
Vamos às compras?
PARTE 1
Conforme o prometido, aqui vão algumas informações sobre como adquirir o livro da Genilda Azerêdo: ‘Jane Austen, Adaptação e Ironia: uma introdução’. Segundo a autora, o livro está disponível para venda na Casa do Livro (Editora UFPB) no Campus da Universidade em João Pessoa. Contato somente por telefone ou e-mail: (83) 3216 7327 – livrariacasadolivro@gmail.com
PARTE 2
Caderneta de anotações, tamanho A6 – está na promoção por 1,99 Libra.
Papel de parede de Heather Laurence

Na figura acima, à esquerda a imagem de uma vestido para noite – primeira publicação de moda feita pelo Ackermann’s Repository em janeiro de 1809. A imagem à direita é também de um vestido para noite de janeiro de 1815.
Através de contato por e-mail e g-talk pude conhecer um pouco mais de Heather. Como descrevo abaixo:
Heather morea em Seattle nos Estados Unidos, com sua família (marido, dois filohos e dois gatinhos). Além de possuir o seu próprio website sobre Jane Austen, Heather também faz parte do AustenBlog. Você poderá ler em um post antigo de seu blog como Heather começou a blogar: aqui.
Bem, Heather me contou que em 2005 começou o website meio que por acidente: ela possuía uma coleção dos livros de Jane Austen ilustrados por C.E. Brock (lindas aquarelas) e no Fórum Pemberly (fórum de discussões), descobriu que sua coleção de livros contêm a coleção completa de ilustrações de Brock. Nem todas os livros publicados com as ilustrações de Brock possuem a coleção completa. Em seguida, Heather tirou algumas fotos das ilustrações para que os outros membros do fórum pudessem vê-las e depois colocou-as em uma página pessoal na internet. As ilustrações receberam várias visitas e após um ano Heather criou o Solitary Elegance. Nessa época, começou a produção de Northanger Abbey (2006-2007) e uma pequena página que Heather criou sobre as adaptações de Northanger Abbey começou também a receber muitas visitas também. De modo que até o primeiro semestre de 2008, Heather publicou sobre as novidades da filmagem.
Em 2009, Heather decidiu comemorar o aniversário de 200 anos do Ackermann’s Repository adicionando à galeria as imagens cotendo citações de Austen. Os papéis de parede apresentarão os anos de 1809 a 1816, de modo que será possível ver os vestidos ou tipos de vestidos que Jane Austen pode ter visto ou até inspirado seus vestidos!
Abadia de Northanger em quadrinhos
Gothic ClassicsGraphic Classics Volume Fourteen
Romance, terror and intrigue in the archetypal gothic novel adapted by Antonella Caputo and illustrated by Carlo Vergara
– J. SHERIDAN LE FANU – Carmilla
An immortal female vampire claims her victims in the precursor to Dracula adapted by Rod Lott and illustrated by Lisa K. Weber
– EDGAR ALLAN POE – The Oval Portrait
A story of artistic obsession illustrated by Malaysian artist Leong Wan Kok
A canine ghost story illustrated by Trots and Bonnie creator Shary Flenniken
• With a dramatic cover painting by Lisa K. Weber
Abaixo uma ilustração das páginas de Abadia de Northanger:
Yes! Nos temos Fanfics!
Confissões de uma adolescente
Há alguns dias eu conheci a jovem Irena Freitas na internet e por compartilharmos o mesmo gosto por Austen, acabamos ficando amigas! Para minha surpresa, Irena desenha Austen em seu moleskine ou onde mais lhe der na cabeça! Eu conheci os desenhos de Irena no Flickr e resolvi publicar no blog a arte de uma jovem que também é apaixonada por Jane Austen! Irena gentilmente concedeu a entrevista abaixo e o direito de usar suas imagens aqui no blog. Detalhes sobre os desenhos abaixo. Nesta pequena entrevista, Irena demonstrou ser uma jovem muito esclarecida e apaixonada pelo que faz!
Jane Austen tomando chá com Napoleão. Esta ilustração originalmente foi desenhada em papel e depois transferida para o computador onde Irena pintou.
Perguntas:
Como conheceu Jane Austen?
Na verdade é uma história meio longa. Eu já tinha ouvido falar nela e nas suas principais obras, e até já tinha assistido uns filmes baseados nos livros (mesmo que meio que sem saber). Mas só foi no início de 2006, quando assisti a última versão para o cinema de “Orgulho & Preconceito” que realmente tive vontade de ler um livro dela. Li e gostei, porém foi só isso. No final do mesmo ano lembro que a minha professora de Inglês na época pediu para que nós escolhêssemos alguma pessoa influente de alguma forma na língua inglesa para nós fazermos uma pequena apresentação oral sobre ela. Desse modo, escolhi a Jane Austen, sem nenhum motivo aparente. Mas então quando fui fazer uma pesquisa sobre a vida e obras de Jane Austen algo que me chamou a atenção: ela tinha mania de escrever atrás de uma porta que rangia e não deixava ninguém vê-la escrevendo os livros. E eu simplesmente achei aquela a coisa mais engraçada do mundo, porque sempre julguei que eu era única pessoa do universo que tinha aquela mania. Depois daquilo eu meio que quis saber tudo sobre Jane Austen, e minha “pequena apresentação” para aula de Inglês durou duas horas e meia e deixei todo mundo da sala com vontade de ler Jane Austen também.

Já leu os livros dela? Quais?
Já li todos os livros, inclusive os trabalhos menores, tanto em português quanto em inglês. Devo ter mil cópias diferentes de cada livro espalhado pelo meu quarto! 🙂
Qual (is) o(s) seu(s) favorito(s)?
Nem sei dizer! Gosto de vários de maneira diferente, mas acho que meus favoritos são “Emma”, “Orgulho & Preconceito” e “Persuasão”.
Jane Austen, Adaptação e Ironia
Hollywood sem beijo
Por Genilda Azerêdo*
Orgulho e Preconceito – Hollywood sem beijo**

Ao contrário de outras adaptações de Austen, em Orgulho e Preconceito as músicas e as danças são festivas e alegres, algo que se alinha co
m certa leveza da narrativa (em oposição, por exemplo, às narrativas de Razão e Sensibilidade, Persuasão ou Palácio das Ilusões). O ritmo da música (e, conseqüentemente, da dança), no entanto, muda quando Lizzy e Darcy dançam. O contraste com as danças anteriores fica explícito. O ritmo mais lento possibilita que conversem; a câmera se demora nos dois, já que precisam ser revelados (não só um ao outro, mas ao espectador). Por um momento, inclusive, cria-se a ilusão de que apenas os dois rodopiam no salão, o que mostra a função da dança como ritual erótico.De modo geral, ainda que em determinados momentos haja exagero (Mr. Collins, por exemplo, soa caricatural), o filme consegue refletir temáticas relevantes da narrativa de Austen; consegue, ainda, em determinadas cenas, uma tonalidade de humor e ironia característica da autora.
a – que a crítica social, principalmente quando consideramos o estilo altamente irônico de Austen), esta adaptação também acaba por se definir como “hollywoodiana”, principalmente no tratamento que dá à relação entre Lizzy e Darcy.Para ilustrar a ênfase na relação romântica, tomemos como exemplo as duas cenas em que Darcy se declara a Lizzy. Em Austen, é comum o narrador fazer uso de narração sumária, ou do discurso indireto, exatamente como estratégias para a criação de um distanciamento, para a quebra ou diluição da emoção, em momentos de grande densidade dramática. É o caso no que diz respeito ao desenvolvimento gradual da relação afetiva entre Lizzy e Darcy. Mas não só isso. No romance, na primeira vez em que Darcy declara seu amor a Lizzy, eles estão dentro de casa. No filme, como era de se esperar, há não só a dramatização do diálogo (“showing” em vez de “telling”) e o deslocamento espacial, na medida em que a cena acontece ao ar livre, mas também a utilização de um contexto de trovões e chuva forte, além de uma música que adensa a carga (melo)dramática da situação, o que a
caba culminando num imenso clichê romântico.A segunda cena, quando os mal-entendidos entre eles já foram esclarecidos, e Darcy novamente renova seu sentimento por Lizzy, também chama a atenção em termos de construção visual. Aqui, como no romance, o encontro se dá ao ar livre. No entanto, diferentemente do romance, o encontro entre eles se dá de madrugada, algo impensável para aquele contexto pré-vitoriano, principalmente quando consideramos os personagens envolvidos (protagonistas, e, portanto, guiados por certas regras de conduta e racionalidade). É claro que, mais uma vez, a utilização desse espaço acentua a carga dramática (tornando-a romântica) da situação e cria um deslocamento em relação ao contexto de Austen.
scuridão inclusive acentuada pelas vestimentas escuras de ambos – acaba por remeter a um contexto posterior, vitoriano, sendo bem mais adequada aos arroubos e romantismo das irmãs Brontës, por exemplo, que a contenção de Austen. Esses recortes servem para mostrar a escolha ideológica por trás da adaptação. Se, como diz Dudley Andrew, “adaptação é apropriação de significado de um texto anterior” (e um texto pode ter significados variados, ficando a critério do cineasta e roteirista dar maior visibilidade a um ou a outro), fica evidente que a escolha empreendida, neste caso, tentou conciliar a crítica social de Austen à história pessoal de Lizzy e Darcy; porém, ao romantizar (principalmente em termos visuais) a narrativa privada, o filme perdeu a chance de, por exemplo, aprofundar as relações inseparáveis entre o público e o privado em Austen. No entanto, talvez como certo consolo, o final do filme acaba por resgatar, mais uma vez, a tonalidade contida de Austen, através da ausência do beijo e da conclusão do filme sem a cena do(s) casamento(s). De modo que talvez a melhor definição para esta adaptação seja “Hollywood sem beijo”.Direitos Autorais
Além disso, em São Paulo foi escrita uma ‘Carta de São Paulo pelo Acesso a Bens Culturais’:
Nós acadêmicos, artistas, escritores, professores, editores e membros da sociedade civil abaixo assinados, movidos pela convicção quanto à necessidade de promover a universalização do acesso a obras literárias, artísticas e científicas e conscientes da necessidade de proteção dos direitos autorais contra usos comerciais indevidos, tornamos público alguns consensos quanto à necessidade de reforma da lei de direito autoral.

















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