Acabei de assistir ao musical de Orgulho e Preconceito exibido em streaming! No site Streaming Musicals vai exibir duas sessões do musical Pride and Prejudice, escrito por Paul Gordon. No horário do Brasil, as sessões começam às 19h30 e às 23h (horário de Brasília). Serão exibições gratuitas para todo o mundo com a filmagem do espetáculo, que ficou em cartaz entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020 no TheatreWorks Silicon Valley, na cidade de Palo Alto (Califórnia). É o terceiro romance de Jane Austen adaptado por Paul Gordon para o teatro. Antes, ele havia levado Emma e Razão e Sensibilidade aos palcos. O dramaturgo já foi nomeado ao Tony Award em 2001 pela adaptação musical de Jane Eyre. Você pode assistir no Streaming Musicals ou procurar o site oficial do espetáculo Pride and Prejudice: A New Musical. Após as exibições pode-se alugar por 4,99 dólares ou comprar por 19,99 dólares.
Agora temos uma playlist chamada Podcasts, dentro do canal Jane Austen Sociedade do Brasil, para abrigar entrevistas.O mercado editorial sempre foi muito limitado para as escritoras. Hoje em dia temos mais mulheres escrevendo, publicando e aparecendo no universo da literatura, mas esse espaço é recente. Agora imagine a situação há mais de dois séculos atrás? Pois foi nesse contexto hostil à participação feminina que deflorou uma das escritoras mais influentes da história, a inglesa Jane Austen. Autora de clássicos como Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade, suas obras marcaram um novo tipo de romance. E neste mês, lembramos os 200 anos de morte de Jane Austen. Ouça a entrevista com a Presidente da JASBRA, sigla para Jane Austen sociedade do Brasil, Adriana Sales, que também é doutoranda em estudos linguísticos pela UFMG.
Um retrato recém-descoberto de uma mulher que pode ter inspirado uma das personagens mais famosas de Jane Austen foi adquirido por um museu dedicado à obra e à vida da autora.
Retrato de Mary Pearson – supostamente a mulher que inspirou Lydia Bennet em Orgulho e Preconceito – foi adquirido pelo Jane Austen House Museum. | Foto: Jane Austen’s House
Mary Pearson foi noiva do irmão de Austen, Henry, por um breve período e acredita-se que ela tenha inspirado a construção de Lydia Bennett em Orgulho e Preconceito.
Na terça-feira (7), o Jane Austen’s House Museum, em Chawton, Hampshire, na Inglaterra, anunciou ter adquirido o único retrato conhecido de Pearson, objeto que lança nova luz sobre certos aspectos da biografia de Austen e do entendimento da autora sobre o casamento na sociedade em que vivia e sobre a qual escreveu em seus romances.
Sophie Reynolds, administradora de coleções e interpretações do museu, declarou que o retrato em miniatura, produzido por William Wood, é “um objeto belo e muito delicado” por si só, mas que também carrega “uma história maravilhosa”.
Austen conhecia Pearson razoavelmente bem porque a jovem foi noiva de seu irmão favorito. Henry, assim como George Wickham, era um membro da Milícia.
Mary e Henry ficaram noivos às pressas e as cartas do romancista revelam a dúvida de Austen quanto à continuidade do relacionamento. Ao escrever para sua irmã Cassandra em setembro de 1796, Austen observou: “Se a senhorita Pearson voltar comigo, peço que tome o cuidado de não esperar muita beleza.”
Henry, de fato, rompeu o noivado de forma pouco cerimoniosa após alguns meses. Por algum tempo, as duas mulheres mantiveram contato e Austen teve a tarefa de devolver todas as cartas que Pearson escreveu a seu irmão.
Acredita-se que o retrato recém-adquirido tenha feito parte da tentativa de Pearson de voltar ao mercado de casamentos após o fim do noivado.
Paralelamente, Austen estava escrevendo seu romance First Impressions, mais tarde renomeado como Pride and Prejudice.
“Há uma teoria de que ela teria sido a inspiração para Lydia Bennet e há semelhanças impressionantes entre as personagens”, disse Reynolds.
Lydia, descrita como uma garota de 15 anos “voluntariosa e descuidada”, ansiosa para encontrar um marido antes mesmo de suas irmãs mais velhas se casarem, desenvolve um vínculo romântico com Mr. Wickham e a fuga do casal quase arruína o nome da família Bennet, resgatada por Mr. Darcy. Fitzwilliam rastreou a dupla e assegurou que George e Lydia efetivamente se casassem antes que um escândalo se instaurasse.
Pearson, por sua vez, permaneceu solteira por duas décadas após o noivado com o irmão de Austen.
“Lydia é uma personagem fantástica”, disse Reynolds. “Ela fica muito feliz com o fato de se casar primeiro, ela acredita que seja um verdadeiro triunfo. É muito fácil para a nossa sociedade ver essa obsessão pelo casamento como um tipo de problema, mas naquela época era absolutamente o que você precisava fazer.”
A miniatura foi comprada de Philip Mold pelo museu com apoio de fundos do Beecroft Bequest e do Art Fund. A obra chegou ao destino esta semana, mas não pode ser visitada ainda por causa do lockdown no Reino Unido (devido à pandemia do COVID-19), então vídeos curtos de novas aquisições foram postados no canal do museu no YouTube.
Os itens recém-adquiridos incluem retratos da família Digweed, que estavam entre os vizinhos mais próximos da família Austen em Steventon, Hampshire, e um leque moderno criado por Aafke Brouwer com uma representação de Colin Firth como Mr. Darcy.
O retrato, por sua vez, é uma aquisição importante, segundo Reynolds. “Aqui no museu, temos um grande interesse em preencher as lacunas da vida de Jane Austen e oferecer objetos visuais para os visitantes compreenderem a estética do mundo dela é muito útil.”
“Todos gostamos de pensar em quem inspirou qual personagem. Sempre tem muita gente escrevendo novas teorias.”
Nossa quinta #janeaustenlives será com a Renata Colasante, recém doutora pela USP! Renata falará sobre as cartas de Jane Austen – tradutora das cartas de Jane Austen pela editora Martin Claret e também tema de sua pesquisa de doutorado. Nossa live será sábado, dia 11 de abril às 19:00 no nosso perfil no Instagram! Basta nos seguir por lá!
Bio: Renata Cristina Colasante possui graduação em Licenciatura em Letras (hab. português/inglês) pela Universidade Metodista de Piracicaba (2000) e mestrado em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela Universidade de São Paulo (2005). É aluna do Programa de Doutorado também pela Universidade de São Paulo, com projeto de pesquisa na área de Estudos Literários em Inglês. Atualmente é professora da Universidade Metodista de Piracicaba e tradutora pública e intérprete comercial – Junta Comercial do Estado de São Paulo. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Inglesa e Norte-Americana, atuando principalmente nos seguintes temas: Jane Austen, leitura e literatura, epistolografia e tradução.
Na nossas próximas #janeaustenlives só tem gente fera!
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Apesar de Jane Austen hoje ser considerada um fenômeno literário global, as primeiras traduções brasileiras só começaram a ser publicadas a partir da década de 40 do século XX. Entretanto, existem registros de que traduções portuguesas de Austen já estavam à disposição dos leitores brasileiros na cidade do Rio de Janeiro em meados de 1850.
Este artigo tem como objetivo fazer um levantamento das edições que circularam no Brasil Império, com a finalidade de elucidar se as edições portuguesas estavam à disposição dos leitores brasileiros, apesar de não existirem traduções de Jane Austen em português do Brasil naquela época. Para alcançar esse objetivo, foi realizado um levantamento da primeira edição portuguesa do livro ‘Persuasion’ de Jane Austen e posterior verificação da existência de cópias dessa edição em três bibliotecas do Rio Janeiro. Conclui-se que essas cópias existiram no Brasil, porém, não foi possível encontrar nem mesmo um exemplar remanescente da obra. Entretanto, não podemos afirmar que apesar da oferta desses livros, os brasileiros tinham contato com a obra de Jane Austen e eram seus admiradores e leitores, tendo em vista que grande parte da população daquela época não sabia ler ou escrever. A existência de obras da escritora na década de 1850 é um indício de que a autora tinha apreciadores brasileiros, tendo em vista que a aquisição de livros naquela época estava baseada na influência editorial francesa e também do público-leitor. Apesar de que apenas os mais abastados e letrados é que possivelmente tiveram contato com esta obra da escritora.
[1] Adriana Sales Zardini é professora de Inglês no CEFET-MG, Doutora em Estudos Linguísticos pela Faculdade de Letras (UFMG) e Especialista em Jane Austen (Oxford University). E-mail: aszardini@gmail.com
Nestes dias, encontrei, por acaso, o conhecido quadro “Independência ou Morte”, do pintor Pedro Américo e, com essa mania que os filósofos têm de querer refletir sobre tudo, comecei a pensar sobre a cena. Todos sabem que havia um jogo de interesses por trás, que a cena já havia sido “encomendada” por D. João VI antes de partir, e que aquele príncipe não era lá o que se poderia chamar de um primor de moral. Mas, diante desta bela obra, todas estas coisas se desvalorizam, e nasce o mito: um príncipe, um dia, sacou de sua espada e declarou, em alto e bom tom, que os filhos desta terra (nós!) somos amantes da independência, ou seja, da autonomia, da capacidade de nos impormos sobre as circunstâncias adversas, e que só tememos a morte indigna. Se ele não era digno de dizê-lo, problema dele; nós somos dignos de vivê-lo, e o tornamos real, através de nossas lutas diárias, às margens de tantos “Ipirangas”, e sua espada corajosa e desafiadora é símbolo de nossa disposição ante as dificuldades… e necessitamos deste símbolo. Tantas vezes, Platão fala da necessidade do mito; tantos povos o souberam e viveram, mas nós permanecemos indiferentes ante esta realidade, como crianças que se acham muito maduras porque já não crêem em Papai Noel. Agora, crêem nos shoppings e no dinheiro de seus pais… Que tipo de realidade estamos criando? Sim, porque, como sempre, a realidade é criada pela imaginação dos homens, seja ela mítica ou não, e é ela que vai concretizando os fatos.
[1] Maya, Lúcia Helena Galvão: é professora da Nova Acrópole do Brasil, membro há 29 anos, além de diretora e fundadora do Abrigo de crianças Nova Acrópole, em Valparaíso de Goiás. Atua como instrutora do curso regular de Filosofia à Maneira. Possui mais de cem 150 palestras disponíveis no Canal de Nova Acrópole no YouTube, com excelente repercussão. Mantém os blogs luciahga.blogspot.com.br e observações matinais.blogspot.com.br e a página pública do facebook “Poesia filosófica da Profª Lucia Helena”, com 85.000 curtidas.
Nossa quarta #janeaustenlives será com a Luciana Darce, figurinha carimbada aqui neste blog e já que escreveu inúmeros posts e resenhas para nós! A nossa #live será quinta dia 09 de abril às 19:00 (horário de Brasília), basta seguir nossa página no Instagram! Vamos falar sobre Austen e seus personagens e, principalmente, sobre as leituras e clubes de leitura! Sejam todos bem vindos!
Luciana Darce é autora do blog Coruja em Teto de Zinco Quente, leitora desde que se entende por gente, gosta de fazer conexões inusitadas entre seus assuntos literários favoritos e caçar referências obscuras por aí. Mantém o blog Coruja em Teto de Zinco Quente desde 2009 e é mediadora do Clube do Livro de Bolso, que discute clássicos de vários gêneros (tendo nascido para falar de Austen) desde 2010.
Nossa terceira live está no ar por 24 horas no Instagram @janeaustenbrasil Quem perdeu vale a pena conferir! @marcellevieirasalles e @drixsales falaram sobre a temática religiosa presente nas obras de #janeausten #janeaustenlives #janeaustenbrasil #jasbra #janeaustensociedadedobrasil #janeaustensocietyofbrazil
Amanhã teremos nossa terceira #janeaustenlives, nossa convidada é a Marcelle Salles, graduanda em Letras pela UFMG e parecerista da revista LiterAusten, e vamos falar sobre a influência da moral cristã nas obras de Jane Austen, sobre sua fé, educação cristã, moralidade e associações de textos bíblicos em suas obras. Você não vai perder essa, não é mesmo? Então, basta seguir o nosso perfil no Instagram – nossa live será amanhã dia 07 de abril às 19:00 (horário de Brasília). #janeaustenbrasil #jasbra #janeaustensociedadedobrasil #janeaustensocietyofbrazil #janeausten
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