Terças: Indicações de Livros – Lady Susan em francês

O livrinho acima foi um presente da Claire Saim – a francesa que mantém uma página dedicada a Austen no facebook (Lost in Austen in France).

O livro faz parte dos escritos da Juvenília de Jane Austene custa apenas 2 euros, por aqui era possível encontrá-lo na Livraria da Travessa, mas hoje não está mais  à venda.

Esta edição é da Editora Gallimard que também já publicou outros livros de Austen, confira aqui. A tradução é de Pierre Goubert e tem 117 páginas.

Mais um incentivo para se estudar francês, não acham?

Merci Claire!
J’espère que je peux lire le livre très bientôt!

Dvds das obras de Jane Austen em francês

Eu estava revendo algumas fotos das minhas viagens e acabei percebendo que não compartilhei com vocês as fotos que tirei na Livraria Fnac de Champs-Élysées no passado. São os DVDs baseados nas obras de Austen! Vejam como são lindos!

 A coleção com as seis obras de Jane Austen! 

 Orgulho e Preconceito (1995)
 Persuasão (2007)

A Abadia de Northanger (2007) 

 Razão e Sensibilidade (2007)

Emma (2009)

Infelizmente não havia uma cópia de Mansfield Park naquele dia! 😦

Se você deseja se aventurar no idioma francês, clique aqui e conheça os outros posts sobre Jane Austen na França ou conheça o site da Fnac em francês

Janeites ao Redor do Mundo

Para quem não sabe, minha carreira como representante da JASBRA cá em Pernambuco começou quando a Adriana Zardini me pediu que recebesse a Terry Hubener, membro e representante da JASNA na Flórida. A família da Terry é aqui do Recife e ela estava vindo para encontrá-los e, se possível, visitar também uma turma de leitores de Austen no Brasil.

Receber e conhecer a Terry foi um enorme prazer. E, aparentemente, me deu também um gosto por ser relações públicas, porque quando estava terminando de providenciar tudo o que precisava para a viagem, escrevi para a Adriana e perguntei se ela conhecia alguém da comunidade francesa de janeites.

Ela me colocou em contato com a Claire, do Jane Austen Lost in France, e começamos a trocar algumas mensagens e assim fechei meu primeiro compromisso oficial em Paris: encontrar a Claire, passear, e no entretempo trocar informações sobre nossos respectivos grupos e idolatrar a querida Jane.

O encontro foi marcado para o dia seguinte à nossa chegada, na frente da livraria Shakespeare and Co. e vamos todos concordar que a coisa já começou muito bem a partir desse preciso ponto.


A Claire estava lá nos esperando com uma sacola imensa de presentes e bastante preparada para passar a tarde batendo perna conosco. Dizer que nosso passeio foi uma delícia é redundante. Que a conversa – num misto de inglês, francês e português – foi ininterrupta e que voltei pra casa ligeiramente rouca também é quase um pleonasmo. Eu já nem sou tagarela, imagine quando encontro alguém predisposto a dividir as mesmas paixões que eu?

Após apresentações, abraços, trocas de presentes e demonstrações de boa vontade, pegamos um ônibus para nos enfiar pelos bairros mais afastados e menos turísticos de Paris, atrás de nosso objetivo do dia: uma rua chamada Darcy.

Pois é, existe em Paris uma rua chamada Darcy.

A Claire também não conhecia esse ponto tão peculiar de sua cidade e nos usou como desculpa para ir até lá. Uma excelente desculpa, vamos concordar…

Conversa vai, conversa vem, qual a sua heroína favorita, por qual mocinho você se derrete, quando-onde-porque Austen, outros vícios literários, volta para Austen, clube do livro, debate, assim e assado, chegamos ao nosso destino.


Não existe nada demais na rue Darcy, a não ser que você conte a Companhia de Água. É uma rua pela qual você passa quase despercebida que ela está lá, pequena, numa área residencial. Como a Claire bem observou, pessoal que nos viu tirando fotos deve ter ficado espantado – fomos, muito provavelmente, as primeiras pessoas que foram lá para fazer isso.

E tirar fotos nós fizemos… com todas as placas de ambos os lados da rua. Eu até me abracei com um dos postes no caminho, com cara de maluca, ao mesmo tempo que ríamos como se não houvesse amanhã.


Depois disso, a Claire nos convidou para a casa dela, onde tivemos o prazer de conhecer outras duas pessoas do grupo, a Anne e a Lila. A essa altura eu acho que nem tínhamos mais muita consciência de que em que língua estávamos nos comunicando – o importante é que havia comunicação e muitos risos e também conversa séria. Foi um intercâmbio – e um dia – absolutamente maravilhoso.


Para terminar, vamos agora dar um pulinho em Lisboa.

Ao chegarmos em Portugal, também já estávamos de encontro marcado com a Paula, do Jane Austen Portugal. Ficamos de nos encontrar perto do hotel onde estávamos hospedadas, logo de manhã cedo, porque, segundo nossa cicerone, teríamos um dia inteiro de passeio pela frente.

Não fazíamos idéia, contudo, do que realmente a Paula nos estava aprontando.

Primeira surpresa foi quando ela nos colocou no carro – porque pensei que íamos pegar o metrô ou mesmo ir andando para onde quer que ela queria nos levar – afinal, estávamos no centro histórico de Lisboa. Mas, tudo bem, sem problemas, toca pra frente.

Começamos uma conversa animada (e que conversa dessas não foi animada?), e eu ia silenciosamente tentando adivinhar para onde estávamos indo. Subimos e descemos Lisboa. E, oi? Saímos da cidade? Hum, talvez haja um desvio, ou um retorno que ela tenha de pegar e… peraí, estamos na auto-estrada!

A essa altura eu já chegara à conclusão de que estava sendo seqüestrada e nem podia avisar nada para a Carol, que estava sentada do lado de trás, sem me fazer perceber por nossa seqüestradora… então continuei a conversa (que estava muito boa e eu não via razão para interromper) e comecei a prestar atenção nas placas.

Depois da terceira placa com o mesmo nome, eu finalmente perguntei à Paula: “estamos indo para Sintra, não é?”.

Sim, esse era exatamente nosso destino. De acordo com nossa seqüestradora/cicerone/guia turística, Sintra era um vilarejo romântico, tanto na arquitetura como na sensação passada a seus visitantes, tendo encantado diversos escritores britânicos – incluindo aí o sedutor Lorde Byron – sendo assim o local perfeito para fazermos nosso encontro.


Eu gostaria de ser seqüestrada mais vezes se fosse para ter um dia como o que tivemos em Sintra… O vilarejo é realmente encantador – fizemos uma bela caminhada até o Palácio da Pena, um lugar tão diferente e tão lindo que, não sei, dá uma sensação de paz, de absoluto contentamento com o resto do mundo.


O Parque e Palácio da Pena foram obra do rei D. Fernando II, marido de D. Maria II, filha do nosso Dom Pedro I. Servia como residência de verão para a família real e tudo o que poderia haver de belo, de agradável aos olhos – vitrais, pinturas, meu deus, as paredes de cada sala que entramos… – tem lá. É muito diferente dos palácios que visitamos na França, como Versalhes e Fontainebleau, onde o amor à ostentação é quase opressivo. O Palácio da Pena é estranhamente… aconchegante. Tanto que a certa altura da visita eu já estava perguntando quando podia me mudar…

O quê? Sonhar não custa nada, oras!

Do Palácio da Pena seguimos para o Castelo dos Mouros, uma fortaleza medieval do período de dominação árabe da Península Ibérica. Após andarmos um pouco pelas muralhas, voltamos a descer para a cidade e depois de um almoço delicioso de bacalhau (a semana que passamos em Portugal fizemos uma dieta de bacalhau…), fizemos um passeio de charrete pelas ruelas de Sintra, subindo e descendo entre casas e jardins maravilhosos.


Nessa brincadeira a Paula ainda nos apresentou a um manjar divino: uma sobremesa típica das bandas de lá chamada ‘travesseiro’, que eu tanto elogiei para minha mãe que ela providenciou a receita e está planejando fazê-los essa semana.

Espero que eles fiquem iguais aos que experimentamos em Sintra.

Enfim, depois de toda essa farra, voltamos a Lisboa com ainda mais assunto do que tínhamos conversado na ida (porque nosso assunto aparentemente nunca se acaba…) e passamos pela livraria Bertrand onde se realizam os encontros da turma do Jane Austen Portugal.


Na véspera de voltarmos, a Paula nos pegou de novo para tomar um legítimo chá inglês no centro de Lisboa ^^ Nessa ocasião eu acabei dando uma entrevista para ela, ganhamos mais presentes e fizemos ela prometer que viria em alguma ocasião para o Brasil, quando poderíamos paparicá-la tanto quanto ela nos paparicou.


Aliás, o convite é extensivo a todos, tanto do Jane Austen Lost in France quanto do Jane Austen Portugal quanto para quaisquer outros fãs de Austen pelo mundo que venham parar do meu lado aqui no Brasil: terei o mais prazer em recebê-los todos, com a mesma gentileza e carinho com que nos receberam.

Resta agora apenas agradecer pela oportunidade de ter conhecido esse povo maravilhoso, pelos mimos, presentes, pela companhia, pela paciência e pela conversa sempre maravilhosa. Espero ter oportunidade de reencontrar vocês, meninas! MUITO OBRIGADA!

Rua Darcy em Paris

Não… você não leu errado! Tem uma rua Darcy em Paris sim! A Luciana Darce e Carolina Lins (da JABRA-PE) foram lá conferir enquanto visitam a cidade Luz, em companhia da querida Claire SaimJane Austen Lost in France
 Pelo visto um parente do nosso querido Fitzwilliam Darcy foi uma pessoa muito famosa, tem até nome de rua em Paris! Brincadeira à parte, o Sr. Darcy em questão era irlandês (1725 – 1779) e foi um engenheiro e físico.
 Pausa para Luciana e Carolina verem as fotos tiradas. 

 Mais uma placa da rua Darcy! 
É uma pena que eu não conhecia a Claire quando estive em Paris em janeiro passado! Certamente eu teria visitado esta rua! 
C’est une honte je ne savais pas Claire quand j’étais à Paris en Janvier! Certes, j’aurais visité cette rue!

Mais notícias da França

Claire Saim nos envia mais notícias sobre as discussões e grupos dedicados a Austen na França! Desta vez a dica é um grupo de discussão: The Inn in Lambton

Apesar do título do grupo ser em inglês, o fórum é em francês. A maioria dos participantes são franceses, mas há pessoas também da Suíça e da Bélgica. Claire diz que o grupo é muito ativo. 
Creio que esta será uma ótima oportunidade para praticar o francês, não é Luciana Darce?
Mercy Clarie!