a partir de um lugar de admiração, por isso acreditamos que ela teria adorado!
Quem teve a ideia para uma série tão peculiar? Quando e como? Como vocês seis acabaram no elenco de Austentatious?
Amy e Rachel vieram com a ideia há quase 02 anos atrás e o restante nós viemos juntos. Nós todos tínhamos feitos muitas improvisações antes e Amy, Rachel, Joe e Andy estavam todos juntos num grupo na universidade. Nós queríamos atuar num formato de improvisação divertido e éramos fãs da Jane Austen e “period dramas” em geral e eu acho que todos nós gostamos da ideia de viver nesse mundo por um tempo.
Em suas peças vocês tentam persuadir Elizabeth Bennet que Mr Darcy é um idiota (risos). Vocês escolheram satirizar o trabalho de Jane Austen porque vocês não poderiam suportar isso ou porque vocês não gostaram?
Cariad: O público sugere os títulos, escrevendo em tiras de papel que se parece com os livros da Penguin Classic, de modo que foi um título sugerido pelo público! Nós temos todos os tipos de títulos diferentes desde “Parque Cheio de Homem”, “Gerenciamento da Ira do Norte” até “Darcy Agachado, Bennet Escondida”. Assim, basta tirarmos um titulo de dentro da cesta. Somos todos, definitivamente, fãs do trabalho da Jane Austen e eu não acho que você poderia criar um show como este se você não amasse de coração seu trabalho e o mundo que ela criou.
Ela era uma mestra da ironia e sagacidade, mas viveu em uma época diferente e distante como o Período Regencial. Quanto da nossa forma de rir e se divertir mudaram? Nós ainda sorrimos da ironia sútil dela?
Andy: Eu acho que a maneira de rir é realmente muito similar – rimos das falhas de outras pessoas e quando Jane escreve são nítidas, linhas muitas engraçadas, elas ainda tem o poder de nos fazer estremecer e rir ao mesmo tempo. Sempre que leio as obras, eu me pego rindo alto. Ninguém nunca se cansa de rir de bobagens e todos esses tipos de personagens: a Sra Bennets, a Tia Norrises – ainda estão com a gente hoje.
Quais dos seis grandes romances vocês incluíram no show?
Nós não incluímos automaticamente materiais de qualquer uma das novelas. Nós preferimos apresentar trabalhos novos, com todos os personagens – mas o que podemos fazer se o público pede! Por exemplo, se recebemos uma sugestão para um trabalho chamado “Cinquenta Tons do Mr Darcy”, então nossa peça acontecerá no universo de Orgulho e Preconceito, mas não será o mesmo romance que todos conhecemos.
Quais foram as coisas mais bizarras ou estranhas que o público já sugeriu para o Mr Darcy ou Elizabeth?
Andy: Bem, acho que o título “Darcy e Bingley: Um Amor Proibido” chega bem perto…
Eles muitas vezes sugerem Jane Austen mash-up com shows de monstros, zumbis e vampiros?
Andy: Nós não tivemos muitas sugestões como essas! Tivemos “@Jane Austen: #Zombis” que foi muito divertido, mas não temos sugestões que nos permitem ir além do mundo normal de Jane Austen. Algumas vezes, nos afastamos em histórias de crimes, de horror gótico, mas mesmo assim tentamos reagir da maneira que os personagens de Jane Austen poderiam ter feito se confrontados com estas situações. Eu gostaria de uma sugestão que nos permitissem ir para o espaço…
Alguém totalmente inexperiente em Jane Austen pode desfrutar da sua comédia?
Joseph: Absolutamente. Os livros da Jane Austen são todos sobre personagens distintivos, raciocínio rápido e alta tensão – se você gosta desse tipo de coisa, você é tão experiente quanto precisa ser. Naturalmente, as pessoas que são plenamente informadas sobre Jane Austen e seus contemporâneos serão capazes de entender as piadas, referencias e peculiaridades específicas da Jane Austen, mas realmente é tudo sobre a estória que estamos criando naquela noite.
Qual é o aspecto mais divertido de ter que improvisar e qual é o mais difícil?
Andy: O mais difícil é estar no palco com pessoas cuja companhia você realmente gosta e ser capaz de ser se divertir com elas. Muitas vezes, elas são tão divertidas que você tem que se lembrar de que há um público lá, caso contrário, você começa a rir! Quanto ao mais difícil, é lembrar-se de todos os detalhes que as pessoas mencionam no começo do show – se você consegue segurá-lo e trazê-lo de volta mais tarde, é uma grande sensação para os artistas e o público, mas é definitivamente muito difícil de fazer.
Esta questão é para Joseph, Graham e Andy. Por que os homens são convencidos de que Jane Austen é para meninas?
Bem, considerando que dois dos meninos do elenco dedicaram meio ano estudante Jane Austen na universidade, nós discordamos. Ainda assim, eu acho que é justo dizer que eles são, em geral, livros femininocêntrico: eles são cheios de protagonistas femininas, eles são em grande parte sobre meninas, mesmo que eles não sejam exclusivamente para eles. Isso faz a diferença. Mais importante, porém, acho que a forma como os livros de Jane Austen foram comercializados nos últimos cem anos provavelmente desempenhou um papel maior na formação do que na percepção de qualquer palavra que Jane Austen escreveu. Eles têm muito a dizer, igualmente, aos homens e mulheres.
A próxima é para Cariad, Rachel e Amy: com quem entre os homens de Jane Austen, vocês fugiriam e para onde?
Darcy é, obviamente, um dos favoritos, mas todos nós temos um ponto fraco por Bingley e Knightley. Eles são todos tão adoráveis, infelizmente ninguém aprecia muito Mr. Collins.
Se você pudesse estar em “Lost in Austen” (como Jemina Rooper na série de TV), que cena da série você adoraria voltar a viver?
A cena final de “Sandition”. Porque, então, nós poderíamos fazer literalmente qualquer coisa que quisesse.
Eu sei que vocês se divertem fazendo todos os personagens cômicos, mas quais são os personagens de Jane Austen mais cômicos sem a intervenção de vocês?
Eles são/foram muitos realmente, é difícil escolher um. No último show tinha as primas Genevieve & Francesca Larch, que vivia com a superproteção do pai e que desejam serem cortejadas por Wally (Duque de Malborough) e Lorde Brackenbury, mas foram frustradas por servo mal Smithers e foram ajudadas pela velha governanta de Wally, Lady Thatch em um final feliz e um casamento duplo. E isso foi apenas um show!
Como foi sua experiência no Edinburgh Fringe? Deve ter sido especial?
Edinburgh foi incrível! Nós estávamos no Free Fringe e não sabíamos se alguém viria, mas eles estavam há uma hora numa fila para obter um lugar! E nós fomos comprimidos por 150 pessoas num dia e mantivemos uma distancia por prevenção. Nós todos estávamos sobrecarregados e muito gratos pelo nosso público adorável e como tudo aconteceu.
Qual foi o momento mais gratificante em uma experiência tão emocionante?
Eu acho que só fazemos shows que fazem as pessoas rirem e desfalecerem. Após a maioria dos shows, as pessoas vêm até nós e dizem o quanto gostaram e isso é realmente tudo que você pode pedir.
Quais são os próximos locais de Austentatious?
Estamos encenando em Leicester Square Theatre em 15 de setembro no espaço principal. E nós encenamos duas vezes por mês no Pub Wheatsheaf em Oxford Street. Confira no http://www.austentatiousimpro.com ou @austenimpro para mais detalhes. Por favor, tweet para nós, escreveremos de volta cada tweet. Nós ficamos felizes em ouvir todos vocês.
Obrigada por serem meus convidados e por responderem as minhas perguntas. Espero encontra-los e desfrutar de um dos seus shows na minha próxima viagem a Londres. Boa sorte a todos vocês com Austentatious, nas suas futuras carreiras e em suas vidas particulares. Vamos ficar de olho em vocês esperando vê-los ao vivo no palco ou na tela algum dia. Dedos cruzados!
Obrigado! Nós esperamos também!

Celebrating Austen

Abigail Reynolds me enviou hoje umas fotos que ela tirou na Waterstone’s Bookstore (uma livraria muito simpática em Bath). Eles reservaram lá, provavelmente para o período do festival, um cantinho sobre para Jane o “Celebrating Austen”.

Dá para ver a quantidade de livros à venda, vejam a diversidade de capas e de livros inspirados nas obras de Austen! 
A Waterstone’s é um charme de livraria em plena Milson Street e tive o prazer de conhecê-la em janeiro deste ano quando estive em Bath. É lógico que me senti a própria Catherine Morland fazendo compras ali! 😉
foto: google maps
Para quem ainda não conhece a obra de Abigail Reynolds, visite o site da escritora aqui ou leiam aqui uma série de posts escritos por Samanta Fernandes para a Semana Abigail Reynolds.
Veja que linda capa!

Encontro JASBRA-SP – Persuasão

Ontem, 15 de setembro, realizamos nosso Encontro Jasbra-SP sobre o livro Persuasão. Foi uma experiencia incrível para mim e para as meninas. Primeiro, mal tinha assumido a diretoria de SP e já estava com a missão de organizar esse encontro. Segundo, tivemos apenas um mês para organizar tudo. 
Com a ajuda da Rafaela Balbino conseguimos o espaço Mario de Andrade na Saraiva Mega Store do Shopping Pátio Paulista. 

E com o apoio desta equipe incrível, o evento foi um sucesso.

Discutimos a relação entre Capitão Wentworth e Anne Elliot, Anne e sua família, Wentworth e Lady Russell. Enfim, uma tarde agradável e de muito aprendizado. Pois, vimos pontos de vistas diferentes para o mesmo assunto.

Presenteamos os participantes com marcadores de páginas e sorteamos alguns brindes…

Agora é centralizar energias para o Bicentenario de Orgulho e Preconceito.

Encontro Nacional da JASNA

Já está disponível o cronograma dos debates que acontecerão durante o Encontro Anual da JASNA, entre os dias 5 a 7 de outubro de 2012. Este ano a temática principal será em torno de Amor, Dinheiro e Poder na Ficção de Jane Austen. Confira aqui as diversas palestras.

Entre as inúmeras palestras acontecerá a do amigo Tim Bullamore, no dia 05 de outubro. Confira abaixo:
Tim Bullamore
Sex, Money and Power in Death: Obituaries in the Time of Jane Austen
Newspaper obituaries were well established by the time of Jane Austen. Yet then (as now) they were generally afforded to the rich, the powerful and the male of the species. Austen was none of these; thus notifications of her death were sparse in content. This session compares those that did appear with other obituaries of her time, in particular the widespread lamenting of the death of Princess Charlotte, who died a few months after Austen.
Tim Bullamore, Editor of Jane Austen’s Regency World Magazine, is also an award-winning obituary writer who has contributed to major British newspapers as well as undertaking research into the genre.

Jane Austen Festival em Bath

Começaram ontem as atividades do Festival Jane Austen em Bath! Já dá até para imaginar as inúmeras pessoas que participam deste evento maravilhoso andando livremente pelas ruas de Bath vestidas a caráter! 

O evento vai até  dia 22 de setembro, sendo que no dia 21 haverá uma baile de máscaras! Clique aqui para maiores detalhes.

Atualizando o post: A Abigail Reynolds acaba de informar e divulgar as fotos que tirou durante o evento, veja mais fotos aqui

Acho que esse é o Mr. Wickham!!!

Jane Austen e Tradução

Está disponível no blog da Companhia das Letras um vídeo apresentando um bate-papo sobre Jane Austen e tradução, com a editora Vanessa Ferrari e o tradutor Alexandre Barbosa de Souza. A boa notícia é que a editora já está providenciando a tradução de Mansfield Park! Ótima  notícia, não acham?
Livros já publicados pela Cia das Letras, clique aqui e conheça mais:

Persuasão por um preço imperdível

A Daniele Werner nos dá essa dica imperdível: Persuasão em capa dura por apenas R$ 24,65 no site Submarino. Confira aqui a promoção que deve ser relâmpago.

Outra edição que está em promoção é esta em capa dura da Editora Martin Claret por R$ 12,45. Clique aqui para maiores detalhes.

Em tempo: o livro acima é uma nova edição da Landmark.

Janeites ao Redor do Mundo

Para quem não sabe, minha carreira como representante da JASBRA cá em Pernambuco começou quando a Adriana Zardini me pediu que recebesse a Terry Hubener, membro e representante da JASNA na Flórida. A família da Terry é aqui do Recife e ela estava vindo para encontrá-los e, se possível, visitar também uma turma de leitores de Austen no Brasil.

Receber e conhecer a Terry foi um enorme prazer. E, aparentemente, me deu também um gosto por ser relações públicas, porque quando estava terminando de providenciar tudo o que precisava para a viagem, escrevi para a Adriana e perguntei se ela conhecia alguém da comunidade francesa de janeites.

Ela me colocou em contato com a Claire, do Jane Austen Lost in France, e começamos a trocar algumas mensagens e assim fechei meu primeiro compromisso oficial em Paris: encontrar a Claire, passear, e no entretempo trocar informações sobre nossos respectivos grupos e idolatrar a querida Jane.

O encontro foi marcado para o dia seguinte à nossa chegada, na frente da livraria Shakespeare and Co. e vamos todos concordar que a coisa já começou muito bem a partir desse preciso ponto.


A Claire estava lá nos esperando com uma sacola imensa de presentes e bastante preparada para passar a tarde batendo perna conosco. Dizer que nosso passeio foi uma delícia é redundante. Que a conversa – num misto de inglês, francês e português – foi ininterrupta e que voltei pra casa ligeiramente rouca também é quase um pleonasmo. Eu já nem sou tagarela, imagine quando encontro alguém predisposto a dividir as mesmas paixões que eu?

Após apresentações, abraços, trocas de presentes e demonstrações de boa vontade, pegamos um ônibus para nos enfiar pelos bairros mais afastados e menos turísticos de Paris, atrás de nosso objetivo do dia: uma rua chamada Darcy.

Pois é, existe em Paris uma rua chamada Darcy.

A Claire também não conhecia esse ponto tão peculiar de sua cidade e nos usou como desculpa para ir até lá. Uma excelente desculpa, vamos concordar…

Conversa vai, conversa vem, qual a sua heroína favorita, por qual mocinho você se derrete, quando-onde-porque Austen, outros vícios literários, volta para Austen, clube do livro, debate, assim e assado, chegamos ao nosso destino.


Não existe nada demais na rue Darcy, a não ser que você conte a Companhia de Água. É uma rua pela qual você passa quase despercebida que ela está lá, pequena, numa área residencial. Como a Claire bem observou, pessoal que nos viu tirando fotos deve ter ficado espantado – fomos, muito provavelmente, as primeiras pessoas que foram lá para fazer isso.

E tirar fotos nós fizemos… com todas as placas de ambos os lados da rua. Eu até me abracei com um dos postes no caminho, com cara de maluca, ao mesmo tempo que ríamos como se não houvesse amanhã.


Depois disso, a Claire nos convidou para a casa dela, onde tivemos o prazer de conhecer outras duas pessoas do grupo, a Anne e a Lila. A essa altura eu acho que nem tínhamos mais muita consciência de que em que língua estávamos nos comunicando – o importante é que havia comunicação e muitos risos e também conversa séria. Foi um intercâmbio – e um dia – absolutamente maravilhoso.


Para terminar, vamos agora dar um pulinho em Lisboa.

Ao chegarmos em Portugal, também já estávamos de encontro marcado com a Paula, do Jane Austen Portugal. Ficamos de nos encontrar perto do hotel onde estávamos hospedadas, logo de manhã cedo, porque, segundo nossa cicerone, teríamos um dia inteiro de passeio pela frente.

Não fazíamos idéia, contudo, do que realmente a Paula nos estava aprontando.

Primeira surpresa foi quando ela nos colocou no carro – porque pensei que íamos pegar o metrô ou mesmo ir andando para onde quer que ela queria nos levar – afinal, estávamos no centro histórico de Lisboa. Mas, tudo bem, sem problemas, toca pra frente.

Começamos uma conversa animada (e que conversa dessas não foi animada?), e eu ia silenciosamente tentando adivinhar para onde estávamos indo. Subimos e descemos Lisboa. E, oi? Saímos da cidade? Hum, talvez haja um desvio, ou um retorno que ela tenha de pegar e… peraí, estamos na auto-estrada!

A essa altura eu já chegara à conclusão de que estava sendo seqüestrada e nem podia avisar nada para a Carol, que estava sentada do lado de trás, sem me fazer perceber por nossa seqüestradora… então continuei a conversa (que estava muito boa e eu não via razão para interromper) e comecei a prestar atenção nas placas.

Depois da terceira placa com o mesmo nome, eu finalmente perguntei à Paula: “estamos indo para Sintra, não é?”.

Sim, esse era exatamente nosso destino. De acordo com nossa seqüestradora/cicerone/guia turística, Sintra era um vilarejo romântico, tanto na arquitetura como na sensação passada a seus visitantes, tendo encantado diversos escritores britânicos – incluindo aí o sedutor Lorde Byron – sendo assim o local perfeito para fazermos nosso encontro.


Eu gostaria de ser seqüestrada mais vezes se fosse para ter um dia como o que tivemos em Sintra… O vilarejo é realmente encantador – fizemos uma bela caminhada até o Palácio da Pena, um lugar tão diferente e tão lindo que, não sei, dá uma sensação de paz, de absoluto contentamento com o resto do mundo.


O Parque e Palácio da Pena foram obra do rei D. Fernando II, marido de D. Maria II, filha do nosso Dom Pedro I. Servia como residência de verão para a família real e tudo o que poderia haver de belo, de agradável aos olhos – vitrais, pinturas, meu deus, as paredes de cada sala que entramos… – tem lá. É muito diferente dos palácios que visitamos na França, como Versalhes e Fontainebleau, onde o amor à ostentação é quase opressivo. O Palácio da Pena é estranhamente… aconchegante. Tanto que a certa altura da visita eu já estava perguntando quando podia me mudar…

O quê? Sonhar não custa nada, oras!

Do Palácio da Pena seguimos para o Castelo dos Mouros, uma fortaleza medieval do período de dominação árabe da Península Ibérica. Após andarmos um pouco pelas muralhas, voltamos a descer para a cidade e depois de um almoço delicioso de bacalhau (a semana que passamos em Portugal fizemos uma dieta de bacalhau…), fizemos um passeio de charrete pelas ruelas de Sintra, subindo e descendo entre casas e jardins maravilhosos.


Nessa brincadeira a Paula ainda nos apresentou a um manjar divino: uma sobremesa típica das bandas de lá chamada ‘travesseiro’, que eu tanto elogiei para minha mãe que ela providenciou a receita e está planejando fazê-los essa semana.

Espero que eles fiquem iguais aos que experimentamos em Sintra.

Enfim, depois de toda essa farra, voltamos a Lisboa com ainda mais assunto do que tínhamos conversado na ida (porque nosso assunto aparentemente nunca se acaba…) e passamos pela livraria Bertrand onde se realizam os encontros da turma do Jane Austen Portugal.


Na véspera de voltarmos, a Paula nos pegou de novo para tomar um legítimo chá inglês no centro de Lisboa ^^ Nessa ocasião eu acabei dando uma entrevista para ela, ganhamos mais presentes e fizemos ela prometer que viria em alguma ocasião para o Brasil, quando poderíamos paparicá-la tanto quanto ela nos paparicou.


Aliás, o convite é extensivo a todos, tanto do Jane Austen Lost in France quanto do Jane Austen Portugal quanto para quaisquer outros fãs de Austen pelo mundo que venham parar do meu lado aqui no Brasil: terei o mais prazer em recebê-los todos, com a mesma gentileza e carinho com que nos receberam.

Resta agora apenas agradecer pela oportunidade de ter conhecido esse povo maravilhoso, pelos mimos, presentes, pela companhia, pela paciência e pela conversa sempre maravilhosa. Espero ter oportunidade de reencontrar vocês, meninas! MUITO OBRIGADA!