Sextas -Jane Austen Irônica (Darcy parte 1)

Hoje é dia da Coluna das sextas-feiras: Jane Austen Irônica!

Aproveitando que o tema de discussão da semana é sobre o Mr. Darcy, vamos dar destaque ao personagem também na Coluna Jane Austen Irônica! Com vocês o primeiro quadrinho irônico! 
Conheça aqui os outros posts desta coluna.

Caso queira participar
envie-nos suas ideias: adriana@jasbra.com.br 

Quintas – Cartas para Madame Austen

Prezados leitores, hoje a Coluna Cartas para Madame Austen saiu um pouco atrasada devido a problemas técnicos. Nem na minha época as cartas demoravam tanto para chegar como foi o caso da internet não funcionar por causa da chuva! Enfim, peço desculpas à todos vocês e espero que gostem da Terceira Edição da nossa coluna!

Nesta edição temos uma novidade! Uma carta escrita por um rapaz e respondida por dois rapazes de Austen! Aguardo suas impressões! Até a próxima,

Madame Austen

Emma – uma declaração de amor!

Outro dia a Poliana Cristina me fez uma homenagem indireta ao escrever algumas opiniões sobre o livro Emma, pois acabou publicando uma imagem do livro que traduzi e ficou perfeita! 
Capítulo 30 – Emma (Editora Martin Claret) – tradução de Adriana Zardini
Poliana escreveu:

Da voz de Mr. Knightley transbordam a genialidade e agudeza de espírito da querida Jane. Para quê tratados sociológicos se Austen nos deu “Emma”? Sem contar que é divertidíssimo acompanhar o raciocínio rápido e a espirituosidade de Miss Woodhouse. Adoraria tê-la como amiga.
A propósito: Mr. Knightley lendo com Emma a carta de Frank Churchill é provavelmente um dos momentos mais deliciosos já escritos na literatura mundial. Não é na declaração de Mr. Knightley a Emma que ele ganha meu coração. É quando ele diz sobre Frank: “Que novela este homem escreve!” ;D
“Emma”, de Jane Austen (tradução de Adriana Sales Zardini).
Se você não conhece a nova coleção da Martin Claret – dei palpites nas capas dos livros e escrevi os resumos das contra-capas) – clique aqui

Quartas – Minha história com Jane Austen: Cíntia Scelza

Prezados leitores, hoje é dia da Coluna das quartas-feiras: Minha história com Jane Austen! 
Com vocês: 
Cíntia Scelza

Meu primeiro livro de Jane Austen foi comprado em 1996, em uma livraria do centro do Rio que era freqüentada pelos estudantes da pós-graduacao em História que eu fazia na época. Lembro perfeitamente do dia em que cheguei lá e dei de cara com a bancada cheia de livrinhos amarelos de bolso que apesar de importados, custavam, cada um, o equivalente a uma libra esterlina – uma bagatela, mesmo em cruzeiros ou cruzados (nao me lembro mais qual era a moeda brasileira na época). Mas era uma bagatela que suportava Dickens, as irmas Bronte, Gaskell, Wilde e uma certa Jane de sobrenome Austen, de quem eu tinha ouvido falar por causa do filme de 1995, de Ang Lee. Enchi (literalmente) minha mochila com esses livrinhos, entre eles dois de Austen: Sense and Sensibility e Persuasion. Mas a rotina de pesquisadora em uma área bem diferente da de Literatura Britânica acabou empurrando para adiante a leitura, e por vários anos os livrinhos ficaram guardados, me observando passar para cá e para lá em frente à minha estante.

Cíntia Scelza

O tempo passou, eu terminei mestrado, comecei a dar aulas, fiz doutorado, me mudei para a Alemanha, casei e tive filho…. Em agosto de 2009 tinha que comprar um presente de aniversário para minha sogra, e escolhi o livro Orgulho e Preconceito., pois afinal, volta meia eu ouvia que é um clássico, e minha sogra gosta de clássicos. Entao ao comprar a traducao em alemao para ela, decidi comprar também a versao original em inglês para mim, pois em se tratando de um livro freqüentemente citado, achei por bem conhecê-lo.
A coincidência foi que na mesma época minha mae me enviou do Brasil o DVD do filme com a Keira Knightley. Eu comecei a ler o livro, logo depois o DVD chegou pelo correio e eu assisti… e foi entao que eu caí.
Claro que os olhos e a voz do Darcy de Matthew MacFadyen tiveram parte nisso, mas o que me fez “cair” de verdade foi a declaracao de amor que ele faz de forma totalmente inesperada, em um momento que (para mim) foi inteiramente inesperado. Aquele Darcy pegou a Elizabeth e a MIM de surpresa.
Eu nao conhecia a história de antemaao, nao tinha a menor idéia de que isso ia acontecer, mas a surpresa veio principalmente porque eu já tinha perdido a fé em declaracoes de amor como essa. Literatura ou nao, Hollywood ou nao, Darcy sacudiu aquele cinismo com relacao ao romance que a gente às vezes vai adquirindo ao longo da vida, depois de tantos relacionamentos que nao vao adiante e que marcam a história da gente com pequenas despedidas às ilusoes, às fantasias.
Engracado que hoje esse Darcy de 2005 se tornou embacado em comparacao com o Darcy de 1995, do Colin Firth, que é para mim a suma traducao para a carne, osso e celulóide do que Jane escreveu há 200 anos. Mas naquele momento, MacFadyen foi a personificacao da minha surpresa. Talvez porque eu intuitivamente tenha me identificado com a Elizabeth desde o início da leitura do livro, quando Darcy veio à vida via filme e fez aquela declaracao, eu acho que vivi a fantasia saudável de que era uma declaracao para mim também! (risos)
ISSO é o que mais amo em literatura…. o quanto é possível viver outras vidas através dela, e de forma tao intensa…. viver outras vidas dentro da nossa própria! Austen funcionou como um dos veículos mas perfeitos que proporcionaram essa experiência para mim!
A partir daí foi uma avalanche de pedidos de livros pela internet, e quanto mais eu lia, mais eu queria ler. Comecei a ler as fan-fictions que viraram livros nao porque realmente gostasse da qualidade delas, mas apenas para poder estar mais tempo na presenca de Elizabeth e Darcy… Depois passei a ler biografias da Jane, livros acadêmicos que discutiam o impacto cultural da obra dela, e nunca me cansei de revisitar cada um dos livros e das personagens que ela criou.
Mas se o tema da coluna é minha relacao com Jane, há outro aspecto que preciso compartilhar… À parte essa face lúdica do meu encontro com a autora, o que mais me fascina na obra dela é o retrato de mulher que ela desenha. Um modelo de mulher que está dentro de mim e de você, mesmo que a consciência disso nao seja plena, mas que orienta muitos dos nossos desejos e fantasias, e por conseguinte, das nossas escolhas. Ler Jane Austen para mim é como conhecer algumas origens da minha subjetividade, do meu estar-no-mundo. É visitar alguns dos tracos desta subjetividade, que compartilho com minhas amigas, com minha mae, com minhas avós, com todas as outras mulheres que encontro ao longo da vida. Conhecê-la lanca luz à compreensao das expectativas que criamos sobre nossos maridos, namorados, nossos filhos, sobre nossas relacoes e nossas vidas sociais e até nossas profissoes.
Jane Austen para mim está muito longe de ser apenas literatura do século XIX. Ela deu materialidade e acessibilidade a um modelo possível do ser mulher e aos desdobramentos deste modelo, que eu vivo na atualidade.
Jane nao é só uma autora que aprecio. Eu gosto de dizer – e sinto meu coracao aquecido quando o faco – que Jane é minha amiga, minha camarada, com quem tomo chá nas tardes de domingo.

O maravilhoso acervo de Cíntia! 

Mais uma peça baseada em Orgulho e Preconceito

Blue Ridge Community College na Virgínia faz uma homenagem aos 200 anos de Orgulho e Preconceito com uma peça! Detalhes aqui.

Um novo ‘Orgulho’: Lajosy Silva faz releitura ‘pink’ de Jane Austen

O professor e amigo Lajosy Silva (Docente na UFAM) acaba de publicar um livro que certamente causará um grande burburinho: Mr. Darcy gay!?

Veja os detalhes do novo livro do professor:

Em sua releitura moderna do livro de Austen, Lajosy ambienta a história de Dárcio e Roberto em São Paulo – sua terra natal –, com o conflito de classes do original simbolizado pela origem dos personagens nos Jardins, bairro chique da capital paulista, e a Zona Leste, mais pobre.


Duzentos anos após sua primeira publicação, “Orgulho e preconceito” ainda mantém uma notável influência na cena literária mundial, conquistando novos leitores e servindo de base para adaptações e releituras. Na mais nova obra derivada do clássico de Jane Austen (1775-1817), o romance em torno do qual gira o enredo ganha as cores da diversidade sexual, com o inteligente e mordaz Roberto assumindo o lugar de Elizabeth Bennet no jogo de amor com o charmoso e um tanto esnobe Dárcio – o Mr. Darcy do livro de 1813. Trata-se de “Orgulho”, que o escritor Lajosy Silva lança no próximo dia 15, em Manaus.

Em sua releitura moderna do livro de Austen, Lajosy ambienta a história de Dárcio e Roberto em São Paulo – sua terra natal –, com o conflito de classes do original simbolizado pela origem dos personagens nos Jardins, bairro chique da capital paulista, e a Zona Leste, mais pobre. Outros personagens com versões paralelas no novo livro são Jane, irmã mais velha de Roberto, e Jorge, seu par romântico.
Temas atuais
A ascensão social da mulher por meio do casamento, temática proeminente na obra de 1913, dá lugar a questões mais comuns dos dias atuais, como a gravidez na adolescência, o aborto e o senso de orgulho relacionado à diversidade sexual.
“Inseri no livro a questão do preconceito brasileiro, a ascensão da classe C, o Governo Dilma. O romance não fica só nesse aspecto de historieta de amor. Busco fazer algo que a própria Jane Austen fazia, que era uma análise da sociedade de sua época. Tentei fazer uma reflexão sobre a sociedade brasileira”, afirma o escritor paulista, que também é professor do curso de Letras da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
Outro aspecto do romance original que Lajosy fez questão de manter em seu “Orgulho” foi o humor, característico da narrativa de Austen. “Tudo é cômico, bem humorado. Uma coisa de Jane Austen que a gente não pode tirar é esse lado humorístico. Ela foi uma das primeiras autoras no gênero do romance de costumes, também chamado comédia de costumes. Ela escreve criticando, rindo e dramatizando”, explica ele.
Ícone hetero/gay
Lajosy, que começou a produzir sua versão moderna de Jane Austen meio que por brincadeira, acredita que alguns fãs da autora podem não ficar muito contentes com a ideia de ver Mr. Darcy, célebre personagem da literatura mundial, mais interessado em homens que em mulheres. “Não sei se seria bem aceita a ideia de um Mr. Darcy gay, pois o personagem virou um ícone, um ideal masculino para as mulheres”, comenta o escritor, que por outro lado observa que hoje “se fazem releituras de quase tudo” – inclusive “Orgulho e preconceito”.
“Tem um filme que se passa na Índia, com uma indiana e um americano como personagens principais, chamado ‘Bride and prejudice’ (‘Noiva e preconceito’). E tem o dos zumbis (‘Orgulho e preconceito e zumbis’, livro de 2009)”, enumera.
“Orgulho” será lançado ao lado da coletânea de contos “Folhas livres” (veja abaixo), no dia 15, às 14h30, no auditório Rio Solimões do Instituto de Ciências Humanas e Letras, no Campus da Ufam.
Fonte: UOL

Jane Austen na Bélgica

Vocês já conheciam o grupo Jane Austen Belgium? O grupo, ainda pequeno, se reúne no facebook!

Razão e Sensibilidade – o musical

De 15 de abril a 26 de maio estará em cartaz um musical baseado em Razão e Sensibilidade no Denver Center Theatre Company na cidade de Denver, Estados Unidos.

Algumas imagens do musical:

Assista ao vídeo abaixo:

Confira a página do grupo no facebook ou o site.

No ano passado eu já escrevi um post sobre essa adaptação, leia aqui.

Terças: Indicações de livros – Friendship of a special kind

A indicação de livros de hoje é super especial: Friendship of special kind escrito por nossa querida Moira Bianchi! Para quem não conhece, a  Moira esteve em nosso IV Encontro Nacional da JASBRA fazendo uma apresentação a respeito de fanfics. Moira é carioca, arquiteta e adora escrever. Seu livro é em inglês por causa do seu engajamento com o pessoal que escreve livros inspirados nos clássicos de Jane Austen – uma comunidade enorme com pessoas de todas as partes do mundo. Minha edição está guardadinha no meu Ipad aguardando a lista enorme de livros que tenho para ler! 
Leia aqui a resenha escrita por Natallie Chagas. 
À venda nos formatos impresso e kindle na Amazon.
Para maiores informações sobre o trabalho de Moira, clique aqui e conheça o blog da autora.
Moira também divulgou sua apresentação no IV Encontro Nacional da JASBRA no youtube.

Baile na Ilha de Wight

Jane Austen visitou a Ilha de Wight (mencionada em Mansfield Park) em 1813 e para celebrar a visita de nossa ilustre escritora, organizaram o Arts Festival com diversos eventos temáticos:

19 de abril – apresentação de Austentatious, uma peça improvisada baseada nas obras de Jane Austen e com sugestões da audiência.

20 de abril – Sharron McColl da regional escocesa da JASA fará uma palestra sobre Jane Austen.

21 de abril – haverá um baile no estilo regência, com a participação do grupo Jane Austen Dancers (dança) de Bath e Regency Belles (música).

Maiores detalhes aqui.