Como você resolve um problema como Jane Austen?

Crédito: Theo Westenberg
Como você resolve um problema como Jane Austen?
Por Deirdre Foley-Mendelssohn
(publicado no site do The New Yorker em 23 de novembro de 2009)
Ela é a perfeita garota na classe: empertigada, mas popular; recatada nos modos, mas amada pelos outros; possuidora de uma inteligência secreta. Ela me deixa verde de inveja. Ela é Jane Austen.
Como qualquer Abelha Rainha, ela tem o seu séquito de admiradores, que a imitam com devoção servil (Veja o desfile de imitadores em seu rastro, como “The Jane Austen Companion to Life”, que será lançado em breve, ou “Captain Wentworth’s Persuasion” ou o vindouro e insinuante “Pride/Prejudice: A Novel of Mr. Darcy, Elizabeth Bennet, and Their Other Loves”, que, como uma confiável fofoca de colégio, insinua escandalosamente que algumas personagens podem ter andado fazendo algumas coisas indecentes atrás das arquibancadas).
Quando eu vi pela primeira vez o sucesso de vendas “Pride and Prejudice and Zombies”, a combinação me pareceu divertidamente contraditória. Mas eu comecei a ver como ela se encaixa profundamente: o marco parece imortal. Na verdade, eles a estão ressuscitando agora mesmo numa exposição sobre Jane Austen na Morgan Library and Museum, que vai até 14 de março.
Será o seu particular equilíbrio; sua impecável retidão moral; seu decente, porém sensual vestuário cheio de laços? O que explica essa paixão, essa obsessão permanente? Bem, existem livros para isso também. Talvez o mais sério seja “A Truth Universally Acknowledged: 33 Great Writers on Why We Read Jane Austen” lançado esse mês e que traz Amy Heckerling de “As Patricinhas de Beverly Hills” ao lado de Eudora Welty, e inclui a classificação de Jay McInerney das heroínas de Austen pelo nível de atratividade, como se elas tivessem saído de “Meninas Malvadas”.
Posso dizer alguma coisa a meu favor? Infelizmente, não. Pertencendo às massas admiradoras, posso apenas repetir as palavras de E. M. Forster, que bradou “Eu sou um fã de Jane Austen e, portanto, levemente imbecil diante de tudo relacionado a Jane Austen… Eu leio e releio, com a boca aberta e a mente fechada.”
 
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Tradução de Mariana Fonseca para o Jasbra.

O que Jane Austen faria?

Parece título de livro, mas não… é um texto que a Mariana Fonseca (membro do JASBRA) traduziu de um artigo do Wall Street Journal.

O Que Jane Faria?

Como uma solteirona do século XIX serve como guia moral no mundo de hoje
por James Collins
(publicado no site do Wall Street Journal em 14 de novembro de 2009)
Jane Austen é muito divertida. Suas personagens são vívidas. O equilíbrio de suas sentenças é perfeito. Seus enredos são bastante bons – pelo menos, eles mantêm você lendo. No entanto, escrever romances brilhantes não era o objetivo principal de Jane Austen: O que era mais importante para ela era fornecer instrução moral.
Em sua essência, os livros de Austen são trabalhos morais. “Abadia de Northanger” é na verdade sobre a educação moral de Catherine Morland: Ela aprende que o mundo não funciona de acordo com os princípios de um romance gótico. Como o título indica, “Razão e Sensibilidade” é um conto moral: É a história do autocontrole de Elinor e do comodismo de Marianne. O evento central tanto em “Orgulho e Preconceito” quanto em “Emma” é a descoberta de cada heroína sobre sua própria fraqueza moral. “Mansfield Park” trata de todo tipo de questão moral, da decência no envolvimento com o teatro amador até as conseqüências do abandono do marido por um outro homem. A premissa de “Persuasão” é a de que Anne Elliot um dia sacrificou sua felicidade por cumprir o seu dever e obedecer a orientação de sua guia moral, Lady Russell. Assuntos relativos à moral não são apenas refletidos nos maiores temas dos livros, entretanto: Eles são universais. Até mesmo o menor ato ou o mais breve diálogo ou a mera descrição da maneira de vestir de uma personagem é carregado de conteúdo moral.
Os leitores de hoje tendem a apreciar Austen apesar de seu didatismo e, não, por causa dele. Ela pode ser positivamente pedante e isso é um obstáculo. O leitor contemporâneo que ama Jane Austen quase pula as partes moralistas e diz a si mesmo que elas não contam realmente. É possível ignorar esse aspecto de seu trabalho, assim como é possível discutir uma pintura religiosa sem qualquer referência à intenção religiosa do artista. Mas isso parece absurdo: Ignorar a preocupação central de uma escritora é uma estranha forma de tentar apreciá-la e entendê-la.
A questão é, então, como conciliar o moralismo de Austen com a sensibilidade moderna. Para discursar sobre esse problema, seria conveniente se pudéssemos encontrar alguém com essa sensibilidade moderna que realmente lê Austen por sua instrução moral (em adição ao prazer literário que ela proporciona). Que conveniente termos à nossa disposição alguém que se encaixa nessa descrição: eu.
Eu acho que ler Jane Austen me ajuda a elucidar escolhas éticas, a descobrir um meio de viver com integridade no mundo corrupto e até a adotar o tom e a maneira adequados ao lidar com os outros. Seu moralismo e a mentalidade moderna não estão, de fato, em oposição direta, como é tão freqüentemente suposto.
Dizer que alguém valoriza a instrução moral de Austen pode provocar ceticismo porque, afinal, ela era uma solteirona vivendo na Inglaterra provinciana há 200 anos. Mas nossos mundos não são tão diferentes. Nós vemos as personagens de Austen – vaidosas, egoístas, ingênuas, compassivas – em nossas vidas todos os dias. O tempo e a localização dela são, na verdade, uma vantagem. Em seu mundo circunscrito, os problemas da vida podem ser examinados com uma precisão mais aguçada.
Austen viveu na divisão das eras augustana do século XVIII e romântica do século XIX. No nosso tempo, quase toda canção, propaganda ou filme é baseado em princípios românticos. Não importa o quanto apreciemos as “felicidades da vida doméstica”, como Austen coloca em “Persuasão”, ainda sentimos o enorme impulso romântico para fazer alguma coisa mais heróica ou intensa. Ao invés de estarmos aproveitando um bom jantar enquanto conversamos com amigos, nós deveríamos estar lá fora forjando a consciência de nossa raça na oficina de nossa alma, ou algo assim. Eu realmente não quero forjar a consciência da minha raça, mas, ao mesmo tempo, não quero perder tudo o que o Romantismo oferece. É aí que entra Austen, pois ela é uma augustana familiarizada com o Romantismo, o que a torna mais útil do que um escritor moderno para nos ajudar a encarar o desafio romântico. Só ela pode, com credibilidade, mostrar a nós que é possível ter moderação e sentimentos profundos, bons jantares e boa poesia.
Quais são, então, os valores que Austen nos ensinaria? Palavras e frases carregadas de valor aparecem a todo momento em sua obra, freqüentemente aos montes: auto-conhecimento, generosidade, humildade, elegância, decência, constância, contentamento, bom entendimento, opinião correta, conhecimento de mundo, coração cálido, estabilidade, observação, moderação, candura, sensibilidade ao que é cordial e amável.
A instrução moral de Austen aponta para uma vida mais moral – em que “moral” se refere não apenas a princípios corretos, mas à conduta em geral. O sistema de valores de Austen pode ser tido como uma esfera com camadas. O centro poderia ser chamado de “moralidade”, a camada seguinte seria a “emoção” e, finalmente, a superfície, “conduta”. Moralidade consiste nos princípios fundamentais: auto-conhecimento, generosidade, humildade, compaixão, integridade.
A ênfase que Austen dá à ordem e ao decoro pode parecer seca e rígida. Mas qualquer um que leia “Mansfield Park” sentirá o mesmo alívio de Fanny diante da mudança da estrondosa desordem da casa de sua família em Portsmouth para a ordem da mansão. Da mesma forma, a consideração de Austen pelo autocontrole, especialmente expressa em “Razão e Sensibilidade”, pode parecer dura, mas é preciso lembrar como a autora claramente vê o sentimentalismo de Marianne com grande compaixão. Austen não está defendendo a supressão dos sentimentos – apesar de seu irrepreensível comportamento, Elinor é submetida a grandes sofrimentos e sente cada um deles profundamente. O que Austen está dizendo, como um psicólogo moderno pode recomendar, é que se deve evitar a desintegração da própria personalidade. Emoções são construídas sobre a fundação de nossa moralidade: um coração adorável, sensibilidade a tudo o que é amável. A conduta, por outro lado, tem a ver com comportamento, com o modo como trabalhamos no mundo: boa educação, maneiras suaves. Certamente ainda é necessário ter modelos de bom senso e conduta honrada expostos a nós.
Como a moralidade, a emoção e a conduta podem ajudar alguém a viver no mundo? Como deveriam ser as relações entre as pessoas e o mundo? Deve-se rejeitar o mundo inteiramente como corrupto e mercenário e hipócrita e superficial? Ou há um outro caminho, em que se podem manter a integridade e a sensibilidade, mas viver no mundo também? W. H. Auden colocou bem o problema quando escreveu:
“Será que a vida só oferece duas alternativas: ‘Você pode ser feliz, saudável, atraente, sociável, um bom amante e um bom pai, mas com a condição de que não seja curioso demais sobre a vida. Por outro lado, você pode ser sensível, consciente do que está acontecendo ao seu redor, mas, nesse caso, você não deve esperar ser feliz, ou bem sucedido no amor ou em casa com qualquer companhia. Existem dois mundos e você não pode pertencer a ambos.’”
De fato, Austen está perguntando se a vida oferece apenas as duas alternativas de “Razão e Sensibilidade” e podemos simpatizar com seu grito de desespero, pois quando o dilema é colocado da maneira como ele o faz, as duas parecem inconciliáveis.
Austen vem a nosso resgate, entretanto, visto que ela consegue se ajustar entre “Razão e Sensibilidade”, rejeitando os excessos de ambas. Sua postura agrada porque a combinação de moralidade, emoção e conduta proporciona um modo de vida que permite estar no mundo e desfrutar dos benefícios da sensibilidade também. Austen não escreve sobre boêmios e rebeldes; ela não quer mudar seu mundo – “ela não mudaria um fio de cabelo na cabeça de ninguém ou moveria um tijolo” como Virginia Woolf escreveu. Suas simpáticas personagens participam plenamente de sua sociedade e aceitam as convenções dela, e ainda têm corações e mentes perfeitamente bons. Bom senso não precisa estar em guerra com a sensibilidade.
Ironia não é apenas o modo de expressão característico de Austen: É seu modo característico de pensamento. A ironia de Austen reflete um perfeito entendimento de todos os meios pelos quais o mundo é ordinário e a crença de que, apesar de não podermos lutar contra isso, podemos, pelo menos, separamo-nos disso. Em suas sentenças irônicas, há movimento com estabilidade. Ela se move em direção ao objeto de suas críticas, e então se afasta dele, e aí proporciona um bom retrato no final. Essa movimentação rítmica serve como um ideal tanto para a aceitação quanto para a rejeição dos meios do mundo ordinário enquanto se mantém o equilíbrio.
A ironia das personagens de Austen também fornece àqueles de nós que acreditam no decoro uma forma de lidar com os hipócritas. Elinor Dashwood de “Razão e Sensibilidade” é raramente irônica, mas ela nos serve como um bom exemplo. Lembre da conversa quando o odioso John Dashwood, que havia traído a promessa feita no leito de morte patriarcal de ajudar suas meias-irmãs, sugere a Elinor que a Sra. Jennings lhes deixará uma herança. Elinor responde, “De fato, irmão, sua preocupação pelo nosso bem-estar e prosperidade o levam muito longe”. Faltam a John Dashwood generosidade e integridade. Elinor o insulta, mas ela o faz da maneira mais cortês possível.
Se alguém quiser argumentar que a moralidade de Austen é útil para uma pessoa que vive nos dias de hoje, precisará lidar com três casos difíceis. Primeiro, há a objeção de Fanny ao teatro amador em “Mansfield Park”. Então, em “Razão e Sensibilidade” há a recusa de Elinor a lutar pelo homem que ela ama, Edward Ferrars, quando ela sabe que ele está oficialmente comprometido com Lucy Steele, uma mulher que “unia a insinceridade à ignorância”. Finalmente, há o reconhecimento de Anne Eliot em “Persuasão” de que ela fez a coisa certa seguindo os ditames de Lady Russel para recusar o Capitão Wentworth, mesmo que isso tenha levado a anos de penúria sem amor para ambos. Nos três casos, Austen defende uma moralidade que parece quase absurda em sua rigidez. Qual é o grande problema com o teatro? Sustentar o princípio de honra vale a pena quando ele resulta em relacionamentos ruins e arrependimento? E que tipo de sistema de valores coloca a obediência antes do amor?
Tavez a rigidez de Austen seja muito antiquada, mas qualquer um pode encontrar mérito nos conceitos de honra, dever e obediência. Essas cordas ficaram tão frouxas que não há nada errado em apertá-las com uma leitura indulgente desse aspecto de Austen; elas afrouxarão novamente logo.
Para encerrar rapidamente os casos de Elinor e Anne, direi apenas que suas ações devem ser vistas no contexto de suas próprias crenças sinceras. A lição é de que às vezes é certo sacrificar alguma coisa que queremos pelo bem de nossa consciência.
Com Fanny Price quase parece que Austen decidiu criar uma personagem que não tem nem boas maneiras nem personalidade, mas é simplesmente moralidade crua. Ela é famosa por desagradar os leitores, mas suas ações e atitudes podem ser justificadas. Apesar de toda sua timidez, ela tem coragem de verdade. Ela se opõe aos outros quando eles querem que ela participe da peça e ela até resiste ao terrível ataque de fúria de Sir Thomas quando ela recusa a proposta de casamento de Crawford. É raramente reconhecido que Fanny está correta. O perigo da encenação é que ela deixa jovens homens e mulheres juntos em um ambiente com grande carga sexual e, de fato, eles realmente acabam levados ao resultado que Fanny temia: Henry Crawford e Maria Rushworth escapam juntos. Então Fanny não está simplesmente aderindo a uma regra arbitrária e tola sobre a decência ou não do teatro amador, ela está tentando evitar uma condição que realmente termina causando dor de verdade.
Os princípios de Jane Austen são de valor transcendente, eles não são “pedantes” e seus romances ilustram e defendem um modo de viver no mundo que é ético, sensível e prático. O melhor representante para o mérito da aproximação de Austen da vida é, entretanto, a própria Austen. O reflexo da primeira sentença de “Orgulho e Preconceito” pode ser vislumbrado sob ela. “É uma verdade universalmente reconhecida que uma mulher solteira com pouco dinheiro deve estar à procura de um marido.” Não há nada irônico nisso: No tempo de Austen essa realmente era uma verdade universal. A condição de Austen como uma mulher solteira sem dinheiro e já não tão jovem era, como ela coloca na descrição da Srta. Bates em “Emma”, estar “na pior situação do mundo para ter a simpatia das pessoas”. Como essa frase indica, entretanto, Austen era capaz de olhar para a própria situação friamente, claramente e sem auto-comiseração. Os romances carregam a estabilidade, o equilíbrio, a indulgência e o humor de sua criadora. Ao lê-los, a pessoa é envolvida na personalidade dela, a personalidade que podemos desejar adotar para nós mesmos, pois parece esclarecer muitos dos costumes, problemas e outras coisas da vida

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James Collins é escritor e editor, cujo primeiro romance, “Beginner’s Greek”, foi lançado esse ano. Esse texto foi adaptado de “A Truth Universally Acknowledged”, uma antologia de ensaios sobre o porquê de lermos Jane Austen, publicada no início dessa semana pela Random House.

Loja Virtual da Biblioteca Britânica

A Biblioteca Briânica também possui uma lojinha virtual onde podemos comprar diversos livros e outros objetos relacionados a Austen. Vejam como são lindos esses livros abaixo:

Emma e Persuasão

Cartas de Jane Austen
Agendas e diário
Vida no campo – silhuetas feitas pelo sobrinho Jane: James Edward Austen-Leigh
Cartão postal e caneca com as ilustrações de James Edward.

Se Jane Austen tivesse um computador

Joan Wickersham escreveu um artigo bem humorado sobre o que Jane Austen faria se tivesse um computador. Bem, ele começa o artigo com a célebre frase: é uma verdade universalmente reconhecida que um escritor entediado e curioso ocasionalmente digitará seu nome no box de pesquisa do site amazon.com, e decidida a fazer isso em uma solitária tarde, acaba descobrindo resultados excessivamente divertidos.
Jane certamente se sentiria gratificada ao ver que não somente seus seis livros publicados, mas também a juvenília e fragmentos de um romance que ela estava escrevendo estão disponíveis em múltiplas edições.
Ao perceber que no site da amazon existe uma tag onde é possível ver o que os outros leitores andam comprando quando compras os livros dela. Talvez ela pense que irá encontrar autores de sua época como Fielding, Sterne, Mrs. Radcliffe. Mas não… ela encontra algo como: Mr. Darcy Takes a Wife. Finalmente descobre que há mais de 275 livros entre continuaçòes, paródias, etc. Além é claro, dos DVDS, que ela faz o download de alguns. Jane assisti Colin Firth tentou esfriar sua paixão por Lizzy mergulhando em um lago e saindo com camisa molhada e quase mostrando tudo. Além é claro do filme de 2005, onde Keira Knightley e Matthew Macfadyen, como Elizabeth e Darcy, se beijam vestindo apenas pijamas. Jane percebe que seus personagens agora possuem atitudes modernas e poucas peças de roupas.
 O autor continua descrevendo as maravilhas que Jane encontra no site/internet até chegar ao famoso Orgulho e Preconceito e Zumbis, que ela logo coloca no carrinho de compras.
O artigo é engraçado e toca em uma questão interessante: na época de Austen, as pessoas jamais sonharam com tantos avanços tecnológicos. Será que ela gostaria de viver em um mundo assim? Será que se adaptaria como Elizabeth Bennet da versão Lost in Austen?

The Jane Austen Dictionary

Esse item não pode faltar! Ai, meu Deus! coitadinho do meu bolso!!
Vejam como esse livrinho parece ser bem interessante e pelo que vejo muito bonito também! Essa dica foi da Becca do Jane Austen Centre! Menina malvada, só deixa a gente doida pra comprar!! 😉
O dicionário é um bom guia para os leitores modernos de Austen, já que algumas palavras e expressões usadas por Austen confudem os leitores. O livro traz definições de palavras que já se tornaram obsoletas, e explica como as palavras eram usadas para diferentes assuntos. Além disso, é amplamente ilustrado e é cheio de citações da autora!
Autora: Pauline E. Kelly
148 páginas
15.00 libras
Onde comprar: Jane Austen Centre

O Brasão da Família Austen

Encontrei no site Tradebit uma infinidade de e-books da Jane Austen, sobre a autora, baseados nos clássicos de Austen, além do brasão da família Austen. O brasão pode ser adquirido por meio de e-pal ou cartão de crédito internacional e pode ser usado onde quer que a pessoa deseja.

Vejam como é lindo! Particularmente eu gostei muito da escolha de cores e do design.

Fico me perguntando, onde uma pessoa usaria se não tivesse o sobrenome Austen. Alguma dica?

Todos falam de Austen

Após uma maravilhosa viagem para Gramado e Caxias do Sul, cá estou eu de volta!
Acabei descobrindo que muitos outros blogs e sites estão falando de Austen! Vejam só:

O Bruno do Moonflux fala do filme O&P 2005.

A Liana Leão da Gazeta do Povo fala sobre Milagres de personalidade, discorre sober Austen e sua obra.

O Jorge Leberg fala de suas primeiras impressões de O&P.

O Blog da Angela publicou um artigo de Fabio Silvestre Cardoso sobre O&P.

O Segredos de Pandora fala de O&P 2005.

A Aline Aquino do Nada em Excesso fala também de O&P 2005 e o ‘amor de sua vida’.

O Chat Feminino fala sobre Jane e sua obra.

O blog A Imagem Feminina apresenta uma pequena biografia sobre Austen.

A Pati Araújo fala sobre o filme Becoming Jane.

O blog Os desastres amorosos de Anita e suas amigas faz um post divertido sobre Jane.

Mapa Astral de Jane Austen

Ontem conheci o blog da Christiane Forcinito Ashlay onde ela comenta sobre Jane Austen, o que mais me chamou a atenção foi um mapa astral de Jane! Acreditando ou não, achei muito interessante ler! Pedi autorização para a Christiane e publicar aqui. Leiam e tirem as suas conclusões:

“Jane Austen nasceu 16 de dezembro de 1775 às 11:45 em Steveston (Reino Unido)
Sol em 24 ° Sagitário 57, AS em 24 ° 06 Virgem, Lua em Libra 14 ° 56, MC 22 ° em 17 Gêmeos
Com o Sol em sagitário ela deveria ser uma mulher com traços jupiterianos, ou seja, uma mulher otimista a qual a aventura era sua vida, no seu caso a literatura. Genuina, expansiva. Uma mulher sociável, mutável e com uma mente ágil.

O ascendente em Virgem, associada com o perfeccionismo, números e razão, está entre seus sinais dominante: Ela tinha sentido de responsabilidade e de limpeza, uma mente clara, uma lógica infalível, assim como a necessidade de ser útil e cumprir suas tarefas da melhor maneira possível. Poderia até aparentar externamente muito modesta ou reservada, desconfiada ou pessimista por causa do seu espírito excessivamente crítico, mas não são. Ela é lógica e possuía sabedoria, ou seja era uma grande trabalhadora.

Com a lua em Libra como signo dominante no seu mapa astral, ela gosta de agradar, de encantar e ser simpática. Além disso, ela era tolerante e moderada, assim como devia ser elegante e de possuir muito tato. Claro que ela podia não agradar a todos e podia haver quem a criticasse a sua falta de autenticidade ou de coragem e de sua indecisão, mas o seu objectivo dela era ser desejada e, neste campo, ela conseguia com uma lua dessas…

A casa IV tinha um pêso fundamental na vida dela, quem sabe talvés seja por isso que ela não tenha se casado…. A casa II também possui importância. Ela devia ser possessiva e gostar de segurança. talvés seja também por isso que estas questões foram muito a temática de seus livros, pois a mulher em sua época quando se casava por amor poderia “perder” o seu lado financeiro e vice versa. A casa IX também há um pêso considerado na carta natal dela enfatizou, viagens e lugares distantes: viagens podem realizar-se em um sentido simbólico, ou seja, especulações mente ou concepções sobre questões políticas, filosofia, religião e espiritualidade , ou no sentido literal, como a longa distância real viaja de avião.

Enfim… é mais um pouco para conhecermos uma mulher que em seu tempo a meu ver foi um ícone.”
Texto gentilmente cedido por Christiane Forcinito Ashlay.

Que tal se transformar em um personagem de Austen?

Quem nunca se imaginou dentro de um romance de Jane Austen?

A empresa britânica GettingPersonal criou uma maneira de tornar essa experiência real para os apaixonados pelos livros clássicos, como Orgulho e Preconceito, Alice no País das Maravilhas e Robin Hood, etc… Os livros foram idealizados para presente e são personalizados de acordo com o gosto do cliente, que pode escolher qual de seus amigos interpretará cada papel.
O livro custa em torno de R$ 57,00 porém a editora não faz entregas no Brasil. (para variar, né?)
Passada a decepção, vamos aos detalhes?

A capa é bonitinha cheia de bonnets! 🙂 A autoria é de Jane Austen e a da pessoa que idealizou o projeto. Ai caimos na velha questão onde termina o escritor e começa o leitor? Como o texto é de domínio público (em inglês) podem fazer o que quiser com ele? Bem, eu continuei a ler e observar as figuras do livro e até uma certa boa intenção ao se fazer isso com um clássico: homeangem uma amiga ou casal de amigos – fãs de Austen.

Vejam o detalhe: By Jane Austen e Você!!

Você tem a opção de mudar os nomes dos personagens e substituí-los por amigos, se for o caso. Um… começo a ter visões, imaginem: Mr. Darcy convida Miss Zardini…

Além do nome da Jane Austen a pessoa que encomendar o livro também sai como co-autor(a). Maldade! Só porque trocou o nome dos personagens, já é autor?

Observem os detalhes do capítulo 4, por exemplo: os nomes dos personagens está mudado.

Há ainda a opção de fazer uma dedicatória para dar de presente. No caso abaixo, a ‘co-autora’ Danielle fez uma dedicatória para um casal de amigos: Louisa e Alex.

Como a moda hoje em dia é apropriar de tudo o que Austen escrever e transformar em algo rentável, essa idéia é a menos grotesca por se tratar de um presente/homenagem (refiro-me aos livros Orgulho e Preconceito e Zumbis, e Razão e Sensibilidade e os Monstros do Mar).

Jane Austen e os rapazes

Hoje conheci o blog do Hitoshi e ele fala justamente sobre Austen! Que surpresa! Não é todo dia que encontramos leitores do sexo masculino lendo e discutindo Austen!
Hitoshi acabou de ler A Abadia de Northanger e esse não é o primeiro livro da autora que ele lê!! Ótima notícia! Hitoshi seja sempre vem vindo ao Jasbra! Leiam aqui as opiniões do mais novo amigo: Hitoshi.
Por falar em rapazes e Austen, não posso me esquecer do único representante do sexo masculino presente no I Encontro Nacional do Jasbra: Alan!! Como legítivo representante da minha terrinha querida: Natal/RN, Alan fez juz ao título de leitor de Austen e fez uma brilhante apresentação/discussão sobre Emma lá em Ouro Preto!
Abaixo uma foto do encontro: Pollyana Coura e Alan.

Por falar em rapazes, há um texto mais antigo que ainda não mencionei aqui: Como Jane Austen pode mudar sua vida do João Pereira Coutinho.
Não posso me esquecer é claro que temos um visitante muito distinto: Lord Daniel! Por favor  Lord volte mais vezes! Aliás, queridos assinantes e leitores masculinos precisamos de suas contribuições!